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Coordenador:
João Filipe Matos
Docentes:
Ana Freire, Benedita Melo,
Cecília Galvão, Carolina Carvalho, Hélia Oliveira, Henrique Manuel Guimarães,
Feliciano Veiga, Guilhermina Miranda, Isabel Neves, Joaquim Pintassilgo e Olga
Pombo
Objectivos
e organização
A disciplina Metodologia de Investigação II
constitui-se num espaço de aprofundamento da aprendizagem sobre uma variedade de
formas de investigação em educação. A finalidade da disciplina é proporcionar
oportunidades aos mestrandos para o desenvolvimento de capacidades de
planeamento da investigação, de desenvolvimento de estratégias, metodologias e
instrumentos de recolha e análise de dados e de produção de resultados.
A disciplina organiza-se por módulos que são
da responsabilidade de cada um dos docentes indicados. Trata-se no entanto de
uma disciplina única que oferece a possibilidade dos mestrandos optarem pelos
temas que lhes pareçam mais relevantes para a sua formação. Os mestrandos
deverão realizar 3 módulos que escolherão no final do 1º semestre a partir da
lista de módulos oferecidas.
Avaliação
Os mestrandos realizam um trabalho escrito
único que suporta a avaliação sumativa e a classificação final na disciplina
consistindo num ensaio em que o mestrando elabora sobre o potencial que uma dada
abordagem metodológica, estratégia de recolha de dados, método de análise de
dados, etc poderá ter na sua futura investigação. O trabalho poderá ter como
centro de gravidade a temática de um ou mais dos módulos em que o mestrando
participou.
MÓDULO 1:
O Professor
como Investigador da sua Prática
Docente:
Ana Maria Freire
Finalidades
Pretende-se
com este módulo contribuir para a consciencialização da necessidade de promover
a investigação na prática lectiva, para o desenvolvimento de competências
investigativas e para a aquisição de conhecimentos que permitam a concretização
de projectos de investigação na sala de aula.
Temáticas
1. Investigação
Acção em Educação e Investigação no Ensino
-
Significado e evolução do conceito ao
longo dos tempos
-
Definições de investigação acção
-
Tipos de investigação acção e suas
características
-
Investigação acção na Formação de
professores de Ciência
2. Investigação sobre as práticas
-
Professores como investigadores na sala de aula
-
Processo de Construção de Conhecimento Profissional
-
Conceitos Fundamentais
-
Problematização, desenho do projecto de intervenção, recolha e análise de
dados, apresentação de resultados
-
Vantagens e Limitações
-
Questões éticas
-
Exemplos de Projectos de Investigação na Prática
3. Investigação na prática como transformação
das escolas
Estratégias de Ensino
Leitura e discussão de textos centrados nas temáticas.
Apresentação de problemas emergentes da prática e debate sobre as perspectivas
teóricas que lhe estão subjacentes. Apresentação e análise de casos.
Avaliação
A avaliação desta disciplina decorre segundo a proposta
apresentada pelo coordenador da Disciplina de Metodologia de Investigação II.
Bibliografia
Burton, D. & Bartlett, S. (2005).
Practitioner research for teachers. London: Paul Chapman Publishing.
Hubbard, R. S. & Power, B. M. (2003). The
art of classroom inquiry. A handbook for teacher-researchers, (revised
edition, 1st published in 1993). Portsmouth, NH: Heinemann.
Hustler, D., Cassidy, T., & Cuff, T. (Eds.).
(1986). Action research in classrooms & schools. London: Allen & Unwin
Koshy, V. (2005). Action research for
improving practice. A practical guide. London: Paul Chapman Publishing.
McNiff, J. (1988). Action research.
Principles and practice. London: Routledge
McNiff, J. (1993). Teaching as learning.
London: Routledge
Meyers, E. & Rust, F. (Eds.), (2003).
Taking action with teacher research. Portsmouth, NH: Heinemann.
Mohr, M. M., Rogers, C., Sanford, B., Nocerino,
M. A., MacLean, M. S., & Clawson, S. (2004). Teacher research for better
schools. New York, NY: Teachers College Press
Murrell, P. C. (2001). The community
teacher. New York, NY: Teachers College Press
Sagor, R. (2005). The action research
guidebook. Thousand Oaks, CA: Corwin Press.
Serrano, M. G. (1990). Investigacion-accion.
Aplicationes al campo social y educativo.
Madrid: Dykinson
Somekh, B. (2006). Action research: a
methodology for change and development. Maidenhead, Berkshire: Open
University Press.
Weinbaun, A., Allen, D., Blythe, T., Simon,
K., Seidel, S., & Rubin, C. (2004). Teaching as inquiry. New York, NY:
Teachers College Press.
MÓDULO 2:
O estudo de caso interpretativo na investigação em
educação
Docente:
Henrique Manuel Guimarães
Finalidades e Objectivos
Este módulo propõe o estudo de
uma modalidade de pesquisa que tem sido utilizada com frequência na investigação
em educação em Portugal: o estudo de caso. Procurar-se-á esclarecer as
principais características desta modalidade de investigação, nomeadamente no que
a distingue de outras modalidades de pesquisa, caracterizar diferentes tipos e
formas de utilização, e analisar os principais elementos a ter em consideração
na concepção, realização e apreciação de um estudo de caso, numa perspectiva
interpretativa da investigação.
