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Actividades de Ensino - Licenciatura
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Docente
Ana Maria Morais e Isabel Pestana Neves
Introdução
A disciplina de Didáctica das Ciências está intimamente interligada com a
disciplina de Metodologia da Biologia, desenvolvendo-se em Didáctica das
Ciências um conjunto de conhecimentos e de competências que servem de base à
Metodologia da Biologia. No seu conjunto, as duas disciplinas devem ser
encaradas como um todo, apenas separadas por razões administrativas.
O esquema conceptual, ideia central que engloba o conjunto das unidades
temáticas tratadas em Didáctica das Ciências, pode traduzir-se do seguinte modo:
Uma prática pedagógica conducente a um elevado índice de alfabetismo
científico e ao desenvolvimento de competências sócio-afectivas pressupõe a
compreensão da natureza da ciência nas suas diferentes dimensões e a
consideração da problemática ensino-aprendizagem em termos filosóficos,
psicológicos e sociológicos.
Conteúdo programático
UNIDADES TEMÁTICAS
O conteúdo programático de Didáctica das Ciências está distribuído por 3
unidades temáticas que se interpenetram ao longo das aulas teóricas e práticas e
que se interligam com as unidades temáticas que serão tratadas em Metodologia da
Biologia.
Unidade 1 - A Natureza da Ciência e o Ensino da Ciência
O ensino das ciências deve reflectir um conceito lato de ciência que
inclua as dimensões histórica, filosófica, psicológica e sociológica, nas suas
diferentes perspectivas, e que, na sua aquisição, tenha em conta as
características psicológicas e sociológicas dos alunos.
1. As metaciências e a actividade científica
1.1. Dimensões histórica e psicológica da ciência
1.2. Dimensão filosófica da ciência
1.3. Dimensão sociológica da ciência
2. O ensino das ciências - Aspectos da psicologia, da sociologia e da
filosofia
2.1. Estrutura conceptual da aprendizagem científica - Diferentes
perspectivas
2.2. Aprendizagem cognitiva – Construtivismo pessoal, construtivismo social,
aprendizagem por recepção
2.3. Aprendizagem social - Trabalho cooperativo
2.4. Pedagogias visíveis e invisíveis
3. Relação ciência-ensino da ciência
3.1. As teorias epistemológicas no ensino das ciências
3.2. A sociologia da ciência no ensino da ciência
3.3. Condicionantes psicológicas e sociológicas na aprendizagem da natureza da
ciência
Unidade 2 - Organização do Ensino-Aprendizagem
O professor deve criar contextos de aprendizagem em ciências que,
correspondendo a pedagogias mistas, permitam o desenvolvimento de competências
cognitivas, sociais e afectivas de nível elevado por alunos com características
psicológicas e sociológicas distintas.
1. Visão geral da organização do ensino
2. Organização do conteúdo científico e metacientífico
2.1. Factos, conceitos e esquemas conceptuais
2.2. Mapas de conceitos
3. Os objectivos educacionais
3.1. Relação objectivos-conteúdos
3.2. Formulação de objectivos - Limites e potencialidades
3.3. A polémica da aprendizagem por objectivos
4. Estratégias de ensino-aprendizagem
4.1. Relação objectivos-estratégias
4.2. Abordagens psicológica/epistemológica e sociológica - Regras de
reconhecimento e de realização
4.3. Estratégias: Experimentais de discussão e de resolução de problemas
4.4 Actividades e materiais no ensino das ciências – Recursos audiovisuais,
laboratoriais e computacionais.
5. A avaliação da aprendizagem
5.1. Relação objectivos-avaliação
5.2. Modelos e processos de avaliação - Limites e potencialidades
5.3. Classificação; construção de materiais de avaliação.
Unidade 3 - Currículos, Programas e Manuais Escolares
O ensino actual das ciências, dando ênfase ao desenvovlvimento de
competências e à exploração de conceitos unificadores (científicos e
metacientíficos) e de problemas sociais, é o resultado de uma evolução que tem
pressupostos filosóficos, psicológicos e sociológicos quanto à organização
curricular e quanto aos conhecimentos, atitudes valores que os alunos deverão
transferir para a sua vida quotidiana.
