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DOCENTES |
| Mariana Pereira, Maurícia Oliveira, Ana Freire, Conceição Vilela, Alice Rodrigues |
Biologia e Geologia |
| Ana Morais, Isabel Neves Teresa Oliveira |
Física e Química |
PROGRAMA |
A Didáctica das Ciências, inserida no 1º semestre do 4º ano da Lic. em Ensino da Física e da Química tem por objectivo o seguinte:
Na unidade I - Finalidades do ensino da Física e da Química - os estudantes têm oportunidade de se inteirar das razões subjacentes às finalidades actuais do ensino das ciências, nomeadamente da Física e da Química e, em particular, a perspectiva de ciências, tecnologia, sociedade (CTS) ou ciências, tecnologia, sociedade-ambiente (CTS-A); têm também um primeiro contacto materiais de ensino desenvolvidos em função das finalidades, efectuando ainda uma identificação inicial de recursos e estratégias propostos naqueles materiais. Na unidade II - Estratégias de ensino-aprendizagem e Concepções dos alunos - os estudantes discutem diferentes estratégias de ensino-aprendizagem, formas de implementação, vantagens e inconvenientes associadas à sua utilização na sala de aula e retroacção (feedback); com base em pressupostos sobre o ensino e a aprendizagem socialmente construída, identificam estratégias propostas em diferentes actividades seleccionadas e criticam a sua utilização; reconhecem a origem das concepções alternativas e a sua implicação no ensino das ciências; aplicam um modelo de mudança conceptual. Na unidade III - Avaliação - os estudantes discutem as funções da avaliação em termos do objectivo, validade e fiabilidade; reconhecem a existência de diferentes elementos de avaliação e condições de aplicabilidade; criam diversos instrumentos de avaliação em ligação com o trabalho desenvolvido anteriormente e, em particular, associados ao modelo de mudança conceptual utilizado. A sala de Didáctica das Ciências funciona como 'laboratório'. Aí os alunos podem consultar cópias de materiais curriculares e o dossier da cadeira que inclui os sumários das aulas, a bibliografia para cada unidade, as folhas de actividades e outros elementos relevantes. Para a classificação, os estudantes, em díades ou tríades, constroem ou adaptam uma actividade passível de ser divulgada na internet. A actividade, numa perspectiva CTS ou CTS?A, incorpora aspectos relativos a concepções dos alunos e a mudança conceptual, bem como a avaliação. Os diferentes passos da construção da actividade, nomeadamente os que ocorrerem no final de cada unidade, são objecto de momentos de avaliação formativa, a decorrer em datas a marcar, possibilitando uma reformulação de determinados passos. As actividades são apresentadas a toda a turma no período de exames. |
Ana Morais e Isabel Neves |
PROGRAMA |
IntroduçãoA disciplina de Didáctica das Ciências está intimamente interligada com a disciplina de Metodologia da Biologia, desenvolvendo-se em Didáctica das Ciências um conjunto de conhecimentos e de competências que servem de base à Metodologia da Biologia. No seu conjunto, as duas disciplinas devem ser encaradas como um todo, apenas separadas por razões administrativas. O esquema conceptual, ideia central que engloba o conjunto das unidades temáticas tratadas em Didáctica das Ciências, pode traduzir-se do seguinte modo: Uma prática pedagógica conducente a um elevado índice de alfabetismo científico e ao desenvolvimento de competências sócio-afectivas pressupõe a compreensão da natureza da ciência nas suas diferentes dimensões e a consideração da problemática ensino-aprendizagem em termos filosóficos, psicológicos e sociológicos. Conteúdo programáticoUnidades TemáticasO conteúdo programático de Didáctica das Ciências está distribuído por 3 unidades temáticas que se interpenetram ao longo das aulas teóricas e práticas e que se interligam com as unidades temáticas que serão tratadas em Metodologia da Biologia. Unidade 1 - A Natureza da Ciência e o Ensino da Ciência O ensino das ciências deve reflectir um conceito lato de ciência que inclua as dimensões histórica, filosófica, psicológica e sociológica, nas suas diferentes perspectivas, e que, na sua aquisição, tenha em conta as características psicológicas e sociológicas dos alunos.
Unidade 2 - Organização do Ensino-Aprendizagem O professor deve criar contextos de aprendizagem em ciências que, correspondendo a pedagogias mistas, permitam o desenvolvimento de competências cognitivas, sociais e afectivas de nível elevado por alunos com características psicológicas e sociológicas distintas.
