O Mestrado em História e Filosofia das Ciências, ministrado na FCUL, iniciou a sua actividade em  20 de Outubro de 2003. No  ano de lançamento e no quadro do Programa Gulbenkian Professorships, este mestrado contou com a colaboração dos  Professores  Manuel Torres (Centro de Lógica y Filosofía de la Ciencia, Universidad Nacional de Sur, Bahía Blanca, Argentina) e  Marcelo Dascal (Faculty of Humanities, Department of Philosophy, Tel Aviv University, Israel).

Nesta página, pode consultar:

e ainda alguma documentação fundadora

Mestrado em História e Filosofia das Ciências
Master in History and Philosophy of Science

 

O Mestrado é proposto pelo Grupo de História e Filosofia das Ciências da FCUL  e coordenado pela Prof. Ana Simões - asimoes@fc.ul.pt

Horário em 2005-2006

1º semestre

Segunda feira

 

Terça feira

 

 

História e Filosofia da Matemática

15h00 às 17h00

 

 

Filosofia do Conhecimento Científico

15h00 às 18h00

 

 

História das Ciências I

17h00 às 20h00

 

 

Ciência, Ética e Política

18h00 às 20h00

 

Plano de Estudos

 

Disciplinas

Ano

Sem

Tipo

UC

ECTS

 

História das Ciências I

1

1

Obrigatória

3.0

9.0

 

Filosofia do Conhecimento Científico

1

1

Obrigatória

3.0

9.0

 

Disciplina do grupo opcional A

1

1

Opção

2.0

6.0

 

Disciplina do grupo opcional B

1

1

Opção

2.0

6.0

 

História das Ciências II

1

2

Obrigatória

3.0

9.0

 

Epistemologia e Filosofia das Ciências

1

2

Obrigatória

3.0

9.0

 

Seminário de Projecto

1

2

Obrigatória

2.0

6.0

 

Disciplina do grupo opcional B

1

2

Opção

2.0

6.0

 

Dissertação

2

Anual

 

-

-

 

Total

 

 

 

20.0

60.0


Grupo Opcional A

 

Disciplinas

Sem

UC

ECTS

 

Hermenêutica do Texto Científico

1

2.0

6.0

 

Historiografia das Ciências

1

2.0

6.0

 

Ciência, Ética e Política *

1

2.0

6.0

 

Estudos Sociais em Ciência e Tecnologia

1

2.0

6.0


Grupo Opcional B

 

Disciplinas

Sem

UC

ECTS

 

História e Filosofia da Física

1/2

2.0

6.0

 

História e Filosofia da Matemática *

1/2

2.0

6.0

 

História e Filosofia da Química

1/2

2.0

6.0

 

História e Filosofia da Biologia

1/2

2.0

6.0

 

História e Filosofia das Ciências da Terra

1/2

2.0

6.0

 

História e Filosofia da Tecnologia

1/2

2.0

6.0

 

História das Ciências em Portugal *

1/2

2.0

6.0

 

A Ciência e os Debates da Filosofia Contemporânea

1/2

2.0

6.0

* Disciplinas opcionais oferecidas no ano lectivo 2005-2006.

Programas 1º semestre 2005-2006

Programas 2º semestre 2005-2006

  • História das Ciências II - Ana Simões

  • Epistemologia e Filosofia das Ciências - Olga Pombo

  • História e Filosofia da Matemática - Fernando Ferreira e Nuno Silva

  • Seminário de Projecto - a combinar com os orientadores de disseração escolhidos



Programas 1º semestre 2003-2004

Programas 2º semestre 2003-2004

 

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História das Ciências I 
1º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.

Coordenação: Ana Simões e Henrique Leitão


Objectivos: Perspectivar a evolução da ciência numa dimensão histórica, permitindo uma visão dinâmica do conhecimento científico. Compreender a estrutura interna da abordagem científica e a sua relação em termos dos contextos socio-económico e cultural.

1. Introdução ao programa, formas de avaliação. Bibliografia de referência. 
2. Questões historiográficas práticas
3. História da História das Ciências 
4. Aristóteles: A Física e os Céus
5. Matemáticas gregas: Euclides e Arquimedes 
6. Ptolomeu: astronomia, astrologia e geografia
7. A cosmovisão antiga 
8. Ciência medieval: a questão da apropriação. O papel das traduções. Uma nova instituição: a Universidade
9. O Renascimento: ciência e arte (anatomia e perspectiva), a tradição artesenal, a imprensa e o livro científico
10. Copérnico
11. A difusão do copernicianismo
12. Crise em Itália: Galileu, o Sidereus Nuncius. Os acidentes da Lua e a perspectiva. Carta à Arquiduquesa Cristina
13. Historiografia de Galileu: o caso Galileu. Galileu, filósofo da corte.
14. Jesuítas, ensino e ciência

Organização das aulas: 
1ª parte: a cargo do professor
2ª parte: exposição e debate de um artigo previamente seleccionado, a cargo dos alunos

Artigos seleccionado, a discutir nas aulas:

1. ----

2. Questões historiográficas práticas
C. Truesdell, "The scholar's worshop and tools," Centaurus, 17 (1972), 1-10 e S.G. Brush, "Should the history of Science by rated X?," Science, 183 (1974), 1164-1172.

3. História da História das Ciências
G. Sarton, "L'histoire de la science," ISIS, 1 (1913), 3-46. 

4. Aristóteles: A Física e Os Céus
A.G. Molland, "Aristotelian science," in R.C. Olby, G.N. Cantor, J.R.R. Christie, M.J.S. Hodge, eds., Companion to the History of Modern Science (London: Routledge, 1996), pp.557-567.

