David Hilbert


Matemático alemão, David Hilbert nasceu em Kõnigsberg a 23 de Janeiro de 1862 e faleceu em Gõttingen a 14 de Fevereiro de 1943. Completou os estudos básicos na universidade local, onde passou a leccionar, em 1886, na qualidade de Privadozent. Nomeado professor titular em 1893, ocupou o cargo até 1895, quando se transferiu para a Universidade de Gõttingen. Granjeando fama, atraiu para a universidade um considerável número de estudiosos, transformando-a num dos principais centros de estudos matemáticos de todo o mundo.

Hilbert não manifestou grande precocidade. Em 1888, porém, atraiu a atenção do mundo científico, com um estudo acerca da teoria dos invariantes. Depois disso, as suas descobertas sucederam-se rapidamente e, em 1900, por ocasião do Congresso Internacional, realizado em Paris, desponta como um dos principais matemáticos da sua geração.

O que desperta a atenção, nas obras de Hilbert, é a beleza da sua grandiosa arquitectura: delas brota uma real satisfação estética, resultante da harmonia que se estabelece entre os fins visados e os meios utilizados para alcançá-los, meios de desconcertante simplicidade, que não se limitam a reformular técnicas já conhecidas, mas que atingem as raízes das questões tratadas. A reacção que provocam os trabalhos de Hilbert pode ser retractada na exclamação do matemático alemão Paul Gordan (1837-1912), que, diante dos resultados gerais obtidos por Hilbert, em poucas páginas e com um mínimo de cálculo, teria dito: "Isso não é matemática, é teologia!". 
A influência de Hilbert é considerável. Ao lado das suas descobertas notáveis, o tipo de atitude assumida atrai a adesão intelectual dos que examinam as suas obras. Hilbert está sempre em busca da estrutura lógica mais íntima dos problemas, tentando real compreensão das questões que estuda. Age com grande rigor, visando uma unificação de conhecimentos. Como afirma Dieudonné, "ele encarna, para a geração "entre-guerras", o verdadeiro ideal do matemático".