Departamento de Educação

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Pedagogia

DOCENTES

Física e Química

Helena Salema

Matemática

Agostinho dos Reis Monteiro

Biologia e Geologia

Agostinho dos Reis Monteiro e Maria de Fátima Chorão Sanches


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Fátima Chorão

 

PROGRAMA

INTRODUÇÃO

A cadeira de Pedagogia oferece aos futuros professores um espaço de aquisição e análise de conhecimentos teórico-práticos sobre algumas das grandes questões pedagógicas contemporâneas. O curso está organizado em unidades temáticas suficientemente diversificadas e alargadas no seu âmbito, de modo a acolher opções individuais dos alunos. Por outro lado, as práticas metodológicas centradas na autonomia dos alunos-intervenções na aula e fora da aula- foram pensadas para permitir o trabalho cooperativo em torno de temáticas de interesse comum.

O programa inicia-se com uma introdução sobre o que é pedagogia e qual o seu lugar na formação de professores. O corpo temático do programa desenvolve-se em torno de grandes áreas: (1) transformações recentes no sistema educativo e suas implicações para a estruturação curricular, para o exercício das funções docentes e aprendizagens dos alunos; (2) a escola como espaço social de construção e realização do projecto pedagógico da escola e de envolvimento organizacional dos professores; (3) correntes pedagógicas e natureza das interacções pedagógicas, com relevo para os problemas disciplinares (e modo de resolução) experienciados pelos alunos; e (4) questões relativas à profissionalidade docente perspectivadas à luz da sociedade contemporânea e das políticas educativas mais recentes.

Finalidades da Disciplina

O estudo destas temáticas justifica-se em função dos seguintes objectivos:

  • Desenvolver capacidades de análise crítica para uma compreensão aprofundada das lógicas de transformação do sistema educativo.
  • Analisar as correntes e modelos pedagógicos contemporâneos e discutir a sua actualidade na instituição escolar portuguesa e nas práticas docentes.
  • Analisar, segundo uma perspectiva sistémica, as questões pedagógicas nos seus contextos sociais e políticos, afim de se compreender a sua articulação com as mudanças recentes do sistema educativo português.
  • Desenvolver atitudes de reflexividade crítica, propiciadoras da experimentação pedagógica e de intervenção colegial respeitante a todas as dimensões do projecto educativo da escola.
  • Desenvolver um sentido profissional conducente a uma intervenção activa em outros aspectos da profissão docente.
  • Tomar consciência das implicações deontológicas inerentes à profissão de professor.
  • Oferecer espaços abertos de formação autónoma que facilitem a integração dos aspectos profissionais e pessoais.
TEMAS DE TRABALHO  

I -- Análise do Sistema Educativo 

  1. Valores, finalidades e objectivos da Educação 
  2. As Reformas Educativas e a Inovação Centrada na Escola
    • Que finalidades? Que mudanças?
    • Os professores como inovadores
    • A escola como centro de inovação
  3. Mudanças Curriculares Recentes
    • Modelos curriculares
    • Flexibilidade curricular: finalidades e implicações
    • Currículos alternativos: Perspectiva crítica
II -- A Escola como Espaço Pedagógico e Organizacional
  1. A autonomia da escola
    • Nova configuração organizacional da escola, segundo a legislação de 1998
    • Que problemas?
  2. O projecto educativo da escola
    • Sua natureza e componentes.
    • Metodologias de construção do projecto educativo de escola.
    • Análise de projectos educativos.
    • Análise de regulamentos de escolas
    • O regime disciplinar do aluno
  3. Interacção Pedagógica
    • Correntes pedagógicas e sua aplicabilidade para as aprendizagens dos alunos.
    • Pedagogia centrada no aluno: Que possibilidades?
    • Disciplina/indisciplina na sala de aula
  4. Avaliação pedagógica
    • contextos sociológicos
    • fundamentos psicológicos e implicações pedagógicas
    • modalidades: avaliação diagnóstica, formativa, sumativa e de aferição.
  5. Recursos educativos
    • Novas tecnologias. Suas potencialidades e limites na sala de aula.
    • Centros de recursos
III -- Profissionalidade Docente
  • Questões de deontologia e ética profissional
  • Formação de professores: o estágio pedagógico
  • Os papéis e funções do professor -- sua evolução
  • Concepções curriculares dos professores
METODOLOGIA DO CURSO 

O curso está organizado com base no envolvimento e participação activa dos alunos. Haverá aulas expositivas nas quais se terá por base as teorias pedagógicas e os contributos da investigação educacional mais recente. Os alunos planearão (com a orientação da docente) e organizarão aulas de debate centradas na análise e reflexão sobre grandes questões educativas actuais. Recorrer-se-á, também, à análise de documentos oficiais e de artigos teóricos e de investigação empírica. Há um dossier de textos temáticos organizados pela docente ao dispor dos alunos. Para além disso, indicar-se-á bibliografia adicional de acordo com as necessidades e interesses de cada aluno.

