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1. OBJECTIVOS DA
DISCIPLINA:
Pretende-se com esta disciplina que os estudantes:
-
Compreendam e analisem as temáticas educacionais enunciadas no programa da
disciplina;
-
Demonstrem capacidade crítica em relação às abordagens e perspectivas
teóricas apresentadas na disciplina e identifiquem as suas implicações na
investigação empírica;
-
Comparem e contrastem conceitos, princípios e estratégias fundamentais em
Sociologia da Educação;
-
Problematizem o papel da escola e dos seus actores nas comunidades
envolventes e na sociedade em geral;
-
Identifiquem interacções e implicações resultantes das características
organizacionais da escola em relação a outras variáveis, nomeadamente, as
demográficas, sociais e culturais no contexto nacional e internacional.
2. PROGRAMA - TEMAS A
DESENVOLVER:
I - A emergência dos sistemas escolares e a construção do olhar
sociológico sobre a escola
·
A
sociologia. Objecto e método. A especificidade da produção de conhecimento
científico sobre o social.
·
O
surgimento da escola de massas e o desenvolvimento da sociologia da educação
·
A
sociologia da educação na formação de professores
II - A construção da modernidade e o lugar da
escola nas sociedades contemporâneas
·
Entender a modernidade
·
Sociedade portuguesa e dinâmicas sociais recentes – que modernidade?
·
O lugar
da escola na sociedade portuguesa
III
– A Escola: dinâmicas, actores, processos e contextos:
·
Famílias e escola
·
Os
media e a escola
·
Massificação escolar, alunização da juventude e subculturas juvenis
·
Escola
e diversidade
·
Políticas educativas e organização escolar
·
O
professor: formação e desenvolvimento
·
Novos
desafios no currículo escolar
3.
BIBLIOGRAFIA
I – A emergência dos sistemas escolares e a construção do olhar
sociológico sobre a escola
Texto 1:
COSTA, A F. (1992) – Sociologia: perguntas e respostas in Sociologia,
Lisboa, Difusão Cultural, p.9-22.
Texto
2:
ALMEIDA, J.F. (1995) – Metodologia da pesquisa empírica, in Introdução à
Sociologia, Lisboa, Universidade Aberta, p. 193-197
Texto 3:
RESENDE, J.M.; VIEIRA, M.M.(1993) – A desconstrução de uma prática: do saber ao
fazer em Sociologia da Educação, in Fórum Sociológico, 2, p. 158-161
Texto 4:
DELCOURT, J. (1984) – Vers une nouvelle sociologie de l’education (texto
traduzido), in Recherches Sociologiques, XV, 1, p.11-28
Texto 5:
ESTEVES, António J., (1992) – A sociologia da educação na formação de
professores, in António J. Esteves, S. Stoer (org.) A Sociologia na escola,
Porto, Afrontamento, p.63-81
II – A construção da
modernidade e o lugar da escola nas sociedades contemporâneas
Texto
6:
GIDDENS, Anthony, (1994) – Modernidade e Identidade Pessoal, Oeiras,
Celta Editora, p. 13 –30
Apoio
6:
BERTMAN,
Stephen, (1998) - Hipercultura, O Preço da Pressa, Lisboa, Instituto
Piaget, p. 13-20; 73-76; 76-84; 90-98.
Texto
7:
VIEGAS,
José Manuel Leite; COSTA, António Firmino da (org.), (1998) - Portugal, Que
Modernidade?, Oeiras, Celta Editora, p. 17-33
Apoio
7:
BARRETO, António, (org.) (1996), A Situação Social em Portugal, 1960-1995,
Lisboa, ICS, p.
Texto
8:
SEBASTIÃO, João, (1998) – Os Dilemas da Escolaridade, in J. M. L. Viegas e A F.
da Costa (org.), Portugal, Que Modernidade?, Oeiras, Celta Editora, p.
314-318.
Apoio
8:
S.A,
(2002) - Cartografia do Abandono e Insucesso Escolares, Ministério
Educação,[internet]«http://www.min-edu.pt/Scripts/ASP/novidades_det.asp?NewsID
=181 (21 de Abril 2003)
III – A
Escola: dinâmicas, actores, processos e contextos
Texto 9:
MONTADON, Cléopâtre; PERRENOUD, Philippe
(2001) – Entre Pais e Professores, Um Diálogo Impossível?, Oeiras, Celta
Editora, p. 13-28
Apoios 9:
SINGLY, François (2000) - O Eu, O Casal e a
Família, Lisboa, Publicações D. Quixote, p.168-195
VIEIRA, M. Manuel (2003)
–
Famílias e escola: Processos de construção da democratização escolar in M. M.
Vieira, J. Pintassilgo, B. Portugal e Melo (org.) Democratização escolar
intenções e apropriações, Lisboa, CIE., p. 84-99
Texto 10:
PINTO, Manuel (2000) – A televisão no
quotidiano das crianças, Porto, Edições Afrontamento, p.143-162
Apoios 10:
METELLO de SEIXAS, M. José (1997) – «Mesmo nos
concursos a gente aprende coisas» in Educação, Sociedade e Culturas, nº8
MELO, Benedita Portugal (2003)
–
De que se fala quando se fala na ‘escola para todos’? Uma
análise da programação da RTP – 1974 a 1999 in M. M. Vieira, J.
