Sejam a e b iguais a 1. Como a e b são iguais,
b² = ab (eq.1)
Uma vez que a é igual a si próprio, é óbvio que
a² = a² (eq.2)
Subtraindo a equação 1 da equação 2 obtemos,
a² - b² = a² - ab (eq.3)
Podemos factorizar ambos os lados da equação:
a²
- b² = (a + b)(a - b)
a²
- ab = a(a - b)
Substituindo na equação 3 obtemos,
(a + b)(a - b) = a(a - b) (eq.4)
Dividindo ambos os lados da equação por (a – b) tem-se,
a + b = a (eq.5)
Subtraindo a de ambos os lados da equação 5 fica-se com
b = 0 (eq.6)
No início da demonstração supôs-se que b = 1, o que significa que
1
= 0 (eq.7)
Obtemos assim, um resultado verdadeiramente importante. Senão vejamos:
Sabemos que Bugs Bunny tem uma cabeça. Mas um é igual a zero, pela equação 7 ; portanto, significa que o Bugs não tem cabeça.
De igual modo, Bugs Bunny tem zero cocurutos cobertos de folhas; assim, tem um cocuruto coberto de folhas.
Multiplicando ambos os lados da equação 7 por 2, tem-se:
2 = 0 (eq.8)
Então, Bugs Bunny tem duas pernas; logo, não tem ‘pernas’. Bugs Bunny tem dois ‘braços’; logo, não tem braços.
Agora multiplicamos a equação 7 pela cintura de Bugs Bunny em centímetros.
(tamanho da cintura de Bugs) = 0 (eq.9)
Isto significa que Bugs Bunny afunila num ponto.
Então de que cor é Bugs Bunny? Consideremos qualquer feixe de luz que vem dele e seleccionemos um fotão. Multiplicando a equação 7 pelo comprimento de onda, vemos que
(comprimento de onda do fotão)=0 (eq.10)
Multiplicando a equação 7 por 640 nanómetros, vemos que
640 = 0 (eq.11)
Combinando as equações 10 e 11, vemos que
(comprimento de onda do fotão) = 640 nanómetros
Ou seja, qualquer outro fotão que venha do Bugs Bunny é cor de laranja. Portanto, Bugs Bunny tem uma cor de laranja vivo.
Resumindo: provámos, matematicamente, que Bugs Bunny não tem ‘braços’ nem ‘pernas’, que, em vez de cabeça, tem um cocuruto coberto de folhas e que afunila num ponto e que é cor de laranja vivo. Manifestamente, Bugs Bunny é uma cenoura!
=
!!!
Adaptado
de Zero: A Biografia de uma ideia Perigosa
Absurdo, não é!?
Nesta demonstração há um só passo errado – aquele em que passamos da equação 4 para a 5. Ao dividirmos por (a - b) estamos, de facto, a dividir por zero! Não nos devíamos ter esquecido que supusemos que a e b têm o mesmo valor numérico.
Toda a lógica matemática se tornou inútil a partir do momento em que usámos insensatamente o zero. É este o poder do zero, quando esquecido ou ignorado destrói todo e qualquer raciocínio matemático!