FORMAS DE AVALIAÇÃO 

A avaliação realiza-se com base em trabalhos individuais e de grupo e incide sobre três dimensões de trabalho que a seguir se enunciam.

  1. Participação nas aulas e assiduidade.
  2. Componente formativa em cooperação.
    • Esta componente tem uma dupla dimensão. Uma incide sobre a organização e condução de aula-debate em torno de um sub-tema-inserido no programa-ou de uma questão educacional polémica. Esta actividade é realizada em grupo e será antecipadamente planeada em conjunto com a docente. A indicação do tema, para efeitos de calendarização, deverá ser feita, pelo menos, até ao princípio de Março. A apresentação do trabalho deverá ser criativa e inovadora e poderá recorrer a meios diversos, mas sempre, em adequação estreita com o tema apresentado. Entre outros, as dramatizações, mesas-redondas, debates, simulações, etc.
    • A participação dos alunos inclui, ainda, a realização de uma narrativa, obtida a partir da entrevista a um professor experiente, em torno de duas das seguintes temáticas: (a) questões pedagógicas emergentes na sala de aula e modos de resolução; (b) transformações organizacionais recentes e problemas vividos na escola decorrentes dessas transformações; e (c) dimensões deontológicas do ensino. Oportunamente será proporcionada informação aos alunos sobre o processo de recolha, estruturação e análise das narrativas. No seu conjunto, esta componente terá o peso de 60%.
  3. Componente formativa individual
    • Esta componente deve reflectir o percurso de formação pessoal realizado ao longo do semestre. Sendo um trabalho de construção individual, deve espelhar as concepções e perspectivas subjectivas de cada aluno sobre questões pedagógicas actuais.
    • Esta componente concretiza-se através de dois textos de reflexão que dê ênfase à análise e interpretação crítica e reflexiva, de problemas educacionais. Podem incidir sobre alterações recentes produzidas no sistema de ensino português, sobre artigos de revistas de educação ou de jornais que sejam considerados relevantes. Contudo, essa reflexão deve ser sempre articulada com os saberes teóricos da disciplina de pedagogia e temáticas do programa. Esta componente terá o peso de 40%.
Critérios de Avaliação dos Trabalhos 
  1. Originalidade
  2. Clareza e rigor da análise 
  3. Nível interpretativo 
  4. Perspectiva crítica e problematizadora em relação às temáticas pedagógicas 
  5. Nível de conhecimentos teóricos e sua articulação com as questões reais de ensino e da escola 
  6. Nível de elaboração conceptual. 

Avaliação especial (para trabalhadores-estudantes) 

  1. Realização de um teste 
  2. Elaboração de um dossier pessoal 

BIBLIOGRAFIA 

Está ao dispor dos alunos um dossier de pedagogia organizado segundo as grandes temáticas do programa contendo a bibliografia considerada essencial. Para além disso, indicar-se-á bibliografia adicional, de acordo com as necessidades e interesses de cada aluno.


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Helena Salema

 

PROGRAMA

1. Objectivos

Esta disciplina tem como finalidade proporcionar ao aluno - futuro professor - um espaço de aquisição de conhecimentos teórico-práticos e de reflexão crítica sobre problemáticas contemporâneas em torno de três temas integrados  o Currículo, o Sistema Educativo e a Formação em Ensino. Em relação a estes eixos espera-se que o aluno desenvolva integradamente duas dimensões formativas:  Um conhecimento e uma construção pessoal, reflectida e crítica sobre estes temas; uma aquisição, também ela reflectida e crítica, de conhecimentos e de meios adequados para uma intervenção pedagógica. Assim pretende-se:

  • perspective o currículo, o sistema educativo, a escola e a sala de aula como espaço de intervenção ética e cívica e considere, no seu desempenho pedagógico, as dimensões económicas, políticas, culturais e axiológicas da educação;
  • conheça e compreenda criticamente procedimentos pedagógicos adequados à diversidade das situações e dos alunos, tendo em conta finalidades educativas e objectivos de ensino;
  • desenvolva atitudes que lhe permitam perspectivar a docência como um processo de formação científico-profissional, pessoal, ética e social ao longo da vida.