Este módulo propõe-se com o
propósito principal de proporcionar aos mestrandos:
-
Uma compreensão do
estudo de caso como modalidade de investigação em educação numa perspectiva interpretativa;
-
O desenvolvimento
da capacidade de analisar trabalhos de investigação que utilizem o estudo de
caso como modalidade de pesquisa;
-
O desenvolvimento
da capacidade de conceber, planear e realizar uma proposta de investigação
usando o estudo de caso.
Temas
Compõem o módulo os seguintes temas e tópicos:
-
O estudo de caso
interpretativo como modalidade de investigação: noção, tipos e formas de
utilização; potencialidades e limites; o problema da validade e da fiabilidade.
-
O planeamento e
condução de um estudo de caso: a selecção do(s) caso(s); estratégias e
instrumentos para a recolha de dados; o papel do investigador; o registo e a
organização de dados.
-
A apresentação de
um estudo de caso: modalidades; organização e conteúdo do relato de um estudo de
caso.
Actividades
-
No essencial, o
trabalho em aula decorrerá a partir de intervenções do professor sobre os temas
e tópicos em estudo e de solicitações aos mestrandos de natureza variada,
nomeadamente, análise de textos teóricos e de trabalhos de investigação, e
discussão colectiva e em pequeno grupo em torno das questões em estudo.
Bibliografia
Erickson, Frederick (1986).
Qualitative methods in research on teaching. Em M. C. Wittrock (Ed.),
Handbook of research on teaching (pp. 119-161). Nova Iorque: MacMillan.
Guba, E. & Lincoln, Y. S. (1998).
Competing paradigms in qualitative research. In Denzin & Lincoln (eds) The
land scape of qualitative research: theories and issues, 195-219. T. Oaks:
Sage.
Lessard-Hébert, Michelle, Gabriel
Goyette, e Gérard Boutin (1994). Investigação qualitativa: fundamentos e
práticas (tradução de Maria João Reis). Lisboa: Instituto Piaget.
Merrian, Sharan B. (1988). Case
study research in education. S. Francisco: Jossey-Bass Publishers.
Yin, Robert K. (1984). Case study research:
Design and methods. Newbury Park: Sage.
MÓDULO 3: Estudos Etnográficos em Educação
Docente:
João Filipe Matos
Finalidades
-
Proporcionar oportunidades aos mestrandos para desenvolver a
capacidade de ler, compreender e apreciar criticamente investigação em educação
realizada numa perspectiva etnográfica
-
Contribuir para a compreensão de questões metodológicas de
instrumentação, recolha de dados, análise de dados e interpretação em estudos
etnográficos
-
Desenvolver a capacidade de elaboração de uma proposta de
investigação de tipo etnográfico.
Temas
-
Princípios e bases da investigação de tipo etnográfico
-
Formulação de problemas e questões de investigação. Papel da
teoria na investigação etnográfica. O campo teórico e o campo empírico.
Elementos de uma investigação etnográfica.
-
Planificação da investigação etnográfica.
-
Recolha de dados no campo empírico. Estratégias e problemas. A
instrumentação. Critérios de decisão sobre a instrumentação
-
Entrevista etnográfica e observação participante. Problemas e
estratégias. Guiões. Registo e condução.
-
Problemas de representação e relato da investigação
etnográfica. em educação. Etnografias da prática. Critérios de validade da
investigação etnográfica: validade conceptual, validade externa e interna,
fiabilidade.
Actividades
O módulo é
conduzido através de (i) exposição dos mestrandos a ideias chave e problemas
essenciais da abordagem etnográfica à investigação em educação, (ii) análise
conjunta de trabalhos de investigação etnográfica em educação. Assume-se a
preparação da parte dos mestrandos com base na leitura orientada e na reflexão
preparatória das sessões de trabalho presencial.
Bibliografia
Brown, A. & Dowling, P. (1998). Doing
Research/Reading Research: a mode of interrogation for education. London:
Falmer Press.
Caria, T. (1994). Prática e Aprendizagem da Investigação
Sociológica no Estudo Etnográfico duma Escola Básica 2.3.1. Revista Crítica
de Ciências Sociais, 41, pp. 35-62
Cohen, L., Manion, L. & Morrison, K. (2000).
Research Methods in Education. New York: Routledge.
Delamont, S. (1992). Fieldwork in
Educational Settings. London: Falmer Press.
Eisenhart, M. (2001). Educational Ethnography
Past, Present, and Future: Ideas to Think With. Educational Researcher,
30 (8), pp. 16-27.
Erickson, Frederick (1984). What Makes School
Ethnography 'Ethnographic'? Anthropology and Education Quarterly, Vol.
15, 51-66.
Graue, M. & Walsh, D. (2003). Investigação Etnográfica com
Crianças: teorias, métodos e ética. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Hammersley, M. (1990).
Classroom Ethnography.
Milton Keynes: Open University Press..
Hustler, D. & Payne, G. (1988). Ethnographic
Conversation Analysis: An Approach to Classroom Talk. In R. Burgess (Ed.)
Strategies of Educational Research: Qualitative Methods.
London: The Falmer Press.
Iturra, R. (1986). Trabalho de Campo e Observação Participante em
Antropologia. In Augusto Santos Silva e José Madureira Pinto (Org.)
