Enciclopédia e Hipertexto

Metamorfoses da mimesis: A dramaturgia na era tecnológica

Eunice Gonçalves Duarte

Mimesis teatral / Hiperdrama e Ciberdrama: As novas opções / Sintext-Web e a construção de Alletsator XPTO / The Last Song of Violeta Parra / Dielation manifesto: A sliver of the future / e-drama / Bibliografia

Mimesis teatral

A mimesis de Aristoteles é definida como aquilo que representa, com verosimilhança, as acções humanas; não o que é mas o que pode ser ou acontecer (recorrendo ao uso da ilusão e imaginação e não da imitação). Através desta mimesis (das acções humanas) poder-se-ia representar o universal para que assim ocorra a transmissão de sentimentos de terror e piedade ao espectador. Estes sentimentos, acrescenta ainda Aristóteles, devem surgir da conexão dos actos, sendo preferível que sejam transmitidos mesmo sem ser vistos; i. e., a leitura do texto per se deve ser capaz de produzir tais sentimentos e assim revelar as suas qualidades.

Podemos então considerar que um texto teatral tem de ser "vivo" e despertar interesse, mesmo que não seja encenado. O texto dramático é por um lado um texto literário e por outro uma performance onde a componente física e material tem de estar presente. No entanto, sabe-se que é pouco provável que um texto teatral fique só pelo texto sem que haja uma preocupação cénica, sabe-se também que no teatro contemporâneo existe uma série textos escritos pós-performance ou até performances teatrais sem texto "fixo", numa negação do texto.

Uma das razões que leva à junção ou separação das duas componentes teatrais é o facto da necessidade da representação humana, em que sentimentos, emoções e acções terão de ser transmitidos e percepcionados por espectadores. Tal obriga a pensar constantemente nas questões que ligam a arte à vida, seja para propaganda e ensino de massas (Brecht), seja pela própria negação do humano e rejeição da sociedade (Artaud), seja até apenas pelo entretenimento (Brook). Para que o teatro continue a existir há-de ser sempre necessário ligá-lo às acções humanas, à mimesis.

Hiperdrama e Ciberdrama: As novas opções

Escusado será dizer que estamos na era tecnológica, que possuímos instrumentos novos e que a velocidade da informação é cada vez maior. Sendo assim cabe-nos perguntar: o que podem oferecer a uma arte tão humanizada como o teatro? É esta questão que este ensaio pretende pensar: de que forma instrumentos electrónicos, tais como computadores e seus componentes, alteram a dramaturgia1 .

Relativamente à escrita de ficção electrónica pode começar-se por definir duas grandes categorias:
hipertexto - organização de fragmentos textuais ligados entre si através de links (Ted Nelson);
cibertexto - organização mecânica do texto ou escrita automática (Aarseth);

Esta divisão vai ser também útil para uma melhor apresentação dos exemplos estudados pois, se é verdade que os textos de ficção hipertextuais e cibertextuais se complementam, a prática dramatúrgica tem feito dela uma forma de concretizar teorias opostas com as quais a história do teatro se tem defrontado no último século.

O drama hipertextual apresenta ao leitor uma rede de links por onde o utilizador pode navegar. Por outras palavras, apresenta-lhe opções de construção de uma história, possuindo um maior grau de interacção do que o drama cibertextual, onde as opções são dadas ao autor e não ao utilizador. O hipertexto acaba assim por privilegiar a construção de peças em tempo real e o naturalismo. Contrariamente, o cibertexto vem trazer noções de linguagem e construção de história pouco usuais, até mesmo estranhas, criando uma dramaturgia metafórica e mais surrealista.

Para melhor representar esta ideia, proponho-me apresentar três exemplos; Alletsator XPTO-Kosmos, The Last Song of Violeta Parra, e Dielation manifesto: A sliver of the future.

Sintext-Web e a construção de Alletsator XPTO

Para podermos analisar a peça Alletsator XPTO-KOSMOS 2001 , é necessário primeiro fazer uma pequena passagem pelo Sintex.

