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O Mestrado em História e Filosofia das Ciências, ministrado
na FCUL, iniciou a sua actividade em 20 de
Outubro de 2003. No
ano de lançamento e no quadro do Programa
Gulbenkian Professorships, este mestrado contou com
a colaboração dos Professores
Manuel Torres (Centro de Lógica y Filosofía de la
Ciencia, Universidad Nacional de Sur, Bahía Blanca,
Argentina) e Marcelo
Dascal (Faculty of Humanities, Department of
Philosophy, Tel Aviv University, Israel).
Nesta página, pode consultar:
e ainda alguma documentação
fundadora
|
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Mestrado em História
e Filosofia das Ciências
Master in History
and Philosophy of Science
O
Mestrado é proposto pelo Grupo
de História e Filosofia das Ciências da FCUL
e coordenado pela Prof. Ana
Simões - asimoes@fc.ul.pt
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Horário
em 2005-2006
1º semestre
|
Segunda feira
|
Terça feira
|
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História e Filosofia da
Matemática
15h00 às 17h00
|
Filosofia do Conhecimento
Científico
15h00 às 18h00
|
História das Ciências I
17h00 às 20h00
|
Ciência, Ética e Política
18h00 às 20h00
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Plano de
Estudos
| |
Disciplinas
|
Ano
|
Sem
|
Tipo
|
UC
|
ECTS
|
| |
História das Ciências I
|
1
|
1
|
Obrigatória
|
3.0
|
9.0
|
| |
Filosofia do Conhecimento Científico
|
1
|
1
|
Obrigatória
|
3.0
|
9.0
|
| |
Disciplina do grupo opcional A
|
1
|
1
|
Opção
|
2.0
|
6.0
|
| |
Disciplina do grupo opcional B
|
1
|
1
|
Opção
|
2.0
|
6.0
|
| |
História das Ciências II
|
1
|
2
|
Obrigatória
|
3.0
|
9.0
|
| |
Epistemologia e Filosofia das Ciências
|
1
|
2
|
Obrigatória
|
3.0
|
9.0
|
| |
Seminário de Projecto
|
1
|
2
|
Obrigatória
|
2.0
|
6.0
|
| |
Disciplina do grupo opcional B
|
1
|
2
|
Opção
|
2.0
|
6.0
|
| |
Dissertação
|
2
|
Anual
|
|
-
|
-
|
| |
Total
|
|
|
|
20.0
|
60.0
|
Grupo Opcional A
| |
Disciplinas
|
Sem
|
UC
|
ECTS
|
| |
Hermenêutica do Texto Científico
|
1
|
2.0
|
6.0
|
| |
Historiografia das Ciências
|
1
|
2.0
|
6.0
|
| |
Ciência, Ética e Política *
|
1
|
2.0
|
6.0
|
| |
Estudos Sociais em Ciência e Tecnologia
|
1
|
2.0
|
6.0
|
Grupo Opcional B
| |
Disciplinas
|
Sem
|
UC
|
ECTS
|
| |
História e Filosofia da Física
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
| |
História e Filosofia da Matemática *
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
| |
História e Filosofia da Química
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
| |
História e Filosofia da Biologia
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
| |
História e Filosofia das Ciências da Terra
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
| |
História e Filosofia da Tecnologia
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
| |
História das Ciências em Portugal *
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
| |
A Ciência e os Debates da Filosofia Contemporânea
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
* Disciplinas opcionais oferecidas no ano
lectivo 2005-2006.
Programas
1º semestre 2005-2006
Programas
2º semestre 2005-2006
-
História das Ciências
II - Ana Simões
-
Epistemologia e Filosofia das Ciências -
Olga Pombo
-
História e Filosofia da Matemática -
Fernando Ferreira e Nuno Silva
-
Seminário de Projecto - a
combinar com os orientadores de disseração escolhidos
Programas 1º semestre 2003-2004
Programas
2º semestre 2003-2004
***********************************
História das Ciências I
1º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.
Coordenação: Ana Simões e Henrique Leitão
Objectivos: Perspectivar a evolução da ciência numa
dimensão histórica, permitindo uma visão dinâmica do
conhecimento científico. Compreender a estrutura interna da
abordagem científica e a sua relação em termos dos contextos
socio-económico e cultural.
|
1. Introdução ao programa, formas de
avaliação. Bibliografia de referência.
2. Questões historiográficas práticas
3. História da História das Ciências
4. Aristóteles: A Física e os Céus
5. Matemáticas gregas: Euclides e Arquimedes
6. Ptolomeu: astronomia, astrologia e geografia
7. A cosmovisão antiga
8. Ciência medieval: a questão da apropriação. O
papel das traduções. Uma nova instituição: a
Universidade
9. O Renascimento: ciência e arte (anatomia e
perspectiva), a tradição artesenal, a imprensa e o
livro científico
10. Copérnico
11. A difusão do copernicianismo
12. Crise em Itália: Galileu, o Sidereus Nuncius. Os
acidentes da Lua e a perspectiva. Carta à Arquiduquesa
Cristina
13. Historiografia de Galileu: o caso Galileu. Galileu,
filósofo da corte.
14. Jesuítas, ensino e ciência |
|
Organização das aulas:
1ª parte: a cargo do professor
2ª parte: exposição e debate de um artigo previamente
seleccionado, a cargo dos alunos
Artigos seleccionado, a discutir nas aulas:
|
1. ----
2. Questões historiográficas práticas
C. Truesdell, "The scholar's worshop and
tools," Centaurus, 17 (1972), 1-10 e S.G. Brush,
"Should the history of Science by rated X?,"
Science, 183 (1974), 1164-1172.
3. História da História das Ciências
G. Sarton, "L'histoire de la science," ISIS, 1
(1913), 3-46.
4. Aristóteles: A Física e Os Céus
A.G. Molland, "Aristotelian science," in R.C.
