Georges Seurat
(1859 - 1891)

 

Georges-Pierre Seurat nasceu numa abastada família burguesa em Paris, e estudou na Escola de Belas Artes, para onde entrou em 1878. O seu trabalho, influenciado pelos mestres da renascença, caracterizava-se por ser extremamente disciplinado e ordenado. Embora influenciado pelos impressionistas, apreciando os seus valores e alicerces científicos, Seurat rejeitou a espontaneidade e a ausência de forma destes, e  reintroduziu a estrutura e a formalidade na pintura.   

A década de 80 foi um período florescente para as artes. Os jovens pintores sentiam-se excitados com a perspectiva do próximo século e, adoptando novas e científicas teorias da cor, procuravam criar um estilo moderno que expressasse bem essa nova época. Seurat não foi excepção, dedicou-se à técnica do impressionismo, assim como ao estudo da teoria da cor e à óptica. 

Georges Seurat contribuiu para a pintura francesa ao introduzir uma técnica mais sistemática e científica, chamada divisionismo ou pontilhismo a que ele chamou Pintura Óptica. A técnica consiste em separar as cores nas suas componentes, de maneira que, em vez de serem misturadas como pigmentos e aplicadas à tela, são, desde que as vejamos à distância certa, misturadas pelo olhar. 

A técnica do divisionismo utilizada por Seurat deu origem ao neo-impressionismo e foi extensivamente utilizada na arte do século XX. Pode-se dizer que a teoria do divisionismo foi o precursor da televisão e da imagem digital.

Tal como Mondrian e Leonardo da Vinci, Seurat também recorreu à técnica da simetria dinâmica usando rectângulos de ouro nas suas pinturas. 

 




Para visualizar alguns dos rectângulos de ouro usados na pintura clique sobre a imagem.

«Baignade»
1883 - 84

 

Pintada com o estilo característico do impressionismo, «La Parade» contém igualmente muitos exemplos da proporção de ouro.

 

«La Parade»