1. A organização curricular em ciências - Significado e modelos
1.1. Metas, objectivos e processos no ensino das ciências
1.2. Pressupostos psicológicos, filosóficos e sociológicos
1.3. Potencialidades e limites ao nível da aprendizagem
2. Recontextualização de textos pedagógicos e espaços de mudança
2.1. Níveis de produção, recontextualização e reprodução
2.2. Convergências e divergências dos textos pedagógicos de diferentes níveis
3. Evolução do ensino das ciências
3.1. O ensino actual das ciências
3.2. Processo evolutivo do ensino das ciências - Significado sociológico
3.3. Papel da formação de professores na educação em ciências
Objectivos
Com a disciplina de Didáctica das Ciências pretende-se que, no final, os
alunos possam:
- Desenvolver competências relacionadas com os processos de investigação
científica.
- Conhecer pressupostos filosóficos e sociológicos da actividade científica.
- Compreender as implicações da natureza da ciência no ensino das ciências.
- Compreender que o ensino das ciências deve reflectir pressupostos
filosóficos, psicológicos e sociológicos sobre a natureza da ciência.
- Reconhecer que o trabalho laboratorial é essencial como actividade de
aprendizagem de uma ciência experimental.
- Compreender que o actual ensino das ciências traduz uma recontextualização
de princípios inerentes às teorias psicológicas e epistemológicas dominantes.
- Reconhecer a vantagem de planear o ensino segundo temas unificadores e
articulando amplos conceitos, processos de trabalho (dimensões filosófica,
psicológica, sociológica, histórica) e problemas sociais.
- Compreender o alcance da utilização de uma variedade de materiais,
actividades e estratégias no processo de ensino-aprendizagem.
- Compreender o significado e importância da avaliação no ensino.
- Compreender o significado da evolução do ensino das ciências em função das
teorias psicológicas e epistemológicas e da ideologia dominantes.
- Conceber textos pedagógicos de aprendizagem e de avaliação.
- Desenvolver capacidades de análise e crítica de programas, currículos e
materiais pedagógicos.
- Desenvolver criatividade e pensamento crítico e reflexivo.
- Reconhecer o papel da discussão em pequenos grupos e o papel da discussão
alargada no processo de comunicação.
- Reconhecer a importância de uma reflexão e sistematização da informação
obtida.
- Reconhecer que qualquer nova metodologia não deve ser aplicada sem prévia
análise crítica.
- Reconhecer a necessidade e a importância de uma permanente auto-formação.
- Participar activamente nos trabalhos de grupo e nos debates.
Estratégias
- Análise e discussão de textos.
- Trabalho de pesquisa de materiais.
- Realização de trabalhos experimentais.
- Análise e utilização de meios audio-visuais e de programas de computador.
- Avaliação e construção de materiais pedagógicos.
- Trabalho individual, em pequenos grupos e discussões plenárias.
Avaliação
1. A estrutura da disciplina de Didáctica das Ciências é tal que pressupõe a
assistência a todas as aulas (os alunos deverão assistir a, pelo menos,
75% das aulas, incluindo práticas e teóricas), sendo a avaliação realizada do
modo que se segue:
(a) Elaboração de um trabalho de reflexão/aplicação sobre estratégias
de ensino-aprendizagem. Dada a sua índole, deve ser realizado em grupo, sendo
três o número de alunos em cada grupo. A cada grupo será atribuída uma
classificação. A classificação individual será acertada consoante a opinião dos
elementos do grupo e da professora.
(b) Realização de um teste escrito de consulta.
(c) Participação dos alunos no curso. Esta participação diz respeito a
aspectos de natureza cognitiva e sócio-afectiva (interesse, assiduidade,
preparação prévia das aulas, intervenção nos trabalhos em grupo e nas discussões
plenárias).