Olby, G.N. Cantor, J.R.R. Christie, M.J.S. Hodge, eds.,
Companion to the History of Modern Science (London:
Routledge, 1996), pp.557-567.
5. Matemáticas gregas: Euclides e Arquimedes
Jens Hoyrup, "Archimedism, not Platonism: On a
malleable ideology of Renaissance Mathematicians (1400
to 1600), and its role in the formation of
seventeenth-century philosophies of science", in:
Corrado Dollo (ed.), Archimede. Mito, Tradizione,
Scienza (Firenze: leo S. Olschki, 1992), pp. 81-110.
6. Ptolomeu: astronomia e astrologia
J. Christianidis, D. Dialetis, K. Gavroglu, "Having
a knack for the non-intuitive: Aristarchus's
heliocentrism through Archimedes's geocentrism,"
History of Science, 40 (2002), 147-168.
7. A cosmovisão antiga
G. Lloyd, "Science in Antiquity. The Greek and
Chinese cases and their relevance to the problems of
culture and cognition," in M. Biagioli, ed., The
Science Studies Reader (NY: Routledge, 1999),
pp.302-316.
8. Ciência medieval
D. Lindberg, Science and the Early Church," in M.H.
Shank, ed., The scientific enterprise in Antiquity and
the Middle Ages (Chicago, UCP, 2000), pp. 125-146.
9. O Renascimento e o livro científico
Jerry Brotton, "Printing the world," in M.
Frasca-Spada, N. Jardine, eds., Books and the Sciences
in History (Cambridge: CUP, 2000), pp. 35-48.
10. Copérnico
Derek J. de Solla Price, "Contra-Copernicus: a
critical re-estimation of the mathematical planetary
theory of Ptolomy, Copernicus and Kepler," in M.
Clagett, ed., Critical Problems in the History of
Science (Madison: The University of Wisconsin Press,
1969), pp. 197-218.
11. A difusão do copernicianismo
G. Holton, "Johannes Kepler's universe: its physics
and metaphysics," in Thematic Origins of Scientific
Thought. Kepler to Einstein (Cambridge, HUP, 1988),
53-74.
12. Crise em Itália: Galileu, o Sidereus Nuncius e a
"Carta à Arquiduquesa Cristina"
S. Drake, "Galileo's steps to full Copernicanism
and back," Studies in the History and Philosophy of
Science, 18 (1987), 93-105.
13. Historiografia de Galileu: o caso Galileu.
Galileu, filósofo da corte
M. Biagioli, "Galileo, the Emblem Maker,"
ISIS, 81 (1990), 230-258.
14. Jesuítas, ensino e ciência
Steven Harris, "Transposing the Merton Thesis:
Apostolic Spirituality and the
Establishment of the Jesuit Scientific Tradition,"
Science in Context, 3 (1989) 29-65.
|
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Filosofia
do conhecimento científico
1º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.
Professor: Olga Pombo
Tema: Os Problemas do Conhecimento e da Unidade da Ciência
Objectivos: Inscrever o estudo do conhecimento científico
no fenómeno geral do conhecimento. Abordar a ideia de Unidade
da Ciência como tarefa cognitiva central da própria ciência.
1. Introdução (2 sessões: orientação da
professora)
- Da teoria do conhecimento à filosofia do conhecimento
científico
- Conhecimento e suas diferentes objectivações. Tradição,
ciência e técnica
2. Os Problemas Gnosiológicos da Constituição do
Saber (3 sessões: orientação da professora)
- Conhecimento e representação. Fundamentos ontológicos
e antropológicos do conhecimento. Sujeito, objecto e
representação.
- Os problemas do conhecimento e os seus diversos níveis:
genético, metafísico e crítico. O problema da
possibilidade do conhecimento como problema radical.
- Teorias da representação e seu rebatimento epistemológico.
Representação, símbolo e presentificação.
Antropologia, semiótica e teoria da consciência
3. Representação e Construção do Conhecimento Científico
(6 sessões: orientação dos estudantes)
- Ciência e progresso do conhecimento. Dedução, indução
e abdução. O problema do fundamento da indução.
Observação e hipótese. Invenção e descoberta.
Regularidades e explicação. Lei e teoria.
- Verdade, experiência e adequação. Compatibilidade,
confirmação e refutabilidade. Verdade como consistência.
Virtualidades e limites do formalismo.
4. O Problema da Unidade da Ciência (3 sessões:
orientação da professora)
- Topologia e funcionalidade das diferentes instâncias de
produção do conhecimento científico. Legitimação,
divulgação e transmissão. Elementos histórico-culturais.
Interacções e efeitos emergentes.
- Programas e níveis da Unidade da Ciência. Alguns
programas exemplares. Unidade da linguagem, dos métodos e
das leis e teorias.
- Figuras e configurações da Unidade da Ciência.
Proximidades, articulações e assimetrias. A classificação
como operador das figuras da Unidade da Ciência. Metáforas
da Unidade da Ciência.
Bibliografia:
Berkeley (1710) A Treatise Concerning the Principles of
Human Knowledge (há trad. port de Vieira de Almeida,
Tratado do Conhecimento Humano, Coimbra: Atlantida, 1958)
Descartes (1641) Méditations Philosophiques, In
Oeuvres Philosophiques de Descartes, ed. Alquié, Paris:
Garnier, 1967, Tomo II, pp. 374 e 1073.
Hume, D. (1739-40) A Treatise of Human Nature, ed.
L.A.Selby-Bigge and P.H. Nidditch, Oxford: Clarendon Press,
1975 (há trad. port. Tratado da Natureza Humana, Lisboa:
Serviço de Educação Fundação Calouste Gulbenkian, 2001).
Husserl (1907), Die Idee der Phaenomenologie (há trad.
port. de Artur Morão, Da Ideia de Fenomenologia, Lisboa: ed.
70, 1986.
Husserl (1931), Kartesianische Meditationem (há trad.
port. de Maria da Graça Lopes e Sousa, Meditações
Cartesianas. Introdução à Fenomenologia, Porto: Rès, s/d).