Pedro Barbosa, professor, escritor e investigador do CETIC, desenvolveu na década de 902 um gerador de texto a que deu o nome Sintext (versão Web: www.ufp.pt/units/cetic/cetic/sintext.htm ). Numa definição breve, este programa baseia-se na geração automática de um texto constituído por uma linguagem de marcação (uso de etiquetas) em que o resultado final consiste na selecção aleatória de etiquetas definidas num texto matriz. O sentido do texto é aqui assente em algoritmos informáticos que exploram um campo possível de significados. É a utilização do computador como "máquina semiótica", onde a informação que entra (input) é diferente da informação que sai (output).

Esta leitura gerativa vai apresentar ao utilizador um campo de leitura virtual constituído por infinitas variantes em torno de um modelo (texto base). A linguagem assume-se como um jogo, saindo do seu uso "natural" e abandonando a ligação a um referente material. A percepção que o leitor faz do texto é também alterada. E, se a poesia é desde há muito a forma privilegiada para tais formas de construção criativa, na dramaturgia assiste-se a um novo despertar da poeticidade do texto.

Em Portoimagináriolento, peça teatral também escrita por Pedro Barbosa, alguns dos actos foram gerados pelo Sintext e a solução apresentada pelo autor para a encenação de uma das cenas consistiu na leitura do texto em off enquanto no palco os actores mimavam o texto.

Já Alletsator XPTO - KOSMOS 20013 (http://alfarrabio.um.geira.pt/vercial/alletsator.htm) é integralmente gerada pelo Sintext, com base, como o próprio afirma num parágrafo introdutório à peça, na "noção de generatividade [..., que se] conecta [...] ao conceito de «intertextualidades»: dai que alguns materiais gerados incorporem fragmentos de Herberto Hélder, Robin Shirley e Angel Carmona, nomeadamente como elementos lexicais e sintagmas estruturantes mixados nos textos originais."4 .

Em Alletsator5 , como o autor diz , não existe uma lógica psicológica capaz de fornecer âncoras ao actor para reter o texto, o que tornou a sua memorização uma tarefa complicada para os actores. A lógica, neste caso (tal como acontece na Literatura Gerada por Computador), é maquínica, algorítmica, usa a linguagem científica como metáfora. É esta estranha combinação lexical que nos atrai para o texto.

Pedro Barbosa inicia o texto com um comunicado formal dirigido aos espectadores situando-os de imediato num universo de loucura, ao mesmo tempo que os alerta para desligarem: "telemóveis e bips e relógios com sinais sonoros". Mas neste caso a mensagem, que se tornou banal desde o aparecimento de dispositivos tecnológicos portáteis, é incorporada no texto no interior da linguagem poética gerada pelo Sintext. Esta linguagem formal é de novo transformada em poesia no acto V com um "oficio melancólico" que se repete ao longo da peça, funcionando como modo de comunicação entre a tripulação da nave XPTO e a Potestade:

"senhor director geral do ridículo abstracto
neste oficio cantante vimos expor a vossa Potestade o seguinte: (...)"


e a resposta:

"Parada e confusa tripulação
Vós sois simpáticos animais embalsamados diante da loucura (...)"


O conteúdo do texto está ligado à mitologia e à fantasia, recorrendo a mitos modernos da ficção científica onde personagens robóticas e cyborg (personagens pós-humanas) habitam naves espaciais que viajam de planeta em planeta.

A ideia de personagem é mais vaga e fluida do que numa peça tradicional. Nenhuma personagem tem um nome específico. A sua identidade é definida como "homem" ou "mulher" e caracterizada através da profissão, como "Piloto", ou então a personagem é um colectivo, como o coro de anjos ou o coro dos Filhos do Homem. Não existe um individuo que se sobreponha aos outros. Podemos até mesmo dizer que se existe algo que se evidencia é a nave e a sua viagem, já que toda a trama se desenrola através dela.

