Aprendizagem Situada e Comunidades de Prática

(última actualização: 17 Abril 2004)

Artigos

Situated Learning and the Culture of Learning

John Selly Brown, Allan Collins, Paul Duguid - Educational Researcher, 18(1), p.32-42

Abstract:

Many teaching practices implicitly assume that conceptual knowledge can be abstracted from the situations in which it is learned and used. This article argues that this assumption inevitably limits the effectiveness of such practices. Drawing on recent research into cognition as it is manifest in everyday activity, the authors argue that knowledge is situated, being in part a product of the activity, context, and culture in which it is developed and used. They discuss how this view of knowledge affects our understanding of learning, and they note that conventional schooling too often ignores the influence of school culture on what is learned in school. As an alternative to conventional practices, they propose "cognitive apprenticeship" (Collins, Brown, & Newman, in press), which honors the situated nature of knowledge. They examine two examples of mathematics instruction that exhibit certain key features of this approach to teaching.

 

Um olhar sobre o conceito de ‘Comunidades de prática’

Madalena Pinto dos Santos - Centro de Investigação em Educação, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Portugal

Resumo

Neste artigo são discutidas as ideias centrais de uma perspectiva da aprendizagem como participação em comunidades de prática.

 

 

20≠100-80 Uma questão de racionalidades?

Madalena Pinto dos Santos - Centro de Investigação em Educação, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Portugal

 

Resumo

Nesta comunicação pretendo apresentar e discutir algumas ideias sobre o papel do saber matemático na tomada de decisões que os jovens enfrentam na sua vida extra-escolar. As questões propostas para  discussão decorrem da reflexão que tenho vindo a desenvolver no âmbito simultaneamente do meu trabalho de doutoramento e da participação num projecto de investigação (Cultura, Matemática e Cognição — Pensar a aprendizagem em Portugal e Cabo Verde) , ambos com uma preocupação central de aprofundar a compreensão de como se processa a aprendizagem matemática dos jovens na sua participação em actividades socialmente organizadas (escolares e não escolares). O enquadramento teórico assumido insere-se na perspectiva situada da cognição e da aprendizagem e em particular na visão de aprendizagem enquanto participação em práticas sociais. Assim, no desenvolvimento da referida base teórica pode encontrar algumas ideias de Lave & Wenger (1991) tal como a de participação legítima periférica, mas também se vai deparar com noções (i) de Wittgenstein, por exemplo sobre o que é uma "regra" e "seguir regras", ou (ii) de Julien (1997) para quem a competência não se constroi sobre factos , ela "é a base para a produção dos factos". Os episódios que servirão de suporte à comunicação fazem parte da recolha de dados efectuada em Cabo Verde num estudo de natureza etnográfica em que acompanhei as vivêncas diárias de um grupo de jovens participantes numa prática socialmente organizada. A prática observada (dos ardinas da cidade da Praia) envolvia o uso de saberes matemáticos (por nós identificados como tal). Ao longo de 6 meses, que se dividiram em dois momentos (4 meses e meio e um ano mais tarde mais 1 mês e meio), acompanhei os jovens na totalidade das suas actividades de ardinas: esperar com eles pela distribuição dos jornais, manter-me com eles nos locais de venda e acompanhar o pagamento de tinham de efectuar no final do dia. Foi privilegiada a relação directa com os ardinas no seu espaço próprio e não tanto com ou através da instituição. Da mesma forma optei por "conversas" inerentes à vida quotidiana dessa prática e não a entrevistas formais. Na análise que aqui apresento e discuto irei focar a atenção nas relações que se estabelecem, por exemplo (i) entre os valores presentes na prática e a forma como esses valores intervêm na leitura que os ardinas fazem dos factos matemáticos presentes na situação; (ii) entre o evoluir da competência na globalidade da prática (atingir uma participação plena com o uso dos recursos que estruturam a actividade e a experiência das diversas situações proporcionadas pela organização da prática) e o uso na argumentação de referências mais "objectivas" que trazem a lume factos que justificam que 20 pode ser sentido como diferente de 100-80.

 

A matemática em projectos transdisciplinares, numa perspectiva situada da aprendizagem

Rita Bastos - Escola Secundária Artística António Arroio, Portugal

 

Resumo

Com o objectivo de melhor compreender a possível integração da matemática escolar em projectos transdisciplinares numa escola artística, participei em três projectos de design de equipamento. Nesta comunicação, analiso alguns dados recolhidos de um ponto de vista da aprendizagem situada, de Jean Lave

 

The Social Practices of the Mathematics Classroom

Stephen Lerman - South Bank University, London, UK

Resumo

My goal in this paper is to examine how Lave’s and Wenger’s perspectives on learning and on communities of practice might be developed to be useful to us as researchers working on the mathematics classroom.  For the most part their ideas have been based on practices involving adults in worplace situations.  There are very obvious differences from these settings to our domain of interest.  For one, children are present in the classroom not from their own choice and there are certainly very few who are intending to be schoolteachers of mathematics.  Whereas the mathematics teacher’s goal may be to initiate learners into (what she or he interprets as) mathematical ways of thinking and acting, learners' goals are likely to be quite different.  Furthermore, they call for downplaying the role of the teacher since in the practices that they examine the ‘masters’ do not intentionally engage in teaching.  But in schools this is the whole purpose of the teacher.  We might ask Wenger, therefore, what identities teachers can form in their practice. In the next three sections I will examine aspects of situated theory for the mathematics classroom: the need for a consideration of how subjectivities are produced in practices, as argued by Walkerdine and others; the particular nature of the practices of the mathematics classroom and the implications it has for notions of apprenticeship; and the problem of a suitable mechanism in Lave’s theory of learning (1996, p. 156).

 

Aprendizagem da matemática e construção de identidades: uma perspectiva psicológica sócio-cultural

Guida de Abreu - Department of Psychology, University of Luton, UK

 

Resumo

O objectivo deste artigo é reflectir sobre o papel mediador da identidade na aprendizagem da Matemática numa perspectiva psicológica sócio-cultural. É um trabalho de reflexão sobre questões como de onde vem a necessidade deste tipo de análise, como situar o conceito de identidade dentro das abordagens sócio-culturais e como desenvolver ferramentas que permitam prosseguir o estudo do fenómeno ao nível empírico.