Kant (1781), Kritik der reinen Vernunft, (trad. port.
de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão, Crítica
da Razão Pura), Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian,
(1985).
Kuhn, T. S. (1962), The Structure of Scientific Revolutions,
Chicago: University of Chicago Press.
Lakatos, I e Musgrave, A. (1970), Criticism and the Growth
of Knowledge, Cambridge: Cambridge University Press (há
trad. port. de Octávio Mendes Cajado e Pablo Mariconda, A Crítica
e o Desenvolvimento do Conhecimento, S. Paulo: Cultrix, 1979).
Leibniz, Nouveaux Essais sur l'Entendement, in Die
Philosophischen Schriften von Gottfried Wilhelm Leibniz, Hrsg.
von Carl Immanuel Gerhardt, Hildesheim: Olms, 1960, vol. V,
pp. 39-503.
Locke, (1689) An Essay concerning Human Understanding,
ed. A. D. Woozley, GlasgoW: William Collins, 1964.
Popper (1963), Conjectures and Refutations. The Growth of
Scientific Knowledge, London: Routledge and Kegan Paul (há
trad. port. de Sergio Bath, Conjecturas e Refutações. O
Progresso do Conhecimento Científico, Brasília: Editora da
Universidade de Brasília, 1982).
Quine (1954), The Scope and Language of Science (trad.
port. de João Sàágua in João Sàágua (org.), W.V. Quine.
Filosofia e Linguagem, Porto: Asa, 1995, pp. 19-41.
Quine (1981), Things and their Place in Theories,
(trad. port. de Rui K. Silve e João Sàágua in João Sàágua
(org.), W.V. Quine. Filosofia e Linguagem, Porto: Asa, 1995,
pp. 139-167.
Russell, B. (1912), The Problems of Philosophy, (trad.
port. de António Sérgio, Os Problemas da Filosofia, Lisboa:
Arménio Amado, 1959).
***********************************
Hermenêutica
do Texto Científico
1º Semestre, 2 h, 4.0 ECTS
Professor: Ricardo Coelho.
Objectivos: Proporcionar uma introdução à interpretação
do texto científico e desenvolver uma consciência crítica dos
diferentes tipos de investigação em História da Ciência.
Programa: Análise de textos fundamentais sobre o princípio
de conservação da energia (Mayer, Joule, Colding, Helmholtz,
W. Thomson e Rankine). Literatura secundária sobre o assunto.
Avaliação: trabalho escrito de aplicação do método
hermenêutico.
Bibliografia:
Bevilacqua, F. (1983) The Principle of Conservation of Energy
and the History of Classical Electromagnetic Theory. Pavia.
Breger, H. (1982) Die Natur als arbeitende Maschine: zur
Entstehung des Energiebegriffs in der Physik 1840-1850.
Frankfurt a. M.
Caneva, K. L. (1993) Robert Mayer and the Conservation of
Energy. Princeton.
Colding, L. (1972) Ludvig Colding and the conservation of energy
principle. F. Dahl (intr. [...]). New York.
Duit, R. (1986) Der Energiebegriff im Physikunterricht. Kiel.
Elkana, Y. (1974) Discovery of the Conservation of Energy.
London.
Helmholtz, H. v. (1882) Wissenschaftliche Abhandlungen, Vol. I.
Leipzig.
Joule, J. P. (1887) The Scientific Papers of James Prescott
Joule. 2 vol.. London.
Kuhn, T. S. (1959) "Energy conservation as example of
simultaneous discovery". In M. Clagget (ed.) Critical
Problems in the History of Science, pp. 321-56.
Mach, E. (1896) Principien der Wärmelehre. Leipzig.
Mayer, J. R. (1893) Die Mechanik der Wärme in gesammelten
Schriften v. Robert Mayer. Jacob Weyrauch (ed.). Stuttgart.
Ostwald, W. (1912) Die Energie. Leipzig.
Rankine, W. J. (1881) Miscellaneous Scientific Papers. W. Millar
(ed.). London.
Smith, C. (1998) The Science of Energy. London.
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Historiografía
de las Ciencias (Programa sintético)
1º Semestre, 2 h, 4.0 ECTS
Profesor: Juan Manuel Torres
Objectivos:
-
Identificar las principales tendencias
actuales en historiografía de la ciencia;
-
Analizar las discusiones entre las
perspectivas (racionalismo, sociologismo, relativismo, etc)
que están en la base de las tendencias historiográficas;
-
Procurar nuevas ideas, las cuales puedan
enriquecer las actuales perspectivas historiográficas en la
historia de la ciencia.
Temas:
1. Filosofía de la ciencia, historiografía de la ciencia e
historia de la ciencia. Metadisciplinas de la cultura. El rol de
la historia de la ciencia bajo la perspectiva clásica y de las
primeras escuelas epistemológicas del siglo XX: Aristóteles,
Popper y el Círculo de Viena.
2. La historia whig. La sociología del conocimiento científico
en el periodo pre-Programa Fuerte. Merton y Mannheim.
3. La Estructura de las Revoluciones Científicas. El análisis
del cambio teórico y la revolución historiográfica. Kuhn y la
empresa hermenéutica.
4. Kuhn bajo la perspectiva de B. Barnes. D. Bloor y el Programa
Fuerte: descripción y explicación, internalismo y
externalismo.
5. La historiografia bajo algunas perspectivas de la
epistemologia racionalista poskuhneana: Lakatos y los programas
de investigación historiograficos. Larry Laudan y las
tradiciones en investigación.
6. El estructuralismo de Stegmüller/Moulines/Balzer. Versión
estructuralista del cambio teórico. El segundo Kuhn y el
estructuralismo. Prescripción o descripción? La evolución de
las ciencias biológicas como modelo de una nueva posibilidad
epistemológico-historiográfica.
