Departamento de Educação

 

Departamento de Educação

 

Metodologia de Investigação II

 

Mestrado em Educação - Programas

Metodologia de Investigação II

Coordenador

João Filipe Matos

 

A disciplina Metodologia de Investigação II constitui-se num espaço de aprofundamento da aprendizagem sobre uma variedade de formas de investigação em educação. A finalidade da disciplina é proporcionar oportunidades aos mestrandos para o desenvolvimento de capacidades de planeamento da investigação, de desenvolvimento de estratégias, metodologias e instrumentos de recolha e análise de dados e de produção de resultados.

Os temas da disciplina são organizados em módulos temáticos que são leccionados por diferentes docentes. Os mestrandos deverão realizar 3 módulos que escolherão no final do 1º semestre a partir da lista de módulos oferecidas.

MÓDULO 1: Professor como Investigador da sua Prática

Docente: Ana Maria Freire

Finalidades

Pretende-se com este módulo contribuir para a consciencialização da necessidade de promover a investigação na prática lectiva, para o desenvolvimento de competências investigativas e para a aquisição de conhecimentos que permitam a concretização de projectos de investigação na prática.

Temas

1.      Investigação no Ensino e Investigação-Acção em Educação

a.      Significado e evolução do conceito ao longo dos tempos

b.     Definições de investigação-acção

c.     Tipos de investigação-acção e suas características

d.     Investigação-acção na Formação de professores de Ciência

2.      Orientações para a formação de professores

a.      Imagens do professores na literatura educacional

b.     Natureza do conhecimento profissional dos professores

c.     O papel da reflexão no processo de aprendizagem do ensino

3.     Investigação sobre as práticas

a.      Professores como investigadores na sala de aula

b.     Processo de Construção de Conhecimento Profissional

c.     Conceitos Fundamentais 

d.     Vantagens e Limitações

e.      Questões éticas

f.       Modelos de Investigação na prática

g.     Exemplos de Projectos de Investigação na Prática

4.     Investigação na prática como transformação das escolas

a.      Colaboração entre professores – Comunidades da prática

5.     Investigação na Prática e Avaliação do Currículo Nacional

6.     Investigação na Prática e as Parcerias entre Escola e Universidade

7.     Investigação na Prática como Forma de Introduzir Inovações no Domínio das TIC

8.     Contribuição dos resultados da investigação para a qualidade do ensino

Actividades

Leitura e discussão de textos centrados nas temáticas. Apresentação de problemas emergentes da prática e debate sobre as perspectivas teóricas que lhe estão subjacentes. Apresentação e análise de casos.

Avaliação

A avaliação deste módulo centra-se em torno de duas vertentes, uma oral e outra escrita. Relativamente ao primeiro aspecto, valoriza-se a participação nas aulas (5%) e a dinamização de um debate centrado em torno de um tema ou questão, a escolher (35%). Em relação à segunda vertente, centra-se num trabalho escrito, a realizar individualmente, partindo de um problema encontrado na prática (60%). O trabalho deve ter no máximo dez páginas. Deve especificar o problema e o seu contexto, metodologia com estratégias de recolha e análise de dados e importância do estudo.

Bibliografia

Anderson, L. W. & Burns, R. B. (1989). Research in Classrooms. Oxford, England: Pergamon Press.

Burton, D. & Bartlett, S. (2005). Practitioner research for teachers. London: Paul Chapman Publishing.

Hubbard, R. S. & Power, B. M. (2003). The art of classroom inquiry. A handbook for teacher-researchers, (revised edition, 1st published in 1993). Portsmouth, NH: Heinemann.

Hustler, D., Cassidy, T., & Cuff, T. (Eds.). (1986). Action research in classrooms & schools. London: Allen & Unwin.

Koshy, V. (2005). Action research for improving practice. A practical guide. London: Paul Chapman Publishing.

McNiff, J. (1988). Action research. Principles and practice. London: Routledge.

McNiff, J. (1993). Teaching as learning. London: Routledge.

Meyers, E. & Rust, F. (Eds.), (2003). Taking action with teacher research. Portsmouth, NH: Heinemann.

Mohr, M. M., Rogers, C., Sanford, B., Nocerino, M. A., MacLean, M. S., & Clawson, S. (2004). Teacher research for better schools. New York, NY: Teachers College Press.

Murrell, P. C. (2001). The community teacher. New York, NY: Teachers College Press

Sagor, R. (2005). The action research guidebook. Thousand Oaks, CA: Corwin Press.

Serrano, M. G. (1990). Investigacion-accion. Aplicationes al campo social y educativo. Madrid: Dykinson.

Somekh, B. (2006). Action research: a methodology for change and development. Maidenhead, Berkshire: Open University Press.

