Newton afirmou que:
 " Para resolver um problema referente a números ou relações abstractas de quantidades basta traduzir o problema do inglês ou outra língua para a linguagem algébrica".


Viéte (séc. XVI) foi o primeiro a usar letras para representar incógnitas e introduziu métodos algébricos para determinar as soluções das equações do 2º grau. 

 

O nome do matemático Al-Khwarizmi deu origem às palavras "algoritmo" e "algarismo".
          Problema resolvido por Al-Khwarizmi:
"Qual deve ser o quadrado que quando se lhe acrescenta 10 vezes o seu lado, é igual a 39?
(Actualmente, x2 + 10x = 39).
           A solução é dividir por 2 o número de vezes que o lado foi acrescentado, o que dá 5; multiplicar este número por ele próprio, o produto é 25. Acrescentar a isto 39; a soma é 64.
           Tomar a raiz quadrada deste número é 8, e subtrair-lhe a metade do número de lados, ficam 3; é o lado do quadrado procurando, que será 9." 
  

 

Foram os babilónios que no II. milénio a.C. (e talvez mais cedo) descobriram os métodos de resolução de equação do 1º grau e 2º grau.
          A tabuleta cuneiforme da figura contém vários problemas do 2º grau resolvidos pela fórmula:

                          
em que se consideravam apenas soluções positivas.
          
O saber babilónio foi ignorado pelos matemáticos gregos; terá sido talvez encontrado por Diofanto e transmitido ao Oriente pelo matemático Al-Khwarizmi.

 

Na Antiga Índia era hábito fazerem-se campeonatos populares de resolução de problemas. Um dos problemas indianos  antigos que nos chegaram, dizia:
                            
                           Brincavam os macacos
                            divididos em dois bandos:
                            o quadrado da oitava parte
                            no bosque se divertia.
                            Com gritos alegres, doze
                            atroando o campo estão.
                            Sabes quantos macacos há
                            no bando, no total?


Sabia que:
               Os Elementos (de Euclides) são, a seguir à Bíblia, provavelmente, o livro mais reproduzido e estudado na história do mundo ocidental.


Em 1842, quando Jacobi visitou Paris perguntaram-lhe quem era o maior matemático inglês vivo e ele, impressionado com tantas descobertas francesas importantes, respondeu: 
         "Não há nenhum", o que foi considerado muito deselegante e cruel da sua parte.


No início do século, era bastante difícil os autores brasileiros conseguirem publicar qualquer coisa. Assim procurando lançar-se  como escritor, Mello e Souza resolveu criar uma figura exótica e estrangeira, o Malba Tahan, e passar como tradutor dos contos e livros desse. Em cada aventura Malba Tahan acabava sempre envolvendo-se com algum engenhoso problema matemático, que resolvia magistralmente.
        O sucesso desta ideia de Mello e Souza foi imediato e ele acabou por escrever dezenas de livros para o seu Malba Tahan. Hoje, o valor pedagógico dessa obra é reconhecido até internacionalmente.            


Galois participou como republicano na revolução de 1830, passou alguns meses na prisão e foi, pouco depois, morto num duelo, aos 21 anos de idade. Alguns dos seus trabalhos só foram publicados muito depois da sua morte. Nas véspera do duelo escreveu a um amigo um resumo das suas descobertas nas teoria das equações. Este documento patético, no qual Galois pede ao amigo que entregue as suas descobertas aos principais matemáticos, terminava com estas palavras:
         Contacta Jacobi ou Gauss para darem a sua opinião não sobre a verdade, mas sobre a importância dos teoremas. Depois existirá alguém, espero, que ache vantajoso decifrar todo este emaranhado.

         Esse emaranhado continha nada menos do que a teoria dos grupos, a chave da álgebra e da geometria modernas.