2. Programa

2.1 A disciplina de Pedagogia na Formação Inicial

  • Pedagogia: conceituação. Evolução histórica do conceito. Os conceitos de Educação e Pedagogia em Durkheim. A Pedagogia como Ciência da Educação, o seu objecto e a sua proposta metodológica.
  • A Pedagogia Integral. As dimensões da Pedagogia: a pedagogia como ciência da educação; a pedagogia como filosofia e reflexão; a pedagogia como arte prática. Sua complexidade e unidade.
  • Enquadramento da Pedagogia no plano de estudos da licenciatura em ensino e nos objectivos de formação de docentes, na Universidade.

2.2 Os Sistemas Educativos na época contemporânea

  • A evolução da Pedagogia: perspectiva histórica, económica e cultural da sociedade contemporânea europeia na 1º metade do século XX; evolução das finalidades educativas, das instituições e sua organização curricular; evolução das matérias ensinadas e dos métodos. Perspectiva de ruptura e de continuidade.
  • A evolução do Ensino Básico em Portugal, no século XX; da República ao Estado Novo; do Estado Novo à Revolução de Abril; concepções e tendências na década de 70 e 80.
  • Educadores e Pedagogos Portugueses representativos da mudança pedagógica no séc. XX.

2.3 Currículo e Sistema Educativo e Formação em Ensino 

  • Currículo: conceitos e teorias curriculares (técnica, prática e crítica);
  • Componentes curriculares: (a) estrutura de pressupostos acerca do educando e da sociedade; b) finalidades e objectivos; c) conteúdos, disciplinas; d) interacção didáctica; e) avaliação
  • A LBSE de 1986 e a Reforma Global do Sistema de Educativo; Conceito de sistema educativo e sistema escolar; princípios gerais (Direito à Educação); finalidades educativas (a perspectiva humanista, social e democrática); o seu desenvolvimento nos programas, metodologias de ensino e práticas docentes.
  • A formação integral de valores (espirituais, estéticos, morais e cívicos) no aluno; a Relação Pedagógica baseada na autonomia enquanto autodeterminação ética; princípios e sugestões de actuação pedagógica.
  • Área educativas transversais: a educação para a cidadania, a área de projecto, o estudo acompanhado.
  • Ensino construtivista ; a problemática do ensinar e aprender a pensar; justificação da sua infusão ao longo do currículo. Domínios de intervenção pedagógica nas áreas educativas transversais e específicas.
  • O ensino explícito de competências transversais e especificas. A compreensão textual na área curricular das Ciências.

2.4 O professor e a sua formação

  • Formação e desenvolvimento profissional; princípios orientadores na formação inicial e contínua.
  • Processos de inovação, mudança e desenvolvimento profissional.

3. Metodologia

A metodologia da cadeira desenvolve-se sob a forma expositiva ou de seminário com o envolvimento e participação de todos os alunos. Nas aulas haverá apresentação de temas seguida de debates e de trabalhos de grupo.

4. Avaliação

Os alunos podem optar por um processo de avaliação contínua ou por uma avaliação final. A opção da avaliação contínua requer assiduidade às aulas ( número máximo de faltas 3). No caso dos alunos não poderem ou não desejarem cumprir a assiduidade prescrita, poderão optar pela avaliação final que constará de um teste final escrito e da apresentação do trabalho oral e escrito.

A avaliação contínua incide sobre quatro actividades:

  • Participação crítica no trabalho ao longo das aulas;
  • Elaboração de um “dossier” com os trabalhos realizados ao longo das aulas;
  • Apresentação oral de um trabalho de grupo sobre um tema adequado ao programa, sugerido pela professora ou pelos alunos;
  • Um trabalho escrito individual de aprofundamento de um tema desenvolvido no trabalho de grupo oral apresentado.

Bibliografia de suporte (1ª parte do programa)

Durkheim, E. (1984). Sociologia, Educação e Moral., Porto: Res Editora, págs. 37-57.

Ipfling, (1979). Vocabulário Fundamental de Pedagogia,  págs. 250 a 257.

Ipfling, (1979). Vocabulário Fundamental de Pedagogia. págs. 107 a 112 e págs. 250 a 253.