***********************************
Historia y Filosofia de la
Biologia (Programa sintético)
Primeiro semester, 2h, 4ECTS
Profesor: Juan Manuel Torres
Objectivos: Se desarrollarán temas de
las ciencias de la vida (life sciences), los cuales están
caracterizados por una o más de las siguientes razones:
-
contienen de manera esencial puntos que
pertenecen a la filosofía de la ciencia;
-
las discusiones en torno a estos temas biológicos
pueden ser clarificadas por la metodologia de la ciencia;
-
son temas que tradicionalmente también han
sido de interés filosófico.
Temas
1. Los servicios genéticos (genetic test, genetic
screenning and human gene therapy) y la revolución de las
ciencias de la salud.
2. La evolución del dogma central de la biología molecular
y el sistema Qß-replicasa.
3. Historia de algunas hipótesis compitientes sobre el
origen de la vida terrestre: poliaminoácidos versus
polinucleótidos.
4. Los experimentos de Cairn y el resurgimiento del
neolamarckismo.
5. Sobre la estructura lógico-matemática de la teoría
neodarwiniana.
6. Controversias sobre las unidades de selección de proceso
evolutivo: genes, organismos, especies y poblaciones.
7. La teoría neodarwiniana y algunos de sus contraejemplos
falsadores.
8. La aplicación del modelo nomológico-deductivo
tradicional a las explicaciones evolutivas.
Bibliografia:
Torres, J. M.: "The importance of genetic services for
the theory of health: basis for an integrating theory",
THE JOURNAL OF MEDICINE, HEALTH CARE AND PHILOSOPHY. 5: pp.
43-51, 2002.
Torres, J. M.: "On the falsification of the Central
Dogma and the de novo synthesis of molecular species. A
methodological analysis" in PHILOSOPHIA NATURALIS, 36:
1-18, 1999.
Torres, J. M.: "Competing research programmes on the
origin of life", JOURNAL for GENERAL PHILOSOPHY of
SCIENCE, 27: 325-346, 1996.
MacPhee, D.: "Directed evolution reconsidered",
AMERICAN SCIENTIST, 81: 554-561, 1993.
Thompson, P.. THE STRUCTURE OF BIOLOGICAL THEORIES, State
University of New York Press, 1989.
Hull, D.: "Individuality and selection", ANNUAL
REVIEW THE ECOLOGY AND SYSTEMATICS, 11: 311-332, 1980.
Lovtrup, S.: DARWINISM: THE REFUTATION OF MYTH, Crom-Holm,
1987.
Kuippers, B-O: INFORMATION AND THE ORIGIN OF LIFE, MIT
Press, 1990.
***********************************
História
da Ciência em Portugal (Outubro 2003)
Coordenação: Henrique Leitão
Programa:
1. Preliminares
Apresentação e Objectivos; Explicação do Programa e indicações
bibliográficas; A Ciência em Portugal: o problema historiográfico;
A historiografia "disciplinar" da ciência portuguesa;
A ciência no discurso político e cultural português;
Historiadores e tendências historiográficas; Indicações
sobre arquivos e documentação em Portugal; Possibilidades de
trabalho de investigação.
2. Primórdios: A universidade e o saber medieval
Hierarquia dos saberes na Idade Média; Física aristotélica e
da cosmologia ptolomaica; Cosmografia e literatura De Sphera; A
geografia medieval; Reflexos na literatura e na arte; A
Universidade; As disciplinas científicas no contexto universitário.
3. A Cosmografia
Audiências, ensino e textos; A institucionalização do ensino
científico; Revisão dos conceitos básicos;
Análise de um texto-tipo: o Tratado da Sphera, 1537.
Descobrimentos marítimos e crise da autoridade antiga; A questão
do "experimentalismo"; Um lugar para Portugal na
"Revolução Científica"?
4. A questão da astrologia
A Astrologia enquanto questão histórica; O conteúdo do saber
astrológico; A Prática da astrologia em Portugal nos sécs.
XV-XVII; Astrologia e saber popular; A contenção da astrologia
e a intervenção censória;
5. A Náutica e Navegação (sécs. XV-XVI)
Aspectos técnicos na náutica; A navegação pré-astronómica;
O surgimento da navegação astronómica;
O Regimento da Estrela Polar; O Regimento do Sol; O Regimento do
Cruzeiro do Sul; Instrumentos náuticos;
Problemas e temas em aberto.
6. Singularidade e relevância de Pedro Nunes (1502-1578)
Dados biográficos e linhas fundamentais da sua obra; Os
contextos institucionais: a Corte; o Cosmógrafo -Mor; o
professor universitário; Principais contribuições científicas;
Repercussão nacional e europeia.
7. Institucionalização e internacionalização: a Companhia
de Jesus
A Companhia de Jesus enquanto instituição educativa; O ensino
científico entre os jesuítas; A Aula da Esfera do colégio de
Santo Antão; Redes internacionais e transferência de saber;
Uma cultura científica "jesuíta"?
8. Rotas de implementação da Revolução Científica em
Portugal
O debate cultural nas primeiras décadas do século 18; Jesuítas
e Oratorianos; Os Oratorianos e o culto da experiência -
as sessões na Casa das Necessidades; A primeira obra de
crítica aos meios cultural e científico nacionais: Luís António
Verney e O Verdadeiro Método de Estudar; O Marquês de
Pombal e a reforma das ciências em Portugal: o Colégio dos
Nobres e a Universidade de Coimbra; A Academia das Ciências de
Lisboa. A historiografia dos estrangeirados. Redes de
estrangeirados. Estratégias de implementação das novas ciências
em Portugal.
9. A Botânica em Portugal no século XVIII: Correia da Serra
Um estrangeirado: O Abade Correia da Serra. Percurso biográfico.
Contribuições no domínio da botânica: da botânica útil à
botânica teórica. Comunicação entre cientistas. Escritos de
viagens e trabalhos de campo. Inovações metodológicas.
10. A Química em Portugal no século XVIII
Química na Universidade de Coimbra. Um compêndio de química:
Os Elementos de Química de Vicente Coelho Seabra. Seabra e a
popularização da ciência. O conteúdo dos Elementos de Química.