Metodologia das Ciências Sociais. Porto: Edições Afrontamento Biblioteca das
Ciências do Homem.
Koskinen, I. & and Repo, P. (2006).
Personal technology in public places. Face and Mobile Video.
Working Paper 94. Helsinki: National Consumer Research Centre
Lave, J. (1997). The
Culture of Acquisition and Practice of Understanding. In Kirshner, D. & Whitson,
J., Situated Cognition Social, Semiotic and Psychological Perspectives.
Mahwah, NJ: Erlbaum.
LeCompte, M. & Goetz, J. (1982). Problems of
Reliability and Validity in Ethnographic Research. Review of Educational
Research, 52(1), pp. 31-60.
Rossi, L. & Casagrande, L. (2001). O processo de enfermagem em
uma unidade de queimados: um estudo etnográfico. Revista Latino-americana de
Enfermagem, 9(5), pp.39-46.
Silva, P. (2006). Pais-professores: reflexões em torno de um
estranho objecto de estudo. Interacções, 2, pp.268-290.
Spradley, J. (1979). The Ethnographic
Interview. New York: Holt, Rinehart & Winston.
Vasconcelos, T. (1996). Onde pensas tu que vais? Senta-te! -
Etnografia como experiência transformadora. Educação, Sociedade e Culturas,
6, 23-46
MÓDULO 4: Narrativa em Educação
Docente:
Cecília Galvão
Objectivos
Com este módulo pretende-se discutir qual o
significado de narrativa numa perspectiva de investigação educacional e como
recurso de formação de professores, analisar narrativas, tendo em conta várias
perspectivas, e construir narrativas a partir de diferentes instrumentos de
recolha de dados.
Temas
-
Conceito de Narrativa, perspectiva histórica e
fundamentação.
-
Narrativa, história e biografia: diferenças e
perspectivas investigativas
-
Narrativa como método de investigação. Problemas de
validade.
-
Perspectivas de análise: antropológica, psicológica
e sociolinguística
-
O discurso narrativo: análise narrativa e análise
de narrativas.
Actividades
O desenvolvimento do trabalho pressupõe o envolvimento dos
participantes na leitura, análise crítica e discussão das questões identificadas
como mais relevantes neste domínio. Isto será realizado com base na interacção
entre docente e formandos, e entre estes, contemplando-se diferentes modalidades
de trabalho nas aulas, nomeadamente:
-
Leitura e análise de textos teóricos e de
investigação empírica;
-
Apresentação pela docente de problemáticas actuais
em investigação narrativa
-
Trabalho prático em grupo
-
Discussão em torno de questões críticas
relacionadas com a narrativa, em investigação interpretativa em educação.
Bibliografia
Bruner, J. (1986). Actual minds, possible
worlds. Cambridge: Harvard University Press.
Bruner, J. (1991). The Narrative Construction
of Reality. Critical Inquiry, 18, 1-21.
Carter, K. (1993). The Place of Story in the
Study of Teaching and Teacher Education. Educational Researcher, 22, (1),
5-12.
Casey, K. (1995). The new narrative research
in education. In M. Apple (Ed.), Review of Research in Education. (pp.
211-253). Washington, DC: AERA
Chapman, O. (1992) Narrative and
teacher-student relationships. Paper presented at the Conference on Teachers'
stories of life and work: the place of narrative in personal-professional
development. University of Liverpool, England. April, 1992 (Policopiado).
Connelly, M. & Clandinin, J. (1986). On
Narrative Method, Personal Philosophy, and Narrative Unities in the Story of
Teaching. Journal of Research in Science Teaching, 23 (4), 293-310.
Connelly, M. & Clandinin, J. (1990). Stories
of Experience and Narrative Inquiry. Educational Researcher, 19 (5),
2-14.
Cortazzi, M. (1993). Narrative Analysis.
London: The Falmer Press.
Elbaz, F. (1990). Knowledge and discourse: The
evolution of research on teacher thinking. In C. Day, M. Pope & P. Denicolo
(Eds.), Insight into teachers' thinking and practice.(pp. 15-39). London:
The Falmer Press.
Elbaz-Luwisch, F. (2002). O ensino e a
identidade narrativa. Revista de Educação, XI (2),21-33
Galvão, C. (1998). Professor: O início da
prática profissional. Dissertação apresentada na Universidade de Lisboa para
obtenção do grau de Doutor em Educação. Lisboa: Associação de Professores de
Matemática (APM).
Galvão, C. & Freire, S. (2001). Tornar-se
professora no ensino superior. Revista de Educação, 10, (1), 75-85.
Galvão, C. (2005). Narrativas em Educação.
Ciências& Educação, II (2), 327-345.
Gee, P. (1985). The narrativization of
experience in the oral style. Journal of Education, 167 (1), 9-35.
Gee, J.P. (1990). Social linguistics and
literacies: Ideology and discourses. New York: Falmer.
Hicks, D. (1995). Discourse, learning, and
teaching. In M. Apple (Ed.), Review of Research in Education. (pp.
49-95). Washington, DC: AERA.
Josso, C. (1987). Da formação do sujeito… ao
sujeito da formação. In A. Nóvoa & M. Finger (Org.). O método
(auto)biográfico e a formação. (pp. 37-50) Lisboa: Ministério da Saúde,
Departamento de Recursos humanos.