Monteiro, A.R. (1997). Sobre a identidade da pedagogia. Revista de Educação, vol.VI, nº2, págs. 9 - 24.

Planchard, E. (1979). Introdução à Pedagogia  (3ª edição revista). Coimbra: Coimbra Editora, págs. 11 a 42.

Smith, S. (1980). A design for a school of pedagogy .  Washington: Us Government printing Office. Capt. 2 “Professional status of pedagogical schools”

Bibliografia de suporte (2ª parte do programa)

Abreu, I. (1989). A evolução da escolaridade obrigatória em Portugal nos últimos vinte anos. In Ensino Básico em Portugal, Lisboa: ASA Edições, págs. 43 a 94.

Alcantara (1997). Como fomentar as atitudes.

Anderson, L.W. & Pellicer, L. (1990). Synthesis of Research on compensatory and remedial education. Educational Leadership , 48,  págs. 10 a 16

Carvalho, R. (19  ). História da Educação em Portugal. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian

Cooper, D.P. (1986). Improving reading comprehension .Boston: Houghton Mifflin Company,  Capt. I, Compreender o significado da leitura, capt.VI Estrutura do texto (capítulos traduzidos pela docente).

Costa, A. (1988). Teaching For, Of and About Thinking. (Tradução da professora).

Cousinet. R. (1973). A Escola Nova. págs.60 a 83 “ Os experimentadores: Dewey e seus sucessores”, págs.85 a 91 “ A definição da Escola Nova”.

CRSE (1988). Proposta Global da Reforma, págs.21 a 26

D’Orey da Cunha, P. (1996). Ética e Educação. Universidade Católica Portuguesa. págs. 53 a 68

Despacho normativos nº 98-A/92 e nº 338793 e 178A/ME/93.

Deusdado, F. (199 ). Educadores Portugueses. Porto: Lello Eds.

Espada, J., (1997). Da construção de cidadãos participativos à crise de valores e referências estáveis. In D.Bessa, J.C.Espada, E. L.Pires, & R. Stavenhagen. Nos 10 anos da LBSE, Memórias e projectos. Lisboa: Edições ASA, págs 29 a 42

Fernandes, R. (1981). Ensino básico. In M. Silva e I. Tamen (Coord.), Sistema de ensino em Portugal ,  parte III Situação e tendências nos diferentes níveis de ensino, págs. 167 a 189.

Fernandes, R. (199 ), História da Pedagogia em Portugal, Lisboa: Instituto de Alta Cultura, Biblioteca Breve

Gilbert, R. (1983). (4º edição) (original 1973).As ideias actuais em pedagogia. Lisboa: Moraes editores, capt. IV; As escolas novas, págs. 97 a 114

IIE (1992) Sistemas de avaliação dos alunos em quatro países europeus: síntese do estudo comparativo

Kirby, C. & Alaiz, V. (1995). Apoios e complementos educativos. Teoria e prática . Lisboa: Texto Editora.

Legrand, L. (1980). A evolução da pedagogia. In Dicionário de Pedagogia.. Lisboa: Verbo Editora, págs. 162 a 189

Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei nº 46/1986)

Morais, M.M. (1988).Pensar sobre o pensar . Ensino de estratégias  metacognitivas para a recuperação de alunos do 7º ano na disciplina de Língua Portuguesa,.Tese de Mestrado. Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, pags. 188 a 190. Observação de alunos - Processo de compreensão

Nóvoa, A. (1989). A República e a Escola: das intenções generosas ao desengano das realidades. In Instituto de Inovação Educacional, As reformas do Ensino em Portugal , Reforma de 1911,  Tomo II, vol I, págs. IX a XVII.

Nóvoa (Org,) A Escola na Literatura Portuguesa. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian

Pacheco, José Augusto (1996).Currículo: teoria e práxis. Porto Editora, capt I, págs. 15 a 20

Patrício, M. F. (....)Sessão de abertura. Inovação , págs. 7 a 12

Pires, E.L. (1997) (2º ed.). LBSE - apresentação e comentários. Lisboa: Edições ASA

Planchard (1979). Introdução à pedagogia. capt. VI, A escola nova, págs. 234 a 283

Salema, M.H. (1997). Ensinar e aprender a pensar: uma proposta para o apoio educativo. Lisboa: Texto editora, cap.IV; Planos de aulas, págs 79 a 120.

