No
século XVI, a navegação estava dependente dos astrolábios e de outros
instrumentos de medida das alturas. No entanto, a precisão obtida por esses
instrumentos estava limitada pelo rigor da escala graduada.
Pedro Nunes trabalhou de uma forma muito limitada com os navegadores e
pilotos desta época. Estava preocupado em resolver os problemas que estes
sentiam na navegação sugeriu-lhes para tal, técnicas de observação e criou
alguns instrumentos de medição da altura de astros ou de medição da declinação
magnética, que julgava serem úteis aos navegadores.
Apesar disto, Pedro Nunes não escapou a críticas por parte de alguns
homens do mar. Estes não aceitavam o facto de, sem nunca ter navegado, interviesse
nos problemas náuticos,
ao reformular as soluções por eles protagonizadas, interrogando-se sobre a
validade das práticas seguidas.
O nosso sábio ensinou assim aos pilotos, meios para que estes pudessem
navegar longe da terra sem se perderem na vastidão dos oceanos, tudo isto graças
à sua vasta formação teórica e à sua preocupação com o rigor das medições.
Segundo Pedro Nunes, os instrumentos que imaginava serem úteis para a navegação astronómica eram: