Calendário Gregoriano
A sede da Igreja situava-se em Roma, logo os cristãos usavam o calendário solar romano, que era constituído por 365 dias. No entanto, Jesus era judeu e portanto utilizava o calendário lunar judeu, composto por 364 dias.
Estes dois calendários flutuavam um em relação ao outro, tornando-se difícil prever quando ocorreriam os feriados. Como dia de Páscoa variava de ano para ano, de vez em quando um monge ficava encarregue de calcular a data em que a Páscoa ocorreria nos séculos seguintes, sendo um desses monges Dionísio Exíguo.
Dionísio propôs que o primeiro ano de Nosso Senhor seria o ano do nascimento de Cristo, sendo o ano a seguir o ano 2 d.C. e assim sucessivamente. Este calendário proposto por Dionísio não tinha o ano zero, por falta de conhecimento do mesmo.
Dois séculos mais tarde, a falta do ano zero começou a levantar problemas. Nesta altura, o monge Bede pegou no calendário de Dionísio e alongou-o da seguinte forma: antes do ano 1 d.C. existiria o ano 1 a.C. , continuando a não existir o ano zero.