PreHistoric & Predynastic
Periods
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Períodos Pré-Históricos e Pré-Dinásticos
* -- 3100 B.C.
Existem evidências de actividade humana no nordeste de África desde o Período Plistocénio Médio. Durante o Paleolítico Médio e Superior, entre 90.000 a 10.000 anos atrás, houve um movimento gradual, devido às mudanças climatéricas, das populações nómadas para o pré-historico Vale do Nilo, para o Vale Seco e para as Savanas do Saara Este. À medida que os grupos nómadas de colectores-caçadores se estabeleciam ao longo do Vale do Nilo, o seu modo de vida ia-se adaptando a uma determinada vivência dependente da agricultura.

Palete de Animais e Objectos Funerários
Os nomes das várias fases das culturas Neolíticas foram baseadas nos locais onde típicos artefactos foram primeiramente classificados. Durante o Período Pré-Dinástico, as divisões cronológicas Badariense, Amraciense e Guerzeense foram sendo substituídas e redefinidas como Naqada I, II e III. Estas culturas desenvolveram-se no Alto Egipto, foram aproximadamente contemporâneas, mas materialmente diferentes, das culturas Neolíticas situadas no Delta do Nilo e tipificadas com locais como Ma'adi ou Marimdah, assim como Fayyum e Al Omari. Aparentemente houve um influxo gradual do material Neolítico do Alto Egipto para o Baixo Egipto, assim como para a região da Nubia.
Por esta altura, as relações desta
população com os povos vizinhos do sul, oeste e nordeste do Egipto traduziam-se
em guerras e em relações comerciais.
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Early Dinastic Period
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Período Proto-Dinástico
3100 B.C. -- 2700 B.C.
Este período, por vezes designado em estudos iniciais por Período Arcaíco, consistiu nas primeira e segunda Dinastias. Alguns egiptólogos ainda colocam alguns dos reis conhecidos por governar no Alto Egipto, precedentes à unificação da região, num grupo designado por Dinastia 0. Outros escolásticos colocam este reis no Período Pré-Dinástico.
A união política dos reinos do Alto e Baixo Egipto, ainda que tradicionalmente apontada ao rei Menes, provavelmente foi levada a cabo durante vários reinados. Tentativas de relacionar este rei Menes da cronologia de Manetho com indivíduos históricos como Aha e Narmer, são apenas teóricas.
Durante este período, as bases essenciais da cultura faraónica foram estabelecidas, completando um longo período de desenvolvimento que se estende desde o Período Pré-Dinástico. Estas incluiam uma administração real centralizada, uma forma escrita de linguagem, a canonização artística de relevo e escultura e técnicas de construção em pedra e de larga escala em tijolos de barro.

Palete de Narmer
O extenso cemitério em Abydos, onde os antepassados dos primeiros governantes do Egipto Unido foram enterrados, continuou como a necropolis real. Largos complexos subterrâneos de quartos contendo não só os falecidos, mas numerosas ofertas de comida, mobília, roupa, assim como armas, eram cobertas por pequenas barreiras no deserto. Eram depois aumentadas por largas construções em tijolos de barro perto da zona agrícola que, provavelmente, servia como foco dos rituais de oferenças e funerários.
Em Memphis, o centro administrativo do reino unificado, um cemitério de mastabas foi construído no topo norte do planalto de Saqqarah para o uso de importantes oficiais. A presença de alguns bens luxuosos portando nomes reais, provavelmente presentes reais, levou a que alguns estudiosos tomassem estes túmulos como pertencentes aos próprios reis.
Na zona de Thebes, poucas provas materiais
foram preservadas destas duas primeiras Dinastias, à excepção de algumas cerâmicas e
vasos em pedra de Karnak e Tarif. Dados os extensos depósitos em locais
comtemporâneos a norte (Naqada) e a sul (Hierakonpolis), é provável que Thebes
também tenha deixado um legado deste período, agora perdido.![]()
Old Kingdom
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Reinado Antigo
2700 B.C. -- 2184 B.C.
O antigo reinado, correspondente às Dinastias 3 a 6, foi um período de grande prosperidade e inovação, cujos mais memoráveis feitos foram seguramente a construção das pirâmides. A completar os túmulos de mastaba, agora usados como zonas funerárias para nobres, massivos complexos de pirâmides de pedra foram construídas desde Abu Rawwash até Maydum, e usados como locais fúnebres para os reis e para a família real. Em Jizah, três das maiores pirâmides foram erguidas (para Khufu, Khafra e Menkaura) e a grande esfinge, representando o rei Khufu como Ra-Horakhty, foi esculpida num manto rochoso perto dessa zona. Adjacentes às pirâmides foram construídos os templos mortuários. Rodeando-os, jazem vários cemitérios de mastabas e túmulos cravados de pedra para membros menos importantes da família, da corte, oficiais e sacerdotes.