Unidade 3 - Currículos, Programas e Manuais Escolares O ensino actual das ciências, dando ênfase ao desenvovlvimento de competências e à exploração de conceitos unificadores (científicos e metacientíficos) e de problemas sociais, é o resultado de uma evolução que tem pressupostos filosóficos, psicológicos e sociológicos quanto à organização curricular e quanto aos conhecimentos, atitudes valores que os alunos deverão transferir para a sua vida quotidiana.
ObjectivosCom a disciplina de Didáctica das Ciências pretende-se que, no final, os alunos possam:
Estratégias
Avaliação1. A estrutura da disciplina de Didáctica das Ciências é tal que pressupõe a assistência a todas as aulas (os alunos deverão assistir a, pelo menos, 75% das aulas, incluindo práticas e teóricas), sendo a avaliação realizada do modo que se segue:
Na nota final a atribuir, a tarefa (a) é valorizada em 40% e a tarefa (b) em 40%, sendo os restantes 20% atribuídos à participação nas aulas (c). Contudo, a passagem nesta disciplina está limitada pela classificação obtida no teste, que não poderá ser inferior a 8 valores. 2. Na impossibilidade total de assistência às aulas, a avaliação será feita do seguinte modo:
A passagem, na disciplina, está limitada pela classificação obtida no teste escrito, que não poderá ser inferior a 10 valores. 3. O trabalho de Didáctica das Ciências pretende constituir um espaço simultâneo de aprendizagem e de avaliação. Nesse sentido, os alunos deverão discutir o trabalho com a professora à medida que ele vai sendo elaborado, o que lhes permitirá atingir um maior desenvolvimento das capacidades e conhecimentos envolvidos.
BibliografiaBibliografia GeralASE (1994). SATIS - Science and technology in society. Reino Unido: Association for Science Education. BSCS (1968). Biological science: An inquiry into life. Nova Iorque: Harcourt, Brace & World. BSCS (1980). Biological science: A molecular approach. Toronto: DC Health & Company. BSCS (1987). Biological science:An ecological approach. USA: Kendall/Hunt. BSCS (1992). Science for life and living - Science, technology, health. Dubuque: Kendall/Hunt. BSCS (1994). Middle school science and technology - Levels A, B, C. Dubuque: Kendall/Hunt. Campbell, N., Mitchell, L. e Reece, J. (2000). Biology - Concepts and connections. Nova Iorque: Addison Wesley Longman. Domingos, A. M. (presentemente Morais), Galhardo, L. e Neves, I.(1981). Uma Forma de Estruturar o Ensino e a Aprendizagem. Lisboa: Livros Horizonte. Domingos, A. M. (presentemente Morais), Galhardo, L. e Neves, I. (1983). Ciências do Ambiente - Livro do Professor. Lisboa: Fundação Gulbenkian. Domingos, A. M. (presentemente Morais), Barradas, H., Rainha, H. e Neves, I. P. (1986). A teoria de Bernstein em sociologia da educação. Lisboa: Fundação Gulbenkian. ESCP (1972). Investigating the earth. Nova Iorque: Houghton Mifflin. McComas, N. (Ed.). (2000). The nature of science in science education: Rationales and strategies. Londres: Kluwer. Morholt, E., Brandwein, P. e Joseph, A. (1966). A sourcebook for the biological siences. Nova Iorque: Harcourt, Brace & World. Nuffield (1992). Biology - Nuffield co-ordinated sciences. Londres: Longman. Press, F. e Siever, R. (1998). Understanding earth. USA: Freeman. Silva, J. F. (Coord.) (1975). Manual do Professor de Biologia, trad. de BSCS - Biology Teachers´ Handbook. Lisboa: Fundação Gulbenkian.
