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Docente:
João Filipe Matos
Objectivos
A disciplina de
Aprendizagens e Educação Matemática tem como objectivos:
-
Proporcionar o aprofundamento de diferentes perspectivas de
investigação sobre a aprendizagem no âmbito da educação matemática
inspiradas em diferentes correntes oriundas da Psicologia, Sociologia e
Antropologia;
-
Analisar as implicações dessas perspectivas na investigação
que tem vindo a ser realizada no domínio da educação matemática quer no
estrangeiro quer em Portugal.
Temas
-
Perspectivas construtivistas (piagetiana, construtivista
radical, socio-construtivista)
-
Perspectivas cognitivistas (campos conceptuais,
representacionistas, cognição corporizada)
-
Perspectivas sócio-culturais (vygotskiana, teoria da
actividade)
-
Perspectivas socio-antroplógicas (cultural, situada)
-
Perspectivas socio-políticas (educação matemática crítica).
No quadro das diferentes perspectivas teóricas,
são abordadas diversos problemas actuais de investigação em educação matemática
tais como as potencialidades do trabalho em grupo, a apropriação de artefactos
matemáticos, a organização da prática matemática escolar, a avaliação das
aprendizagens, o desenvolvimento profissional do professor de matemática, a
dimensão social e política da educação matemática, a utilização das TIC na
educação matemática, o desenvolvimento de investigações matemáticas, etc.
Actividades
O desenvolvimento do trabalho nesta disciplina
implica a leitura obrigatória e a análise crítica de dois textos escolhidos em
cada uma das cinco perspectivas tratadas e aprofundamento e discussão das
questões consideradas mais relevantes em cada uma e um artigo de investigação
com uma dimensão empírica em cada perspectiva. Contempla-se diferentes
modalidades de trabalho:
-
Apresentação pelo docente e professores convidados de
problemáticas actuais nos temas da disciplina;
-
Leitura, análise, apresentação e discussão de documentos de
investigação sobre os temas seleccionados;
-
Apresentação (por cada grupo) de questões críticas emergentes
da análise de um artigo de investigação empírica
-
Debate em torno de questões críticas.
Avaliação
A avaliação tem em consideração:
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Todas as actividades presenciais realizadas nas aulas e
realizadas à distância na plataforma on-line da disciplina, nomeadamente no
que respeita à participação dos mestrandos nessas actividades e às
apresentações e discussão realizadas, e
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Elaboração de um ensaio incidindo sobre as potencialidades e
limitações de uma dada perspectiva teórica trabalhada na disciplina sobre um
problema de investigação devidamente formulado.
Bibliografia
Abreu, G. (2000). Aprendizagem da Matemática e construção de
identidades: uma perspectiva psicológica sócio-cultural. In J.F. Matos & M.
Santos (Eds), Actas do XI Seminário de Investigação em educação Matemática.
Lisboa: APM.
Bussi, M. (1998). Joint activity in
mathematics classrooms: a Vygotskian perspective. In F. Seeger et al. (Eds), The
culture of the mathematics classroom, p.13-49.
Cambridge: Cambridge University Press.
Carreira, S. (1995). A mediação semiótica e a metáfora na análise
do desenvolvimento conceptual em matemática.
D'Ambrósio, U. (2005). Sociedade, cultura, matemática e o seu
ensino. Educação e Pesquisa, 31 (1), p.99-120.
Goldin, G. & Kaput, J. (1996). A joint
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L. Steffe et al (Eds), Theories of Mathematical Learning, p. 397-430.
Mahwah, New Jersey: Lawrence Erlbaum.
Herscovics, N. (1996). The construction of
conceptual schemes in mathematics. In L. Steffe et al (Eds), Theories of
Mathematical Learning, p. 351-379. Mahwah, New
Jersey: Lawrence Erlbaum.
Kilpatrick, J. (1987). What constructivism
might be in mathematics education. Proceedings of
the11th Annual Meeting of PME.
Knijnik, G. (2001). Educação matemática, exclusão social e
política do conhecimento. Bolema, 14(16), p.12-28.
Lave, J. (1988). Cognition in practice: mind,
mathematics and culture in everyday life.
Cambridge: Cambridge University Press.
Lave, J. (1996). A selvajaria da mente domesticada. Revista
Crítica de Ciências Sociais, 46, p.109-134.
Lave, J. (2000). Views of the classroom:
implications for Math and Science learning research. In M. Gardner at el. (Eds),
Toward a scientific practice of science education, p. 251-263.
Hillsdale, New Jersey: Lawrence Erlbaum.
Matos, J.F. (2005). Matemática, educação e desenvolvimento social
- questionando mitos que sustentam opções actuais em desenvolvimento curricular
em matemática. (pdf)
Matos, J.F. & Santos, M. (1999). Educação matemática e (in)justiça
social: uma agenda de investigação necessária. (pdf)
Matos, J.F. (1999). Aprendizagem e prática social: contributos
para a construção de ferramentas de análise da aprendizagem matemática escolar.
In J. Ponte & L. Serrazina (Eds), Educação Matemática em Portugal, Espanha e
Itália. Lisboa: SPCE.
Skovsmose, O. & Valero, P. (2001). Quebrando a neutralidade
política: o compromisso crítico entre a educação matemática e a democracia.
Vergnaud, G. (1996). The theory of conceptual
fields. In L. Steffe et al (Eds), Theories of Mathematical Learning, p. 219-239.
Mahwah, New Jersey: Lawrence Erlbaum.
von Glasersfeld, (1995). Construtivismo radical: uma forma de
conhecer e aprender. Lisboa: Instituto Piaget. [Capítulo 1 e 3]
Bibliografia orientada será indicada na disciplina na plataforma
[http://meduc.fc.ul.pt]
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