Abel

      

 

 

Niels Henrik Abel nasceu numa família numerosa e pobre, era filho de um pastor da pequena aldeia de Fíndo, na Noruega. 

Aos 17 anos, o seu professor insistiu para que lesse as grandes obras matemáticas, entre as quais encontrava-se as "Disquísítiones" (Pesquisas) de Gauss. Nesta época, Abel conseguiu generalizar o teorema binomial que Euler só conseguiu provar para potências racionais.

Aos 18 anos perdeu o pai e as suas responsabilidades em relação à família tornaram-se maiores, mas mesmo assim continuou as suas pesquisas e, em 1824, publicou num artigo a demonstração de que se o grau de uma equação é maior que quatro, não existe, uma fórmula geral em função dos seus coeficientes para achar as raízes. Esta era uma dúvida que há muito tempo preocupava os matemáticos e que agora estava resolvida. Uma demonstração neste aspecto foi dada anteriormente por Ruffini, mas como passou despercebida então hoje conhecemos este resultado como o "Teorema de Abel-Ruffini", um dos mais importantes da Matemática.

O seu nome também está ligado a grupos abelianos, ou comutativos, e alguns dos seus resultados foram publicados no Jornal de Crelle.

Em 1826, Abel visitou Legendre e Cauchy em Paris, numa tentativa de mostrar as suas descobertas, no entanto não obteve êxito e numa das suas cartas a um amigo, escreveu "Todo o principiante tem muita dificuldade em fazer-se notar aqui. Acabei um extenso tratado sobre algumas classes de funções transcendentes mas Mr. Cauchy não se dignou a olhá-lo".
Abel esperava obter um posto de professor em qualquer Universidade e por isso deixou suas memórias com Cauchy para que fossem examinadas, mas este perdeu-as e ficaram assim esquecidas.

Devido à falta de recursos morreu aos 26 anos, vítima de tuberculose, deixando no entanto profundos e resultados importantes em Álgebra e Teoria dos Números.
Dois dias após a sua morte chegou finalmente uma carta a informá-lo que tinha sido nomeado professor na Universidade de Berlim.

Anos mais tarde Cauchy encontrou os manuscritos de Abel, que foram por sua vez publicados em 1841 pelo I Instituto Francês e que Legendre classificou como "um monumento mais durável que o bronze", e que continham importantes generalizações sobre funções elípticas.