Bibliografia específicaUnidade 1
Almeida, S., Ramalho, M. J., Simões, A., Morais, A. M. e Neves, I. P. (1999). A construção da ciência e o ensino da ciência: Na pista da penicilina - O papel do acaso em ciência. Revista de Educação, VIII (1), 159-166. Ausubel, D., Novak, S. e Hanesian, H. (1980). Psicologia educacional. Rio de Janeiro: Interamericana. Blanc, M., Chpouthier, G. e Danchin, A. (1981). As grandes fraudes científicas. Naturália, 1, 06-11. Broad, W. e Wade, N. (1985). Betrayers of the truth - Fraud and deceit in science. Oxford: Oxford University Press. Bruner, J. (1975). Uma nova teoria da aprendizagem. Rio de Janeiro: Bloch Editores. Bruner, J. (1976). O processo da educação. São Paulo: Comp. Editora Nacional. BSCS (1983). Biological science - Interaction of experiments and ideas. Londres: Prentice-Hall. Carrilho, M. (Ed.). (1979). História e prática das ciências. Lisboa: A regra do Jogo. Carrilho, M. (1988). Kuhn e as revoluções científicas. Colóquio/Ciências, 2, 43-52. Chalmers, A. (1982). What is this thing called science?. Londres: Open University Press. Feyerabend, P. (1977). Contra o método. Rio de Janeiro: F. Alves. Forte, E., Henriques, A., Lourenço, T., Ricos-Olhos, F. e Morais, A. M. (2000). A construção da ciência e a relação CTS no ensino da ciência - Outro Vénus? Não obrigado! Revista de Educação, IX (2) (em publicação). Freitas, M. (1999). Racionalismo versus empiro-positivismo. In Formação inicial e contínua de professores de biologia e geologia - O caso particular em ensino da biologia e geologia da Universidade do Minho. Tese de doutoramento, Universidade do Minho. Gil -Pérez, D. et al (2003). Defending constructivism in science education. Science & Education (em publicação). Gagné, R. (1975). Essentials of learning for instruction. Hinsdale: Dryden Press. Gagné, R. (1976). Como se realiza a aprendizagem. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora. Kuhn, T. (1970). The structure of scientific revolutions. Chicago: University of Chicago Press. Morais, A. M. e Neves, I. P.(1994). Socialização primária e prática pedagógica - Códigos e modalidades de prática pedagógica. Lisboa: ESSA, Departamento de Educação, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (não publicado). Nunes, F., Peniche, P., Morais, A. M. e Neves, I. P. (1998). A construção da ciência e o ensino da ciência - Problemas da aplicação da ciência e da tecnologia na sociedade. Revista de Educação, VII (1), 152-155. Pires, D. (2001). A teoria do desenvolvimento psicológico de Vygotsky. In Práticas pedagógicas inovadoras em educação científica: Estudo no 1º Ciclo do Ensino Básico. Tese de doutoramento, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Popper, K. (1975). Conhecimento objetivo. São Paulo: Universidade de São Paulo. Popper, K. (1979). Ciência normal e os seus perigos. In I. Lakatos e A. Musgrave (Eds.). A crítica e o desenvolvimento do conhecimento. São Paulo: Cultrix. Popper, K. (1987). Acerca da inexistência do método científico. In O realismo e o objectivo da ciência. Lisboa: Publicações D. Quixote. Ricos-Olhos, F. e Morais, A. M. (1999). Será que comemos o que a natureza nos dá? - A relação CTS no ensino das ciências. Boletim da Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia, 13, 17-24. Santos, E. (1998). Ciência, tecnologia e sociedade. In Respostas curriculares a mudanças no ethos da ciência - Os manuais escolares como reflexo dessas mudanças. Tese de doutoramento, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Silva, C., Silva, P., Passos, P., Morais, A. M. e Neves, I. P. (1994). A construção da ciência e o ensino da ciência - A fraude em ciência. Revista da Educação, IV (1-2), 171-175. Vygotsky, L. (1992). Educational psychology. Winter Park, FL: PMD Publications. Ziman, S. (1984). An introduction to science studies - The philosophical and social aspect of science and technology. Cambridge: Cambridge University Press.