Weinbaun, A., Allen, D., Blythe, T., Simon, K., Seidel, S., & Rubin, C. (2004). Teaching as inquiry. New York, NY: Teachers College Press


 

MÓDULO 2: O estudo de caso interpretativo na investigação em educação

Docente: Henrique Manuel Guimarães

Finalidades e Objectivos

Este módulo propõe o estudo de uma modalidade de pesquisa que tem sido utilizada com frequência na investigação em educação em Portugal: o estudo de caso. Procurar-se-á esclarecer as principais características desta modalidade de investigação, nomeadamente no que a distingue de outras modalidades de pesquisa, caracterizar diferentes tipos e formas de utilização, e analisar os principais elementos a ter em consideração na concepção, realização e apreciação de um estudo de caso, numa perspectiva interpretativa da investigação.

Este módulo propõe-se com o propósito principal de proporcionar aos mestrandos:

  • Uma compreensão do estudo de caso como modalidade de investigação em educação numa perspectiva interpretativa;

  • O desenvolvimento da capacidade de analisar trabalhos de investigação que utilizem o estudo de caso como modalidade de pesquisa;

  • O desenvolvimento da capacidade de conceber, planear e realizar uma proposta de investigação usando o estudo de caso.

Temas

Compõem o módulo os seguintes temas e tópicos:

  • O estudo de caso interpretativo como modalidade de investigação: noção, tipos e formas de utilização; potencialidades e limites; o problema da validade e da fiabilidade.

  • O planeamento e condução de um estudo de caso: a selecção do(s) caso(s); estratégias e instrumentos para a recolha de dados; o papel do investigador; o registo e a organização de dados.

  • A apresentação de um estudo de caso: modalidades; organização e conteúdo do relato de um estudo de caso.

 

Actividades

  • No essencial, o trabalho em aula decorrerá a partir de intervenções do professor sobre os temas e tópicos em estudo e de solicitações aos mestrandos de natureza variada, nomeadamente, análise de textos teóricos e de trabalhos de investigação, e discussão colectiva e em pequeno grupo em torno das questões em estudo.

Bibliografia

Erickson, Frederick (1986). Qualitative methods in research on teaching. Em M. C. Wittrock (Ed.), Handbook of research on teaching (pp. 119-161). Nova Iorque: MacMillan.

Guba, E. & Lincoln, Y. S. (1998). Competing paradigms in qualitative research. In Denzin & Lincoln (eds) The land scape of qualitative research: theories and issues, 195-219. T. Oaks: Sage.

Lessard-Hébert, Michelle, Gabriel Goyette, e Gérard Boutin (1994). Investigação qualitativa: fundamentos e práticas (tradução de Maria João Reis). Lisboa: Instituto Piaget.

Merrian, Sharan B. (1988). Case study research in education. S. Francisco: Jossey-Bass Publishers.

Yin, Robert K. (1984). Case study research: Design and methods. Newbury Park: Sage.

 

 
MÓDULO 3: Estudos Etnográficos em Educação

Docente: João Filipe Matos

Finalidades e temas fundamentais

Finalidades

  • Proporcionar oportunidades aos mestrandos para desenvolver a capacidade de ler, compreender e apreciar criticamente investigação em educação realizada numa perspectiva etnográfica

  • Contribuir para a compreensão de questões metodológicas de instrumentação, recolha de dados, análise de dados e interpretação em estudos etnográficos

  • Desenvolver a capacidade de elaboração de uma proposta de investigação de tipo etnográfico.

Temas

  • Princípios e bases da investigação de tipo etnográfico

  • Formulação de problemas e questões de investigação. Papel da teoria na investigação etnográfica. O campo teórico e o campo empírico. Elementos de uma investigação etnográfica..

  • Análise crítica de resultados de investigação etnográfica.

  • Recolha de dados no campo empírico. Estratégias e problemas. A instrumentação. Critérios de decisão sobre a instrumentação

  • Entrevista etnográfica. Problemas e estratégias. Guiões. Registo e condução.

  • Observação participante. Problemas e estratégias. Guiões. Registo e condução.

  • Representação e relato da investigação etnográfica. em educação. Etnografias da prática.

  • Ética da investigação etnográfica em educação.

 

Actividades e avaliação

O módulo é conduzido através de (i) exposição dos mestrandos a ideias chave e problemas essenciais da abordagem etnográfica à investigação em educação, (ii) análise conjunta de trabalhos de investigação etnográfica em educação e assume a preparação da parte dos mestrandos com base na leitura orientada e na reflexão preparatória das sessões de trabalho presencial.

A avaliação das actividades desenvolvidas pelos mestrandos neste módulo assume um carácter eminentemente formativo. Valoriza-se o trabalho presencial no âmbito das actividades realizadas em grupo e individualmente. Acrescenta-se a esta avaliação a elaboração de um ensaio crítico incidindo sobre um tema de investigação etnográfica.