Seabra: Um estrangeirado especial?
11. A Química em Portugal no século XIX
12. A Geologia em Portugal
13. A Matemática em Portugal
14. Balanço Final
***********************************
Epistemologia
e Filosofia das Ciências
2º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.
Professor: Rui Moreira
***********************************
História
das Ciências II
2º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.
Coordenação: Ana Simões
Objectivos: Perspectivar a evolução da
ciência numa dimensão histórica, permitindo uma visão dinâmica
do conhecimento científico. Compreender a estrutura interna da
abordagem científica e a sua relação em termos dos contextos
socio-económico e cultural.
Programa:
1. Galileu, mecânica e questões historiográficas.
2. Ciência à inglesa: Newton.
3. Newton, newtonianismo ou newtonianismos
4. Iluminismo e os limites do normal. O corpo insólito.
5. O Iluminismo e a revolução na química.
6. Charles Darwin, ciências da natureza e ciências físicas.
7. A ciência da energia. Sobre a conservação da força.
8. A ciência da energia. Da força à energia.
9. Mecanicismo, teoria cinética dos gases e probabilidades.
10. Quem descobriu os quanta?: Planck ou Einstein.
11. Física, química e química quântica: a questão do
reducionismo.
12. Ciência, divulgação e religião: um exemplo.
Organização das aulas:
1ª parte (1h50m): a cargo do professor
2ª parte (20m+30m): exposição e debate de um artigo
previamente seleccionado, a cargo dos alunos
Avaliação:
Apresentação oral de um artigo, fichas de leitura individuais
para cada artigo discutido e trabalho final (recensão crítica
de livro ou artigo). As apresentações orais e fichas de
leitura decorrem a partir da 3ª aula. Classificação final:
25%+25%+50%
Artigos seleccionados a discutir nas aulas:
24 Março – Galileu, mecânica e questões historiográficas
- Jürgen Renn, Matteo Valleriani, “Galileu and the challenge
of the arsenal,” pre-print Max-Planck Institute for the
History of Science, (2001).
31 Março – Ciência à inglesa: Newton - Simon
Schaffer, “Glass works: Newton’s prisms and the uses of
experiment,” in D. Gooding, T. Pinch, S. Schaffer, eds., The
uses of experiment-Studies in the natural sciences
(Cambridge: CUP, 1989), pp. 67-104.
(7 Abril – Férias da Páscoa)
14 Abril – Newton, newtonianismo ou newtonianismos - L.
Daston, “The ideal and reality of the Republic of Letters in
the Enlightenment,” Science in Context 4 (1991),
367-386.
21 Abril – A ciência da energia. Sobre a conservação da
força - T. Kuhn, “A conservação da energia como um caso
de descoberta simultânea,” in A Tensão Essencial
(Lisboa: Edições 70, 1989, original de 1977), 101-141.
28 Abril – A ciência da energia. Da força à energia
- C. Smith, “Natural Philosophy and thermodynamics: William
Thomson and ‘The Dynamical Theory of Heat’”, BJHS,
9 (1976), 293-319.
5 Maio – Iluminismo e os limites do normal. O corpo insólito
- Bruno Latour, “Centers of Calculation“ in Science in
Action (Harvard University Press, 1997), pp.215-232.
12 Maio – O Iluminismo e a revolução na química -
F.L. Holmes, “The ‘Revolution in Chemistry and Physics’.
Overthrow of a reigning paradigm or competition between
contemporary research programs?” Isis 91 (2000),
735-753.
19 Maio – Charles Darwin, ciências da natureza e ciências
físicas - Robert E. Kohler, “Moral economy, material
culture, and community in Drosophila Genetics” in Mario
Biagioli, ed., The Science Studies Reader (NY: Routledge,
1999), pp. 243-257.
26 Maio – Mecanicismo, teoria cinética dos gases e
probabilidades - S.F. Cannon, “The invention of
physics,” in S.F. Cannon, Science in Culture: The early
Victorian period (NY: Science History Publications, 1978)
2 Junho – Não dou aula. Congresso Dinamarca. Substituição.
9 Junho – Quem descobriu os quanta?: Planck ou Einstein - R.
Staley, “On the histories of relativity. The propagation and
elaboration of relativity theory in participant histories in
Germany 1905-1911,” ISIS, 89 (1998), 263-299.
16 Junho – Física, química e química quântica: a questão
do reducionismo - A. Warwick, “Writing a pedagogical
history of mathematical physics,” in Masters of Theory.
Cambridge and the rise of mathematical physics (Chicago:
Chicago University Press, 2003), 1-48.
23 Junho – Ciência, divulgação e religião: um exemplo
- P. Galison, “Trading zone: coordinating action and
belief,” in M. Biagioli, ed., The Science Studies Reader
(NY: Routledge, 1999), pp. 137-160.
***********************************
A Ciência
e os Debates da Filosofia Contemporânea: Controvérsias e Saber
Científico
2º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.
Professor: Marcelo Dascal
(Gulbenkian Professor)
Objectivos: Evidenciar e estudar o papel das controvérsias
na formação, evolução e avaliação do saber científico.
Programa: A crítica como postulado fundamental do método
científico. As controvérsias como locus do exercício da
atividade crítica e como expressão de sua racionalidade-em-ação.
O papel das controvérsias na história da ciência. Pragmática,
análise do diálogo e estudo das controvérsias. Tipologia das
controvérsias e das estrategias argumentativas. Estudo
detalhado de controvérsias científicas nas áreas de
especialização dos alunos do curso. Do estudo das controvérsias
à saída do impasse em que se encontram a filosofia e a história
da ciência.
Organização das aulas: Três primeiras aulas e última
aula, exposição do professor. Demais aulas, apresentação
pelos alunos de controvérsias científicas em suas áreas de
interesse, selecionadas de comum acordo com o professor.