5. Matemáticas gregas: Euclides e Arquimedes
Jens Hoyrup, "Archimedism, not Platonism: On a malleable ideology of Renaissance Mathematicians (1400 to 1600), and its role in the formation of seventeenth-century philosophies of science", in: Corrado Dollo (ed.), Archimede. Mito, Tradizione, Scienza (Firenze: leo S. Olschki, 1992), pp. 81-110.

6. Ptolomeu: astronomia e astrologia
J. Christianidis, D. Dialetis, K. Gavroglu, "Having a knack for the non-intuitive: Aristarchus's heliocentrism through Archimedes's geocentrism," History of Science, 40 (2002), 147-168.

7. A cosmovisão antiga 
G. Lloyd, "Science in Antiquity. The Greek and Chinese cases and their relevance to the problems of culture and cognition," in M. Biagioli, ed., The Science Studies Reader (NY: Routledge, 1999), pp.302-316.

8. Ciência medieval 
D. Lindberg, Science and the Early Church," in M.H. Shank, ed., The scientific enterprise in Antiquity and the Middle Ages (Chicago, UCP, 2000), pp. 125-146.

9. O Renascimento e o livro científico
Jerry Brotton, "Printing the world," in M. Frasca-Spada, N. Jardine, eds., Books and the Sciences in History (Cambridge: CUP, 2000), pp. 35-48.

10. Copérnico
Derek J. de Solla Price, "Contra-Copernicus: a critical re-estimation of the mathematical planetary theory of Ptolomy, Copernicus and Kepler," in M. Clagett, ed., Critical Problems in the History of Science (Madison: The University of Wisconsin Press, 1969), pp. 197-218.

11. A difusão do copernicianismo
G. Holton, "Johannes Kepler's universe: its physics and metaphysics," in Thematic Origins of Scientific Thought. Kepler to Einstein (Cambridge, HUP, 1988), 53-74.

12. Crise em Itália: Galileu, o Sidereus Nuncius e a "Carta à Arquiduquesa Cristina"
S. Drake, "Galileo's steps to full Copernicanism and back," Studies in the History and Philosophy of Science, 18 (1987), 93-105.

13. Historiografia de Galileu: o caso Galileu. Galileu, filósofo da corte
M. Biagioli, "Galileo, the Emblem Maker," ISIS, 81 (1990), 230-258.

14. Jesuítas, ensino e ciência
Steven Harris, "Transposing the Merton Thesis: Apostolic Spirituality and the
Establishment of the Jesuit Scientific Tradition," Science in Context, 3 (1989) 29-65.


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Filosofia do conhecimento científico
1º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.

Professor: Olga Pombo


Tema: Os Problemas do Conhecimento e da Unidade da Ciência

Objectivos: Inscrever o estudo do conhecimento científico no fenómeno geral do conhecimento. Abordar a ideia de Unidade da Ciência como tarefa cognitiva central da própria ciência.

1. Introdução (2 sessões: orientação da professora)

  • Da teoria do conhecimento à filosofia do conhecimento científico
  • Conhecimento e suas diferentes objectivações. Tradição, ciência e técnica

2. Os Problemas Gnosiológicos da Constituição do Saber (3 sessões: orientação da professora)

  • Conhecimento e representação. Fundamentos ontológicos e antropológicos do conhecimento. Sujeito, objecto e representação.
  • Os problemas do conhecimento e os seus diversos níveis: genético, metafísico e crítico. O problema da possibilidade do conhecimento como problema radical.
  • Teorias da representação e seu rebatimento epistemológico. Representação, símbolo e presentificação. Antropologia, semiótica e teoria da consciência

3. Representação e Construção do Conhecimento Científico (6 sessões: orientação dos estudantes)

  • Ciência e progresso do conhecimento. Dedução, indução e abdução. O problema do fundamento da indução. Observação e hipótese. Invenção e descoberta. Regularidades e explicação. Lei e teoria.
  • Verdade, experiência e adequação. Compatibilidade, confirmação e refutabilidade. Verdade como consistência. Virtualidades e limites do formalismo.

4. O Problema da Unidade da Ciência (3 sessões: orientação da professora)

  • Topologia e funcionalidade das diferentes instâncias de produção do conhecimento científico. Legitimação, divulgação e transmissão. Elementos histórico-culturais. Interacções e efeitos emergentes.
  • Programas e níveis da Unidade da Ciência. Alguns programas exemplares. Unidade da linguagem, dos métodos e das leis e teorias.
  • Figuras e configurações da Unidade da Ciência. Proximidades, articulações e assimetrias. A classificação como operador das figuras da Unidade da Ciência. Metáforas da Unidade da Ciência.

Bibliografia:

Berkeley (1710) A Treatise Concerning the Principles of Human Knowledge (há trad. port de Vieira de Almeida, Tratado do Conhecimento Humano, Coimbra: Atlantida, 1958) 

Descartes (1641) Méditations Philosophiques, In Oeuvres Philosophiques de Descartes, ed. Alquié, Paris: Garnier, 1967, Tomo II, pp. 374 e 1073.

Hume, D. (1739-40) A Treatise of Human Nature, ed. L.A.Selby-Bigge and P.H. Nidditch, Oxford: Clarendon Press, 1975 (há trad. port. Tratado da Natureza Humana, Lisboa: Serviço de Educação Fundação Calouste Gulbenkian, 2001).

Husserl (1907), Die Idee der Phaenomenologie (há trad. port. de Artur Morão, Da Ideia de Fenomenologia, Lisboa: ed. 70, 1986.

Husserl (1931), Kartesianische Meditationem (há trad. port. de Maria da Graça Lopes e Sousa, Meditações Cartesianas. Introdução à Fenomenologia, Porto: Rès, s/d).