Na nota final a atribuir, a tarefa (a) é valorizada em 40% e a tarefa
(b) em 40%, sendo os restantes 20% atribuídos à participação nas aulas (c).
Contudo, a passagem nesta disciplina está limitada pela classificação obtida no
teste, que não poderá ser inferior a 8 valores.
2. Na impossibilidade total de assistência às aulas, a avaliação será feita
do seguinte modo:
(a) Elaboração individual de um trabalho de reflexão/aplicação - 30%.
(b) Teste escrito - 30%.
(c) Exame oral - 40%.
A passagem, na disciplina, está limitada pela classificação obtida no teste
escrito, que não poderá ser inferior a 10 valores.
3. O trabalho de Didáctica das Ciências pretende constituir um espaço
simultâneo de aprendizagem e de avaliação. Nesse sentido, os alunos deverão
discutir o trabalho com a professora à medida que ele vai sendo elaborado, o que
lhes permitirá atingir um maior desenvolvimento das capacidades e conhecimentos
envolvidos.
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Didáctica das Ciências (Física e Quimica
- Ana Freire e Conceição Vilela)
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Docente
Ana Maria Freire e Conceição Vilela
A Didáctica das Ciências é uma disciplina do 4º ano das Licenciaturas em
Ensino da Física e Ensino da Química da FCUL. Aborda questões do Ensino das
Ciências na óptica da prática do professor, assentando em linhas recentes de
investigação desta área de estudos. Pretende-se que constitua um espaço onde
resultados da investigação educacional poderão ser analisados de modo a serem,
posteriormente, utilizados em sala de aula.
Objectivos
- Reconhecer os pressupostos de ordem psicológica. epistemológica e
sociológica no actual ensino das ciências
- Compreender as implicações da natureza da ciência e da natureza da
tecnologia no ensino das ciências
- Analisar as tendências para o ensino das ciências e as suas implicações
curriculares
- Reconhecer as competências desenvolvidas com diferenças experiências de
aprendizagem
- Identificar potencialidades e limitações de diferentes recursos e
estratégias de ensino
- Conceber actividades de ensino-aprendizagem, recursos e instrumentos de
avaliação, nomeadamente com suporte em tecnologias de informação e comunicação
e reflectir sobre as mesmas após implementação ou análise por pares
Temáticas
O programa da disciplina compreende quatro grandes temáticas interligadas que
se desenvolvem em sintonia nas aulas "teóricas" e "práticas". Em qualquer destas
temáticas analisar-se-á o reflexo nos programas e nos manuais.
Currículos de Ciências
- Evolução e situação actual
- Reformas curriculares em Portugal
Natureza de Ciência e Ensino de Ciência
- Dimensão epistemológica de Ciência
- Dimensão sociológica de Ciência
Linha actuais de investigação no ensino das ciências
- Concepções alternativas
- Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente
- Resolução de problemas
- Trabalho laboratorial
Organização do ensino/aprendizagem
- Planificação do ensino/aprendizagem
- Finalidades e objectivos educacionais
- Estratégias de ensino (inquérito científico, discussão e debate, resolução
de problemas, trabalho de projecto)
- Recursos educativos (livros e revistas, software educativo, sensores e
material laboratorial, Internet)
- Avaliação de aprendizagem ( função de avaliação, tipos de avaliação e
instrumentos de avaliação)
Avaliação
A classificação dos estudantes na disciplina realizar-se-á a partir de vários
elementos recolhidos ao longo e no final do semestre. Compreende os seguintes
momentos e elementos de avaliação.
| Momento |
Descrição Sumária |
| Outubro |
Análise de uma unidade de um projecto de ensino de
ciências (individual), apresentação oral seguida de discussão |
| Dezembro |
Produção de uma unidade (em grupo), apresentação e
discussão. A unidade deve incorporar os diferentes tópicos abordados |
| Janeiro |
Reflexão (individual) centrada em torno do contributo da
Didáctica das Ciências para o projecto individual de desenvolvimento
profissional, com especificação das aprendizagens realizadas durante o
semestre |
| Durante o semestre |
Elementos adicionais (assiduidade nas aulas teóricas e
práticas; relatórios de actividades realizadas) |
Bibliografia
Cachapuz, A. (Org.) (2000). Perspectivas de ensino - Textos de apoio n° 1.
