Raízes do conceito de integração

 

Princípio da normalização

O princípio da normalização é a integração das crianças com dificuldades especiais na escola regular, ou na sociedade. Contudo este termo tem vindo a sofrer modificações no sentido de reforçar a importância do papel social da pessoa, tendo um sentido de valorização.

A igualdade da oportunidade em educação é na verdade a importância da educação na transmissão de atitudes, conhecimento e competências que a sociedade como um todo encara como importantes para todas as crianças.

 

Desinstitucionalização

Nos anos 60 e 70, surgiu um movimento de retirada das pessoas com deficiência, das instituições em que estavam "internadas" para comunidades mais pequenas como residências ou casas de família, a que se chamou assim o movimento de desinstitucionalização.

 

"Rei - Regular Education Iniciative"

As opiniões tomadas pelos professores e técnicos em educação especial referem a educação de crianças e jovens com dificuldades especiais variam entre a ideia da inclusão total - posição que defende que todos os alunos devem ser educados apenas e só na Escola Regular, até à ideia de que a diversidade das características dos alunos com NEE implica a manutenção de um contínuo de serviços e uma diversidade de opções. Essas opções de colocação podem ir da inclusão na classe regular - "apenas e só" a ideia de que os alunos com NEE devem ser educados na escola próxima da sua residência e dentro da classe regular propondo-se mesmo o fim definitivo da Escola Especial e a eliminação do conceito de "meio menos restrito possível" subjacente à defesa da existência de um "contínuo serviços".

 

Partem-se de alguns estudos de investigação realizados, ainda que questionáveis, quanto às metodologias utilizadas nomeadamente:

Z a "rotulação de alunos é prejudicial"  incluindo "o aluno com NEE" (fazendo com que os próprios alunos baixem de auto-estima e permitindo que a sociedade os vejam como marginais e estranhos);

Z "os programas de educação especial que retiram os alunos da sala regular são, ineficazes" os alunos com deficiências na escola têm um melhor aproveitamento se não saírem da classe regular do que se forem retirados para classes especiais;

Z "as pessoas com deficiências são um grupo minoritário", ainda que heterogéneo (os principais problemas são o da discriminação e exclusão social);

Z "a ética tem de proceder o empirismo", a colocação deste tipo de alunos na escola regular é uma questão ética, de direitos, de igualdade e de justiça.

 

O Continuum de Serviços de Colocação

A noção de "inclusão total" sofreu e sofre ainda considerável resistência pelos partidários do "contínuo de serviços de educação especial" com base em alguns argumentos que Kallahan e Kauffman descrevem da seguinte forma:

c os professores e educadores do ensino regular não estão dispostos, ou são mesmo incapazes de lidar com todos os tipos de alunos com dificuldades especiais;

c a afirmação de que pessoas deficientes são um grupo minoritário em luta pelos seus direitos cívicos é um argumento falacioso quando utilizado para sustentar e a defesa de "inclusão total". Mesmo tratando-se de um grupo minoritário, o grupo de alunos com dificuldades especiais na escola - nomeadamente dos alunos com deficiências - têm dificuldades de aprendizagem e, como tal, a separação da classe regular pode ser uma forma para melhorar as suas necessidades educativas relativamente aos outros alunos. Por outro lado, se se trata de uma questão de direitos cívicos, um dos principais direitos de qualquer minoria, é o direito de escolha, e como prevê a legislação, os pais destes alunos têm liberdade de escolher o que acham melhor para os seus educandos.