Josso, C. (2002). Experiências de vida e
formação. Lisboa: EDUCA.
Josso, C. (2004). As histórias de vida abrem
novas potencialidades às pessoas. Entrevista com Marie-Christine Josso.
Aprender ao Longo da Vida (2),16-23.
Labov, W. (1972). The transformation of
experience in narrative sintax. In W. Labov (Ed.), Language in the Inner City,
(pp. 352-96). Philadelphia: University of Pennsylvania.
Labov, W. (1982). Speech actions and reactions
in personal narrative. In D. Tannen (Ed.), Analyzing discourse: Text and talk
(pp. 12-44). Washington, DC: Georgetown University Press.
Luke, A. (1995). Text and discourse in
education: an introduction to critical discourse analysis. In M. Apple (Ed.),
Review of Research in Education. (pp. 3-48). Washington, DC: AERA.
Oliveira, H., Segurado, M. I., & Ponte, J. P.
(1998). Tarefas de investigação em matemática: Histórias da sala de aula. In G.
Cebola & M. Pinheiro (Eds.), Desenvolvimento curricular em Matemática
(pp. 107-125). Lisboa: SEM-SPCE.
Ponte, J. P., Costa, F., Lopes, H.,
Moreirinha, O., & Salvado, D. (1997). Histórias da aula de matemática.
Lisboa: APM.
Ponte, J. P., Oliveira, H., Cunha, H., &
Segurado, I. (1998). Histórias de investigações matemáticas. Lisboa: IIE.
Riessman, C. (1993). Narrative Analysis.
California: SAGE.
Stephens, J. (1992). Language and ideology
in children's literature. New York: Longman Publishing.
Vygotsky, L. S. (1979). Pensamento e
linguagem. Lisboa: Edições Antídoto.
Witherell, C. & Noddings, N. (1991). (Eds.),
Stories lives tell: Narrative and dialogue in
education.
MÓDULO 5: Introdução à Hermenêutica
Docente:
Olga Pombo
Objectivos
Proporcionar uma introdução à Hermenêutica, às suas diversas
orientações e às diversas metodologias delas decorrentes.
Temas
-
Significado e âmbito da Hermenêutica.
-
Exegese, explicação, interpretação e
compreensão.
-
Leitura e reconstrução.
-
Tradução, tradição e comentário.
-
Narrativa e diálogo.
-
A hermenêutica como metodologia.
Hermenêutica e Ciências Humanas.
Actividades
Trabalho de aplicação dos métodos hermenêuticos em regime de
seminário. O trabalho terá como base um conjunto de textos cuja escolha deverá
ter em conta a formação científica dos alunos e o seu conhecimento das línguas
originais em que os textos foram escritos.
Bibliografia
Eco, U. (1990), I Limiti
dell'Interpretazione, (trad. port. de José Colaço Barreiros, Os Limites
da Interpretação), Lisboa: Difel, (1992).
Gadamer, H. G. (1960), Wahrheit und Methode
(trad. franc. de Marianna Simon, Vérité et Méthode; Paris: Aubier
Montaigne (1982)
Ricoeur, P. (1976), Interpretation Theory:
Discourse and the Surplus of Meaning, (trad. port. de Artur Mourão,
Teoria da Interpretação), Lisboa: Edições 70 (1987)
Ricoeur, P. (1983), Temps et Récit, vol I,
Paris: Seuil.
Steiner, G. (1975), After Babel. Aspects of
language and translation, London/New York/Toronto: Oxford University Press.
Todorov, T. (1978), Symbolisme et
interprétation (há trad. port. de Maria de St. Cruz, Simbolismo e
interpratação, Lisboa: ed. 70, 1980).
Palmer, R. (1969), Hermeneutics.
Interpretation Theory (trad. port de M. Luísa Ribeiro Ferreira,
Hermeneutica ), Lisboa: Edições 70 (1986).
Schleiermacher, F. (1829) Hermeneutik, (trad. port. de Celso Reni
Braida, Hermeneutica. Arte e Técnica da Interpretação), S. Paulo: Editora Vozes
(1999)
MÓDULO 6: A entrevista na investigação em educação
Docente:
Hélia Oliveira
Na investigação em educação, a entrevista é uma das estratégias
de recolha de dados mais utilizada. Constituindo uma das formas privilegiadas de
aceder às perspectivas das pessoas e de compreender como pensam os alunos, a
entrevista tem sido usada no contexto de diversas metodologias de investigação - estudo de caso, histórias de vida, estudos etnográficos, investigação narrativa,
método clínico, entre outras -, tanto em abordagens qualitativas como em
abordagens mistas. Neste módulo pretende-se dar a conhecer a multiplicidade de
contextos em que é possível optar pela realização de entrevistas, a sua natureza
dinâmica e complexa e os diferentes tipos de entrevistas, bem como discutir
aspectos ligados à própria realização da entrevista, à selecção dos
participantes e ao papel do entrevistador. Procurar-se-á, ainda, abordar
questões que se prendem com a análise das entrevistas e a utilização dos dados
na elaboração do relato de investigação.