Bibliografia

Almeida, J. & Pinto, J. (1996). Da Teoria à Investigação Empírica. Problemas Metodológicos Gerais. In A. Silva & J. Pinto (eds), Metodologia das Ciências Socias, cap.2. Porto: Edições Afrontamento.

Anderson, G. (1990). Research Ethics. In Fundamentals of Educational Research, cap. 2. London: Falmer Press.

André, M. (1995). Etnografia da Prática Escolar. São Paulo. Papirus

Bodgan, R. & Biklen, S. (1994/1991). Investigação Qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e métodos. Porto: Porto Editora.

Brown, A. & Dowling, P. (1998). Doing Research/Reading Research: a mode of interrogation for education. London: Falmer Press.

Cohen, L., Manion, L. & Morrison, K. (2000). Research Methods in Education. New York: Routledge.

Delamont, S. (1992). Fieldwork in Educational Settings. London: Falmer Press.

Denzin, N. & Lincoln, Y. (1994). Handbook of Qualitative Research. Newbury Park: Sage.

Glaser, B. & Strauss, A. (1967). The discovery of grounded theory: strategies for qualitative research. Nova Iorque: Gruyter.

Goetz, J. & LeCompte, M. (1984/1988). Etnografia e diseño qualitativo en investigación educativa. Madrid: Morata.

Hammersley, M. (1990). Classroom Ethnography. Milton Keynes: Open University Press..

Hustler, D. & Payne, G. (1988). Ethnographic Conversation Analysis: An Approach to Classroom Talk. In R. Burgess (Ed.) Strategies of Educational Research: Qualitative Methods. London: The Falmer Press.

Iturra, R. (1986). Trabalho de Campo e Observação Participante em Antropologia. In Augusto Santos Silva e José Madureira Pinto (orgs.) Metodologia das Ciências Sociais. Porto: Edições Afrontamento Biblioteca das Ciências do Homem.

Lave, J. (1997). The Culture of Acquisition and Practice of Understanding. In Kirshner, D. & Whitson, J., Situated Cognition Social, Semiotic and Psychological Perspectives. Mahwah, NJ: Erlbaum.

Lessard-Hébert, M., Goyette, G., & Boutin, G. (1994). Investigação qualitativa: Fundamentos e práticas. Lisboa: Instituto Piaget.

Silva, M. I. (1996). Práticas Educativas e Construção de Saberes. Lisboa: IIE.

Spradley, J. (1979). The Ethnographic Interview. New York: Holt, Rinehart & Winston.

Vasconcelos, T. (1996). Onde pensas tu que vais? Senta-te! - Etnografia como Experiência Transformadora. Revista Educação, Sociedade & Culturas nº 5, pp.23-72. Porto: Edições Afrontamento.

 

 

MÓDULO 4: Narrativa em Educação

Docente: Cecília Galvão

Objectivos

Com este módulo pretende-se discutir qual o significado de narrativa numa perspectiva de investigação educacional e como recurso de formação de professores, analisar narrativas, tendo em conta várias perspectivas, e construir narrativas a partir de diferentes instrumentos de recolha de dados.

Temas

  • Conceito de Narrativa, perspectiva histórica e fundamentação.

  • Narrativa, história e biografia: diferenças e perspectivas investigativas

  • Narrativa como método de investigação. Problemas de validade.

  • Perspectivas de análise: antropológica, psicológica e sociolinguística

  • O discurso narrativo: análise narrativa e análise de narrativas.

Actividades

O desenvolvimento do trabalho pressupõe o envolvimento dos participantes na leitura, análise crítica e discussão das questões identificadas como mais relevantes neste domínio. Isto será realizado com base na interacção entre docente e formandos, e entre estes, contemplando-se diferentes modalidades de trabalho nas aulas, nomeadamente:

  • leitura e análise de textos teóricos e de investigação empírica;

  • apresentação pela docente de problemáticas actuais em investigação narrativa

  • trabalho prático em grupo

  • discussão em torno de questões críticas relacionadas com a narrativa, em investigação interpretativa em educação.

Bibliografia

Bruner, J. (1986). Actual minds, possible worlds. Cambridge: Harvard University Press.

Bruner, J. (1991). The Narrative Construction of Reality. Critical Inquiry, 18, 1-21.

Carter, K. (1993). The Place of Story in the Study of Teaching and Teacher Education. Educational Researcher, 22, (1), 5-12.

Casey, K. (1995). The new narrative research in education. In M. Apple (Ed.), Review of Research in Education. (pp. 211-253). Washington, DC: AERA

Chapman, O. (1992) Narrative and teacher-student relationships. Paper presented at the Conference on Teachers' stories of life and work: the place of narrative in personal-professional development. University of Liverpool, England. April, 1992 (Policopiado).

Connelly, M. & Clandinin, J. (1986). On Narrative Method, Personal Philosophy, and Narrative Unities in the Story of Teaching. Journal of Research in Science Teaching, 23 (4), 293-310.

