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Matemático francês, Gaspard Monge nasceu a 10 de Maio de 1746, na cidade
de Beaune, e faleceu em Paris, a 28 de Julho de 1818. Filho de humilde
trabalhador, Gaspard foi enviado ao Collège dês Oratoriens, em sua
cidade natal. Destacou-se aí, desde cedo, revelando a diversidade de suas
aptidões – técnicas e intelectuais – e mostrando sua habilidade como
desenhista e inventor. Afirmando que era dotado de “invencível
tenacidade” e que possuía “dedos capazes de traduzir com fidelidade
geométrica seus pensamento”, Monge obtinha invariavelmente, o primeiro
posto na escola. Seus mestres o consideravam puer aureus.
Terminando seus estudos de filosofia, física e matemática, em 1762,
transferiu-se par Lyon, visando a um aperfeiçoamento em física. Leccionou
a disciplina em Lyon. Contando apenas 16 anos, Monge fez um levantamento e
um traçado de sua cidade, construindo, ele próprio, os instrumentos
necessários para a tarefa. Quando esse trabalho foi examinado pelo
coronel Vigneau, comandante da escola militar (École Royal du Génie) de
Mézières, Monge foi convidado a trabalhar naquele estabelecimento,
esperando seus directores que lhe os auxiliasse a traçar planos de defesa
bem como a construir obras de arquitectura e a efectuar o corte de pedras.
Durante seus trabalhos na escola militar, para resolver um complicado
problema de construção de fortificações, Monge inventou um método
novo, muito mais simples do que os até então conhecidos – e que viria
a ser alicerce da geometria descritiva.
Monge conquistou, de imediato, um cargo docente, encarregando-se de
instruir os futuros engenheiros militares, ensinando-lhes o novo método
considerado (por 15 anos) ‘segredo militar’, que ninguém estava
autorizado a divulgar. O método só foi dado a público em 1794 (na
Escola Normal Superior, de Paris). A simplicidade da questão, nas mãos
de Monge, provocou segundo se afirma, a reacção de Langrange: “Antes
de ouvi-lo, não sabia que sabia geometria descritiva”.
Monge assume o cargo de professor de matemática – tendo revelado, pouco
antes, possuir sólidos conhecimentos de geometria e de análise. Nessa época
inicia correspondência com d’Alembert e Condorcet. Estes haviam
sugerido a criação, no Louvre, de um instituto onde se fariam pesquisas
em hidráulica. Monge foi chamado a Paris, para dirigir o instituto, mas
precisou comprometer-se a continuar seu programa de trabalho em Mézières.
Em 14 de Janeiro de 1780, foi eleito adjunto de geometria, na Academia de
Ciências, Substituindo Aléxis Théophile Vandermonde. Dedica-se com
afinco à física e à química. Sua actividade vale-lhe indicação para
o cargo de examinador da marinha. Em face das numerosas atribuições que
recebe, deixa, enfim, em 1783, a escola de Mézières. Eleito ministro da
Marinha, em 1792, permaneceu no cargo por um ano apenas. Trabalhou,
posteriormente, com que se entrega aos afazeres se traduz em homenagens
oficiais. Além de tomar parte activa na relevante ma fundação da École
Polytechnique, em 1794, tornando-se professor de geometria descritiva de
ambos os estabelecimentos.
Em 1796, nomeado membro da comissão encarregada de recolher monumentos de
arte e ciências, na Itália, entra em contacto (7 de Junho) com Napoleão
Bonaparte, conquistando as boas graças do chefe militar. Acabou, em função
disso, participando da expedição ao Egipto, demonstrando bravura no
campo de batalha. Retornou a Paris, depois de muitas peripécias. A 14 de
Dezembro de 1799, por força de sua amizade por Napoleão, foi nomeado
para o senado, dando o primeiro passo para uma vida política. Serviu o
império até o fim, retirando-se de Paris em 1814.
Cabe
a Monge introduzir na geometria projectiva diversos pontos relevantes
(como, em particular, o uso de pares de imaginários para a simbolização
adequada de relações espaciais reais).
A geometria descritiva inteiramente desenvolvida por Monge, pode não ser,
do ponto de vista teórico, tão notável quanto a geometria diferencial.
