M. C. Escher


Aos poucos, Escher, vai sendo cada vez mais ousado e para além da “dança” com a geometria, vai também ao encontro do infinito. A divisão regular da superfície aparece misturada a formas tridimensionais, geralmente num ciclo sem fim, onde uma fase se dilui na outra. A litografia "Reptiles" é um bom exemplo disso. 

 

Reptiles
Litografia de 1943

 

Desde o início que um dos seus fascínios era a representação tridimensional dos objectos na inevitável bidimensionalidade do papel. Escher, explorou em profundidade as leis da perspectiva e desafiou essas leis nas representações bidimensionais e tridimensionais, provocando o conflito das representações. 

 

Drawing hands
Litografia de 1948

 

Dono de uma personalidade humilde, Escher, não se considerava artista nem matemático. Mas a verdade é que transportou para os seus desenhos estruturas matemáticas complexas, perspectivas espaciais que necessitam sempre de um apurado segundo olhar, podemos mesmo dizer, de um terceiro, quarto ...   

 

"House of Stairs"
Litografia de 1943

"High and Low"
Litografia de 1947

 

“Concave and Convex”
Litografia de 1955