Connelly, M. & Clandinin, J. (1990). Stories of Experience and Narrative Inquiry. Educational Researcher, 19 (5), 2-14.

Cortazzi, M. (1993). Narrative Analysis. London: The Falmer Press.

Elbaz, F. (1990). Knowledge and discourse: The evolution of research on teacher thinking. In C. Day, M. Pope & P. Denicolo (Eds.), Insight into teachers' thinking and practice.(pp. 15-39). London: The Falmer Press.

Elbaz-Luwisch, F. (2002). O ensino e a identidade narrativa. Revista de Educação, XI (2),21-33

Galvão, C. (1998). Professor: O início da prática profissional. Dissertação apresentada na Universidade de Lisboa para obtenção do grau de Doutor em Educação. Lisboa: Associação de Professores de Matemática (APM).

Galvão, C. & Freire, S. (2001). Tornar-se professora no ensino superior. Revista de Educação, 10, (1), 75-85.

Galvão, C. (2005). Narrativas em Educação. Ciências& Educação, II (2), 327-345.

Gee, P. (1985). The narrativization of experience in the oral style. Journal of Education, 167 (1), 9-35.

Gee, J.P. (1990). Social linguistics and literacies: Ideology and discourses. New York: Falmer.

Hicks, D. (1995). Discourse, learning, and teaching. In M. Apple (Ed.), Review of Research in Education. (pp. 49-95). Washington, DC: AERA.

Josso, C. (1987). Da formação do sujeito… ao sujeito da formação. In A. Nóvoa & M. Finger (Org.). O método (auto)biográfico e a formação. (pp. 37-50) Lisboa: Ministério da Saúde, Departamento de Recursos humanos.

Josso, C. (2002). Experiências de vida e formação. Lisboa: EDUCA.

Josso, C. (2004). As histórias de vida abrem novas potencialidades às pessoas. Entrevista com Marie-Christine Josso. Aprender ao Longo da Vida (2),16-23.

Labov, W. (1972). The transformation of experience in narrative sintax. In W. Labov (Ed.), Language in the Inner City, (pp. 352-96). Philadelphia: University of Pennsylvania.

Labov, W. (1982). Speech actions and reactions in personal narrative. In D. Tannen (Ed.), Analyzing discourse: Text and talk (pp. 12-44). Washington, DC: Georgetown University Press.

Luke, A. (1995). Text and discourse in education: an introduction to critical discourse analysis. In M. Apple (Ed.), Review of Research in Education. (pp. 3-48). Washington, DC: AERA.

Oliveira, H., Segurado, M. I., & Ponte, J. P. (1998). Tarefas de investigação em matemática: Histórias da sala de aula. In G. Cebola & M. Pinheiro (Eds.), Desenvolvimento curricular em Matemática (pp. 107-125). Lisboa: SEM-SPCE.

Ponte, J. P., Costa, F., Lopes, H., Moreirinha, O., & Salvado, D. (1997). Histórias da aula de matemática. Lisboa: APM.

Ponte, J. P., Oliveira, H., Cunha, H., & Segurado, I. (1998). Histórias de investigações matemáticas. Lisboa: IIE.

Riessman, C. (1993). Narrative Analysis. California: SAGE.

Stephens, J. (1992). Language and ideology in children’s literature. New York: Longman Publishing.

Vygotsky, L. S. (1979). Pensamento e linguagem. Lisboa: Edições Antídoto.

Witherell, C. & Noddings, N. (1991). (Eds.), Stories lives tell: Narrative and dialogue in education.

 

MÓDULO 5: Introdução à Hermenêutica

Docente: Olga Pombo

Objectivos

Proporcionar uma introdução à Hermenêutica, às suas diversas orientações e às diversas metodologias delas decorrentes.

Temas

1.  Significado e âmbito da Hermenêutica.

2.  Exegese, explicação, interpretação e compreensão.

3.  Leitura e reconstrução.

4.  Tradução, tradição e comentário.

5.  Narrativa e diálogo.

6.  A hermenêutica como metodologia. Hermenêutica e Ciências Humanas.

Actividades

Trabalho de aplicação dos métodos hermenêuticos em regime de seminário. O trabalho terá como base um conjunto de textos cuja escolha deverá ter em conta a formação científica dos alunos e o seu conhecimento das línguas originais em que os textos foram escritos.

Bibliografia

Eco, U. (1990), I Limiti dell'Interpretazione, (trad. port. de José Colaço Barreiros, Os Limites da Interpretação), Lisboa: Difel, (1992).

Gadamer, H. G. (1960), Wahrheit und Methode (trad. franc. de Marianna Simon, Vérité et Méthode; Paris: Aubier Montaigne (1982)

Ricoeur, P. (1976), Interpretation Theory: Discourse and the Surplus of Meaning, (trad. port. de Artur Mourão, Teoria da Interpretação), Lisboa: Edições 70 (1987)

Ricoeur, P. (1983), Temps et Récit, vol I, Paris: Seuil.