Avaliação: Apresentação oral de uma controvérsia.
Entrega de uma versão escrita do trabalho apresentado
oralmente, tomando em conta a discussão em classe.
Bibliografia:
Livros
COLLINS, H. and PINCH, T. 1993. The Golem. Cambridge:
Cambridge University Press.
DASCAL, M. (ed.). 1985. Dialogue: An Interdisciplinary
Approach. Amsterdam: Benjamins.
DASCAL, M. & FREUDENTHAL, G. (eds). 1998. Special Issue
of Science in Context on Scientific Controversies
ENGELHARDT Jr., TRISTRAM & CAPLAN (eds.). 1987. Scientific
Controversies: Case Studies in the Resolution and Closure of
Disputes in Science and Technology. Cambridge: Cambridge
University Press.
GIL, F. (ed.). 1990. Controvérsias Científicas e Filosóficas.
Lisboa: Fragmentos.
GIL, F. (ed.). 1999. A Ciência tal qual se faz. Lisboa:
Edições João Sá Costa.
GROSS, A. 1996. The Rhetoric of Science. Cambridge,
Mass.: Harvard University Press.
MACHAMER, PERA & BALTAS (eds.). 2000. Scientific
Controversies: Philosophical and Historical Perspectives.
Oxford: Oxford University Press.
THAGARD, P. 1992. Conceptual Revolutions. Princeton:
Princeton University Press.
Artigos
Dascal, M. 1995. "Epistemología, controversias, y pragmática".
Isegoría 12: 8-43. (English version in Dascal’s home
page).
Dascal, M. 1996. "La balanza de la razón". In O.
Nudler (ed.), La racionalidad: su poder y sus límites.
Buenos Aires/ Barcelona/ Mexico:
Paidós, pp. 263-381. (English version in Dascal’s home page).
Dascal, M. 1997. "Critique without critics?",. Science
in Context 10 (1): 39-62
Dascal, M. 1998a. "Types of polemics and types of polemical
moves". In S. Cmejrkova, J. Hoffmannova, O. Mullerova, and
J. Svetla, Dialogue Analysis VI (= Proceedings of the 6th
Conference , Prague 1996), vol. 1. Tubingen: Max Niemeyer,
15-33. (Availabe in Dascal’s home page).
Dascal, M. 1998b. "The study of controversies and the
theory and history of science". In DASCAL & FREUDENTHAL
(eds.).
Dascal, M. & Gross, A. 1999. "The marriage between
pragmatics and rhetoric". Philosophy and Rhetoric 32
(2): 107-130.
Engelhardt, Jr., and Caplan, A.L. 1987. "Patterns of
controversy and closure: the interplay of knowledge, values, and
political forces". In ENGELHARDT, TRISTRAM & KAPLAN
(eds.)
Freudenthal, G. 1998. "Controvers"'. In DASCAL &
FREUDENTHAL (eds.).
Gil, F. 1985. "Science and controversy". In DASCAL
(ed.).
Granger, G. 1985. "Discussing or convincing: An approach
towards a pragmatical study of the language of science". In
DASCAL (ed.) I.
McMullin, E. 1987. "Scientific controversy and its
termination". In ENGELHARDT Jr., TRISTRAM & CAPLAN
(eds.).
Mendelsohn, E, 1987. "The political anatomy of controversy
in the sciences". In ENGELHARDT Jr., TRISTRAM & CAPLAN
(eds.).
Sugestões para estudos de casos de controvérsias
científicas
a) Malthus contra Ricardo
Cremaschi and Dascal. 1996. Malthus and Ricardo on Economic
Methodology. History of
Political Economy 1996 (3): 475-511.
Cremaschi and Dascal. 1998a. Persuasion and argument in the
Malthus-Ricardo
correspondence. Research in the History of Economic Thought and
Methodology 16: 1-63.
Cremaschi and Dascal. 1998b. Malthus and Ricardo: Two styles for
economic theory. In DASCAL &
FREUDENTHAL (eds.)
Dascal and Cremaschi. 1999. The Malthus-Ricardo correspondence:
Sequential structure,
argumentative patterns and rationality. Journal of Pragmatics 31
(9): 1129-1172.
b) Jung contra Freud
Gruengard, O. 1998. Introverted, extroverted, and perverted
controversy: Jung against Freud. In
DASCAL & FREUDENTHAL (eds.)
McGuire, W. (ed.). 1979. The Freud/Jung Letters, abridged
edition. Princeton: Princeton University
Press.
c) Galileo contra a Igreja
Blackwell, R. 1998. Could there be another Galileo Case? In P.
Machamer (ed.), The Cambridge
Companion to Galileo, pp.348-366.
McMullin, E. 1998. Galileo on science and scripture. In P.
Machamer (ed.), The Cambridge
Companion to Galileo. Cambridge: Cambridge University Press, pp.
271-347.
Pera, M. 1998. The god of theologiens and the god of
astronomers: An apology to Bellarmin.
In P. Machamer (ed.), The Cambridge Companion to Galileo.
Cambridge: Cambridge
University Press, pp. 367-387.
Spranzi Zuber, M. 1998. Dialectic, dialogue, and controversy:
The case of Galileo. In
DASCAL & FREUNDENTHAL (eds.).
d) O debate sobre a deriva continental
Frankel, H. 1987. The continental drift debate. In ENGELHARDT
Jr., TRISTRAM & CAPLAN (eds).
THAGARD. Chapter VII.
e) Darwin contra seus opositores criacionistas
THAGARD. Chapter VI.
f) Darwinistas contra criacionistas hoje
Dawkins, R. 1986. The Blind Watchmaker. Oxford: Oxford
University Press.
Dawkins, R. 1996. Reply to Philip Johnson. Biology and
Philosophy 11:539-540.
Johnson, P. 1991. Darwin on Trial. Urbana, Ill: Intervarsity
Press.
Johnson, P. 1996. Is genetic information irreducible? Biology
and Philosophy 11: 535-538.
