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NICOLAU COPÉRNICO
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Em 1491, ingressou na Universidade de Cracóvia, onde estudou, principalmente, matemática. Depois na Universidade de Bolonha estudou grego e em Pádua Medicina. Em 1500 voltou à Polónia, e já como monge, assumiu as funções de cônego em Frauenburg, exercendo a medicina. Como a sua verdadeira paixão era astronomia, a sua atenção despertou-se pelo planeta Marte, e das suas observações, surgiram as perguntas: - Por que os planetas se tornavam cada vez maiores, mais brilhantes, ao longo da sua trajectória? - Ou cresciam, o que parecia absurdo? - Ou ficavam tão mais perto da Terra? O que certamente, os levava a sair dos epiciclos, onde deveriam permanecer... Diante destas dúvidas, Copérnico, com a sua tranquilidade característica, passou a estudar os pensadores antigos, que ousaram dar um movimento à Terra, e colocar o Sol como centro do Universo. Depois de minuciosos cálculos matemáticos, ele deduziu: A Terra executa um movimento completo em torno do seu eixo. Isso explicaria o movimento do Sol e das Estrelas, produzindo o dia e a noite. Novos cálculos levaram-no a atribuir ao Sol o movimento anual, que na verdade é executado pela Terra. As suas afirmações eram contrárias à Teoria Geocêntrica, que afirmava ser a Terra fixa, e que todos os demais astros, giravam em torno dela. A igreja fundamentava-se na Teoria Geocêntrica, e agia de modo bravio, contra qualquer conceito contrário a esta teoria. A Teoria Geocêntrica, foi elaborada por Cláudio Ptolomeu, astrónomo e geógrafo grego do séc. II, dizia que a Terra era imóvel e ao seu redor giravam a Lua, o Sol, os Planetas e as Estrelas. Durante 30 anos, Copérnico, analisando e meditando as próprias observações, concluiu a sua Teoria. Como uma das suas maiores características era ser prudente, de início, apresentou a teoria como mera hipótese, já que naquela época eram comuns, as condenações por heresia. Copérnico, era eclesiástico, respeitava e temia as autoridades religiosas, para estas, a teoria de Ptolomeu era mais adequada para confirmar, as citações bíblicas, de modo conveniente para a igreja. Temendo contradize-la, Copérnico, em 1530, apresentou a sua teoria apenas entre os astrónomos, num manuscrito chamado Pequenos Comentários de Nicolau Copérnico em torno das suas hipóteses sobre os movimentos celestes. Somente em 1540, permitiu que George Joaquim Rhäticus, seu discípulo, publicasse as suas ideias, na obra Narrativa acerca das obras de Copérnico sobre revoluções. Finalmente em 1543, esse mesmo discípulo, fez circular, em Nuremberga, a obra completa de Copérnico - Sobre a revolução das orbes Celestes, onde a Teoria Heliocêntrica, era colocada de forma científica, e não como hipótese. Isto passou-se sem o conhecimento de Copérnico, que teve um exemplar nas mãos, já pronto, às portas da morte, em Frauenburg, a 24/05/1543, mesma data em que veio a falecer. Esta publicação, que tinha prefácio dedicado ao papa Paulo III, fora substituído por outro, anónimo, atribuído a Andreas Osiander, que insistia sobre o carácter hipotético do novo sistema. Só após 20 anos da divulgação da pesquisa de Copérnico, o frade dominicano Giordani Bruno acrescentou a Teoria, à ideia do Universo infinito, levantando novamente a polémica.
Por isso, a Inquisição, condenou-o à morte. Justo nessa mesma época, iniciava como professor de Universidade Galileu Galilei, que finalmente fez solidificar a Teoria. A obra de Copérnico foi comprovada por grandes astrónomos e matemáticos como Galileu, Kepler e Newton, mas até 1835, a Igreja manteve-a em lista negra. Mas a sua obra, considerada valiosa e pioneira garantiu-lhe a posição de Pai da Astronomia Moderna. |
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