Porto: Centro de Estudos de Educação em Ciências.
Enger, S. K., & Yager, R. E. (2000). Assessing student understanding in
science – a standards-based K-12 handbook. Thousand Oaks, CA: Corwin.
Fensham, P., Gunstone, R., & White, R. (Eds.). (1994). The content of
science. A constructivist approach to its teaching and learning. London:
Falmer Press.
Fensham, P., Gunstone, R., & White, R. (Eds.). (1994). The content of
science - A constructivist approach to its teaching and learning. London:
Falmer Press.
Galvão, C. (Coord.) (2001). Competências para o Ensino das Ciências.
Lisboa: DEB
Galvão, C. (Coord.) (2992). Orientações curriculares para o ensino das
ciências. Lisboa: DEB
Glynn, S. M., & Duit, R. (Eds). (1995). Learning Science in the schools:
Research reforming practice. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.
Hodson, D. (1998) Teaching and learning science - towards a personalized
approach.Buckingam: Open University.
Joshua, S., & Dupin, J-1. (1993). lntroduction à la didactique des
sciences et des mathématiques. Paris: PUF
Levinson, R. (Ed.); (1994). Teaching Science. London and New York, NY:
Open University.
Levinson, R., & Thomas, 1. (Eds.). (1997). Science today, London
Routledge.
Martins, I., & Veiga, M. L. (1999). Uma análise do currículo da
escolaridade básica na perspectiva da educação em ciências. Lisboa: DE
Matthews, M R. (1994). Science leaching - The role of history and
philosophy of science. London: Routledge.
McGuell, B. (Ed.) (2000). Teaching secondary chemistry, London: John
Murray.
Millar, R. (Ed.). (1989). Doing science. London: Falmer Press.
Millar, R., & Osbome, 1. (1999). Beyond 2000. London: London Institute
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Millar, R., Leach, 1. & Osbome, 1. (Eds.) (2001). lmproving science
education - the contribution of research. Buckingam: Open University.
Pereira, M. (Coord.).(1992). Didáctica das Ciências da Natureza.
Lisboa: Universidade Aberta.
Ross, K., Larkin, L., & Callaghan, P. (2000). Teaching secondary science -
constructing meaning and developing understanding. London: David Fulton.
Rutherford, F. J., & Ahlgren, A. (1990). Science for all americans.
New York, NY: Oxford University Press.
Sang, D. (Ed.) (2000). Teaching secondary physics. London: John Murray.
Scaife, J., & Wellington, J. (1993). Information technology in science and
technology education. Buckingham: Open University Press.
Schafer, G. (Ed.). (1994). Behind the methods class door - educating
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Solomon, J. (1993). Teaching science, technology and society.
Buckingham: Open University Press.
Solomon, J., & Aikenhead, G. (Eds.). (1994). STS education - lnternational
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Wellington,1. (Ed.). (1996). Secondary science - contemporary issues and
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White, R., & Gunstone, R. (1992). Probing understanding. London:
Falmer Press.
Woolnough, B. E. (1994). Effective science teaching. Buckingham: Open
University Press.