Kitcher, P. 1982. Abusing Science: The Call against Creationism.
Cambridge, Mass. : MIT Press.
Kogan, B. 1960. Darwin and His critics. Urbana, Ill.: Wadsworth
Publishing Company.
g) Consciência: Entre neurociêcia e filosofia
Crick, F. 1994. The Astonishing Hypothesis: The Scientific
Search for the Soul. New York: Scribner.
Chalmers, D. J. .1995. "The puzzle of conscious
experience". Scientific Amarican 6: 80-86.
Crick, F, and Koch, C. 1995. "Why neuroscience may be able
to explain consciousness”. Scientific American 6: 84-85.
Chalmers, D. J. 1997. “Moving forward on the problem of
consciousness”. Journal of Consciousness Studies 4(1): 3-46.
***********************************
Documentação
fundadora
A
Universidade de Lisboa, sob proposta do Conselho Científico da
FCUL, confere o grau de Mestre em História e Filosofia das Ciências,
de acordo com a Deliberação
n.º 1348/2002, publicada na II Série do Diário da República,
de 29 de Agosto. O Mestrado em História e Filosofia das Ciências,
ministrado
na FCUL, abre de dois em dois anos, e entra em funcionamento
no ano lectivo de 2003/2004.
Apresentação
do Mestrado em História e Filosofia das Ciências
1. Considerações gerais
A ideia que presidiu à proposta de criação de um mestrado
em História e Filosofia das Ciências resultou da convicção
de que:
- Existe finalmente na FCUL um pequeno grupo de docentes
apostado em lançar e fazer vingar este projecto
- Importa dar resposta ao desejo expresso por vários
ex-alunos de serem criadas oportunidades para complementar
os conhecimentos já adquiridos na área com uma formação
ao nível da pós-graduação
Deu apoio à ideia deste mestrado e acompanhou de perto o
desenrolar do processo que conduziu à elaboração deste
documento o Professor Andrade e Silva que, como é sabido, teve
um papel pioneiro no desenvolvimento da área de História e
Filosofia das Ciências na FCUL e em Portugal. Os
subscritores desta proposta são Henrique Leitão, investigador
da UL, Rui Moreira, DFFCUL, Olga Pombo DEFCUL, Ana Simões,
DFFCUL.
Apesar do grupo de docentes da faculdade envolvido neste
projecto incluir cerca de uma dezena de elementos (Ana Simões,
Olga Pombo, Teresa Levy, Rui Moreira, Ricardo Coelho, Henrique
Leitão, Luís Saraiva, Fernando Ferreira) foram já feitos
contactos junto de outros docentes da Universidade de Lisboa,
nomeadamente dos departamentos de História e de Filosofia da
Faculdade de Letras e da Faculdade de Farmácia que se mostraram
dispostos a colaborar na leccionação de algumas cadeiras. Do
mesmo modo, contamos com a participação do Museu de Ciência
da Universidade de Lisboa tanto no que diz respeito à utilização
do seu rico espólio bibliográfico como à cedência de espaços
onde poderão decorrer as aulas deste mestrado. Está ainda
prevista a possibilidade de alguns investigadores ligados ao
Museu poderem participar na leccionação de módulos em algumas
das cadeiras oferecidas. Contamos também com a colaboração de
alguns docentes de outras universidades do país e pretendemos
explorar a hipótese de convidar professores do estrangeiro em
regime de fellowship.
2. Estrutura
A ideia que norteou a estruturação deste mestrado revela a
nossa convicção de que, na ausência de uma licenciatura em
História e Filosofia das Ciências (o que levará à frequência
deste mestrado por alunos de diversas licenciaturas), deve ser
oferecida uma formação tão abrangente quanto possível que
permita ao aluno adquirir uma ideia clara dos principais temas,
problemas e abordagens possíveis, assim como das tendências
metodológicas que têm vindo a pautar o desenvolvimento e evolução
das disciplinas de História das Ciências e de Filosofia das Ciências.
Foi neste sentido que se introduziram as cadeiras obrigatórias.
Nas cadeiras de opção os alunos são confrontados com um
tratamento mais aprofundado de temas criteriosamente
seleccionados.
As cadeiras oferecidas por este mestrado são as que se
encontram adiante listadas no Anexo I ao R
No que se segue, e antes de passar à apresentação da
proposta de regulamento, acrescentamos alguns esclarecimentos
que esperamos ajudem a avaliar a proposta:
- As cadeiras de opção estão divididas em dois grupos. O
grupo I inclui cadeiras de carácter interdisciplinar
devendo os alunos escolher apenas uma no primeiro semestre.
O grupo II inclui cadeiras de especialização na área da
História e Filosofia das Ciências devendo os alunos
escolher duas, uma no primeiro e outra no segundo semestre.
- Em cada edição do mestrado serão oferecidas, não todas
mas apenas algumas das cadeiras de opção. Essa oferta terá
em conta as disponibilidades em termos de professores e,
tanto quanto possível, procurará ir ao encontro das
necessidades de formação dos candidatos seleccionados em
cada edição do mestrado.
- Em qualquer circunstância, do grupo I serão sempre
oferecidas pelo menos duas cadeiras, e do grupo II, pelo
menos quatro, duas no semestre ímpar e duas no semestre
par.
- O Seminário de Projecto previsto para o segundo
semestre, visa facilitar a orientação do aluno para a
realização da sua tese de mestrado. Inicia-se com a
escolha de um tema de tese e prossegue com a elaboração de
um projecto a ser defendido e aprovado. Em apoio ao grande número
de teses que se prevê sejam feitas na área da História
das Ciências em Portugal, dada a acessibilidade dos
arquivos e o grande número de temas ainda por investigar,
nas edições em que não se oferecer como cadeira opcional
do grupo II a História das Ciências em Portugal, serão
organizadas conferências subordinadas a este tema.