Kant (1781), Kritik der reinen Vernunft, (trad. port. de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão, Crítica da Razão Pura), Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, (1985).

Kuhn, T. S. (1962), The Structure of Scientific Revolutions, Chicago: University of Chicago Press.

Lakatos, I e Musgrave, A. (1970), Criticism and the Growth of Knowledge, Cambridge: Cambridge University Press (há trad. port. de Octávio Mendes Cajado e Pablo Mariconda, A Crítica e o Desenvolvimento do Conhecimento, S. Paulo: Cultrix, 1979).

Leibniz, Nouveaux Essais sur l'Entendement, in Die Philosophischen Schriften von Gottfried Wilhelm Leibniz, Hrsg. von Carl Immanuel Gerhardt, Hildesheim: Olms, 1960, vol. V, pp. 39-503.

Locke, (1689) An Essay concerning Human Understanding, ed. A. D. Woozley, GlasgoW: William Collins, 1964.

Popper (1963), Conjectures and Refutations. The Growth of Scientific Knowledge, London: Routledge and Kegan Paul (há trad. port. de Sergio Bath, Conjecturas e Refutações. O Progresso do Conhecimento Científico, Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1982).

Quine (1954), The Scope and Language of Science (trad. port. de João Sàágua in João Sàágua (org.), W.V. Quine. Filosofia e Linguagem, Porto: Asa, 1995, pp. 19-41.

Quine (1981), Things and their Place in Theories, (trad. port. de Rui K. Silve e João Sàágua in João Sàágua (org.), W.V. Quine. Filosofia e Linguagem, Porto: Asa, 1995, pp. 139-167.

Russell, B. (1912), The Problems of Philosophy, (trad. port. de António Sérgio, Os Problemas da Filosofia, Lisboa: Arménio Amado, 1959). 

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Hermenêutica do Texto Científico
1º Semestre, 2 h, 4.0 ECTS

Professor
: Ricardo Coelho.


Objectivos: Proporcionar uma introdução à interpretação do texto científico e desenvolver uma consciência crítica dos diferentes tipos de investigação em História da Ciência.

Programa: Análise de textos fundamentais sobre o princípio de conservação da energia (Mayer, Joule, Colding, Helmholtz, W. Thomson e Rankine). Literatura secundária sobre o assunto.

Avaliação: trabalho escrito de aplicação do método hermenêutico.

Bibliografia:

Bevilacqua, F. (1983) The Principle of Conservation of Energy and the History of Classical Electromagnetic Theory. Pavia.

Breger, H. (1982) Die Natur als arbeitende Maschine: zur Entstehung des Energiebegriffs in der Physik 1840-1850. Frankfurt a. M. 

Caneva, K. L. (1993) Robert Mayer and the Conservation of Energy. Princeton.

Colding, L. (1972) Ludvig Colding and the conservation of energy principle. F. Dahl (intr. [...]). New York.

Duit, R. (1986) Der Energiebegriff im Physikunterricht. Kiel.

Elkana, Y. (1974) Discovery of the Conservation of Energy. London.

Helmholtz, H. v. (1882) Wissenschaftliche Abhandlungen, Vol. I. Leipzig.

Joule, J. P. (1887) The Scientific Papers of James Prescott Joule. 2 vol.. London. 

Kuhn, T. S. (1959) "Energy conservation as example of simultaneous discovery". In M. Clagget (ed.) Critical Problems in the History of Science, pp. 321-56.

Mach, E. (1896) Principien der Wärmelehre. Leipzig.

Mayer, J. R. (1893) Die Mechanik der Wärme in gesammelten Schriften v. Robert Mayer. Jacob Weyrauch (ed.). Stuttgart.

Ostwald, W. (1912) Die Energie. Leipzig.

Rankine, W. J. (1881) Miscellaneous Scientific Papers. W. Millar (ed.). London.

Smith, C. (1998) The Science of Energy. London.

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Historiografía de las Ciencias (Programa sintético)
1º Semestre, 2 h, 4.0 ECTS

Profesor: Juan Manuel Torres

Objectivos:

  • Identificar las principales tendencias actuales en historiografía de la ciencia; 

  • Analizar las discusiones entre las perspectivas (racionalismo, sociologismo, relativismo, etc) que están en la base de las tendencias historiográficas;

  • Procurar nuevas ideas, las cuales puedan enriquecer las actuales perspectivas historiográficas en la historia de la ciencia. 

Temas:

1. Filosofía de la ciencia, historiografía de la ciencia e historia de la ciencia. Metadisciplinas de la cultura. El rol de la historia de la ciencia bajo la perspectiva clásica y de las primeras escuelas epistemológicas del siglo XX: Aristóteles, Popper y el Círculo de Viena. 

2. La historia whig. La sociología del conocimiento científico en el periodo pre-Programa Fuerte. Merton y Mannheim.

3. La Estructura de las Revoluciones Científicas. El análisis del cambio teórico y la revolución historiográfica. Kuhn y la empresa hermenéutica. 

4. Kuhn bajo la perspectiva de B. Barnes. D. Bloor y el Programa Fuerte: descripción y explicación, internalismo y externalismo. 

5. La historiografia bajo algunas perspectivas de la epistemologia racionalista poskuhneana: Lakatos y los programas de investigación historiograficos. Larry Laudan y las tradiciones en investigación. 

6. El estructuralismo de Stegmüller/Moulines/Balzer. Versión estructuralista del cambio teórico. El segundo Kuhn y el estructuralismo. Prescripción o descripción? La evolución de las ciencias biológicas como modelo de una nueva posibilidad epistemológico-historiográfica. 