Textos Incluídos no dossier da disciplina
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Docente:
Maurícia de Oliveira
No percurso de formação dos alunos das Licenciaturas em Ensino da Física e
da Química até este momento, a precupação dominante terá sido a da obtenção de
uma sólida formação científica de base na área da Física e da Química, ou seja,
deverão ter adquirido os conhecimentos e desenvolvido as capacidades e atitudes
inerentes à natureza das disciplinas de que virão a ser professores. A partir do
1º semestre do 4º ano da licenciatura é necessário que adquiram uma sólida
formação científica de base na área da Educação, nomeadamente, no domínio do
ensino e da aprendizagem de ciências. Ora, a evolução do conhecimento neste
domínio traduziu-se na recente elaboração, a partir de uma iniciativa da
National Science Teachers Association (NSTA) americana, de um conjunto de
princípios e linhas orientadoras para os professores de ciências em relação ao
ensino e à avaliação, bem como para a sua formação. São esses princípios e
linhas orientadoras, designados por National Science Education Standards*
que estão subjacentes quer à disciplina de Didáctica das Ciências quer à
disciplina de Metodologia da Física.
A um nível muito geral, esses princípios afirmam que a ciência se destina a
todos os alunos, que a sua aprendizagem é um processo activo, que a ciência
escolar reflecte as tradições intelectuais e culturais da ciência contemporânea
e que melhorar o ensino das ciências é uma parte da reforma sistémica da
educação.
No que se refere à formação de professores, salienta-se a necessidade de os
futuros professores adquirirem formação adequada e integrada acerca da natureza
da ciência e da forma como os alunos aprendem. Só assim os futuros professores
serão capazes de seleccionar e conceber estratégias flexíveis, abertas às
ideias, interesses e necessidades dos seus alunos, que se traduzam na realização
de actividades de inquérito científico envolvendo, em particular, trabalho
experimental. Essas estratégias devem também permitir aos alunos construir o seu
próprio conhecimento num contexto social e comunicar as suas ideias das mais
diversas formas. As estratégias de ensino devem, ainda, dar apoio aos alunos no
uso e estabelecimento de pontes com as restantes disciplinas. Ao mesmo tempo,
procurar-se-á que os futuros professores encarem a avaliação não "como o momento
final em educação mas sim o primeiro". Pretende-se, portanto, que os professores
utilizem uma variedade de estratégias de avaliação, desde observar e ouvir os
alunos a trabalharem até à discussão das suas ideias e concepções, passando pela
análise cuidada de todas as tarefas formais e informais, pela manutenção de
portfolios de trabalhos e pela promoção da auto-avaliação dos alunos.
Nesta ordem de ideias, apresentam-se seguidamente os objectivos e os
conteúdos desta disciplina bem como as actividades a desenvolver pelos alunos.
Objectivos
- Aplicar as aprendizagens realizadas durante a formação científica e
educacional básica, tornando-as adequadas e relevantes para o ensino das
ciências;
- Conhecer e utilizar resultados de investigação relativos ao ensino das
ciências;
- Conhecer, analisar e sistematizar informação sobre tendências recentes
para o ensino das ciências e reflectir sobre as suas implicações curriculares;
- Avaliar recursos, estratégias e actividades para o ensino das ciências;
- Conhecer potencialidades e limitações de diferentes recursos, estratégias
de ensino e actividades de aprendizagem; e
- Conceber, planificar, desenvolver e avaliar actividades de aprendizagem a
serem implementadas no âmbito do ensino das ciências.
Conteúdos
I- A Natureza da Ciência e o Ensino da Ciência
II- Currículo e Programas
1. Perspectiva histórica e situação actual
2. Implicações no desenvolvimento e organização curricular:
- Currículo intencional e metas para o ensino das ciências (Lei de Bases do
Sistema Educativo, programas nacionais e National Science Education Standards)
- Currículo implementado e projectos curriculares para o ensino das ciências
III- Organização do Ensino
1. Currículo implementado
• Actividades de aprendizagem, estratégias de ensino e recursos:
• Tipos de recursos (livros e revistas; CD-Roms e Internet; material de
laboratório; software educativo; transparências, diapositivos e vídeos; ...)
• Tipos de actividades e estratégias (inquérito científico, trabalho
experimental, resolução de problemas, comunicação, centradas em novas
tecnologias, visitas de estudo, ...)