- À proposta de regulamento adiante apresentada, junta-se
um pequeno sumário dos programas das cadeira,
necessariamente preliminar e provisório, que não visa senão
permitir uma noção mais precisa da proposta em discussão.
Cada programa é acompanhado de uma bibliografia básica a título
meramente indicativo.
Regulamento
Específico do Mestrado
na
Especialidade
de História e Filosofia das Ciências
1º
Estrutura Curricular
Os
elementos a que se refere o nº2 do art. 2º do Dec.-Lei 173/80,
de 29-5, são os constantes no anexo I ao presente regulamento.
2º
Plano de Estudos
O
plano de estudos é o constante do anexo I a este regulamento.
3º
Habilitações de
Acesso
1-
São admitidos à inscrição no mestrado os titulares de
uma licenciatura em qualquer área científica ou tecnológica,
ciências humanas e sociais e filosofia. Titulares de outras
licenciaturas, com a classificação mínima de 14 valores,
poderão vir a ser considerados pela comissão científica do
mestrado.
2-
Excepcionalmente, em casos devidamente justificados, a
comissão científica do mestrado poderá admitir à inscrição
candidatos cujo curriculum
demonstre uma adequada preparação científica de base, embora
nas licenciaturas referidas no nº1 tenham classificação
inferior a 14 valores.
3-
Excepcionalmente, em casos devidamente justificados e nos
termos do nº4 deste regulamento, a comissão científica do
mestrado poderá admitir à candidatura ao curso os titulares de
licenciaturas por universidades estrangeiras que demonstrem
curricularmente uma adequada preparação científica de base.
4º
Limitações
quantitativas
1-
A inscrição no mestrado está sujeita a limitações
quantitativas, a fixar anualmente pela comissão científica do
mestrado. O número máximo de candidatos a admitir é de 25
e o número mínimo 10.
2-
A comissão científica do mestrado estabelecerá para
cada edição:
a)
A percentagem das vagas que será reservada
prioritariamente a docentes de estabelecimentos de ensino
superior.
b)
A percentagem das vagas que será reservada
prioritariamente a candidatos que não sejam docentes de
estabelecimentos de ensino superior, a qual não poderá ser
inferior a 50%.
3-
As limitações quantitativas referidas no nº1 e as
decisões mencionadas no nº2 serão publicadas na 2ª série do
DR, antes do início do prazo de candidatura.
5º
Critérios de Selecção
1-
Os candidatos à inscrição no curso serão
seleccionados pela comissão científica
do mestrado, tendo em consideração os seguintes critérios:
a)
Classificação da licenciatura a que se refere o nº 3º
ou de outros graus já obtidos pelo candidato.
b)
Curriculum académico, científico e profissional.
c)
Resultado de entrevista individual.
2
- A comissão científica do mestrado poderá determinar a
obrigatoriedade da frequência, com aproveitamento, de cursos
preparatórios ou de determinadas disciplinas de licenciaturas
oferecidas pela Universidade de Lisboa, como condição prévia
para a candidatura à inscrição no curso.
6º
Prazos e calendário
lectivo
Os
prazos de candidatura e inscrição, bem como o calendário
lectivo, serão fixados por despacho do conselho científico da
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
7º
Regime Geral
As
regras de inscrição, bem como o regime de faltas, de avaliação
de conhecimentos, de equivalência e de classificação para as
disciplinas que integram a parte curricular do mestrado, serão
os previstos na lei para os cursos de licenciatura, naquilo em
que não forem contrariados pelo disposto no presente
regulamento e pela natureza do curso.
8º
Contabilização do
serviço docente
O
serviço docente prestado em cada uma das disciplinas que
integram o plano de estudos do curso só é contabilizado para
efeitos dos nos
1 e 2 do art. 71º do Estatuto da Carreira Docente Universitária,
quando o número de alunos nelas inscrito for igual ou superior
a 10.
9º
Propinas
O
montante das propinas e respectivo regime de pagamento será
fixado por despacho reitoral.
10º
Início de
funcionamento
O
presente mestrado entrará em funcionamento no ano lectivo de
2002-2003
11º
Equivalências
Para
efeitos de matrícula no mestrado poderá ser declarada a
equivalência de disciplinas da parte curricular de cursos de
mestrado, leccionadas em anos anteriores, a disciplinas da parte
curricular deste mestrado. A tramitação necessária à declaração
dessas equivalências é a prevista na lei para os cursos de
licenciaturas.
ANEXO
I
Plano
de estudos
|
Disciplinas
-
Semestre Ímpar
|
Unidades
de crédito
|
|
História
das Ciências I
|
3
(T)
|
|
Filosofia
do Conhecimento Científico
|
3
(T)
|
|
Opção
(grupo I)
|
2
(T)
|
|
Opção
(grupo II)
|
2
(T)
|
|
|
|
|
Disciplinas
- Semestre
Par
|
|
|
História
das Ciências II
|
3
(T)
|
|
Epistemologia
e Filosofia das Ciências
|
3
(T)
|
|
Opção
(grupo II)
|
2
(T)
|
|
Seminário
de Projecto
|
2
(TP)
|
|
|
|
|
Grupo
I
|
|
|
Hermenêutica
do Texto Científico
|
2
(T)
|
|
Historiografia
das Ciências
|
2
(T)
|
|
Ciência,
Ética e Política
|
2
(T)
|
|
Estudos
Sociais em Ciência e Tecnologia
|
2
(T)
|
|
|
|
|
Grupo
II
|
|
| História
e Filosofia da Física
|
2
(T)
|
|
História
e Filosofia da Matemática
|
2
(T)
|
|
História
e Filosofia da Química
|
2
(T)
|
|
História
e Filosofia da Biologia
|
2
(T)
|
|
História
e Filosofia das Ciências da Terra
|
2
(T)
|
|
História
e Filosofia da Tecnologia
|
2
(T)
|
|
História
das Ciências em Portugal
|
2
(T)
|
|
A
Ciência e os Debates da Filosofia Contemporânea
|
2 (T)
|
|