Temas
-
O lugar e natureza da entrevista em diversas
metodologias de investigação em educação;
-
A entrevista, o enquadramento teórico e as questões
do estudo;
-
Os diferentes tipos de entrevista;
-
A selecção e abordagem aos participantes;
-
O planeamento e execução da entrevista;
-
A análise da entrevista.
Actividades
As aulas centrar-se-ão na exploração dos temas propostos através
de apresentações pelo professor, trabalho em pequeno grupo e discussões em
grande grupo. Serão analisados textos teóricos sobre este tema, bem como
trabalhos de investigação já finalizados e material empírico variado.
Bibliografia
Bogdan, R., & Biklen, S. (1994). Investigação qualitativa em
educação: Uma introdução à teoria e aos métodos (2.ª ed.). Porto: Porto
Editora.
Carraher, T. N. (1983). O método clínico: Usando os exames de
Piaget (1.ª ed.). Petrópolis:Vozes.
Cohen, L., Manion, L. & Morrison, K. (2001),
Research methods in education. London: Routledge/Falmer.
Creswell, J. W. (2003). Research Design:
Qualitative, quantitative, and mixed methods approaches. London: SAGE
Publications.
Denzin, N. K., & Lincoln, Y. S. (Eds.) (1998).
Strategies for qualitative inquiry. Thousand Oaks: Sage.
Foddy, W. (1996). Como perguntar? Teoria e prática da
construção de perguntas em entrevistas e questionários.
Oeiras: Celta.
Ireson, J. (1997).
Comparing the process of curriculum development in two schools: Evidence from
interviews. Studies in Educational Evaluation, 23 (1), 49-63.
McCracken, G. (1988). The long interview
(1.ª ed.). Newbury Park: Sage.
Patton, M. Q. (1987). How to use
qualitative methods in education. Newbury Park: Sage Publications.
Poirier, J., Clapier-Valladon, S., & Raybaut,
P. (1999). Histórias de vida: Teoria e prática. Oeiras: Celta.
Seidman, I. (2006). Interviewing as
qualitative research : A guide for researchers in education and the social
sciences. New York: Teachers College Press.
Vaughn, S., Schumm, J. S., & Sinagub, J.
(1996). Focus group interviews in education and psychology.
Thousand Oaks: Sage.
Wengraf, T. (2001). Qualitative research
interviewing: Biographic narrative and semi-structured methods. London:
Sage.
MÓDULO 7: Da construção à aplicação de inquéritos por questionário
Docente:
Maria Benedita Portugal e Melo
Objectivo
Temas
-
Vantagens e desvantagens da selecção do
inquérito por questionário comparativamente com outras técnicas de recolha de
dados
-
Questões fundamentais a incluir no inquérito por
questionário
-
Problemas inerentes à formulação das questões do
inquérito por questionário
-
Realização e aplicação dos pré-testes do inquérito
por questionário
-
Condições de aplicação da versão definitiva do
inquérito por questionário
Actividades
-
Construção de um inquérito por questionário;
-
Aplicação desse instrumento;
-
Reflexão sobre os resultados/dificuldades
subjacentes a este processo.
Bibliografia
Giglione, R. E Matalon, b. (1993) O
Inquérito: Teoria e Prática, Oeiras, Celta.
Lima, M. P. (1987) O Inquérito Sociológico:
Problemas de Metodologia, Lisboa, Editorial Presença.
Quivy, R. & Campenhoudt, L.V. (1992) Manual
de Investigação em Ciências Sociais, Lisboa, Gradiva.
Silva, A. S. & Pinto, J. M. (orgs.) (1987)
Metodologia das Ciências Sociais, Porto, Afrontamento.
MÓDULO 8: MODELOS E INSTRUMENTOS DE ANÁLISE: UMA PERSPECTIVA METODOLÓGICA MISTA
Docente:
Isabel Pestana Neves
Introdução
Com este módulo pretende-se discutir o significado de
metodologias mistas de investigação em educação e analisar alguns dos seus
fundamentos e pressupostos.
O conteúdo do módulo centra-se fundamentalmente em aspectos
relacionados com a concepção, construção e aplicação de modelos e instrumentos
no âmbito de uma metodologia mista de investigação orientada por uma perspectiva
de natureza sociológica. Procura-se, com base em casos exemplares, discutir
também critérios de validade e de fiabilidade associados a essa metodologia.
Temas
-
Concepção de modelos: Fundamentos e pressupostos
-
Construção de instrumentos: Relação entre o teórico
e o empírico
-
Aplicação de modelos e instrumentos: Critérios de
fiabilidade e de validade
-
Casos exemplares
Objectivos
-
Conhecer diferentes tipos de metodologias mistas de
investigação educacional.
-
Discutir fundamentos e pressupostos subjacentes às
metodologias mistas de investigação.
-
Reflectir sobre as potencialidades e limites de
metodologias mistas de investigação.
-
Compreender que teorias com grande rigor conceptual
e poder explicativo permitem o desenvolvimento de modelos de análise aplicáveis
a contextos diversificados.
-
Reconhecer a importância da relação entre as
proposições teóricas e os dados empíricos na concepção de modelos e instrumentos
de análise.
-
Discutir critérios de validade e de fiabilidade
associados a metodologias mistas de investigação.
-
Conhecer exemplos de modelos e instrumentos
concebidos no âmbito de uma metodologia mista de investigação.