Steiner, G. (1975), After Babel. Aspects of language and translation, London/New York/Toronto: Oxford University Press.

Todorov, T. (1978), Symbolisme et interprétation (há trad. port. de Maria de St. Cruz, Simbolismo e interpratação, Lisboa: ed. 70, 1980).

Palmer, R. (1969), Hermeneutics. Interpretation Theory (trad. port de M. Luísa Ribeiro Ferreira, Hermeneutica ), Lisboa: Edições 70 (1986).

Schleiermacher, F. (1829) Hermeneutik, (trad. port. de Celso Reni Braida, Hermeneutica. Arte e Técnica da Interpretação), S. Paulo: Editora Vozes (1999).
 

 

 

MÓDULO 6: A entrevista na investigação em educação

Docente: Hélia Oliveira

Finalidades e objectivos

Na investigação em educação um dos instrumentos de recolha de dados mais utilizado é a entrevista. Constituindo uma das formas privilegiadas de aceder às perspectivas das pessoas e de compreender como pensam os alunos, a entrevista tem sido usada no contexto de diversas metodologias de investigação –estudo de caso, estudos biográficos, investigação narrativa, método clínico, entre outras– , tanto em abordagens qualitativas como em abordagens mistas. Neste módulo pretende-se dar a conhecer a multiplicidade de contextos em que é possível optar pela realização de entrevistas, a sua natureza dinâmica e complexa e os diferentes tipos de entrevistas, bem como discutir aspectos ligados à própria realização da entrevista, à selecção dos participantes e ao papel do entrevistador. Procurar-se-á, ainda, abordar questões que se prendem com a análise das entrevistas e a utilização dos dados na elaboração do relato de investigação.

Através deste módulo pretende-se que os mestrandos:

  • Compreendam em que circunstâncias é adequado o recurso à entrevista;

  • Desenvolvam a capacidade de conceber, planear e realizar entrevistas;

  • Desenvolvam a capacidade de realizar entrevistas com alunos, compreendo a especificidade destas;

  • Conheçam várias estratégias de análise de dados provenientes de entrevistas.

Temas

  • O lugar e natureza da entrevista em diversas metodologias de investigação em educação;

  • A entrevista, o enquadramento teórico e as questões do estudo;

  • Os diferentes tipos de entrevista;

  • A selecção e abordagem aos participantes;

  • O planeamento e execução da entrevista;

  • A análise da entrevista.

Actividades

As aulas centrar-se-ão na exploração dos temas propostos através de apresentações pelo professor, trabalho em pequeno grupo e discussões em grande grupo. Serão analisados textos teóricos sobre este tema, bem como trabalhos de investigação já finalizados e material empírico variado. Adicionalmente, procurar-se-á criar contextos de prática em que os mestrandos desenvolvam algumas competências como entrevistadores e, simultaneamente, se apercebam das dificuldades e imprevistos que podem surgir no decurso de uma entrevista.

Bibliografia

Bogdan, R., & Biklen, S. (1994). Investigação qualitativa em educação: Uma introdução à teoria e aos métodos (2.ª ed.). Porto: Porto Editora.

Carraher, T. N. (1983). O método clínico: Usando os exames de Piaget (1.ª ed.). Petrópolis:Vozes.

Denzin, N. K., & Lincoln, Y. S. (Eds.) (1998). Strategies for qualitative inquiry (1.ª ed.). Thousand Oaks: Sage.

Desimone, L.M., & Le Flock, K.C. (2004). Are we asking the right questions? Using cognitive interviews to improve surveys in education research. Educational Evaluation and Policy Analysis, 26(1), 1-22.

Foddy, W. (1996). Como perguntar? Teoria e prática da construção de perguntas em entrevistas e questionários (1.ª ed.). Oeiras: Celta.

Heid, M. K. et al. (1998/99). Factors that influence teachers learning to do interviews to understand students' mathematical understandings. Educational Studies in Mathematics, 37(3), 223-249.

Ireson, J. (1997). Comparing the process of curriculum development in two schools: Evidence from interviews. Studies in Educational Evaluation, 23 (1), 49-63.

McCracken, G. (1988). The long interview (1.ª ed.). Newbury Park: Sage.

Patton, M. Q. (1987). How to use qualitative methods in education. Newbury Park: Sage.

Poirier, J., Clapier-Valladon, S., & Raybaut, P. (1999). Histórias de vida: Teoria e prática. Oeiras: Celta.

Vaughn, S., Schumm, J. S., & Sinagub, J. (1996). Focus group interviews in education and psychology (1.ª ed.). Thousand Oaks: Sage.

Wengraf, T. (2001). Qualitative research interviewing: Biographic narrative and semi-structured methods (1.ª ed.). London: Sage.

