Como despistar casos de dislexia?

Mas como nem todos os casos de dificuldades "na aprendizagem e utilização da linguagem" são casos de dislexia, convém referenciar e despistar:
O Incapacidade geral de aprender;
O Imaturidade na iniciação da aprendizagem da leitura;O Alterações no estado sensorial e físico;
O Problemas emocionais;
O Carências culturais;
O Métodos de aprendizagem defeituosos.
No entanto o diagnóstico definitivo de casos de dislexia deve ser deixado ao cuidado de profissionais devidamente habilitados para o fazer (psicólogos, técnicos especializados, terapeutas, profissionais da saúde nesta área...) e não deve ser objectivo principal de pais, educadores ou professores.

Todavia, são estes que primeiro contactam com situações de "possíveis dislexias". Nesses casos, embora não com a intenção de "diagnosticar", mas numa perspectiva de "colocar hipóteses" - e assim conseguir um melhor e mais profissional acompanhamento dos jovens - é fundamental saber reconhecer possíveis casos de dislexia.
V existência de casos de dislexia na famíliaV atraso na aquisição da linguagem
V atrasos na locomoção
V problemas de dominância lateral (lateralidade)
V confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças subtis de grafia: a-o, c-o, e-c, f-t, h-n, i-j, m-n, v-u...;V confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço: b-d, d-p, b-q, d-b, d-p, d-q, n-u, a-e...;
V confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum e cujo sons são acusticamente próximos: d-t, j-x, c-g, m-b, b-p, v-f...;
V inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em, sol-los, som-mos, sal-las, pla-pal...;
V substituição de palavras por outras de estrutura similar, porém com significado diferente: soltou-salvou, era-ficava...;
V adição ou omissão de sons, sílabas ou palavras: famoso-fama, casa-casaco...;
V repetições de sílabas, palavras ou frases;
V saltar linhas, retroceder linhas ou perder a linha de leitura;
V soletração defeituosa, leitura sílaba a sílaba ou palavra a palavra;
V problemas de compreensão semântica;
V leitura e escrita em espelho;
V ilegibilidade;
V na leitura silenciosa: murmúrio ou movimentação dos lábios e lentidão.
Sem serem características da dislexia, estas perturbações normalmente acompanham os casos de jovens com dislexia:
V alterações na memória de séries e sequências;V orientações direita-esquerda;
V problemas na produção de linguagem escrita, reproduzindo as dificuldades enumeradas para a apreensão de textos;
V dificuldades em matemática.
V atitude depressiva diante das suas dificuldades;V atitude agressiva e pejorativa diante dos seus iguais ou superiores;
V manifestações de antipatia e recusa por actividades ligadas à leitura e escrita;
V falta de confiança.
Não é necessário que estejam presentes todos estes indicadores em simultâneo para que seja diagnosticado um caso de dislexia.
Também não podemos considerar estes indicadores de "per si", ou seja, é preciso tentar explicar e compreender a razão destes comportamentos.
Estes indicadores apenas nos devem alertar para "um possível caso de dislexia". O diagnóstico, como já foi dito, deve ser feito exclusivamente por técnicos devidamente credenciados para o fazer.
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