Salema, M.H. Ensinar e aprender a pensar. Uma perspectiva transcurricular. Um percurso de investigação-intervenção na área dos apoios e complementos educativos. Noesis , 27, 20 a 22

Videos IIE (1993) “Apoios e complementos educativos” Exemplos de Estratégias dentro da sala de aula e fora da sala de aula”

Bibliografia de suporte (3ºparte do programa)

D’Orey da Cunha, P. (1996). Ética e Educação . Lisboa: Universidade Católica, págs.59 a 68. II Princípios - relação pedagógica baseada na autonomia.

D’Orey da Cunha, P. (1996). Ética e Educação . Lisboa: Universidade Católica, págs.69 a 87, “Para uma nova deontologia da profissão docente: a deontologia do passado, do presente, do futuro”

Estrela,  M. T. (1986). Algumas considerações sobre o conceito de profissionalismo docente.Revista Portuguesa de Pedagogia. Ano XX, 301 - 309.

Nóvoa,  A. (Org.) (1995).Profissão docente. Porto Editora

Ordenamento Jurídico da Formação Inicial e Contínua dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensino Básico e Secundário, Dec.-Lei 249/92 de 9 Novembro.

Bibliografia de suporte à apresentação de trabalhos orais

Arends, R. (1995). Aprender a Ensinar. McGraw-Hill de Portugal, capt. 8 ”Exposição”, págs 270 a 294.

Nerici (1989). Metodologia de ensino. S.Paulo: Editora Atlas (3º edicão), Págs. 69 a 74.

Valente,  M. O., Santos M. E., Salema, M. H., Rainho, M. A. ( 1992). Competências comunicacionais do professor e o pensamento reflexivo dos alunos. Revista de Educação, vol.II, nº2, 65 -71.


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Agostinho dos Reis Monteiro

 

PROGRAMA

Procurando conciliar a necessidade de uma teorização fundamental, que proporcione um quadro conceptual para pensar a educação, com a importância pedagógica da participação, o Programa tem duas partes: uma estruturada e proposta pelo professor, a outra aberta a temas escolhidos, investigados e apresentados pelos estudantes, que contribuem para a sua diversificação.

Primeira Parte

Capítulo I
Ser Professor

 

  • Introdução
  • Função e profissão
  • Identidade profissional dos professores
  • Factores de distinção profissional
    • Selecção
    • Formação
    • Avaliação
    • Formadores
    • Remuneração
    • Condições de trabalho
  • Concluindo

 

Capítulo II
Uma concepção da Pedagogia

  • Introdução
  • Do ‘pedagogo’ às Ciências da Educação
  • Necessidade de uma disciplina fundamental específica da educação
  • Concluindo

 

Capítulo III
As grandes questões da educação

  • Introdução
  • A educabilidade do ser humano
  • A legitimidade da educação

    • A educação como poder
    • A educação como direito
  • Concluindo

 

Capítulo IV
A educação como “direito do homem”

  • Introdução
  • Os direitos do homem
    • A revolução dos direitos do homem
    • O Direito Internacional dos Direitos do Homem
      • Fontes escritas
      • Protecção e jurisprudência
    • Ética dos direitos do homem
    • Princípios gerais de interpretação e aplicação
  • O direito à educação
    • Prioridade, actualidade e complexidade do direito à educação
    • O Direito Internacional da Educação
      • Nova disciplina
      • Fontes escritas
      • Protecção
      • Jurisprudência
    • Conteúdo do direito à educação
    • Ética do direito à educação
  • Concluindo

 

Capítulo V
Para uma Educação de Direito

  • Introdução
  • Estado de Direito e direito à educação
  • Princípios de Direito Pedagógico
  • Direitos do Educando
  • Concluindo

 

Capítulo VI
A educação como comunicação

  • Introdução
  • Aplicação à educação de alguns dados das Ciências da Comunicação
  • Princípios de Semiótica Pedagógica
    • O Princípio pragmático
      • A comunicação escolar
      • Aprender e ensinar
      • Primado ético-didáctico do educando
    • O Princípio dialógico
      • O diálogo
      • O diálogo pedagógico
    • O Princípio estético
      • A Estética
      • Educação e arte
  • Concluindo

 

Capítulo VII
Elementos de Deontologia Pedagógica

  • Introdução
  • Distinção profissional dos professores
  • A questão da autonomia profissional
  • Proposições para uma Deontologia Pedagógica
    • Princípios
    • Deveres
    • Direitos
  • Estudo da Deontologia Pedagógica
  • Concluindo