 
MÓDULO 7: Da construção à aplicação de inquéritos por questionário

Docente: Maria Benedita Portugal e Melo

Objectivo

  • Compreensão das condições necessárias para uma adequada utilização do inquérito por questionário numa investigação científica

Temas

  • Vantagens e desvantagens da selecção do inquérito por questionário comparativamente com outras técnicas de recolha de dados

  • Questões fundamentais a incluir no inquérito por questionário

  • Problemas inerentes à formulação das questões do inquérito por questionário

  • Realização e aplicação dos pré-testes do inquérito por questionário

  • Condições de aplicação da versão definitiva do inquérito por questionário

Actividades

  • Construção de um inquérito por questionário;

  • Aplicação desse instrumento;

  • Reflexão sobre os resultados/dificuldades subjacentes a este processo.

Bibliografia

Giglione, R. E Matalon, b. (1993) O Inquérito: Teoria e Prática, Oeiras, Celta.

Lima, M. P. (1987) O Inquérito Sociológico: Problemas de Metodologia, Lisboa, Editorial Presença.

Quivy, R. & Campenhoudt, L.V. (1992) Manual de Investigação em Ciências Sociais, Lisboa, Gradiva.

Silva, A. S. & Pinto, J. M. (orgs.) (1987) Metodologia das Ciências Sociais, Porto, Afrontamento.

 

 

 

MÓDULO 8: MODELOS E INSTRUMENTOS DE ANÁLISE: UMA PERSPECTIVA METODOLÓGICA MISTA

Docente: Isabel Pestana Neves

Objectivos

  • Reflectir sobre as potencialidades e limites de metodologias mistas de investigação.

  • Compreender que teorias com grande rigor conceptual e poder explicativo permitem o desenvolvimento de modelos de análise aplicáveis a contextos diversificados.

  • Reconhecer a importância da relação entre as proposições teóricas e os dados empíricos na concepção de modelos e instrumentos de análise.

  • Discutir critérios de validade e de fiabilidade associados a metodologias mistas de investigação.

  • Conhecer exemplos de modelos e instrumentos concebidos no âmbito de uma metodologia mista de investigação.

Temas

  • Concepção de modelos: Fundamentos e pressupostos

  • Construção de instrumentos: Relação entre o teórico e o empírico

  • Aplicação de modelos e instrumentos: Critérios de fiabilidade e de validade

  • Casos exemplares

Actividades

  • Análise e discussão de artigos sobre os temas em estudo.

  • Análise crítica de modelos e instrumentos de análise.

  • Concepção de instrumentos de recolha e análise de dados.

Avaliação

A avaliação é constituída por duas vertentes: um trabalho em grupo (2 alunos/grupo) e a participação nas aulas.

O trabalho deve partir de uma reflexão, baseada em investigação bibliográfica e nas discussões desenvolvidas ao longo das aulas, e consiste na concepção de um instrumento de análise de dados (ex: entrevista, observação contextual, análise documental) a ser aplicado num contexto específico de investigação, e na respectiva fundamentação.

A participação diz respeito a aspectos de natureza cognitiva e sócio-afectiva (interesse, assiduidade, preparação prévia das aulas, intervenção nos trabalhos em grupo e nas sessões plenárias).

Na classificação final, o trabalho será valorizado em 70% e a participação nas aulas em 30%.

Bibliografia

Bernstein, B. (2000). Pedagogy, symbolic control and identity: Theory, research, critique (edição revista). Londres: Rowman  Littlefield.

Constas, M. (1998). Deciphering postmodern educational research. Educational Researcher, 27 (9), 36-42.

Flyvbjerg, B.  (2001). Making social science matter: Why social inquiry fails and how it can succeed again. Cambridge: Cambridge University Press.

Gay, L., & Airasian, P. (2002). Educational research: Competencies for analysis and application. Nova Iorque:Prentice Hall.

Morais, A. M., & Neves, I. P. (2003). Processos de intervenção e análise em contextos pedagógicos. Educação, Sociedade & Culturas, 19, 49-87.

Morais, A. M., & Neves, I. P. (2005). Os professores como criadores de contextos sociais para a aprendizagem científica: Discussão de novas abordagens na formação de professores. Revista Portuguesa de Educação, 18 (2), 153-183.

Morais, A. M., & Neves, I. P. (2006, Julho). Bernstein as inspiring educational research: Discussing specific methodological approaches. Comunicação apresentada no 4º Simpósio sobre Basil Bernstein, Universidade de Rutgers, Newark, EUA.

Tashakkori, A., & Teddlie, C. (1998). Mixed methodology: Combining qualitative and quantitative approaches. Thousand Oaks, CA: Sage Publications.

