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Matemático e geómetra grego.
Nasceu em Perga, Pamphylia na Grécia (actual Turquia) por volta de 262 a.C.. Estudou na Alexandria, na escola dos sucessores de Euclides.
Contemporâneo de Arquimedes, embora 25 anos mais novo, coloca-se entre os
mais originais e profundos matemáticos gregos. |
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Arquimedes
Imagine-se andando tranquilamente por uma rua, quando de repente sai correndo de uma casa um homem nu e molhado gritando EURECA, EURECA (achei, em grego). Isto aconteceu em Siracusa, uma colónia grega, há mais de 2200 anos atrás, e o nome do maluco em questão era Arquimedes. Que na verdade era um génio. Foi julgado como arruaceiro. Mas após longos debates, os juizes da cidade resolveram absolvê-lo, pois ele havia descoberto algo realmente importante. Havia formulado o princípio que permite aos barcos flutuarem: "Qualquer corpo mais denso que um fluído, ao ser mergulhado neste, perde peso correspondente ao volume do fluído deslocado. Foi uma pessoa extremamente criativa, físico, matemático, astrónomo e inventor dos mais competentes. Arquimedes desenvolveu métodos para determinar áreas e volumes. Seus métodos anteciparam o cálculo integral, 2000 anos antes de ter sido "inventado" por Newton e Leibniz. Arquimedes também provou que o volume de uma esfera corresponde a dois terços do volume do cilindro circunscrito. Evidentemente ele considerou este como seu maior feito, pois pediu que sua lápide tivesse uma esfera circunscrita por um cilindro.
Calculou ainda
com boa aproximação o número PI. Formulou com exactidão cientifica os princípios
da alavanca, da roldana e do parafuso. Formulou teoremas
fundamentais a respeito do centro de gravidade de figuras planas e
sólidos. Foi dele a celebre frase "Dê-me uma alavanca e um ponto de
apoio e eu moverei o mundo". Entre as suas memoráveis invenções
contam-se a roldana composta, o parafuso tubular para bombear água, as
lentes convexas e um planetário. Desenhou catapultas, com as quais
Siracusa defendeu-se dos romanos. |
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Johann Bernoulli
Matemático suíço nascido em Basileia (27 de Julho de 1667 - 1 de Janeiro de 1748). Irmão mais novo de Jakob, tentou afirmar-se noutros campos científicos que não a Matemática (química, medicina, estudo do movimento dos animais segundo a escola de Borelli), mas foi à Matemática que o seu nome ficou para sempre ligado. Sob a orientação do irmão, familiarizou-se com o cálculo infinitesimal descoberto por Leibniz, revelando-se imediatamente como um brilhante matemático a entrando nessa qualidade em relação com os mais ilustres cientistas da sua época. Em 1690 deslocou-se a Paris, a convite do conde de L'Hôpital, de quem foi hóspede e professor de cálculo diferencial a integral. Em 1695 foi nomeado professor de Matemática na Universidade de Grõningen, onde se conservou até 1705 e teve como discípulo o grande Euler.
Em 1701 incompatibilizou-se
com seu irmão Jakob devido a acerba discussão travada a propósito do
problema dos isoperímetros e, deixando-se arrastar pela sua animosidade,
passou a defender a física cartesiana, em oposição à física
newtoniana, de que seu irmão era partidário. Por morte deste (1705),
Johann sucedeu-lhe na cátedra de Basileia, cidade em que permaneceu até
à morte. O aspecto mais importante da obra de Johann Bernoulli e a de seu
irmão Jakob foi a contribuição que ambos deram ao desenvolvimento do
cálculo diferencial e do calculo integral, cujos fundamentos haviam sido
lançadas por Leibniz e por Newton. |
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Georg
Cantor
Matemático de origem
alemã, Georg Ferdinand Ludwig Philip Cantor nasceu em St. Petersburg a 3
de Março do 1845, e faleceu em Halle a 6 de Janeiro de 1918. Deixou a
Rússia ainda menino emigrando com a família para a Alemanha. Estudou em
Zurique, Berlim e Gõttingen. Em 1872, foi nomeado professor assistente de
matemática em Halle, assumindo a direcção da cadeira a partir de 1879. |
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Augustin
Cauchy
Matemático francês, Augustin Louis Cauchy nasceu em Paris a 21 de Agosto de 1789 e faleceu em Sceaux (Seine) a 23 de Maio de 1857. Estudou na École PoIvtechnique e na École des Ponts et Chaussées. Formou-se em engenharia em 1809 e trabalhou no porto de Cherbourg de 1810 a 1813. Voltou a Paris nessa ocasião, colocando-se logo depois, em 1816, na primeira linha dos matemáticos franceses, tendo por maior rival o reticente Gauss.