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Historia y Filosofia de la Biologia (Programa sintético)
Primeiro semester, 2h, 4ECTS

Profesor: Juan Manuel Torres

Objectivos: Se desarrollarán temas de las ciencias de la vida (life sciences), los cuales están caracterizados por una o más de las siguientes razones: 

  • contienen de manera esencial puntos que pertenecen a la filosofía de la ciencia; 

  • las discusiones en torno a estos temas biológicos pueden ser clarificadas por la metodologia de la ciencia; 

  • son temas que tradicionalmente también han sido de interés filosófico.

    Temas

    1. Los servicios genéticos (genetic test, genetic screenning and human gene therapy) y la revolución de las ciencias de la salud.

    2. La evolución del dogma central de la biología molecular y el sistema Qß-replicasa.

    3. Historia de algunas hipótesis compitientes sobre el origen de la vida terrestre: poliaminoácidos versus polinucleótidos.

    4. Los experimentos de Cairn y el resurgimiento del neolamarckismo. 

    5. Sobre la estructura lógico-matemática de la teoría neodarwiniana.

    6. Controversias sobre las unidades de selección de proceso evolutivo: genes, organismos, especies y poblaciones.

    7. La teoría neodarwiniana y algunos de sus contraejemplos falsadores.

    8. La aplicación del modelo nomológico-deductivo tradicional a las explicaciones evolutivas. 


    Bibliografia:

    Torres, J. M.: "The importance of genetic services for the theory of health: basis for an integrating theory", THE JOURNAL OF MEDICINE, HEALTH CARE AND PHILOSOPHY. 5: pp. 43-51, 2002.

    Torres, J. M.: "On the falsification of the Central Dogma and the de novo synthesis of molecular species. A methodological analysis" in PHILOSOPHIA NATURALIS, 36: 1-18, 1999.

    Torres, J. M.: "Competing research programmes on the origin of life", JOURNAL for GENERAL PHILOSOPHY of SCIENCE, 27: 325-346, 1996.

    MacPhee, D.: "Directed evolution reconsidered", AMERICAN SCIENTIST, 81: 554-561, 1993. 
    Thompson, P.. THE STRUCTURE OF BIOLOGICAL THEORIES, State University of New York Press, 1989.

    Hull, D.: "Individuality and selection", ANNUAL REVIEW THE ECOLOGY AND SYSTEMATICS, 11: 311-332, 1980.

    Lovtrup, S.: DARWINISM: THE REFUTATION OF MYTH, Crom-Holm, 1987.

    Kuippers, B-O: INFORMATION AND THE ORIGIN OF LIFE, MIT Press, 1990.

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História da Ciência em Portugal (Outubro 2003)

Coordenação: Henrique Leitão 


Programa:
1. Preliminares

Apresentação e Objectivos; Explicação do Programa e indicações bibliográficas; A Ciência em Portugal: o problema historiográfico; A historiografia "disciplinar" da ciência portuguesa; A ciência no discurso político e cultural português; Historiadores e tendências historiográficas; Indicações sobre arquivos e documentação em Portugal; Possibilidades de trabalho de investigação.

2. Primórdios: A universidade e o saber medieval
Hierarquia dos saberes na Idade Média; Física aristotélica e da cosmologia ptolomaica; Cosmografia e literatura De Sphera; A geografia medieval; Reflexos na literatura e na arte; A Universidade; As disciplinas científicas no contexto universitário.

3. A Cosmografia
Audiências, ensino e textos; A institucionalização do ensino científico; Revisão dos conceitos básicos;
Análise de um texto-tipo: o Tratado da Sphera, 1537. Descobrimentos marítimos e crise da autoridade antiga; A questão do "experimentalismo"; Um lugar para Portugal na "Revolução Científica"?

4. A questão da astrologia
A Astrologia enquanto questão histórica; O conteúdo do saber astrológico; A Prática da astrologia em Portugal nos sécs. XV-XVII; Astrologia e saber popular; A contenção da astrologia e a intervenção censória;

5. A Náutica e Navegação (sécs. XV-XVI)

Aspectos técnicos na náutica; A navegação pré-astronómica; O surgimento da navegação astronómica;
O Regimento da Estrela Polar; O Regimento do Sol; O Regimento do Cruzeiro do Sul; Instrumentos náuticos;
Problemas e temas em aberto.

6. Singularidade e relevância de Pedro Nunes (1502-1578)
Dados biográficos e linhas fundamentais da sua obra; Os contextos institucionais: a Corte; o Cosmógrafo -Mor; o professor universitário; Principais contribuições científicas; Repercussão nacional e europeia.

7. Institucionalização e internacionalização: a Companhia de Jesus
A Companhia de Jesus enquanto instituição educativa; O ensino científico entre os jesuítas; A Aula da Esfera do colégio de Santo Antão; Redes internacionais e transferência de saber; Uma cultura científica "jesuíta"?

8. Rotas de implementação da Revolução Científica em Portugal 
O debate cultural nas primeiras décadas do século 18; Jesuítas e Oratorianos;  Os Oratorianos e o culto da experiência - as sessões na Casa das Necessidades;  A primeira obra de crítica aos meios cultural e científico nacionais: Luís António Verney e O Verdadeiro Método de Estudar;  O Marquês de Pombal e a reforma das ciências em Portugal: o Colégio dos Nobres e a Universidade de Coimbra; A Academia das Ciências de Lisboa. A historiografia dos estrangeirados. Redes de estrangeirados. Estratégias de implementação das novas ciências em Portugal. 

9. A Botânica em Portugal no século XVIII: Correia da Serra
Um estrangeirado: O Abade Correia da Serra. Percurso biográfico. Contribuições no domínio da botânica: da botânica útil à botânica teórica. Comunicação entre cientistas. Escritos de viagens e trabalhos de campo. Inovações metodológicas.