 

 

MÓDULO 9: Introdução à Análise de Dados em Educação com o SPSS

Docente: Feliciano H. Veiga

Objectivos

Compreender a utilidade e as potencialidades da análise de dados na investigação em Ciências da Educação. Adquirir competências de utilização do SPSS, através de actividades como as seguintes: elaborar ficheiros de dados com o programa SPSS; realizar análises estatísticas que permitam encontrar respostas a questões de estudo específicas; operacionalizar um pequeno projecto de estudo integrador dos métodos e das técnicas aprendidas.

Programa

1. Introdução

1.1. A importância e os objectivos do estudo do tema: Análise de dados

1.2. Estado da investigação actual baseada em análise de dados

2. Análise de dados em Educação com o SPSS

2.1. Operações fundamentais no trabalho com o SPSS

2.2. Preparação e definição dos dados

2.3. Transformação dos dados

2.4. Procedimentos metodológicos na análise de dados

2.4.1. Obtenção de elementos de caracterização da amostra ou grupos

2.4.2. Obtenção e leitura do teste não paramétrico qui-quadrado

2.4.3. Obtenção e leitura do teste paramétrico t de Student

2.4.4. Obtenção e leitura de coeficientes de correlação de Spearman e de Pearson

2.4.5. Obtenção e leitura de testes paramétricos ANOVA I

     2.4.5.1. Análise da variabilidade

     2.4.5.2. Interpretação dos resultados

Actividades

As aulas integrarão momentos diferenciados, com as seguintes linhas gerais: desenvolvimento dos temas pelo docente; reflexão em grupo acerca de casos mais concretos; integração da teoria e da prática; apresentação de pequenos exercícios pelos alunos.

 

Avaliação

A assistência regular às aulas e a participação nestas constituem requisitos subjacentes à avaliação. Esta será feita com base em trabalhos individuais e de grupo.

Bibliografia*

Bryman, A., & Cramer, D. (1992). Análise de Dados em Ciências Sociais: Introdução às Técnicas utilizando o SPSS. Oeiras: Celta Editora

Ghiglione, R., & Matalon, B. (1992). O Inquérito. Oeiras: Celta Editora.

Gronlund, N. (1985). Measurement and Evaluation in Teaching. Nova Iorque: Macmillan.

Hopkins, K. D. (1998). Educational and Psychological Measurement. Needham Heights, MA: Allyn & Bacon.

Hoz, V. G., & Juste, R. P. (2004). La Investigation del Professor en el Aula. Madrid: Editorial Escuela española.

Linn, R. L., & Miller, M. D. (2004). Measurement and Assessment in Teaching. NJ: Prentice-Hall.

Maroco, J. (2003). Análise Estatística com Utilização do SPSS. Lisboa: Sílabo.

Norusis, M. J. (2005). SPSS 13.0: Guide to Data Analysis. NJ: Prentice-Hall.

Pereira, A. (2005). Guia Prático de Utilização do SPSS: Análise de Dados para Ciências Sociais e Psicologia. Lisboa: Sílabo.

Pestana, M. H., & Gageiro, J. N. (2000). Análise de Dados para as Ciências Sociais: A Complementaridade do SPSS. Lisboa: Sílabo.

SPSS (2004). SPSS Base 13.0: Base Users Guide. Chicago: Autor.

Thorndike, R. M. (1997). Measurement and Evaluation in Psychology and Education. Nova Iorque: Macmillan.

 

* referências específicas serão adequadas aos trabalhos escolhidos

 

 

MÓDULO 10: A análise de dados e produção de sentido na investigação qualitativa

Docente: Henrique Manuel Guimarães

Finalidades e objectivos

A investigação qualitativa, pela especificidade que a caracteriza, levanta problemas muito próprios, e de uma forma particularmente aguda, no processo de análise de dados. Este módulo propõe o estudo de problemas nos vários níveis em que se colocam neste processo — redução de dados, organização e apresentação, interpretação — e aborda diferentes estratégias de análise usadas neste tipo de investigação, bem como o papel da escrita no processo analítico e a questão da comunicação da investigação.

Este módulo propõe-se com o propósito principal de proporcionar aos mestrandos:

  • Uma compreensão do processo de análise de dados na investigação qualitativa;

  • Uma compreensão de diferentes estratégias utilizadas neste processo;

  • O desenvolvimento da capacidade de analisar trabalhos de investigação qualitativa;

  • O desenvolvimento da capacidade de planear e realizar a análise de dados de natureza qualitativa.

Temas

Compõem o módulo os seguintes temas e tópicos:

  • A investigação qualitativa: natureza e diversidade dos dados; perspectivas e estratégias analíticas — codificação, elaboração narrativa, análise linguística.

  • O processo de redução de dados: caracterização e procedimentos.

  • A organização e apresentação de dados: modalidades e estratégias.

  • A interpretação e formulação de conclusões: estratégias de produção de sentido.

  • A análise de dados e o processo de escrita; características e estrutura de um relato de investigação.

