Zero
De entre todos os números, o zero foi o último número que os homens inventaram. O zero é o número mais refinado de todos. Se pensarmos na numeração romana
I, X, M, C, L, …
Verificamos que não existe nenhum zero. Mas a sua escrita era muito mais complicada por isso.
Por exemplo:
1986 seria MCMLXXXVI
Mas o verdadeiro truque do zero é outra coisa.
Considere-se 1-1 sabemos ser 0 e 1-2 ser -1 assim, temos a série:
… 4, 3, 2, 1, -1, -2, -3, -4, …
Mas sem o zero, saltamos de 1 para -1, assim falta o zero.
… 4, 3, 2, 1, 0,-1, -2, -3, -4, …
Ao nível da escrita numérica, temos que o zero é muito importante. Por exemplo:
1 x 1 = 1
1 x 1 x 1 = 1
1 x 1 x 1 x 1 = 1
Se pensarmos no 2:
![]() |
2 x 2 = 4 2 x 2 x 2 = 8 2 x 2 x 2 x 2 = 16 2 x 2 x 2 x 2 x 2 = 32 |
Verificamos que aumenta muito rapidamente. Se considerarmos o 5
5 x 5 = 25
5 x 5 x 5 = 125
5 x 5 x 5 x 5 = 625
5 x 5 x 5 x 5 x 5 = 3125
Para simplificar temos que:
51 = 25
52 = 125
53 = 625
Pensando no 10, e fazendo-o pular várias vezes temos:
101 = 10
102= 100
103 = 1000
E se o fizermos pular 5 vezes,
105 = 100000
Aí descobrimos toda a beleza do zero. Sabemos logo quanto vale um determinado número, dependendo de onde o zero está, quanto mais para a direita menos vale. Quando escrevemos:
555
O último 5 vale exactamente 5, o penúltimo 5 vale 50, e o cinco mais à esquerda vale 500! Portanto o zero é fundamental para a interpretação dos números que nos rodeiam!