Sem embargo, é de enorme importância do ponto de vista tecnológico. Sem
a geometria descritiva, é certo que a engenharia não teria progredido
tanto no séc. XX. O esquema de Monge, usando representação de sólidos
em superfícies planas, por meio de duas projecções (plana e elevada),
facilitava a visualização de relações espaciais e se constituía um método
uniforme para a resolução gráfica de problemas como o da determinação
dos pontos em que duas superfícies se cortam. Tentativa e erro, no caso
de corte de superfícies metálicas, poderiam conduzir a grandes desperdícios,
evitados pelos métodos ensinados por Monge. O desenho mecânico – de
que depende a construção de máquinas – não teria sido possível sem
o uso dos esquemas simples introduzidos por Monge. |
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Isaac
Newton
Cientista e matemático inglês (1642-1727). Consta que não se destacava muito nos estudos antes da adolescência e que adorava ficar inventando e construindo pequenos objectos, desde pipas até relógios solares e de água. Um tio que trabalhava na Universidade de Cambridge percebeu as suas tendências e conseguiu levá-lo para estudar nessa universidade. Durante os anos em que lá permaneceu, Newton não foi considerado excepcionalmente brilhante, mas, mesmo assim, desenvolveu um recurso matemático que ainda hoje leva seu nome: o binómio de Newton. Na época em que se formou, uma epidemia de peste assolava Londres, o que o fez retirar-se para a fazenda da mãe. Foi aí que fez a observação mais famosa: viu uma maçã cair de uma árvore. Esse fenómeno corriqueiro levou-o a pensar que haveria uma força puxando a Lua, impedindo-a de escapar da sua órbita, espaço afora. (Só bem mais tarde, levando em conta os estudos de Galileu e Kepler, além de suas próprias experiências e cálculos, Newton formularia essa ideia no seguinte princípio: "A velocidade da queda é proporcional à força da gravidade, e essa força diminui com o quadrado da distância até o centro da Terra".) Essa teria sido a primeira vez em que se cogitava que uma mesma lei física (a atracção dos corpos) pudesse se aplicar tanto a objectos terrestres quanto a corpos celeste. Até então, seguindo o raciocínio de Aristóteles, achava-se que esses dois mundos - Terra e céu - tivessem naturezas completamente diferentes, sendo cada um regido por um conjunto específicos de leis. As experiências de Newton com a luz também possibilitaram descobertas surpreendentes. A mais conhecida delas foi conseguida quando deixou um pequeno feixe de luz do Sol penetrar numa sala escura e atravessar um prisma de vidro. Verificou que o feixe se abria ao sair do prisma, revelando ser constituído de luzes de diferentes cores, dispostas na mesma ordem em que aparecem no arco-íris. Para provar que essas cores não eram acrescentadas pelo próprio vidro, Newton fez o feixe colorido passar por um segundo prisma. Como resultado, as cores voltaram a se juntar, provando que sua reunião formava outro feixe de luz branca, igual ao inicial. O fenómeno da refracção luminosa ocorria, de facto, sempre que a luz atravessava prismas ou lentes (de modo menos pronunciado), o que limitava a eficiência dos telescópios. Newton projectou então um telescópio reflector, no qual a concentração da luz, em vez de ser feita com uma lente, era obtida pela reflexão num espelho parabólico. Esse princípio é utilizado até hoje na maioria dos telescópios. Já conhecido por suas experiências ópticas, Newton retornou a Cambridge, onde se tornaria professor catedrático de matemática; com apenas 27 anos. Mais tarde, foi eleito membro da Royal Society. Nesta sociedade de estudos passou a enfrentar a inimizade de Robert Hooke. Esse relacionamento belicoso era piorado pela extrema susceptibilidade de Newton às críticas. Em 1687, Newton publicou a sua obra mais importante , Philosophiae naturalis principia mathematica [Príncipios matemáticos da filosofia natural]. Nessa obra, ele inclui todos os seus conhecimentos científicos. Ali constam, por exemplo, suas famosas três leis do movimento, que lhe permitiram formular matematicamente o valor da força de atracção entre dois corpos quaisquer, em qualquer parte do universo. Se Copérnico costuma ser visto como o iniciador de um período de progresso intelectual chamado Revolução Científica, Newton pode ser considerado o ápice dessa ascensão. As suas conclusões explicavam maior número de fenómenos com o menor número possível de elementos. Isto é o que muitos estudiosos chamam de "solução elegante" O astrónomo Edmund Halley ( o descobridor do cometa que leva seu nome) perguntou a Newton como conseguia realizar tantas descobertas notáveis. Ele respondeu que as atribuía mais a um esforço contínuo do pensamento do que à inspiração ou à percepção