Aos 26 anos passou a leccionar na École Polytechnique, sendo logo depois
nomeado membro do Collège de France a da Sorbonne. Em 1816, foi nomeado
para a secção de mecânica da Académie des Sciences, ocupando uma das
vagas deixadas por Sadi Carnot a Gaspard Monge.
Note-se que também se deve a Cauchy a publicação dos Comptes Rendus
(Atas) da Académie des Sciences (a partir de 1835), que inundou com suas
produções, algumas muito extensas, com duzentas ou trezentas páginas.
Ressalte-se que a direcção da revista, assombrada com seu elevado custo,
deliberou aceitar apenas pequenos resumos para publicação - medida que
ainda hoje está em vigor. |
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René
Decartes
Matemático e filósofo francês. Acreditava que o conhecimento
normalmente aceite era duvidoso dada a natureza subjectiva dos sentidos, e
tentou reconstruir o conhecimento humano usando a máxima de sua autoria
cogito ergo sum («penso, logo existo»). Acreditava também que todo o
universo material poderia ser explicado em termos físico matemáticos, e
inventou a geometria analítica como uma forma de definir e manipular as
formas geométricas usando expressões algébricas. As coordenadas
cartesianas, a forma através da qual os pontos são representados neste
sistema, têm o seu nome. Descartes também desenvolveu a ciência da óptica,
e ajudou a modelar as teorias contemporâneas da astronomia e do
comportamento animal. |
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Eratóstenes
Cirene, 276 a.C. – 194 a.C.. Geógrafo, matemático, astrónomo, poeta e
filósofo grego. Discípulo de Aristos de Quíos, contemporâneo de
Arquimedes e Apolônio. Parece ter vivido em Atenas até que Ptolomeu
Evergetes o chamou para dirigir a famosa Biblioteca de Alexandria.
Calculou a longitude do meridiano terrestre.
Determinou a obliquidade da elíptica em 23º 51` 20``. São dele os dados
que serviram de base para a confecção do Calendário Juliano. Inventou
um processo de cálculo denominado Crivo de Eratóstenes. |
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Viveu na Alexandria cerca de 300 a.C. A par de
Arquimedes e de Apolónio, é um dos três maiores matemáticos da
Antiguidade grega e, sem dúvida, de todos os tempos. Pouco sabemos acerca
dele. No entanto, é certo ter fundado em Alexandria, durante o reinado de
Ptolemeu 1 (306-283 a.C.), uma escola de geometria que foi a mais
importante da Grécia. |
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Leonhard
Euler
Leonhard Euler nascido em Basileia em 15 de Abril de 1707, morreu em S. Petersburgo em 18 de Setembro de 1783. Seu pai, Paul Euler, pastor protestante dado às matemáticas e amigo do célebre Jean Bernoulli, ocupou-se pessoalmente da educação do filho. Ensinou-lhe principalmente matemática, comunicando-lhe o gosto por esta disciplina.
Mais tarde, Leonhard foi enviado para Basileia, a fim de acabar os estudos
na Faculdade de Teologia; seguiu, além dos cursos de teologia, os de
matemática, aperfeiçoando-se sob a direcção paternal de Bernoulli. Em
1723, doutorou-se: apresentou uma tese sobre a diferença entre a filosofia
cartesiana e a filosofia newtoniana. A partir daí dedicou-se quase
exclusivamente às ciências matemáticas puras a aplicadas. Em 1727,
recebeu um prémio da Academia de Ciências de Paris pela melhor tese
sobre a construção de navios.
Alguns anos antes, uma sobrinha do rei, a princesa de
Anhalt-Dessau, desejou que ele lhe desse lições de filosofia e física;
estas foram reunidas a publicadas em 1755 sob o título de: Cartas a
Uma Princesa Alemã sobre Alguns Assuntos de Física a de Filosofia
(1768-1772), que foram editadas em França por Condorcet. Mas na Academia
de Berlim as vantagens financeiras eram menores do que as honras, a Euler,
pai de família, regressou à Rússia (Junho-Julho de 1766), onde lhe
ofereceram magnífico ordenado. Infelizmente, depois de uma doença,
perdeu o olho que lhe restava, ficando inteiramente cego. Ainda assim,
prosseguiu os seus trabalhos, entre os quais os mais célebres são: a Teoria
Completa da Construção a da Manobra dos Navios, uma Dióptrica
e, enfim, as célebres Instituições do Cálculo Integral,
consideradas a sua obra-prima. |
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