 

Capítulo VIII
Educação de qualidade

  • Introdução
  • A prioridade da ‘qualidade’
  • O que é qualidade?
  • Qualidade na educação
  • Concluindo

 

Conclusão geral

 

Segunda Parte
Temas escolhidos e apresentados pelos estudantes nas aulas

  • Desenvolvimento de temas da primeira parte do Programa
  • Pensamento pedagógico de um autor
  • Conteúdo de um livro
  • Outros temas

Exemplos de escolhas em semestres anteriores:

  • Os ‘direitos do homem’
  • Os direitos da criança
  • Os direitos dos alunos
  • Educação para os direitos do homem
  • Educação para a cidadania
  • Educação intercultural
  • Educação especial
  • Educação sexual
  • Educação ambiental
  • Educação e arte
  • A comunicação na sala de aula
  • O insucesso escolar
  • A indisciplina na escola
  • A avaliação escolar
  • A função docente
  • Deontologia dos professores
  • Democratização da educação
  • Autores: Makarenko, Montessori, Neill, Paulo Freire, Rousseau
  • Livro : Jacques Delors et al. (1996). Educação –  um tesouro a descobrir: Relatório para a Unesco da Comissão internacional sobre a educação para o século XXI. Porto: Edições Asa
  • Etc.

Metodologia e Avaliação

Metodologia

  • Primeira parte: exposição e diálogo; reflexões em grupo sobre temas do programa.
  • Segunda parte: apresentação e debate dos temas escolhidos pelos estudantes.

 Avaliação

 O processo de avaliação procura ser coerente com a doutrina exposta no capítulo “Ser Professor”. Por isso, compreende elementos correspondentes à diversidade dos aspectos da competência pedagógica: qualidades pessoais, valores éticos e saberes teóricos e práticos. Esses elementos são os seguintes:

 

  • Um trabalho escrito individual e presencial, a realizar no fim do semestre, durante uma aula, com livre consulta de fontes de informação.

    É um trabalho que serve para avaliar até que ponto foi realizada uma verdadeira aprendizagem, aquela que se prova pela capacidade de utilizar conhecimentos adquiridos para pensar e agir melhor. Por isso, é um trabalho com livre consulta de apontamentos e outras fontes de informação, que será avaliado pela originalidade, valor argumentativo e rigor do seu conteúdo.

  • Aula sobre o tema escolhido, no âmbito da segunda parte do Programa.

    É uma pequena aula, preparada eventualmente em grupo, que constitui também um exercício da capacidade de comunicação, essencial à função docente. É avaliada tanto pelo seu conteúdo como pela sua forma.

  • Reflexões, em grupo, durante as aulas.

    São reflexões em pequenos grupos, durante parte de algumas aulas, sobre temas propostos pelo professor ou escolhidos pelos grupos, seguidas de um debate geral em que as intervenções contribuirão para a formação da opinião do professor sobre cada estudante.

  • Outros trabalhos de livre iniciativa.

    São trabalhos que livremente os estudantes queiram elaborar e entregar, como elemento de avaliação.

  • Entrevista a realizar durante o semestre.

    É uma breve conversa informal, durante o horário de permanência no gabinete, a qualquer momento do semestre, sem marcação prévia, para garantir um encontro pessoal, pelo menos, e contribuir também para a opinião que o professor vai formando sobre cada estudante.

  • Relatório individual a entregar no fim do semestre.

    É um documento de reflexão final global sobre a disciplina, muito breve (até cinco páginas), onde cada estudante resumirá o contributo da disciplina para a sua formação pessoal e profissional, poderá exprimir as observações críticas que desejare fazer uma auto-avaliação. O Relatório é avaliado pela objectividade e qualidade da sua reflexão.

A nota individual final resultará da ponderação global de todos estes elementos do processo de avaliação. A falta de algum dos elementos obrigatórios prejudicará naturalmente a avaliação. A falta de mais de metade implica a não atribuição de nota de classificação.

Concluído este processo de avaliação, será afixada uma nota final provisória, que poderá ser melhorada, eventualmente, através de outro trabalho escrito individual presencial, antes da fixação da nota definitiva.

No caso de estudantes trabalhadores(as), que não podem acompanhar as aulas com regularidade, o processo de avaliação será o mesmo, pois têm direito a dispensas de serviço que lhes permitem integrar-se no processo de avaliação descrito, como a experiência tem confirmado. No entanto, serão consideradas situações excepcionais.