Actividades
-
Análise e discussão de textos sobre os temas em
estudo.
-
Análise crítica de modelos e instrumentos de análise.
-
Concepção de instrumentos de recolha e análise de
dados.
Bibliografia
Bernstein, B. (2000).
Pedagogy, symbolic control and identity:
Theory, research, critique
(edição revista). Londres: Rowman Littlefield.
Constas, M. (1998). Deciphering postmodern
educational research. Educational Researcher, 27 (9), 36-42.
Creswell, J. W. (2003). Research design:
Qualitative, quantitative and mixed methods approaches.
Londres: Sage Publications.
Morais, A. M. (2004).
Basil Bernstein: Sociologia
para a educação.
In A. Teodoro & C. Torres (Orgs.),
Educação crítica & utopia - Perspectivas para o século XXI. Lisboa: Edições
Afrontamento.
Morais, A. M., & Neves, I. P. (2007). Fazer
investigação usando uma abordagem metodológica mista. Revista Portuguesa de
Educação (proposto para publicação).
Tashakkori, A., & Teddlie, C. (1998).
Mixed methodology: Combining qualitative and
quantitative approaches.
Thousand Oaks, CA: Sage Publications.
Tashakkori, A., & Teddlie, C. (Eds.). (2003).
Handbook of mixed methods in social & behavioural research. Thousand
Oaks, CA: Sage Publications.
MÓDULO 9: Introdução à Análise de Dados em Educação com o SPSS
Docente:
Feliciano H. Veiga
Finalidade e objectivos
A
disciplina Introdução á Análise de Dados com o SPSS (Statistical
Package for the Social Sciences) tem como finalidade desenvolver nos
mestrandos competências ao nível da utilização do SPSS na análise de dados
quantitativos, na investigação em Ciências da Educação Assim, esta disciplina
apresenta os seguintes objectivos: compreender as potencialidades do programa
SPSS; promover os conhecimentos de elaboração de ficheiros de dados; desenvolver
competências de análises estatísticas que permitam encontrar respostas a
questões de estudo; operacionalizar um pequeno pré-projecto de investigação,
integrador dos métodos e das técnicas aprendidas.
Temas
1. Investigação actual baseada
em analise de dados quantitativos
2. Análise de dados em Educação
com o programa SPSS
2.1. Operações fundamentais
2.2. Preparação e definição
dos dados
2.3. Transformação dos dados
2.4. Procedimentos
metodológicos na análise de dados
2.4.1. Obtenção de elementos
de caracterização da amostra ou grupos
2.4.2. Obtenção e leitura do teste não paramétrico qui-quadrado
2.4.3. Obtenção e leitura do teste paramétrico t de Student
2.4.4. Obtenção e leitura de coeficientes de correlação de
Spearman e de Pearson
2.4.5. Obtenção e leitura de
testes paramétricos ANOVA I
Metodologia
As aulas
integrarão momentos diferenciados, com as seguintes linhas gerais:
desenvolvimento dos temas pelo docente; reflexão em grupo acerca de casos mais
concretos; actividades de integração da teoria e da prática; apresentação de
pequenos exercícios práticos.
Avaliação
A
assistência regular às aulas e a participação nestas constituem requisitos
subjacentes à avaliação. Esta será feita com base em trabalhos de grupo.
Bibliografia
Hoz, V. G., & Juste, R. P. (2004.). La Investigation del
Professor en el Aula. Madrid: Editorial Escuela española.
Linn, R. L., & Miller, M. D. (2004).
Measurement and Assessment in Teaching. NJ: Prentice-Hall.
Pereira, A. (2005). Guia Prático de Utilização do SPSS:
Análise de Dados para Ciências Sociais e Psicologia. Lisboa: Sílabo.
Pestana, M. H., & Gageiro, J. N. (2006.). Análise de Dados
para as Ciências Sociais: A Complementaridade do SPSS. Lisboa: Sílabo.
MÓDULO 10: A análise de dados e produção de sentido na investigação qualitativa
Docente:
Henrique Manuel Guimarães
Finalidades e
objectivos
A investigação qualitativa, pela
especificidade que a caracteriza, levanta problemas muito próprios, e de uma
forma particularmente aguda, no processo de análise de dados. Este módulo propõe
o estudo de problemas nos vários níveis em que se colocam neste processo -
redução de dados, organização e apresentação, interpretação - e aborda
diferentes estratégias de análise usadas neste tipo de investigação, bem como o
papel da escrita no processo analítico e a questão da comunicação da
investigação.
Este
módulo propõe-se com o propósito principal de proporcionar aos mestrandos:
-
Uma compreensão do
processo de análise de dados na investigação qualitativa;
-
Uma compreensão de
diferentes estratégias utilizadas neste processo;
-
O desenvolvimento
da capacidade de analisar trabalhos de investigação qualitativa;
-
O desenvolvimento
da capacidade de planear e realizar a análise de dados de natureza qualitativa.
Temas
Compõem o módulo os seguintes temas e tópicos:
-
A investigação
qualitativa: natureza e diversidade dos dados; perspectivas e estratégias
analíticas - codificação, elaboração narrativa, análise linguística.
-
O processo de
redução de dados: caracterização e procedimentos.
-
A organização e
apresentação de dados: modalidades e estratégias.