Esfinge e Pirâmide de Khafra
Não antes da quinta Dinastia foram as câmaras das pirâmides decoradas com elaborados textos. Estes textos, com orientação religiosa e mágica, pretendia facilitar a viagem dos reis para o submundo, a viagem do sol através dos céus e salvaguardar o corpo real.

Colheita de Papiros, Construção de Barco e Trabalho com gado, Templo de Nefer e Kaha
Os egiptólogos têm sugerido que o Reinado
Antigo terminou duramente, no final da sexta Dinastia, com o colapso económico,
político e cultural. Foi atribuído a resultante depressão às mudanças
climatéricas, às secas do Nilo, às disparidades políticas, a um declínio no comércio
além fronteiras e ao longo, irregular e progressivamente fraco reinado de Pepy
II. Acredita-se agora que as mudanças que levaram ao Primeiro Período
Intermediário não foram nem tão rápidas nem tão dramáticas como de início foi
sugerido.
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First Intermediate Period
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Primeiro Período Intermediário
2184 B.C. -- 2040 B.C.
Este período contempla o tempo entre as Dinastias 7 e 11 e tem sido descrito como um tempo de desunião política, depressão económica e declínio cultural, separando os impressionantes feitos do Antigo Reinado dos do Reinado Médio. Tal imagem é agora vista como muito simplista. Mas, existiram mudanças dramáticas na administração do Egipto durante este período de tempo e nenhuma construção monumental foi erigida ou outros projectos dispendiosos, característicos das primeiras Dinastias. Muita da autoridade burocrática estava agora nas mãos dos oficiais locais. Mas, a cidade de Memphis continuava a reter alguma da sua autoridade durante as Dinastias 7 e 8, até que um grupo rival de administradores em Ihnasiyat as Madinah deu inicío à expansão do seu controlo sobre uma significante parte do Egipto durante as Dinastias 9 e 10.

Relevos no Túmulo de Mereri
A cidade de Thebes emergiu como rival a
Ihnasiyat al Madinah, tendo os seus governantes constítuido a Dinastia 11.
Conflitos entre as duas facções resultaram na vitória de Thebes e no colapso do
poder da outra facção. A reunificação do reino teve lugar sobre o reinado de
Mentuhetep II. Mais tarde, os egiptólogos reconhecem o seu reinado como o
inicio do Reinado Médio.![]()
Middle Kingdom
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Reinado Médio
2040 B.C. -- 1782 B.C.
O Reinado Médio, composto pelas Dinastias 11, 12 e 13, iniciou-se com a reunificação do Egipto feita pelo rei de Thebes, Mentuhetep da segunda Dinastia. Muitas das suas características foram retiradas dos modelos do Antigo Reinado. Os reis da décima primeira Dinastia instituiram Thebes como capital e aí foram sepultados, em túmulos saff (que significa linha em árabe) na ponta norte da Necropolis de Thebes.

Templo de Mentuhetep II
Certos governantes deste período, como por exemplo Senusret III, restítuiram significantemente o poder ao rei, expandiram a agricultura em Fayyum, estabeleceram um controlo militar e económico mais restrito sobre a região de Nubia, aumentaram o comércio além fronteiras e devotaram recursos consideráveis à arte e à arquitectura. Templos foram estabelecidos ou ampliados, sendo o templo de Amen em Karnak e a Capela Branca, também em Karnak, os mais notórios exemplos.
A décima segunda Dinastia tomou forma com o anterior conselheiro do rei Mentuhetep IV, de nome Amenemhat I, que por razões desconhecidas deslocou a capital de Thebes para um local a sul de Memphis, Itjtawy. Durante este período, cemitérios reais foram localizados em Lisht, Lahun, Dashur e em Hawwarat al Maqta, e os túmulos reais re-assumiram a forma de piramides.

Hieróglifos a decorar a Capela de Senusret I
Uma nova literatura religiosa apareceu no Primeiro Período Intermediário quando os, assim chamados, Textos de Sarcófago substituíram os Textos das Pirâmides e, tal como o nome implica, eram escritos nos sarcófagos ao invés de ser nas paredes das pirâmides. Estes eram textos não reais, usados por muitas classes da sociedade, e são por vezes referidos como o reflexo do desenvolvimento da democratização das crenças funerárias.
O Reinado Médio teve o seu fim na Dinastia 13, quando o governo central do Egipto se tornou
gradualmente fragmentado e localizado, Itjtawy foi abandonada e as partes do
Baixo Egipto caíram sobre o controlo de Hyksos.![]()
Second Intermediary Period
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Segundo Período Intermediário
1782 B.C. -- 1570 B.C.
Na mesma altura que se deu o declínio da autoridade dos governantes da Dinastia 13, largos números de estrangeiros provenientes da Ásia Ocidental, movimentavam-se para zonas do Baixo Egipto e aí se estabeleciam. Poucos monumentos datam deste tempo e é assim difícil descrever esta migração em detalhe. Estes emigrantes seriam depois chamados de Hyksos, do termo egípcio, heka khasut, significando "governantes de terras estrangeiras". Os Hyksos eram um grupo misto de tribos nómadas e semi-nómadas que chegaram ao Egipto, não como conquistadores, como foi antes acreditado, mas como camponeses procurando pastagens para o seu gado ou trabalho como obreiros e serventes. Rapidamente adoptaram os costumes egípcios e os confundiram com as suas tradições culturais.