 

Actividades

No essencial, o trabalho em aula decorrerá a partir de intervenções do professor sobre os temas e tópicos em estudo e de solicitações aos mestrandos de natureza variada, nomeadamente, análise de textos teóricos e de trabalhos de investigação, análise de material empírico de natureza qualitativa, e discussão colectiva e em pequeno grupo em torno das questões em estudo.

Bibliografia

Coffey, A., & Atkinson P. (1996). Making sense of qualitative data. Londres: Sage.

Erickson, F. (1986). Qualitative methods in research on teaching. Em M. C. Wittrock (Ed.), Handbook of research on teaching (pp. 119-161). Nova Iorque: MacMillan.

Guba, E., & Lincoln, Y. S. (1998). Competing paradigms in qualitative research. In Denzin & Lincoln (eds) The land scape of qualitative research: theories and issues, 195-219. T. Oaks: Sage.

Lessard-Hébert, Michelle, Gabriel Goyette, e Gérard Boutin (1994). Investigação qualitativa: fundamentos e práticas (tradução de Maria João Reis). Lisboa: Instituto Piaget.

Miles, M. B., & Huberman, A. M. (1984). Drawing valid meaning from qualitative data: Toward a shared craft. Educational Researcher, 13(3), 20-30.

Miles, M.. B., & Huberman, A. M (1994). Qualitative data analysis. Londres: Sage.

 

 

MÓDULO 11: Análise do discurso científico

Docente: Olga Pombo

Objectivos

Análise do discurso científico na sua dimensão semiótica, semântica, retórica e pragmática.

Temas

1.  Linguagem natural e linguagem científica. A formalização

2.  Sentido e referência. Interpretação e verdade. Argumentação, justificação e prova

3.  O problema do contexto. Contexto e discurso.

4.  Ciência, metáfora e imagem.

5.  O estilo em Ciência. Sistematização, purificação, idealização. Especialização e vulgarização.

6.  Novos desafios. Ciência e hipertextualidade.

Actividades

Trabalho em regime de seminário de aplicação dos conceitos e métodos de análise do discurso científico. O trabalho terá como base artigos publicados em revistas nacionais e internacionais, manuais de diversos níveis de ensino, capítulos de livros científicos e capítulos de livros de divulgação.

Bibliografia

Apostel, Leo, (1957),”Comment étudier le Travail Créateur du Savant?”, Revue Internationale de Philosophie, 3, 231-236.

Althusser, Louis, (1974), Philosophie et Philosophie Spontanée des Savants, Paris: Maspero.

Belaval, Yves, (1952), Les philosophes et leurs Langages, Paris: Gallimard.

Bunge et allii (1978), La sémantique dans les sciences, Paris: Beauchesne.

Cassen, Bernard (org.)(1990), Quelles Langues pour la Science?, Paris: Editions de la Découverte.

Desclés, J.-P., (1982), “Quelques Réfléxions sur les Rapports entre Linguistique et Mathématiques“, in R. Apéry et allii, Penser les Mathématiques, 88-107, Paris: Seuil.

Dubarle, Dominique (1977), Logos et formalization du langage, Paris: Klincksieck.

Eco, Umberto (1997), Kant e l'ornitorinco (trad. port. de José Colaço Barreiros, "Kant e o ornitorinco", Lisboa: Difel, 1999).

Gil, Fernando (1979), Provas, Lisboa: Imprensa Nacional.

Gil, Fernando (org.) (1999), A ciência tal qual se faz, Lisboa: Sá da Costa.

Granger, Giles-Gaston, (1967), Pensée formelle et Sciences de l'Homme  (trad. port. de Miguel  Serras Perreira, ”Pensamento Formal e Ciências do Homem”), 2 vols., Lisboa: Presença (1975 e 1976).

Granger, Giles-Gaston, (1979), Langages et Épistémologie, Paris: Klincksieck.

Granger, Giles-Gaston, (1986), “Pour une Épistémologie du Travail Scientifique“, in J. Hamburger (org.), La Philosophie des Sciences Aujourd'hui, 111-129, Paris: Gauthier-Villars.

Granger, Giles Gaston (1968). Essai d'une Philosophie du Style, Paris: Armand Colin.

Perelman, Chaim (1970), Le champ de l' argumentation, Bruxelles: Presses universitaires de Brixelles.

Perelman, Chaim e Olbrechts-Tyteca, Lucie (1988), Traité de l' argumentation, Bruxelles: éditiond de l'université de Brixelles.

Todorov, Tzvetan (1971), Poétique de la prose (trad. port. de Maria de Santa Cruz, "Poética da Prosa", Lisboa: ed. 70, 1979).

 

Contacto  
 

Departamento de Educação - Faculdade de Ciências - Universidade de Lisboa
Campo Grande, C6, Piso 1, 1749-016 Lisboa
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