-
A interpretação e
formulação de conclusões: estratégias de produção de sentido.
-
A análise de dados
e o processo de escrita; características e estrutura de um relato de
investigação.
Actividades
No
essencial, o trabalho em aula decorrerá a partir de intervenções do professor
sobre os temas e tópicos em estudo e de solicitações aos mestrandos de natureza
variada, nomeadamente, análise de textos teóricos e de trabalhos de
investigação, análise de material empírico de natureza qualitativa, e discussão
colectiva e em pequeno grupo em torno das questões em estudo.
Bibliografia
Coffey, A., & Atkinson P. (1996). Making sense of qualitative
data. Londres: Sage.
Erickson, F. (1986). Qualitative methods in research on teaching.
Em M. C. Wittrock (Ed.), Handbook of research on teaching (pp. 119-161).
Nova Iorque: MacMillan.
Guba, E., & Lincoln, Y. S. (1998). Competing paradigms in
qualitative research. In Denzin & Lincoln (eds) The land scape of qualitative
research: theories and issues, 195-219. T. Oaks: Sage.
Lessard-Hébert, Michelle, Gabriel Goyette, e Gérard Boutin
(1994). Investigação qualitativa: fundamentos e práticas (tradução de
Maria João Reis). Lisboa: Instituto Piaget.
Miles, M. B., & Huberman, A. M. (1984). Drawing valid meaning
from qualitative data: Toward a shared craft. Educational Researcher,
13(3), 20-30.
Miles, M.. B., & Huberman, A. M (1994). Qualitative data
analysis. Londres: Sage
MÓDULO 11: Análise do discurso científico
Docente:
Olga Pombo
Objectivos
Análise do discurso científico na sua dimensão semiótica,
semântica, retórica e pragmática.
Temas
-
Linguagem natural e linguagem científica.
A formalização
-
Sentido e referência. Interpretação e
verdade. Argumentação, justificação e prova
-
O problema do contexto. Contexto e
discurso.
-
Ciência, metáfora e imagem.
-
O estilo em Ciência. Sistematização,
purificação, idealização. Especialização e vulgarização.
-
Novos desafios. Ciência e
hipertextualidade.
Actividades
Trabalho em regime de seminário de aplicação
dos conceitos e métodos de análise do discurso científico. O trabalho terá como
base artigos publicados em revistas nacionais e internacionais, manuais de
diversos níveis de ensino, capítulos de livros científicos e capítulos de livros
de divulgação.
Bibliografia
Apostel, Leo, (1957),"Comment étudier le
Travail Créateur du Savant?", Revue Internationale de Philosophie, 3,
231-236.
Althusser, Louis, (1974), Philosophie et
Philosophie Spontanée des Savants, Paris: Maspero.
Belaval, Yves, (1952), Les philosophes et
leurs Langages, Paris: Gallimard.
Bunge et allii (1978), La sémantique dans
les sciences, Paris: Beauchesne.
Cassen, Bernard (org.)(1990), Quelles
Langues pour la Science?, Paris: Editions de la Découverte.
Desclés, J.-P., (1982), "Quelques Réfléxions
sur les Rapports entre Linguistique et Mathématiques", in R. Apéry et allii,
Penser les Mathématiques, 88-107, Paris: Seuil.
Dubarle, Dominique (1977), Logos et
formalization du langage, Paris: Klincksieck.
Eco, Umberto (1997), Kant e l'ornitorinco
(trad. port. de José Colaço Barreiros, "Kant e o ornitorinco", Lisboa: Difel,
1999).
Gil, Fernando (1979), Provas,
Lisboa: Imprensa Nacional.
Gil, Fernando (org.) (1999), A ciência tal
qual se faz, Lisboa: Sá da Costa.
Granger, Giles-Gaston, (1967), Pensée
formelle et Sciences de l'Homme (trad. port. de Miguel Serras Perreira,
"Pensamento Formal e Ciências do Homem"), 2 vols., Lisboa: Presença (1975 e
1976).
Granger, Giles-Gaston, (1979), Langages et
Épistémologie, Paris: Klincksieck.
Granger, Giles-Gaston, (1986), "Pour une
Épistémologie du Travail Scientifique", in J. Hamburger (org.), La
Philosophie des Sciences Aujourd'hui, 111-129, Paris: Gauthier-Villars.
Granger, Giles Gaston (1968). Essai d'une
Philosophie du Style, Paris: Armand Colin.
Perelman, Chaim (1970), Le champ de l'
argumentation, Bruxelles: Presses universitaires de Brixelles.
Perelman, Chaim e Olbrechts-Tyteca, Lucie
(1988), Traité de l' argumentation, Bruxelles: éditiond de l'université
de Brixelles.
Todorov, Tzvetan (1971), Poétique de la prose (trad. port.
de Maria de Santa Cruz, "Poética da Prosa", Lisboa: ed. 70, 1979).
Módulo 12: Introdução à Grounded Theory e ao ATLAS.ti
Docente:
Guilhermina Lobato Miranda
Objectivos
Este módulo visa fazer uma
introdução à metodologia qualitativa designada de Grounded Theory e a um
programa informático que permite tratar os dados recolhidos por meio deste
método, o ATLAS.ti.