Pintassilgo, B. Portugal e Melo (org.) Democratização escolar intenções e
apropriações, Lisboa, CIE., p. 11-63
Texto 11:
BARRÉRE, Anne, (s.d)
–
O Trabalho dos Alunos,
Porto, Rés Editora, p.44 -59
Apoios
11:
NIZET, J., HIERNAUX, P (s.d) – Aborrecimento dos
jovens na escola, Porto, Rés Editora, p.63-89
PAIS,
José Machado, (s.d.) – Culturas Juvenis, Lisboa, INCM.
Texto
12:
VALENTIM, J.P., (1997) – Escola, Igualdade e Diferença, Porto, Campo das
Letras, p. 67-84
Apoios 12:
VALENTIM, J.P., (1997) – Escola, Igualdade e
Diferença, Porto, Campo das Letras, p. 84-99
MACHADO, Fernando Luís (1994) – Luso-africanos em
Portugal: nas margens da etnicidade in Sociologia – Problemas e Práticas,
nº 16, p. 111-134
Texto
13:
PAYET,
Jean-Paul (2000) – A Escola e a Construção da Cidadania in Manuel Jacinto
Sarmento (org.) Autonomia da Escola – Políticas e Práticas, Porto,
Edições ASA, p. 285-295.
Apoios
13:
DUTERCQ,
Yves (2000) – Será a Escola o futuro do Sistema Educativo? Uma análise política
do funcionamento dos estabelecimentos de ensino in Manuel Jacinto Sarmento (org.)
Autonomia da Escola – Políticas e Práticas, Porto, Edições ASA, p.
191-208.
S.A,
(2002) – Documento Orientador das Políticas para o Ensino Básico, Ministério
Educação,[internet]«http://www.min-edu.pt/DEB/docorientbasico.asp (25 de
Novembro de 2002); Decreto lei nº 115-A/98 de 4 de Maio (Regime de Autonomia das
Escolas)
Texto
14:
GOMES, Rui (1993) – A crise do professorado e a criação de novos pólos de
identidade, in Culturas de escola e identidades dos professores, Lisboa,
Educa, p. 43-51
Apoios
14:
RESENDE, José Manuel (2001), Individualidade, Denúncia e Modernidade: O sentido
de justiça de um professor no Estado Novo in Forum Sociológico, nº 5/6,
II série, p. 110-129
PERRENOUD, Philippe (2000) – Novas Competências para Ensinar, Porto
Alegre, Artmed Editora, p. 95-109
Texto
15:
BERNSTEIN, Basil (1986) – Estrutura do conhecimento educacional, in A M.
Domingos, H. Barradas, H. Rainha, I.P. Neves (org.) A Teoria de Bernstein em
Sociologia da Educação, Lisboa, F. Calouste Gulbenkian, p. 147-159.
Apoios
15:
COSME,
Ariana, TRINDADE, Rui, (2001) – Área de Estudo Acompanhado, Porto,
Edições ASA
NOGUEIRA, Conceição, SILVA, Isabel, (2001) – Cidadania, construção de novas
práticas em contexto educativo, Porto, Edições ASA
4. RESULTADOS EXPECTÁVEIS DE APRENDIZAGEM/ COMPETÊNCIAS A DESENVOLVER
5. MODALIDADES DE AVALIAÇÃO
I –
A avaliação do trabalho realizado em Sociologia da Educação é constituído por:
A)
Um
momento de avaliação escrita sem consulta (teste individual), que será realizado
no final do semestre na época de exames consagrada no regulamento de avaliação.
O peso a atribuir a este momento é de 50%. Como condição para a aprovação na
disciplina exige-se a obtenção do mínimo de 8,0 valores no teste.
B)
Um
trabalho de grupo a apresentar, oralmente, sob a forma de uma aula. Com base
numa temática do programa da disciplina, o grupo deverá promover a reflexão e o
debate com os colegas de turma em torno daquela mesma temática. O peso a
atribuir à apresentação da aula é de 40%.
Cada
grupo de trabalho deverá ainda apresentar um relatório escrito – com o máximo de
5 páginas dactilografadas em computador - respeitante à aula apresentada. Nesse
relatório deverão constar os objectivos que se pretendem atingir com a aula; as
estratégias desenvolvidas; os principais tópicos do tema abordados com as
respectivas referências bibliográficas e uma análise reflexiva. Esta análise
reflexiva deverá incidir sobre o modo como a aula decorreu no que respeita ao
cumprimento dos objectivos inicialmente propostos, à adequação das estratégias
desenvolvidas, ao debate promovido com a turma e ao modo como esta terá
compreendido e apropriado o tema desenvolvido.
O peso
a atribuir ao relatório escrito é de 10%. A ponderação destes dois momentos de
avaliação na nota final perfaz 50%.
É
obrigatório reunir uma vez com o docente da disciplina para orientação e
acompanhamento prévio do trabalho de grupo.
Para
aprovação na disciplina é necessário que a média mínima a atingir no final dos
dois
momentos de avaliação seja de 10 valores.
II
-
Como se
torna evidente, a avaliação assim definida pressupõe uma presença e participação
regulares nas aulas ao longo do semestre. Caso esta assiduidade - no mínimo 75%
do total das aulas – não possa ser manifestamente assegurada, existe a
alternativa, legalmente consagrada, de exame final, a combinar com a docente no
início do semestre.
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