10. A Química em Portugal no século XVIII
Química na Universidade de Coimbra. Um compêndio de química: Os Elementos de Química de Vicente Coelho Seabra. Seabra e a popularização da ciência. O conteúdo dos Elementos de Química. Seabra: Um estrangeirado especial?

11. A Química em Portugal no século XIX

12. A Geologia em Portugal

13. A Matemática em Portugal

14. Balanço Final

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Epistemologia e Filosofia das Ciências
2º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.

Professor: Rui Moreira

 

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História das Ciências II
2º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.

Coordenação: Ana Simões

 

Objectivos: Perspectivar a evolução da ciência numa dimensão histórica, permitindo uma visão dinâmica do conhecimento científico. Compreender a estrutura interna da abordagem científica e a sua relação em termos dos contextos socio-económico e cultural.

Programa:
1. Galileu, mecânica e questões historiográficas.
2. Ciência à inglesa: Newton.
3. Newton, newtonianismo ou newtonianismos
4. Iluminismo e os limites do normal. O corpo insólito.
5. O Iluminismo e a revolução na química.
6. Charles Darwin, ciências da natureza e ciências físicas.
7. A ciência da energia. Sobre a conservação da força.
8. A ciência da energia. Da força à energia.
9. Mecanicismo, teoria cinética dos gases e probabilidades.
10. Quem descobriu os quanta?: Planck ou Einstein.
11. Física, química e química quântica: a questão do reducionismo.
12. Ciência, divulgação e religião: um exemplo. 

Organização das aulas: 
1ª parte (1h50m): a cargo do professor
2ª parte (20m+30m): exposição e debate de um artigo previamente seleccionado, a cargo dos alunos

Avaliação:
Apresentação oral de um artigo, fichas de leitura individuais para cada artigo discutido e trabalho final (recensão crítica de livro ou artigo). As apresentações orais e fichas de leitura decorrem a partir da 3ª aula. Classificação final: 25%+25%+50%

Artigos seleccionados a discutir nas aulas:

24 Março – Galileu, mecânica e questões historiográficas - Jürgen Renn, Matteo Valleriani, “Galileu and the challenge of the arsenal,” pre-print Max-Planck Institute for the History of Science, (2001).

31 Março – Ciência à inglesa: Newton - Simon Schaffer, “Glass works: Newton’s prisms and the uses of experiment,” in D. Gooding, T. Pinch, S. Schaffer, eds., The uses of experiment-Studies in the natural sciences (Cambridge: CUP, 1989), pp. 67-104.

(7 Abril – Férias da Páscoa)

14 Abril – Newton, newtonianismo ou newtonianismos - L. Daston, “The ideal and reality of the Republic of Letters in the Enlightenment,” Science in Context 4 (1991), 367-386.

21 Abril – A ciência da energia. Sobre a conservação da força - T. Kuhn, “A conservação da energia como um caso de descoberta simultânea,” in A Tensão Essencial (Lisboa: Edições 70, 1989, original de 1977), 101-141.

28 Abril – A ciência da energia. Da força à energia - C. Smith, “Natural Philosophy and thermodynamics: William Thomson and ‘The Dynamical Theory of Heat’”, BJHS, 9 (1976), 293-319.

5 Maio – Iluminismo e os limites do normal. O corpo insólito - Bruno Latour, “Centers of Calculation“ in Science in Action (Harvard University Press, 1997), pp.215-232. 

12 Maio – O Iluminismo e a revolução na química - F.L. Holmes, “The ‘Revolution in Chemistry and Physics’. Overthrow of a reigning paradigm or competition between contemporary research programs?” Isis 91 (2000), 735-753.

19 Maio – Charles Darwin, ciências da natureza e ciências físicas - Robert E. Kohler, “Moral economy, material culture, and community in Drosophila Genetics” in Mario Biagioli, ed., The Science Studies Reader (NY: Routledge, 1999), pp. 243-257.

26 Maio – Mecanicismo, teoria cinética dos gases e probabilidades - S.F. Cannon, “The invention of physics,” in S.F. Cannon, Science in Culture: The early Victorian period (NY: Science History Publications, 1978)

2 Junho – Não dou aula. Congresso Dinamarca. Substituição.

9 Junho – Quem descobriu os quanta?: Planck ou Einstein - R. Staley, “On the histories of relativity. The propagation and elaboration of relativity theory in participant histories in Germany 1905-1911,” ISIS, 89 (1998), 263-299.

16 Junho – Física, química e química quântica: a questão do reducionismo - A. Warwick, “Writing a pedagogical history of mathematical physics,” in Masters of Theory. Cambridge and the rise of mathematical physics (Chicago: Chicago University Press, 2003), 1-48.

23 Junho – Ciência, divulgação e religião: um exemplo - P. Galison, “Trading zone: coordinating action and belief,” in M. Biagioli, ed., The Science Studies Reader (NY: Routledge, 1999), pp. 137-160.

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A Ciência e os Debates da Filosofia Contemporânea: Controvérsias e Saber Científico
2º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.

Professor: Marcelo Dascal (Gulbenkian Professor)


Objectivos: Evidenciar e estudar o papel das controvérsias na formação, evolução e avaliação do saber científico.

Programa: A crítica como postulado fundamental do método científico. As controvérsias como locus do exercício da atividade crítica e como expressão de sua racionalidade-em-ação. O papel das controvérsias na história da ciência. Pragmática, análise do diálogo e estudo das controvérsias. Tipologia das controvérsias e das estrategias argumentativas. Estudo detalhado de controvérsias científicas nas áreas de especialização dos alunos do curso. Do estudo das controvérsias à saída do impasse em que se encontram a filosofia e a história da ciência.

