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A frase acima citada por Platão, faz parte do Livro XI (582), da
Odisseia de Homero.
Tântalo foi filho de Zeus e rei da Frígia (ou da Lícia), casado com
Dione, da qual teve três filhos: Níobe, Dascilo e Pélops. Tântalo é
acusado de vários crimes, contra os Deuses. Numa das ocasiões foi
acusado de revelar conversas dos Deuses, aos seus amigos mortais. Noutra
ocasião é acusado de roubar o néctar e a ambrósia (alimentos divinos
e exclusivos dos Deuses). Finalmente também é acusado de organizar um
banquete aos Deuses, no qual serviu um sacrifico humano, o seu próprio
filho Pélops. Todos viram com desconfiança o gesto de Tântalo, só a
Deusa Deméter comeu uma omoplata de Pélops. Os Deuses compreendendo a
afronta de Tântalo, trouxeram Pélops de novo à vida e lançaram Tântalo
ao Tártaro (a região mais profunda do Hades) como castigo, no qual
sofreu enormes suplícios.
Na Odisseia (11, 584), Homero coloca o Ulisses a descrever o Suplício
de Tântalo. Ele refere que Tântalo estava sempre mergulhado em água
até o pescoço e sob uma árvore carregada de saborosos frutos. Sofria
incessantemente de fome e de sede, quando tentava mergulhar para beber,
a água fugia dele; e quando levantava os braços para agarrar os
frutos, os galhos da árvore elevavam-se para fora do seu alcance.
Em suma a expressão “Suplício de Tântalo” refere-se ao sofrimento
de quem, desejando muito uma coisa, sempre a vê escapar quando está
prestes a alcançá-la.
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