- Concepção e planificação de propostas curriculares
2. Currículo experienciado
- Avaliação como recolha e análise de evidências de aprendizagem
Actividades a desenvolver pelos alunos
As actividades a desenvolver pelos alunos e que fazem parte integrante do
processo de avaliação incluem:
- a análise, discussão e elaboração de documentos-síntese sobre questões
relacionadas com o ensino das ciências;
- a análise de recursos para o ensino das ciências, nomeadamente, projectos
curriculares, manuais escolares e software educativo;
- a concepção, planificação, desenvolvimento e avaliação em grupo de
actividades de aprendizagem;
- a apresentação escrita e a comunicação oral de alguns dos trabalhos
desenvolvidos; e
- a manutenção de de um portfolio dos trabalhos realizados.
Faz parte integrante das actividades de aprendizagem referidas em 1 e 5. um
caderno de apontamentos. Todas as semanas, individualmente, deve registar neste:
- Quatro questões-chaves abordadas durante as aulas teóricas e práticas
dessa semana ou que lhe tenham ocorrido em consequência destas;
- Quatro perguntas que gostasse de fazer relacionadas com o conteúdo das
aulas ocorridas durante essa semana.
Deve escrever 200-250 palavras (uma página A4) por semana. Ao escrever,
baseie-se nos seus próprios comentários e reflexões sobre as questões abordadas
em sala de aula. Quais foram as questões-chaves que emergiram decorrentes das
aulas? O que pensa em relação a elas? Concorda ou discorda com as perspectivas
apresentadas? O que aprendeu de novo que não soubesse antes? O que o surpreendeu
ou intrigou? Há alguns outros elementos que gostasse de pesquisar para dar
seguimento ao abordado em cada semana? Se continuasse a discutir as questões
abordadas em cada semana com a professora, quais seriam os aspectos que gostaria
de aprofundar mais?
Na medida em que o caderno de apontamentos deve ir tomando forma
semanalmente, a página escrita em cada semana será assinada pela docente
responsável no início da semana seguinte. Assim, deve trazer o caderno de
apontamentos sempre consigo. Este será entregue às docentes definitivamente no
último dia de aulas e será avaliado durante o período destinado a avaliação pelo
calendário escolar em vigor.
Faz ainda parte integrante das actividades de aprendizagem referidas em 1,3
e 4, a apresentação escrita por cada aluno de um trabalho (2500-3000 palavras)
sobre um tema do seu interesse e que esteja relacionado com um dos conteúdos
abordados em sala de aula. Este trabalho deve evidenciar que o aluno(a) fez
pesquisa aprofundada sobre o tema e deve conter ainda sugestão(ões) de
actividades de aprendizagem a implementar em sala de aula que se enquadrem
teóricamente no tema desenvolvido. Este trabalho será entregue no último dia de
aulas e será apresentado oralmente (30 minutos) e discutido em data a acordar.
Os alunos para serem aprovados nesta disciplina devem obrigatoriamente
entregar o caderno de apontamentos e o último trabalho mencionado e estes
trabalhos terão de ser aceites como cumprindo os requisitos mínimos.
Notas:
- A sala de aula e as docentes desta disciplina estarão ao dispôr dos alunos
para apoiar a realização do conjunto de actividades individuais e em grupo
previstas, para além do horário lectivo e em condições a especificar.
- Pressupõe-se que no final desta disciplina os alunos estarão em condições
de utilizar ferramentas de processamento de texto, folha de cálculo e base de
dados, bem como a utilização da Internet e a instalar as ferramentas
informáticas que nela utilizam.
- A articulação existente entre as sessões teóricas e práticas exige a
presença assídua às aulas.
Bibliografia
Para cada tópico tratado os alunos são solicitados a pesquisar as bases de
dados à sua disposição e a utilizar os restantes recursos materiais e humanos de
que dispõem para obterem os elementos bibliográficos.
* National Research Council (1996). National Science Education Standards.
Washington, DC: National Academy Press
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