Unidade 2Alexandre, A. (1991). A brincar também se aprende: O caso do lípido gorduroso. Terra Viva, 1, 22 - 29. Almeida, S., Ramalho, M. J., Simões, A., Morais, A. M. e Neves, I. P. (1999). A construção da ciência e o ensino da ciência: Na pista da penicilina - O papel do acaso em ciência. Revista de Educação, VIII (1), 159-166. Baumel, H. e Berger, J. (1973). Biology... its people and its papers. Washington DC: National Science Teachers Association. BSCS (1986). Mating behavior in the cockroach. - Inquiry videogram. Englewood: Media Design Associates. De Decker, P. (1987). How-to-do-it: Teaching bioethical decision making in high school. The American Biology Teacher, 49 (7), 428-431. Domingos, A. M. (presentemente Morais) (1987). Polémica da aprendizagem por objectivos. In Domingos, A. M. Social class, pedagogic practice and achievement - A study of secondary school in Portugal. Tese de doutoramento, Universidade de Londres. Domingos, A. M. (presentemente Morais), Galhardo, L., Neves, I. P. e Rainha, H. (1982). Ecosfera: Que futuro?. Diapositivos de discussão com guia para o professor. Lisboa: ITE. Fontes, A. e Morais, A. M. (1997). A construção da ciência e o ensino da ciência - Ciência e contextos sociais. Revista de Educação, VI (2), 117-122. Forte, E., Henriques, A., Lourenço, T., Ricos-Olhos, F. e Morais, A. M. (2000). A construção da ciência e a relação CTS no ensino da ciência - Outro Vénus? Não obrigado! Revista de Educação, IX (2), 101 – 113. Gabriel, M. & Fogel, S. (Eds.).(1955).Great Experiments in biology. Englewood: Prentice-Hall. Jones, B., Rasmussen, C. e Moffitt, M. (1997). Real-life problem solving: A collaborative approach to interdisciplinary learning. Washington DC: American Psychological Association. Logal Macintosh (1991). Biology explorer: Genetics - Logal educational software. Israel: Logal Educational Software and Systems. Logal Macintosh (1992). Biology explorer: Cardiovascular system - Logal educational software. Israel: Logal Educational Software and Systems. Logal Macintosh (1992). Biology explorer: Photosynthesis - Logal educational software. Israel: Logal Educational Software and Systems. Logal Macintosh (1992). Biology explorer: Population ecology - Logal educational software. Israel: Logal Educational Software and Systems. Moniz, E. (1968). Confidências de um investigador científico. In R. Grácio e J. Serrão. Breve antologia filosófica II. Lisboa: Sá da Costa. Morais, A. M. et al (1989). Teoria(s) e prática(s) no ensino das ciências. Lisboa: Departamento de Educação, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (não publicado). Morais, A. M. e Neves, I. P. (1994). Socialização primária e prática pedagógica - Códigos e modalidades de prática pedagógica. Lisboa: ESSA, Departamento de Educação, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (não publicado). Novais, A. e Cruz, N. (1989). O ensino das ciências, o desenvolvimento das capacidades metacognitivas e a resolução de problemas. Revista de Educação, 1 (3), 65-75. Nunes, F., Peniche, P., Morais, A. M. e Neves, I. P. (1998). A construção da ciência e o ensino da ciência - Problemas da aplicação da ciência e da tecnologia na sociedade. Revista de Educação, VII (1), 152-155. Pombo, O. (1984). Pedagogia por objectivos/pedagogia com objectivos. Logos, Junho, 47 - 72. Ricos-Olhos, F. e Morais, A. M. (1999). Será que comemos o que a natureza nos dá? - A relação CTS no ensino das ciências. Boletim da Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia, 13, 17-24. Silva, C., Silva, P., Passos, P., Morais, A. M. e Neves, I. P. (1994). A construção da ciência e o ensino da ciência - A fraude em ciência. Revista da Educação, IV (1-2), 171-175. Valente, M. O., Salema, H., Morais, M. e Cruz, N. (1989). A metacognição. Revista de Educação, I (3), 47-51.
Unidade 3BSCS (1995). Developing biological literacy - A guide to developing secondary and post-secondary biology curricula. Dubuque: Kendall/Hunt. Costa, M., Lobo, A., Peneda, D. e Pestana, I. (1986). Instrumento de análise de manuais de ciência. Lisboa: Departamento de Educação, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (não publicado). DEB (1995). Critérios para a selecção de manuais escolares. Lisboa: Ministério da Educação (não publicado). DEB (1999). Critérios de apreciação dos manuais escolares. Lisboa: Ministério da Educação (não publicado). Domingos, A. M. (presentemente Morais). (1982). Mudar o ensino das ciências através de cursos para professores em serviço. Revista da Universidade de Aveiro - Série Ciências da Educação, 3 (2), 95-116. Domingos, A. M. (presentemente Morais). (1987). Modificação do ensino das ciências em Portugal. In A. M. Domingos. Social Class, pedagogic practice and achievement in science - A study of secondary schools in Portugal (Tese de