Os diálogos em Alletsator desenrolam-se como se se tratasse de um jogo: as palavras são "atiradas" e conjugadas numa forma que não é a quotidiana, como o conflituoso dialogo entre os habitantes da nave (acto V); como se cada um falasse para si numa linguagem só reconhecida por si próprio. As palavras são retorcidas, retalhadas e viradas do avesso: "Fim" inicia a peça e brinca-se com a relação entre "Now" e "Won".

The Last Song of Violeta Parra

Este segundo exemplo, The Last Song of Violeta Parra6 (www.ibiblio.org/cdeemer/chile-m.html ) é, sem dúvida, o que podemos definir como hiperdrama. 

Escrita por Charles Deemer7 em 1996, esta peça possui unicamente um acto. Todas as mudanças cénicas são feitas sempre que uma personagem sai (ou entra) de uma divisão. A história é simples, sendo no entanto complexa a forma como é apresentada.

Mais uma vez, o protagonista é o espaço. Todas as personagens têm a mesma importância para o desenrolar da trama; o mais importante é o espaço onde estão colocadas e a sua ligação a este.

A particularidade mais importante do texto está na forma como os links são feitos; cada vez que uma personagem muda de sala abre-se um novo link; assim as personagens circulam de uma divisão para outra sem que isso faça com que a acção inicial seja interrompida. A personagem ou se junta a outras que já estão no espaço ou inicia uma nova acção, enquanto na divisão deixada outras personagem continuam a circular. Assim, o que temos são várias acções que decorrem em simultâneo em diferentes espaços.

Apesar de existir um inicio definido na peça (Living Room I), o percurso pode começar por qualquer das 7 divisões da casa ou por qualquer das 8 personagens ou até mesmo por uma indicação de tempo. As acções são cronometradas pelo que aparentam ser segundos. Assim as opções do desenrolar da história multiplicam-se, podendo até mesmo mostrar ou esconder acções e personagens; tudo depende do caminho que se escolhe para chegar ao destino comum (seja qual for a escolha o local de destino é sempre o mesmo).

Segundo Charles Deemer8 , o hipertexto é a forma ideal de "mostrar a vida como ela é", ou seja, se Allesattor XPTO se destaca pela sua componente pós-humana de diálogos poéticos, The Last Song tenta encontrar uma "well made mimesis" até mesmo no tempo de acção em que a peça decorre (sendo 3 a 5 vezes mais longo que uma peça tradicional, equivalente ao tempo real da história). O que temos é a junção do "demasiado realista" a um meio que vive da ficção e da artificialidade.

Dielation manifesto: A sliver of the future

Dielation manifesto: A sliver of the future ( http://netwurkerz.de/mez/dielation/dilation1.htm ), peça escrita por Mez (nome artístico de Mary Anne Breeze), é  apresentada como uma peça futurista feita da mutação de palavras, entrando num jogo que obriga a uma descoberta da trama (ou tramas), ambas sempre relacionadas com o corpo. Este corpo, essa existência humana, também em permanente mutação, é a personagem principal. A peça é uma code poetry onde poesia e linguagem metafórica são levadas ao extremo, por meio de uma linguagem a que a autora chama "mezangelle". Este terceiro exemplo é aquilo que pode chamar-se hiper/ciber drama , uma vez que a autora consegue juntar os dois conceitos no seu trabalho.

Como foi mencionado no inicio, a peça conta a "história" (se assim a podemos chamar) de um corpo de uma mulher9. E já que este texto derruba todas as barreiras de estrutura, procurei encontrar uma sequência, que arrisco a colocar da seguinte forma:

Homepage = Prólogo. Di ][e][lation] [wo] [manifesto] e a sliver of the f] [iction] [uture] [in] [fr] [action], o que numa série de leituras paralelas permite ler: "dilation of a woman manifest" ou "elation of a woman manifesto" (dilatação ou exaltação do manifesto de uma mulher)10 e "sliver of the fiction fraction" ou "sliver of the future action" (pedaço de fragmento da ficção ou pedaço de uma acção futura). Indo mais longe, podemos mesmo conceber a ideia de que esta mulher é uma e-woman, que pertence a uma realidade só viável online, numa rede electrónica.