súbita. Esse esforço mental, porém, devia deixá-lo tão consumido que, aos 50 anos de idade, precisou interromper sua produção por dois anos, devido a um esgotamento nervoso. Isso não o impediu, porém de retomar seu trabalho, nem de se tornar membro do Parlamento inglês ou ser director da Casa da Moeda. Em 1703, foi eleito presidente da Royal Society, cargo para o qual foi reeleito anualmente, enquanto viveu. Em 1704, publicou Opticks, livro que versa sobre as suas descobertas no campo da Óptica. Curiosamente, Newton ficou grisalho com apenas 30 anos, mas se manteve em actividade mental por toda a vida. aos 80 anos, orgulhava-se de enxergar e ouvir bem e de ainda possuir todos os dentes! Tentando avaliar sua carreira científica, ele disse: "Tenho a impressão de ter sido uma criança brincando à beira-mar, divertindo-me em descobrir uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais bonita que as outras, enquanto o imenso oceano da verdade continua misterioso diante de meus olhos". |
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Blaise Pascal, como era conhecido, foi um matemático francês do século
XVII, foi também um pensador e um cientista. É lembrado pelos seus
contributos na área da Matemática e da Física. É também famoso pelos
seus textos religiosos e filosóficos. Com 12 anos, Blaise Pascal já
tinha dominado os Elementos de Euclides. No entanto, não frequentou a
escola durante muito tempo, o que aconteceu, foi que em vez de o mandar
para a escola, o pai de Pascal apresentou-o e ensinou-lhe a literatura e
as descobertas científicas. No fim de 1654, a religião mudou a sua vida, entrou num mosteiro e retomou o estudo da matemática. Em 1658, deixou o mosteiro e continuou o seu estudo da matemática nas áreas de cálculo e probabilidades. Aos 39 anos, Blaise Pascal morreu de cancro no estômago. |
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Pitágoras de Samos foi um
filósofo grego responsável por importantes desenvolvimentos na
Matemática, Astronomia e Teoria da Música. Ele deixou a cidade de Samos
por causa do tirano que a governava e foi para o sul da Itália por volta
de 532 ac.. Ele fundou uma escola filosófica e religiosa em Cróton, a
qual teve muitos seguidores. |
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Henri
Poincaré
Matemático e filósofo francês, Henri Poincaré nasceu em Nancy, na
Lorena, a 29 de Abril de 1854 e faleceu em Paris a 17 de Julho de 1912. A
família Poincaré deu à França alguns vultos de renome: Léon, pai de
Henri, foi médico de certa projecção; Raymond, seu primo, ocupou a
presidência da República na 1ª Guerra Mundial. Para Bertrand Russel,
Henri Poincaré foi a maior figura produzida pela França nos tempos
modernos. |
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Tales
de Mileto
Filósofo grego e matemático (625 a.C.?-546 a.C.?). Considerado o primeiro filósofo grego, introdutor da Geometria na Grécia. Como rico negociante de azeite da cidade de Mileto, litoral da Ásia Menor (actual Turquia), Tales percorre inúmeras vezes o litoral do Mediterrâneo, entre 600 a.C. e 550 a.C., e conhece as obras de vários matemáticos e astrónomos da região, principalmente no Egipto. Tales teria predito o eclipse solar de 585 a.C. Ao aposentar-se, dedica-se à matemática e estabelece os primeiros postulados básicos da Geometria. Estuda rectas e ângulos e faz demonstrações formais e rigorosas sobre as relações geométricas no círculo e no triângulo isósceles. É atribuído a ele o cálculo da altura de uma pirâmide a partir do comprimento de sua sombra, em determinado horário do dia e, dependendo da posição do sol. Na Filosofia, Tales defendeu a existência de uma substância fundamental que dá origem ao movimento e à transformação da vida. Para ele, o princípio de tudo é a água. "O morto resseca, enquanto os germes são húmidos, e os alimentos cheios de seiva", ele dizia. Até Tales, todas as explicações sobre o Universo eram mitológicas. Nenhum de seus escritos sobreviveu. Suas ideias filosóficas são conhecidas graças à Metafísica, de Aristóteles. |
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Georg
Riemann
Matemático
alemão, Georg Friedrich Riemann nasceu em Breselenz, Hannover, a 17 de
setembro de 1826, e faleceu em Selasca, pequena ilha da Itália, situada
às margens do lago Maior, a 29 de Julho de 1866. Aos dez anos, Riemann
revelava sua aptidão para a matemática, resolvendo problemas que eram
propostos na escola de maneira mais elegante do que a sugerida pelos
mestres. No Gymnasium de Lüneburg, por indicação de seu director, leu a
Theorie des nombres (Teoria dos números), de Legendre,
assimilando as 850 páginas do tratado, como deixou demonstrado ao
responder correctamente as questões que lhe foram apresentadas nos
exames. |