Marin Mersenne (8/9/1588-1/9/1648)

  Nasceu em Maine, perto de Oise-Paris, matemático francês, filósofo e teólogo, foi pioneiro na tentativa de descobrir uma fórmula que representasse todos os números primos, apesar dos números de Mersenne representarem apenas alguns destes, a sua fórmula inspirou grandes avanços na Teoria dos números.

 Em 1611, Mersenne juntou-se à ordem católica, romana e mendicante de S. Francisco de Paula, em Paris, e de 1614 a 1619 ensinou filosofia no convento desta ordem, em Nevers. Oponente ardente das doutrinas místicas, alquimia, astrologia e outras artes arcaicas relacionadas, apoiou a ciência de forma vigorosa, defendendo a filosofia de René Descartes e as teorias astronómicas de Galileu.

  Consegue um lugar no convento de L’Annonciade, Paris onde leccionou filosofia e em 1620 viajou por toda a Europa Ocidental.

  Em 1644, propôs a fórmula 2^p-1, onde p, é primo, que gera os chamados números de Mersenne. Apesar dele não ansiar com a mesma a descoberta de novos primos, ela tem sido objecto de estudo no calculo destes.

  Mersenne foi um importante elo de ligação na comunicação entre filósofos e cientistas por toda a Europa já que na altura não existia nenhum jornal cientifico, o que dificultava quem trabalhasse uma vida inteira ignorando a existência das descobertas já feitas. Mersenne encontrou-se e correspondeu-se com figuras importantes como Descartes, Girard Desargues, Pierre Fermat, Blaise Pascal e Galileu, e dizia-se “Informar Mersenne duma descoberta, significava publicá-la por toda a Europa”.

  Para além do seu trabalho nos números primos, investigou os ciclóides e propôs ao físico alemão Christiaan Huygens o uso do pêndulo como um dispositivo de sincronismo, inspirando dessa forma o relógio de pêndulo.

  Os seus trabalhos publicados: “La vérité dans les sciences”, 1625 e “Harmonie universelle”, 1636-37.