Mitos e Realidades

Em relação a tudo o que nos é desconhecido criamos ideias muitas vezes apressadas e a que damos a importância de verdades adquiridas. Será importante que analisamos alguns dos mitos que socialmente se apresentam com um peso grande na relação das pessoas ouvintes com as pessoas surdas.

 

 

Mitos Realidades
"Para que é que eu lhe falo se ele não me ouve? A criança precisa sempre de viver num clima de comunicação, tanto oral como não oral, o mais natural e feliz.
A pessoa surda é uma pessoa sem linguagem Ter uma linguagem diferente não é o mesmo que não ter linguagem. A linguagem está na natureza do homem. A pessoa surda, de uma maneira que lhe é própria, comunica. Importa que nos ponhamos à escuta.
A criança surda que usa aparelho auditivo ouve tão bem como qualquer pessoa ouvinte. A criança surda quando usa aparelho ouve melhor a linguagem oral mas não significa que assim passe a ter uma audição perfeita.
Um surdo quando fala, entende e satisfaz assim as suas necessidades de pessoa que comunica. Quando um surdo nem sempre manipula totalmente o processo da palavra e não é só através dela que se expressará da forma mais completa e satisfará as suas necessidades de comunicação.
A criança surda é fisicamente agressiva. A forma gestual, mímica e corporal de comunicação pode levar a exprimir que se está em desacordo, aborrecido ou zangado de uma forma, para nós, mais agressiva, porque tem que ser expressa rápida e fisicamente. Isto não quer dizer que a criança seja mais agressiva. Outras crianças utilizam palavrões cuja agressividade pode ser idêntica ou maior. 
O surdo é desconfiado. Se o interlocutor não for claro e não a esclarecer sobre o que se está a passar à sua volta, é difícil para a pessoa surda estar confiante.
As crianças surdas que falam mal (ou não fala,) são intelectualmente menos desenvolvidas que as crianças ouvintes. Não se deve confundir domínio da linguagem oral com domínio de pensamento. A criança surda não é obrigatoriamente uma criança com desenvolvimento intelectual afectado.
Todos os surdos fazem facilmente a leitura labial.  Não é fácil fazer leitura labial. É necessário fazer-se uma aprendizagem e a pessoa que fala tem de ser muito clara e sem exageros de adição.
" o gesto é tudo"- portanto é fácil entender a linguagem gestual sem aprendizagem. Os gestos não são" transparentes". A relação entre o gesto e o seu significado é muitas vezes lógica mas não é imediata.
A comunicação gestual entre os surdos não é uma língua. A comunicação gestual estabelecida entre surdos tem todos os critérios que definem uma língua.