Organização das aulas: Três primeiras aulas e última aula, exposição do professor. Demais aulas, apresentação pelos alunos de controvérsias científicas em suas áreas de interesse, selecionadas de comum acordo com o professor.

Avaliação: Apresentação oral de uma controvérsia. Entrega de uma versão escrita do trabalho apresentado oralmente, tomando em conta a discussão em classe.

Bibliografia:

Livros

COLLINS, H. and PINCH, T. 1993. The Golem. Cambridge: Cambridge University Press.
DASCAL, M. (ed.). 1985. Dialogue: An Interdisciplinary Approach. Amsterdam: Benjamins.
DASCAL, M. & FREUDENTHAL, G. (eds). 1998. Special Issue of Science in Context on Scientific Controversies
ENGELHARDT Jr., TRISTRAM & CAPLAN (eds.). 1987. Scientific Controversies: Case Studies in the Resolution and Closure of Disputes in Science and Technology. Cambridge: Cambridge University Press.
GIL, F. (ed.). 1990. Controvérsias Científicas e Filosóficas. Lisboa: Fragmentos.
GIL, F. (ed.). 1999. A Ciência tal qual se faz. Lisboa: Edições João Sá Costa.
GROSS, A. 1996. The Rhetoric of Science. Cambridge, Mass.: Harvard University Press.
MACHAMER, PERA & BALTAS (eds.). 2000. Scientific Controversies: Philosophical and Historical Perspectives. Oxford: Oxford University Press.
THAGARD, P. 1992. Conceptual Revolutions. Princeton: Princeton University Press.

Artigos

Dascal, M. 1995. "Epistemología, controversias, y pragmática". Isegoría 12: 8-43. (English version in Dascal’s home page).
Dascal, M. 1996. "La balanza de la razón". In O. Nudler (ed.), La racionalidad: su poder y sus límites. Buenos Aires/ Barcelona/ Mexico:         Paidós, pp. 263-381. (English version in Dascal’s home page).
Dascal, M. 1997. "Critique without critics?",. Science in Context 10 (1): 39-62
Dascal, M. 1998a. "Types of polemics and types of polemical moves". In S. Cmejrkova, J. Hoffmannova, O. Mullerova, and J. Svetla, Dialogue Analysis VI (= Proceedings of the 6th Conference , Prague 1996), vol. 1. Tubingen: Max Niemeyer, 15-33. (Availabe in Dascal’s home page). 
Dascal, M. 1998b. "The study of controversies and the theory and history of science". In DASCAL & FREUDENTHAL (eds.).
Dascal, M. & Gross, A. 1999. "The marriage between pragmatics and rhetoric". Philosophy and Rhetoric 32 (2): 107-130.
Engelhardt, Jr., and Caplan, A.L. 1987. "Patterns of controversy and closure: the interplay of knowledge, values, and political forces". In ENGELHARDT, TRISTRAM & KAPLAN (eds.)
Freudenthal, G. 1998. "Controvers"'. In DASCAL & FREUDENTHAL (eds.).
Gil, F. 1985. "Science and controversy". In DASCAL (ed.).
Granger, G. 1985. "Discussing or convincing: An approach towards a pragmatical study of the language of science". In DASCAL (ed.) I.
McMullin, E. 1987. "Scientific controversy and its termination". In ENGELHARDT Jr., TRISTRAM & CAPLAN (eds.).
Mendelsohn, E, 1987. "The political anatomy of controversy in the sciences". In ENGELHARDT Jr., TRISTRAM & CAPLAN (eds.).

Sugestões para estudos de casos de controvérsias científicas

a) Malthus contra Ricardo 

Cremaschi and Dascal. 1996. Malthus and Ricardo on Economic Methodology. History of 
Political Economy 1996 (3): 475-511.
Cremaschi and Dascal. 1998a. Persuasion and argument in the Malthus-Ricardo
correspondence. Research in the History of Economic Thought and Methodology 16: 1-63.
Cremaschi and Dascal. 1998b. Malthus and Ricardo: Two styles for economic theory. In DASCAL & 
FREUDENTHAL (eds.) 
Dascal and Cremaschi. 1999. The Malthus-Ricardo correspondence: Sequential structure, 
argumentative patterns and rationality. Journal of Pragmatics 31 (9): 1129-1172.

b) Jung contra Freud


Gruengard, O. 1998. Introverted, extroverted, and perverted controversy: Jung against Freud. In 
DASCAL & FREUDENTHAL (eds.)
McGuire, W. (ed.). 1979. The Freud/Jung Letters, abridged edition. Princeton: Princeton University 
Press.

c) Galileo contra a Igreja

Blackwell, R. 1998. Could there be another Galileo Case? In P. Machamer (ed.), The Cambridge 
Companion to Galileo, pp.348-366.
McMullin, E. 1998. Galileo on science and scripture. In P. Machamer (ed.), The Cambridge 
Companion to Galileo. Cambridge: Cambridge University Press, pp. 271-347.
Pera, M. 1998. The god of theologiens and the god of astronomers: An apology to Bellarmin.
In P. Machamer (ed.), The Cambridge Companion to Galileo. Cambridge: Cambridge 
University Press, pp. 367-387.
Spranzi Zuber, M. 1998. Dialectic, dialogue, and controversy: The case of Galileo. In
DASCAL & FREUNDENTHAL (eds.).

d) O debate sobre a deriva continental

Frankel, H. 1987. The continental drift debate. In ENGELHARDT Jr., TRISTRAM & CAPLAN (eds).
THAGARD. Chapter VII.

e) Darwin contra seus opositores criacionistas

THAGARD. Chapter VI.

