Nadia-Paula - 17

O vosso trabalho sobre colaboração melhorou significativamente nesta versão final. O texto tem agora uma estrutura clara e compreensível. Desenvolveram bem alguns tópicos que estavam antes tratados de modo muito superficial, como a questão dos problemas e dificuldades. Aqui ficam mais alguns comentários em relação a alguns aspectos específicos.

§          O caso do projecto curricular de turma (PCT) não me parece à partida o melhor para falar de colaboração, pois o conselho de turma é uma entidade instituída pelo próprio sistema educativo, no seio do qual pode haver colaboração, mas na maior partes dos casos não há... Tal como já tinha indicado, teria sido preferível começar com um exemplo de colaboração genuína e inequívoca.

 

§           Quando Hargreaves diz que a colaboração ocupa um lugar central nas ortodoxias de mudança, está a ser um tanto irónico, não vos parece?

 

§           Vocês falam nos quatro pilares da colaboração como se fosse uma coisa inquestionável... Trata-se de uma ideia interessante e valiosa, mas ninguém nos garante que amanhã não apareça outro pilar, ou se juntem dois pilares num único, ou... Trata-se de uma proposta, não de uma “verdade absoluta”, não vos parece?

 

§           Ao longo de todo o texto, e em particular na vossa secção sobre o “desenrolar do trabalho colaborativo”, há um tom que me parece demasiado afirmativo... É claro que todas as coisas que vocês referem podem acontecer... Mas também há casos que são excepções... Dá-me a impressão que seria de repensar este tom um tanto categórico em que falam dos problemas educacionais.

 

§           Falar em “implementação” da colaboração parece-me um tanto estranho. “Implementar” é uma acção algo violenta, em que se promove a introdução de um novo elemento num dado sistema. A colaboração parece-me ser uma coisa que há que cultivar com bastante cuidado, e que tem o seu ritmo próprio para se desenvolver...

 

§           A “desigualdade entre custos e benefícios” nem sempre joga a nosso desfavor... Tudo depende, dos casos. E, em certos casos, não há nada a fazer, essa desigualdade é mesmo incontornável e o melhor é não nos angustiarmos muito e dar tempo ao tempo...

 

§           A citação do Hargreaves, nas “Considerações finais”, que não existia na versão anterior, devia trazer o número da página de onde foi tirada...

 

§           Teria sido bom numerar as páginas, para podermos falar melhor das diferentes passagens do vosso texto...

 

Enfim, penso que terá sido um trabalho útil e formativo, tanto do ponto de vista da exploração do tema como do ponto de vista da construção de um texto de cunho académico.