À homepage estão ligados seis percursos da trama, que podemos aqui tratar como actos. No primeiro acto (primeiro link) com o titulo "4.][:E:]mulation-:---", aparece-nos uma imagem distorcida de um esqueleto, reconhecendo-se traços humanos. 

A acompanhar a imagem, um ritmo musical repetitivo e a mensagem "4RMU][:E:]LATION" que pode ser lida como "Formulation" (Formulação) ou "Elation" (Exultação). Estas mensagens acompanhadas de imagens e som voltam a aparecer nos links 3 e 5, "--M.O.D.U.:-:lation...:" , com a mensagem .-m.O.D.UL--8-:..shion... e ",--][e][M][anip][:u:lation" com a mensagem: ..M-:-][YO][U-.-LATION.: e .M][ANIP]-:-U-.-LATION. 

A imagem é sempre a mesma mas, de cada vez que surge, é menos reconhecida como humana, ao ponto de permitir pôr em causa se se trata realmente de um esqueleto.

Os actos (links) com números pares (2, 4 e 6) formam pequenos textos poéticos em que o jogo de palavras vai formando a história. No link 2, "_::Broadcast Violation][Volume E]..." o corpo é forçado à transformação. 

O texto assemelha-se a um relatório de uma lenta mudança para um corpo pós-humano, maquínico, equipado para diferentes funções. O quarto link, "_::Broadcast Violation][Volume A...", segue o mesmo percurso, mas as palavras e combinatórias usadas parecem relacionar-se muito mais com o exterior, com o ambiente circundante, do que com os órgãos internos como é o caso do link 2. Por fim, o sexto link, "][C][Un][e][inform R.e][mbyo", oferece-nos uma story board que pretende ser imitação dos sonhos num ambiente de filme de terror.

Este é o caminho que decidi seguir. No entanto, existem outros tantos a explorar, não só nos links mas na conjugação entre palavras e texto. O que leva a concluir que este texto  necessita da experimentação muito mais do que de uma performance para que possam ser explorado todas as possibilidades.

e-drama

No anos 30, Ayn Rand escreveu uma peça a que deu o nome de Night of January the 16th. Sucintamente, a peça relata o julgamento de um homicídio; uma mulher é acusada de ter assassinado o amante e perante provas, testemunhos e argumentos apresentados pelos respectivos advogados (acusação e defesa) no final o espectador é convidado a decidir a sorte da personagem: culpada ou inocente.

Ayn Rand não escreve mais do que dois pequenos parágrafos finais que deverão ser tomados como alternativas. No entanto, as últimas palavras da personagem, aquando do conhecimento do veredicto, são suficientes para nos fazer (enquanto leitores) voltar atrás e questionar partes do texto, mudando até mesmo a percepção do seu conteúdo. O que a autora faz é dar-nos a escolher uma opção, sempre lembrando-nos que o campo das possibilidades se estende à opção complementar.

Trata-se de um texto onde a única ligação às formas de dramaturgia apresentadas neste ensaio é a sua componente de experimentação, já que longe está do universo tecnológico. No entanto, mesmo que só exista em papel, contém em si uma interacção com o espectador/leitor similar àquela que encontramos no hipertexto. Ao entregar ao espectador uma decisão tão importante para a história, a autora tal faz com que este se sinta parte da acção, tal como com as opções que tem de tomar na sua vida quotidiana.

É esta componente humana de interacção que pode (e deve) ser usada pelo hipertexto, pela dramaturgia e a sua posterior adaptação ao palco. Por outro lado, uma literatura que passa a ser gerada por máquinas (cibertexto) faz-nos questionar todas essas possibilidades em que a realidade é estendida para além do mundo "real". 