doutoramento, Universidade de Londres 1984). CORE: Collected Original Resources in Education, 11 (2), Microficha 6A12. Domingos, A. M. (presentemente Morais), Galhardo, L. e Neves, I. P. (1978). Preparação e selecção de compêndios. In Filosofia e Metodologia da Ciência e Metodologia e Organização do Ensino (pp. A73-A82). Lisboa: GTEB- Fundação Gulbenkian (não publicado). Domingos, A. M. (presentemente Morais), Galhardo, L. e Neves, I. P. (1978). Princípios adoptados pelo BSCS. In Filosofia e Metodologia da Ciência e Metodologia e Organização do Ensino (pp. A11-A19). Lisboa: GTEB- Fundação Gulbenkian (não publicado). Morais, A. M. e Neves, I. P. (1994). O discurso pedagógico. Adapt. de Domingos, A. M. (presentemente Morais) et al (1986). A teoria de Bernstein em sociologia da educação. Lisboa: ESSA, Departamento de Educação, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (não publicado). Neves, I. P. e Morais, A. M. (2000). Política educativa e orientações programáticas: Análise da educação científica em dois períodos socio-políticos. Revista de Educação, IX (1), 93-109. Wright, E. e Govindarajan, G. (1992). A vision of biology education for the 21st century. The American Biology Teacher, 54 (5), 269-274. Currículos nacionais e estrangeiros Manuais escolares sobre biologia, geologia e áreas afins de diferentes reformas curriculares. |
Teresa Oliveira |
PROGRAMA |
IntroduçãoA disciplina de Didáctica Geral tem por finalidade dar uma perspectiva geral aos futuros professores das questões básicas relacionadas com o processo de ensino/aprendizagem das ciências, inseridas em quadros conceptuais abrangentes que integrem perspectivas epistemológicas, históricas, linguísticas, sociológicas e psicológicas. Pretende-se desenvolver-lhes um conjunto de conhecimentos e competências que possam contribuir para uma prática docente responsável, reflexiva e lhes permitam a formação ao longo da vida. Esta disciplina organiza-se segundo uma estrutura curricular que inclui unidades temáticas, conteúdos e objectivos considerados relevantes para a formação inicial de um professor de ciências e que se interliga com a disciplina de Metodologia da Biologia. ObjectivosEquacionar o papel da Didáctica (enquanto unidade fundamental das Ciências da Educação) na actuação do(a) futuro(a) professor(a). Contextualizar o acto educativo nos desafios do desenvolvimento científico e tecnológico actual e nas teorias cognitivas de construção do conhecimento. Desenvolver a capacidade de reflexão do(a) futuro(a) professor(a) equipando-o(a) com um repertório o mais variado possível de conhecimentos didácticos. Desenvolver no(a) futuro(a) professor(a) o gosto pela profissão e a capacidade para a sua autoformação ao longo da vida. Contribuir para a génese duma cultura educacional no futuro professor(a). Conteúdo ProgramáticoUnidade Introdutória A relação Educação / Pedagogia / Didáctica Relevância da Didáctica Breve enquadramento histórico da Didáctica: perspectiva internacional e nacional Concepções que influenciam o acto educativo O Professor:
O Aluno:
O conhecimento
Teorias de aprendizagem numa perspectiva didáctica: a construção do conhecimento científico pelo aluno: O construtivismo Unidade 1: A Natureza da Ciência e o Ensino da Ciência Dimensão histórica e psicológica da Ciência Dimensão epistemológica da Ciência:
Dimensão sociológica da Ciência:
Dimensão linguistica: A linguagem
Estrutura conceptual da aprendizagem científica
Unidade 2: Currículos e Programas Noções básicas de desenvolvimento curricular em ciências
Modelos de ensino em ciências
A inovação curricular Unidade 3: Organização do Ensino - Aprendizagem Planificação do ensino/aprendizagem:
O conceito de avaliação e a influência nas práticas de ensino-aprendizagem
Metodologias convencionais e alternativas: potencialidades e limitações
A coerência da organização do acto educativo:
A organização da sala de aula e relação com os objectivos, métodos, estratégias e actividades de ensino aprendizagem MetodologiaRecorre-se a metodologias variadas, privilegiando os conhecimentos prévios e as expectativas dos alunos/alunas. Perspectiva-se a utilização do trabalho individual, de grupo privilegiando-se o diálogo e a discussão. Faz-se apelo à reflexão e à pesquisa em Didáctica. Encoraja-se uma participação activa dos alunos. AvaliaçãoA estrutura e metodologia preconizadas nesta disciplina pressupõem a assistência presencial às aulas. Assim, a assiduidade e a participação dos alunos serão consideradas elementos fundamentais de avaliação contínua. Para uma avaliação sumativa é pedido aos alunos que realizem:
BibliografiaA Bibliografia será indicada e discutida ao longo das unidades temáticas e conforme os trabalhos a realizar por cada aluno, dando a oportunidade de uma escolha individualizada desta bibliografia. |