Contextualização Histórica

 

            A introdução dos computadores nas escolas portuguesas começou, de  forma sistemática, em Outubro de 1985 com a criação do projecto Minerva (Meios Informáticos na Educação: Racionalização, Valorização, Actualização). Surgido com a intenção de introduzir as tecnologias da informação na prática educativa e nos planos curriculares, o  projecto integrava, em 1985/86, 44 escolas, número este que viria a subir para 237 em 1988/89. Note-se que a partir de 1987/88 faziam também parte do projecto, escolas do ensino pré- primário e do ensino especial. Em Outubro de 1988 existiam dez Universidades e doze Escolas Superiores de Educação activamente empenhadas no projecto permitindo cobrir várias áreas: ciências exactas e naturais, psicologia, ciências da educação e sociologia, informática e engenharia de sistemas, etc. O projecto Minerva terminou em 1994 e da sua avaliação final resultou a recomendação da necessidade de entender as tecnologias como meios facilitadores e potenciadores  do processo de ensino-aprendizagem, e de executar, de forma integrada, a introdução das tecnologias da informação e comunicação na educação.

                Partindo da experiência do projecto Minerva surgiu, em Outubro de 1996,  o programa Nónio- século XXI. Este novo projecto, que tem como uma das referências principais o acesso à Internet, visa modernizar as escolas de forma gradual e continuada e pretende concretizar-se no âmbito das escolas do ensino básico e secundário com o apoio das instituições do ensino superior através da valorização dos conhecimentos adquiridos e favorecendo o seu desenvolvimento pelo efeito de demonstração.

                No que nos diz directamente respeito, como futuros professores de Matemática, convém recordar que Boileau (1983), citado pela Comissão de Reforma do Sistema Educativo, indica quatro tipos de utilização de Novas Tecnologias (em particular do computador) na sala de aula:

                              - como instrumento de cálculo numérico

                             - como instrumento de cálculo simbólico (para executar tarefas  de acordo
                                com sistemas de regras bem definidos)
          
                             - como fonte de problemas

                             - como instrumento de investigação (para exploração através de 
                                simulação).