Asclepíades
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Asclepius, deus grego da medicina, venerado pelos romanos
como Esculápio, deus da cura. Asclepíade era também membro de uma família
que já há várias gerações trabalhava na área da saúde. Asclepius seria um hábil cirurgião, referido por Homero na Ilíada,
tendo sido fulminado por Zeus por pretender tornar os homens imortais. Certos
mitos apontam para a filiação deste no deus Apolo, tendo por mãe uma mortal,
tornando-o a sua filiação num
semi-deus. Hipócrates de
Cos, grande figura da medicina, era um Asclepíade,
questionando Maria Helena Rocha Vieira se com isto ser pretendia dizer que ele
era inspirado por Asclepius ou seu descendente, já que os ofícios passavam de
pais para filhos.
Haviam
diversos centros do culto de Asclépío ou Asclepíades, estando os mais
importantes em Orcómeno da Beócia, em Trica, na Tessália, na ilha de Cós e
no Epidauro, na Argólida, e, na época helenística, em Pergamo, na Ásia
Menor. Instalados em lugares saudáveis, junto de fontes e rodeados de bosques,
estes santuários eram simultaneamente hospitais. Sacerdotes, que transmitiam de
pais para filhos ou de mestres para discípulos as tradições médicas,
constantemente aperfeiçoadas pela experiência, davam consultas na forma de
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Ó
Asclépio, ó desejado, ó invocado
deus, como poderei, pois, deslocar-me ao teu templo, se tu próprio não me
conduzires a ele, ó invocado deus que excedes em esplendor o esplendor do campo
na Primavera? Esta é a oração de Diofanto. Salva-me, ó caridoso deus,
salva-me desta gota pois só tu o podes fazer, ó deus misericordioso, só tu,
na terra e no céu. Ó piedoso deus, ó deus de todos os milagres, graças a ti
estou curado, ó deus santo, ó bendito deus, graças a ti, graças a ti
Diofanto já não caminhará como um caranguejo, mas terá bons pés como foi de
tua vontade.
Esta
é uma das muitas inscrições que se podem ainda ler numa das inúmeras estelas
do templo de Epidauro, onde todos os doentes da Grécia vinham para que Asclépio,
o deus da medicina, os curasse.