f) Darwinistas contra criacionistas hoje

Dawkins, R. 1986. The Blind Watchmaker. Oxford: Oxford University Press.
Dawkins, R. 1996. Reply to Philip Johnson. Biology and Philosophy 11:539-540.
Johnson, P. 1991. Darwin on Trial. Urbana, Ill: Intervarsity Press.
Johnson, P. 1996. Is genetic information irreducible? Biology and Philosophy 11: 535-538.
Kitcher, P. 1982. Abusing Science: The Call against Creationism. Cambridge, Mass. : MIT Press.
Kogan, B. 1960. Darwin and His critics. Urbana, Ill.: Wadsworth Publishing Company.

g) Consciência: Entre neurociêcia e filosofia

Crick, F. 1994. The Astonishing Hypothesis: The Scientific Search for the Soul. New York: Scribner.
Chalmers, D. J. .1995. "The puzzle of conscious experience". Scientific Amarican 6: 80-86.
Crick, F, and Koch, C. 1995. "Why neuroscience may be able to explain consciousness”. Scientific American 6: 84-85.
Chalmers, D. J. 1997. “Moving forward on the problem of consciousness”. Journal of Consciousness Studies 4(1): 3-46.

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Documentação fundadora

A Universidade de Lisboa, sob proposta do Conselho Científico da FCUL, confere o grau de Mestre em História e Filosofia das Ciências, de acordo com a Deliberação n.º 1348/2002, publicada na II Série do Diário da República, de 29 de Agosto. O Mestrado em História e Filosofia das Ciências, ministrado na FCUL, abre de dois em dois anos, e entra em funcionamento no ano lectivo de 2003/2004.

Apresentação do Mestrado em História e Filosofia das Ciências

1. Considerações gerais

A ideia que presidiu à proposta de criação de um mestrado em História e Filosofia das Ciências resultou da convicção de que:

  • Existe finalmente na FCUL um pequeno grupo de docentes apostado em lançar e fazer vingar este projecto
  • Importa dar resposta ao desejo expresso por vários ex-alunos de serem criadas oportunidades para complementar os conhecimentos já adquiridos na área com uma formação ao nível da pós-graduação

Deu apoio à ideia deste mestrado e acompanhou de perto o desenrolar do processo que conduziu à elaboração deste documento o Professor Andrade e Silva que, como é sabido, teve um papel pioneiro no desenvolvimento da área de História e Filosofia das Ciências na FCUL e em Portugal. Os subscritores desta proposta são Henrique Leitão, investigador da UL, Rui Moreira, DFFCUL, Olga Pombo DEFCUL, Ana Simões, DFFCUL.

Apesar do grupo de docentes da faculdade envolvido neste projecto incluir cerca de uma dezena de elementos (Ana Simões, Olga Pombo, Teresa Levy, Rui Moreira, Ricardo Coelho, Henrique Leitão, Luís Saraiva, Fernando Ferreira) foram já feitos contactos junto de outros docentes da Universidade de Lisboa, nomeadamente dos departamentos de História e de Filosofia da Faculdade de Letras e da Faculdade de Farmácia que se mostraram dispostos a colaborar na leccionação de algumas cadeiras. Do mesmo modo, contamos com a participação do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa tanto no que diz respeito à utilização do seu rico espólio bibliográfico como à cedência de espaços onde poderão decorrer as aulas deste mestrado. Está ainda prevista a possibilidade de alguns investigadores ligados ao Museu poderem participar na leccionação de módulos em algumas das cadeiras oferecidas. Contamos também com a colaboração de alguns docentes de outras universidades do país e pretendemos explorar a hipótese de convidar professores do estrangeiro em regime de fellowship.

2. Estrutura

A ideia que norteou a estruturação deste mestrado revela a nossa convicção de que, na ausência de uma licenciatura em História e Filosofia das Ciências (o que levará à frequência deste mestrado por alunos de diversas licenciaturas), deve ser oferecida uma formação tão abrangente quanto possível que permita ao aluno adquirir uma ideia clara dos principais temas, problemas e abordagens possíveis, assim como das tendências metodológicas que têm vindo a pautar o desenvolvimento e evolução das disciplinas de História das Ciências e de Filosofia das Ciências. Foi neste sentido que se introduziram as cadeiras obrigatórias. Nas cadeiras de opção os alunos são confrontados com um tratamento mais aprofundado de temas criteriosamente seleccionados.

As cadeiras oferecidas por este mestrado são as que se encontram adiante listadas no Anexo I ao R

No que se segue, e antes de passar à apresentação da proposta de regulamento, acrescentamos alguns esclarecimentos que esperamos ajudem a avaliar a proposta:

  • As cadeiras de opção estão divididas em dois grupos. O grupo I inclui cadeiras de carácter interdisciplinar devendo os alunos escolher apenas uma no primeiro semestre. O grupo II inclui cadeiras de especialização na área da História e Filosofia das Ciências devendo os alunos escolher duas, uma no primeiro e outra no segundo semestre.
  • Em cada edição do mestrado serão oferecidas, não todas mas apenas algumas das cadeiras de opção. Essa oferta terá em conta as disponibilidades em termos de professores e, tanto quanto possível, procurará ir ao encontro das necessidades de formação dos candidatos seleccionados em cada edição do mestrado.
  • Em qualquer circunstância, do grupo I serão sempre oferecidas pelo menos duas cadeiras, e do grupo II, pelo menos quatro, duas no semestre ímpar e duas no semestre par.
  •  O Seminário de Projecto previsto para o segundo semestre, visa facilitar a orientação do aluno para a realização da sua tese de mestrado. Inicia-se com a escolha de um tema de tese e prossegue com a elaboração de um projecto a ser defendido e aprovado. Em apoio ao grande número de teses que se prevê sejam feitas na área da História das Ciências em Portugal, dada a acessibilidade dos arquivos e o grande número de temas ainda por investigar, nas edições em que não se oferecer como cadeira opcional do grupo II a História das Ciências em Portugal, serão organizadas conferências subordinadas a este tema.
  • À proposta de regulamento adiante apresentada, junta-se um pequeno sumário dos programas das cadeira, necessariamente preliminar e provisório, que não visa senão permitir uma noção mais precisa da proposta em discussão. Cada programa é acompanhado de uma bibliografia básica a título meramente indicativo.

                          

Regulamento Específico do Mestrado

na

Especialidade de História e Filosofia das Ciências

 

Estrutura Curricular

Os elementos a que se refere o nº2 do art. 2º do Dec.-Lei 173/80, de 29-5, são os constantes no anexo I ao presente regulamento.

Plano de Estudos

O plano de estudos é o constante do anexo I a este regulamento.

Habilitações de Acesso

1-     São admitidos à inscrição no mestrado os titulares de uma licenciatura em qualquer área científica ou tecnológica, ciências humanas e sociais e filosofia. Titulares de outras licenciaturas, com a classificação mínima de 14 valores, poderão vir a ser considerados pela comissão científica do mestrado.

2-     Excepcionalmente, em casos devidamente justificados, a comissão científica do mestrado poderá admitir à inscrição candidatos cujo curriculum demonstre uma adequada preparação científica de base, embora nas licenciaturas referidas no nº1 tenham classificação inferior a 14 valores.

3-     Excepcionalmente, em casos devidamente justificados e nos termos do nº4 deste regulamento, a comissão científica do mestrado poderá admitir à candidatura ao curso os titulares de licenciaturas por universidades estrangeiras que demonstrem curricularmente uma adequada preparação científica de base.

Limitações quantitativas

1-     A inscrição no mestrado está sujeita a limitações quantitativas, a fixar anualmente pela comissão científica do mestrado. O número máximo de candidatos a admitir é de 25 e o número mínimo 10.

2-     A comissão científica do mestrado estabelecerá para cada edição:

a)     A percentagem das vagas que será reservada prioritariamente a docentes de estabelecimentos de ensino superior.

b)     A percentagem das vagas que será reservada prioritariamente a candidatos que não sejam docentes de estabelecimentos de ensino superior, a qual não poderá ser inferior a 50%.

 

3-     As limitações quantitativas referidas no nº1 e as decisões mencionadas no nº2 serão publicadas na 2ª série do DR, antes do início do prazo de candidatura.

Critérios de Selecção

1-     Os candidatos à inscrição no curso serão seleccionados pela comissão científica  do mestrado, tendo em consideração os seguintes critérios:

a)     Classificação da licenciatura a que se refere o nº 3º ou de outros graus já obtidos pelo candidato.

b)     Curriculum académico, científico e profissional.

c)      Resultado de entrevista individual.

2 - A comissão científica do mestrado poderá determinar a obrigatoriedade da frequência, com aproveitamento, de cursos preparatórios ou de determinadas disciplinas de licenciaturas oferecidas pela Universidade de Lisboa, como condição prévia para a candidatura à inscrição no curso.

Prazos e calendário lectivo

Os prazos de candidatura e inscrição, bem como o calendário lectivo, serão fixados por despacho do conselho científico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Regime Geral

As regras de inscrição, bem como o regime de faltas, de avaliação de conhecimentos, de equivalência e de classificação para as disciplinas que integram a parte curricular do mestrado, serão os previstos na lei para os cursos de licenciatura, naquilo em que não forem contrariados pelo disposto no presente regulamento e pela natureza do curso.

Contabilização do serviço docente

O serviço docente prestado em cada uma das disciplinas que integram o plano de estudos do curso só é contabilizado para efeitos dos nos 1 e 2 do art. 71º do Estatuto da Carreira Docente Universitária, quando o número de alunos nelas inscrito for igual ou superior a 10.

Propinas

O montante das propinas e respectivo regime de pagamento será fixado por despacho reitoral.

10º Início de funcionamento

O presente mestrado entrará em funcionamento no ano lectivo de 2002-2003

11º Equivalências

Para efeitos de matrícula no mestrado poderá ser declarada a equivalência de disciplinas da parte curricular de cursos de mestrado, leccionadas em anos anteriores, a disciplinas da parte curricular deste mestrado. A tramitação necessária à declaração dessas equivalências é a prevista na lei para os cursos de licenciaturas.

ANEXO I

Plano de estudos

Disciplinas  -  Semestre Ímpar

Unidades de crédito

História das Ciências I

3 (T)

Filosofia do Conhecimento Científico

3 (T)

Opção (grupo I)

2 (T)

Opção (grupo II)

2 (T)

 

 

Disciplinas  -  Semestre Par

 

História das Ciências II

3 (T)

Epistemologia e Filosofia das Ciências

3 (T)

Opção (grupo II)

2 (T)

Seminário de Projecto

2 (TP)

 

 

Grupo I

 

Hermenêutica do Texto Científico

2 (T)

Historiografia das Ciências

2 (T)

Ciência, Ética e Política

2 (T)

Estudos Sociais em Ciência e Tecnologia

2 (T)

 

 

Grupo II

 

História e Filosofia da Física

2 (T)

História e Filosofia da Matemática

2 (T)

História e Filosofia da Química

2 (T)

História e Filosofia da Biologia

2 (T)

História e Filosofia das Ciências da Terra

2 (T)

História e Filosofia da Tecnologia

2 (T)

História das Ciências em Portugal

2 (T)

A Ciência e os Debates da Filosofia Contemporânea

                 2 (T)

 

 

 

 

Olga Pombo opombo@fc.ul.pt