Iannis
Xenakis
(1922- 2001)
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Compositor francês de naturalidade romena e ascendência
grega. Possuindo uma formação académica de arquitecto e engenheiro
civil, inicia-se na música de uma forma autodidacta. |
Ao mesmo tempo começa a trabalhar como arquitecto para Le Corbusier, ajudando a desenvolver conceitos arquitectónicos revolucionários que envolvem cálculos complexos, proporções, linhas e curvas de pressão. Gradualmente começa a integrar estes princípios na composição musical, sendo a sua primeira obra, Metastasis (1955), fortemente inspirada nas linhas do Pavilhão Philips para a Exposição de Bruxelas.

Pavilhão Philips
Le Corbusier
O edifício baseia-se em superfícies derivadas de uma mesma linha parabólica
Foi um dos primeiros compositores a recorrer ao computador na
composição musical e, para estimular a investigação, fundou
em 1966 o Centre d'Ètudes de Mathematique et Automatique
Musicales (CEMAMU). Em virtude de ser um dos compositores que melhor exercitou a relação
íntima entre música e matemática, a Gulbenkian dedicou-lhe no
ano passado os seus Encontros de Música Contemporânea, que
decorreram no âmbito do Ano Internacional da Matemática.
Poucos dias antes da conclusão deste trabalho, o mundo tomou
conhecimento da partida do arquitecto-matemático-músico. A sua última composição foi O-Mega (1997) , a última
letra do alfabeto grego.
Alguns conceitos matemáticos utilizados na obra de Xenakis:
Desde o tempo de Aristoxenus e Euclides que música e matemática andam intimamente ligadas. Na Idade Média, na Europa, o estudo da música nas universidades incluía automaticamente o estudo de aritmética, geometria, arquitectura e astronomia - tudo ciências baseadas no número.
A matemática e a música apenas se distanciaram no período Romântico, quando a primeira se tornou directamente expressiva em termos dialécticos e emocionais.