Carl Jacobi

 

 

Carl Gustav Jacob Jacobi nasceu em 1804 na Alemanha e faleceu em 1851. 

O pai era um próspero banqueiro, nunca tendo lhe faltado nada. Obteve boa instrução na Universidade de Berlim, concentrando-se em Filosofia e Matemática à qual acabou por se dedicar inteiramente. Era professor nato e gostava de transmitir as suas ideias. 

Na mesma época que Gauss e Abel, Jacobi desenvolveu a teoria sobre as funções elípticas. Tendo conhecimento de que Abel havia entregue a Cauchy alguns, artigos sobre o assunto, Jacobi escreveu ao mestre francês a perguntar por eles na esperança de obter informações que confirmassem a sua descoberta. Cauchy, entretanto, tinha perdido os escritos de Abel. 

Seu tratado clássico "Fundamentos da Nova Teoria das Funções Elípticas" apareceu em 1829, ano da morte de Abel, e mereceu elogios até de Legendre. Em 1834 provou que se uma função unívoca de uma variável é duplamente periódica, a razão entre os períodos não pode ser real e é impossível que ela tenha mais de dois períodos distintos. A ele também devemos o estudo das "funções theta de Jacobi", funções inteiras das quais as elípticas são quocientes. 

Até essa época, a teoria dos determinantes aparecia nos trabalhos de alguns matemáticos como Leibniz, Cramer e Lagrange, mas com ideias esporádicas. O desenvolvimento contínuo dessa teoria teve lugar somente no século XIX e seu principal colaborador foi Jacobi, além de Cauchy, construindo algoritmos, dando regras práticas com grande preocupação pelas notações de determinantes e em 1829 usou pela primeira vez os "jacobianos", determinantes especiais análogos para funções de várias variáveis, do quociente diferencial de uma função de uma variável. Através deles conseguiu provar o teorema dos quatro quadrados de Fermat-Lagrange e também com a utilização dos jacobianos conseguiu saber quando uma colecção de funções é independente. 

Os artigos de Jacobi, bem como os de Abel e Dirichlet apareceram frequentemente no Jornal de Crelle. 

Em 1842, quando Jacobi visitou Paris, perguntaram-lhe quem era o maior matemático inglês vivo e ele, impressionado com tantas descobertas francesas importantes, respondeu: "Não há nenhum".