Platão

(428/7-348/7 a.C.)

 

Natural de Atenas e de família nobre, Platão  teria conhecido Sócrates aos vinte anos e com ele teria convivido durante oito anos. A condenação do seu mestre fê-lo sentir o problema das relações entre a filosofia, a justiça e a política, temas maiores de toda a sua obra. Viajou muito: Grécia,Cirene, sul da Itália (onde entrou em contato com o pitagórico Arquitas, que havia instaurado em Tarento um governo cujos princípios se baseavam na filosofia), Siracusa (a convite do tirano Dionísio, o Velho, que o expulsou, e depois de Dionísio, o Jovem, que garantiu sua permanência). Em 386 a.C., fundou em Atenas a Academia, que na fachada trazia esta exigência: "Que aqui não entre quem não for geometra".

A obra de Platão conta com vinte e oito diálogos. antes de viajar compôs diálogos centrados na figura de Sócrates, em que procura definir noções como a mentira (Hípias menor), o dever (Críton), a natureza humana (Alcibíades), a sabedoria (Cármides), a coragem (Laques), a amizade (Lísis), a piedade (Eutífron), a retórica (Górgias, Protágoras). Entre 387 e 361 a.C., escreveu Menexeno, Ménon (sobre a virtude), Eutidemo (sobre a erística), Crátilo (sobre a justeza dos nomes), O banquete (sobre o amor), Fédon, A república (sobre a justiça), Fedro, Teeteto (sobre a ciência) e Parmênides. Os diálogos da maturidade são O sofista (sobre o ser), O político, Timeu (sobre a natureza), Crítias (sobre Atlântida), Filebo (sobre o prazer) e As leis.

Olga Pombo opombo@fc.ul.pt