Não pretendo comparar este tipo de escrita às tradicionais (parece-me que é uma discussão desnecessária). Tento sim perceber de que modo pode existir um "e-drama" (electronic drama), sem que este caia em hipóteses banais de escolha de imagens num computador. Com o "e-drama" é de esperar que surjam problemas que a performance deve resolver. É o caso do espaço - qual o espaço da acção e como representá-lo? - ou ainda o de saber como apresentar ao espectador as possibilidades de escolha que o hipertexto oferece.

No entanto, existe uma certeza: o facto de que o espectador teatral que também tenha sido utilizador/leitor será muito mais exigente do que um leitor tradicional enquanto espectador.

 

Bibliografia

Aarseth, Espen J., Cybertext: Perspectives on Ergodic Literature, Baltimore and London, The Johns Hopkins University Press, 1997.

Aristóteles, Poética, tradução Eudoro de Sousa, , 6.º edição, colecção Estudos Gerais Série Universitária-Clássicos da Filosofia, Lisboa, Impressa Nacional-Casa da Moeda, Novembro de 2000.

Barbosa, Pedro, "Inteligência artificial, texto automático e criação de sentido", Revista de Comunicação e Linguagens, n.º 29 ("O campo da semiótica"), Lisboa, Relógio d'água, Maio de 2001, pp. 303-330.

Barbosa, Pedro, "O computador como máquina semiótica", Revista de Comunicação e Linguagens, número extra ("A cultura das redes"), Lisboa, Relógio d'água, Junho de 2002, pp. 409-420.

Barbosa, Pedro, Allestator XPTO-Kosmos 2001, http://alfarrabio.um.geira.pt/vercial/alletsator.htm

Barbosa, Pedro, PortoImaginárioLento, Braga, Angelus Novus, Lda, 2001.

Breeze, Marie Anne, Dielation manifesto: A sliver of the future, http://netwurkerz.de/mez/dielation.htm

Deemer, Charles, The Last Song of Violeta Parra, http://www.ibiblio.org/cdeemer/chile-m.html

Mourão, José Augusto,"Tecnologia e Literatura: As máquinas textuais - de F. Lauruelle a Landow", Revista de Comunicação e Linguagens, n.º 25/26 ("Real vs. virtual"), Lisboa, Cosmos, Março de 1999, pp 403-414.

Rand, Ayn, Night of January 16th , New York, Plume, Fevereiro de 1987.


1Quero chamar aqui atenção para este ponto, uma vez que esta será uma analise feita aos textos e não à performance teatral dos mesmos.

2 A primeira versão, para DOS, é da autoria de Abílio Cavalheiro e Pedro Barbosa (1993).

3 Apresentado por iniciativa do Porto2001, pela companhia de teatro Esbofeteatro, encenação João Paulo Costa.

4Pedro Barbosa in Alletsator XPTO-Kosmos 2001, versão online em http://alfarrabio.um.geira.pt/vercial/alletsator.htm

5Pedro Barbosa in "Inteligência artificial, texto automático e criação de sentido", Revista de Comunicação e Linguagens (RCL), número extra ("A cultura das redes"), Lisboa, Relógio d'Água, Junho de 2002.

6Escrita em colaboração com o encenador chileno Andres Espejo para a Companhia de Teatro Prisma.

7 Dramaturgo aposentado (nas suas palavras) e Professor da Portland State University.

8 www.geocities.com/cdeemer

9Apesar de as imagens e palavras não serem muito claras em relação à identificação do "individual", ou de nem sequer ser claro se o corpo retratado é o de um ser humano, uma das expressões presentes logo na homepage é "[wo] [manifesto", que leva a que se leia: "woman manifesto". Também os pequenos textos fazem referência a palavras como "ovulation" e "menstruation".

10Pode-se ainda ler "Die woman manifesto" ou só "die manifesto".