Causas da dislexia e sua descomplicação

Classicamente, tem-se considerado a existência de defeitos de aprendizagem de leitura por duas razões diferentes:

lum defeito de processamento de informação visual especifico para as exigências desta função;

lum defeito de processamento da linguagem oral.

 

O. Alves da Silva e G. Serrano, após investigação, dizem-nos que:

A dislexia não é o resultado directo de uma agressão ou da acção de um agente agressor mas sim a falência do organismo em termos de capacidade imediata de resistência à agressão recebida. Para percebermos a dislexia e as suas causas temos de ter bem presente a noção de capacidade individual de resistência e que esta capacidade varia consoante os indivíduos.

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Sabe-se que hoje a dislexia comum não é mais do que um sinal de perturbação do sistema proprioceptivo (este sistema tem como funções receber informações dos variados locais do organismo, tratá-las adequadamente, compatibilizá-las entre si e enviar ordens de acção em conformidade com o resultado obtido). Quando a disfunção proprioceptiva tem incidência a nível das funções cerebrais necessárias à leitura surge a dislexia.

 

 Sabe-se também que essa perturbação do sistema proprioceptivo é provocada por erros sistemáticos e estereotipados de posicionamento do corpo sem que o indivíduo atingido tenha consciência desses erros. A nível de tratamento torna-se lógico que o tratamento eficaz e duradouro da dislexia tem por base uma correcção adequada dos factores que conduzem aos erros inconscientes de posicionamento do indivíduo durante o seu dia a dia. 

 

Esta técnica é comum a todos os indivíduos com perturbações proprioceptivas sejam ou não disléxicos e consiste na introdução de uma reprogramação postural, em que o indivíduo passa a ter consciência dos erros de posicionamento inconsciente que tem vindo a praticar e é ensinado a corrigi-los. E através de Lentes Prismáticas.

Simplificando, pode-se dizer que a dislexia, e suas sequelas - disortografia, discalculia, disgrafia, má lateralidade - tem por origem comum uma má integração das informações ao nível do cérebro. Ou seja, o cérebro recebe uma quantidade de informações que chegam a um centro de selecções. Lá, agentes de ligação são encarregados de separar estas informações antes de as retransmitir aos seus destinatários. Se estes agentes de ligação fazem mal o seu trabalho, se as retransmissões são mal asseguradas, resultam bloqueios, desordens, atrasos.

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Ler é compreender as palavras pela sua unidade fonética, as sílabas. Ora, as crianças disléxicas são muitas vezes inteligentes. Elas conseguem ultrapassar sozinhas o handicap da leitura. Inventam referências pessoais e dão a ilusão que lêem. Na realidade não fazem senão decifrar, e o esforço que fornecem para conseguir isso não lhes permite, além disso, compreender, discernir, fixar o que a sua boca pronunciou.