O
calcanhar de Aquiles da Grécia
A
Grécia de Pitágoras e Aristóteles não aceitava o zero, embora reconhecesse a
sua existência. Nesta lógica todos os números tinham forma, o que tornava fácil
“esconder” o zero.
Mas não foi a
ignorância da existência do zero nem o restrito sistema grego (número-forma)
que rejeitaram o zero mas sim a filosofia, que era vista como uma religião.
O zero entrava
em conflito com as crenças filosóficas, pois tinha duas ideias que lhe estavam
associadas - o vazio e o infinito - e que os gregos não aceitavam.
Por
volta de 490 a. C., nasce Zenão. Nessa altura a Grécia derrotaria os Persas; a
filosofia Grega nunca derrotaria Zenão!
Zenão tinha um
paradoxo que parecia intratável para o raciocínio dos filósofos gregos; ele
tinha provado o impossível!
“ Zenão prova
que o veloz Aquiles nunca consegue apanhar a lenta tartaruga que parte à frente.”
Como será que Zenão mostrou isto?
Os filósofos
desse tempo não conseguiram refutar essa conclusão; cada passo do argumento
parecia correcto, e, se todos os passos estavam correctos como poderia a conclusão
estar errada?
O coração do paradoxo reside na infinidade: Zenão considerou um movimento contínuo e dividiu-o num número infinito de passos!