-
Compreender os princípios e características da
metodologia Grounded Theory
-
Iniciar-se no uso do programa ATLAS.ti
-
Analisar investigações que usaram esta metodologia
Temas
-
A Grounded Theory: pressupostos, características e
campos de aplicação
-
O programa ATLAS.ti: introdução à sua utilização
-
Investigações que usaram como método a Grounded
Theory
Actividades
O desenvolvimento deste
módulo implica participação nas quatro sessões onde serão: a) explicados os
princípios e características desta metodologia de investigação; b) apresentadas
e analisadas investigações que a usaram esta metodologia; e c) ensinadas as
funções básicas do programa informático de tratamento de dados recolhidos por
meio deste método.
E ainda a leitura e análise
crítica de textos.
Avaliação
Elaboração de um artigo (8 a
12 páginas A4 a dois espaços, Times New Roman ou Courier New) sobre esta
metodologia ou sobre a análise de uma investigação que usou esta metodologia
Bibliografia
Fernandes, E. e Maia, A. (2001).
Grounded Theory. In M. Fernandes, M.
Eugénia, & L. Almeida (Eds), Métodos e técnicas de avaliação: contributos
para a prática e investigação psicológicas (pp.
49-76). Braga: Universidade do Minho.
Glaser, B. G. & Strauss,
A. L. (1967). The discovery of Grounded Theory: strategies for qualitative
research. Chicago: Aldine.
Lewins, A. & Silver, C. (2007) Using
software in qualitative research: A step-by-step guide.
London: Sage Publications.
Site que tem muita informação sobre o ATLAS.ti: download de
alguns demos, fóruns de discussão, dicas, etc.
http://www.atlasti.com/
Sites com muita informação sobre a Grounded Theory: livros,
revistas, fóruns, etc.
http://www.groundedtheory.org/index1.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Grounded_theory
MÓDULO 13: A PESQUISA HISTÓRICA EM EDUCAÇÃO
Docente:
Joaquim Pintassilgo
Finalidade
Este módulo tem por finalidade iniciar os futuros investigadores
na especificidade do olhar histórico na sua incidência sobre o campo educativo,
designadamente no que se refere às características da explicação histórica, ao
processo metodológico a desenvolver nesta área (e respectivos instrumentos) e à
importância do trabalho sobre as fontes e critérios a serem tidos em conta para
um seu uso criterioso.
Temas
-
Especificidade da abordagem histórica em educação;
-
A natureza da explicação histórica;
-
Método e técnicas de pesquisa em História da
Educação;
-
As fontes históricas e o arquivo;
-
Novas perspectivas para a pesquisa em História da
Educação.
Bibliografia
Aróstegui, J. (2006). A pesquisa histórica:
teoria e método. Bauru, SP: Edusc.
Certeau, M. de (2002). A escrita da
história. Rio de Janeiro - São Paulo: Editora Forense Universitária.
Evans, R. J. (2000). Em defesa da História.
Lisboa: Temas e Debates.
Gall, M. D., Borg, W. R., & Gall, J. P.
(1996). Educational research. An introduction. New York: Longman.
McCulloch, G. & Richardson, W. (2000).
Historical research in educational settings. Buckingham - Philadelphia: Open
University Press.
MÓDULO 14: OBSERVAÇÃO EM EDUCAÇÃO
Docente:
Carolina Carvalho
Objectivos
Com este módulo pretende-se discutir o significado da observação
em educação e na investigação educacional. Concretamente neste módulo
pretende-se explorar a multiplicidade de contextos em que é possível optar por
realizar observações, dar a conhecer a sua natureza complexa e os diferentes
tipos de observação. O registo e a análise das observações bem como a utilização
dos dados recolhidos na elaboração do relato da investigação serão igualmente
aspectos trabalhados ao longo do presente módulo.
Temas
-
Observar o quê e para quê?
-
O lugar e a natureza da observação em diversas
metodologias de investigação em educação
-
Os diferentes tipos de observação: potencialidades
e limites
-
O planeamento e a realização da observação
-
A análise da observação
Actividades
O trabalho a realizar nas diferentes sessões pressupõe diferentes
momentos: desenvolvimento dos temas pelo docente, trabalhos em pequenos grupos e
discussões entre grupos sobre materiais diversos. Serão analisados textos
teóricos sobre o tema e material empírico diverso. Actividades de role-play
serão exploradas para a (re) criar situações de observação posteriormente
analisadas em grande grupo.
Bibliografia
Brown, A. & Dowling, P. (1998). Doing
Research/Reading Research: A mode of interrogation for education. London:
Falmer Press.
Estrela, A. (1984). Teoria e prática de
observação de classes: Uma estratégia de formação de professores. Lisboa:
INIC.
Foster, P. (1996). Observing schools: A
methodological guide (1ª ed.). London: PCP.
Roth, W. M. (2005). Doing qualitative
research: Praxis of method (1ª ed. ) Retterdam: Sense Publishers.
Sanger, J. (1996). The complete observer? A
field research guide to observation (1ª ed.). London: The Falmer Press.
Simpson, M. & Tuson, J. (1995). Using
observations in small-scale research: A beginner's guide (1ª ed.) Glasgow:
SCRE Publications.
Stubbs, M. & Delamont, S. (Eds) (1976).
Explorations in classroom observation. Chichester: John Wiley & Sons.
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