Tábua de Carnarvon I, a descrever a Guerra de Kame contra os Hyksos
Pela Dinastia 15, os
Hyksos tinham estabelecido a sua própria cidade no Delta Este em Tall ad Dab'a,
e enquanto a sua população aumentava, moveram-se para o interior do Egipto,
eventualmente controlando Memphis e outras cidades no norte. Governaram muito do
Baixo e Médio Egipto por mais de um século e procuraram alianças com opositores
do Egipto ao sul de Nubia. Não surpreendentemente, cedo o Alto Egipto,
cuja capital era Thebes, se travou em confrontos com os outros dois. As
batalhas que se seguiram, levadas a cabo pelos reis de Thebes Ta'a II, Kames e
Ahmes I, foram ultimamente decididas a seu favor, retomando assim o controlo de
um Egipto unido.![]()
New Kingdom
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Novo Reinado
1570 B.C. -- 1070 B.C.
Que se conta entre a Dinastia 18 até à Dinastia 20, período conhecido como o Novo Reinado, testemunhou um tempo de prestígio internacional e prosperidade do Egipto. Os reis, durante este período, conduziram extensivas relações militares, diplomáticas e comerciais com o povo de Nubia, com o Império Hittite e com as cidades-estado tão a norte quanto o rio Euphrates na Síria, assim como com vários estados Mediterrânicos, exercendo até, em algumas áreas, controlo absoluto. Vários faraós, Thutmes IV, Amenhetep III e Rameses II, fortaleceram as suas relações internacionais casando as suas filhas com monarcas estrangeiros e construindo templos egípcios em terras distantes. Estrangeiros eram parte activa em toda a sociedade egípcia, de escravos a criados pessoais do rei. A religião egípcia, bem como a linguagem e a arte, receberam desta forma alguma influência.

Obeliscos de Thutmes I e de Hatshepsut
O tributo estrangeiro e a prosperidade agricola durante o Novo Reinado providenciou os meios para expandir e construir novos templos estatais e cidades. O sítio de Thebes, actual Luxor, tornou-se tão poderosa como o principal centro de culto do deus Amen-Ra e recebeu uma grande quantidade de dinheiro do império. A construção de templos em pedra aumentou à escala de outros centros de culto, como os de Ptah em Memphis, Ra em Heliopolis e Osiris em Abydos. Os reis vigentes construiram também um série de templos memoriais (agora fisicamente separados dos seus túmulos) para eles próprios ao longo do limite da área cultivada no Banco Oeste de Thebes. As tradicionais instituições religiosas sentiram uma séria ameaça durante a última metade da Dinastia 18, quando Amenhetep IV (também conhecido por Akhenaten) rejeitou a anterior religião politeísta egípcia e substítuiu-a pela sua religião monoteísta focada num só Deus, Aten, tendo depois destruido várias imagens de Amen por todo o país. Moveu também ambas as capitais políticas e religiosas para uma nova cidade que apelidou de Akhetaten, actual Tall al-Amarnah. Tutankhamen rejeitou estas novas ideias religiosas e restaurou a ordem antiga, começando um novo programa de construção de templos, tendo sido esta atitude continuada pelos seus sucessores. A capital política permaneceu em Memphis, excepto durante o período de Amarna, até que Rameses II construiu uma vasta cidade denominada Pi Rameses no Delta do Nilo.

Ramose e sua Esposa num Banquete
A economia egipcia foi também canalizada para a construção de túmulos durante o Novo Reinado, particularmente no Banco Oeste de Thebes. Enquanto o Vale dos Reis servia como local de repouso para os governantes, a partir da Dinastia 19, o Vale das Rainhas serviu como local funerário para muitas rainhas e princípes. Os nobres construíam os seus túmulos nas colinas de Thebes.
A estabilidade e prosperidade do Egipto começou a declinar no final da Dinastia 19, quando irromperam várias lutas de poder para chegar ao trono. Entre esses que reinaram durante este período conta-se um usurpador, Amenmeses, uma criança, Siptah, o seu regente e madrasta, a rainha Tausert e o seu companheiro Bay.

Templo Memorial de Rameses II
Pela Dinastia 20, o império Hittite chegou ao colapso e deixou um vazio, que foi parcialmente ocupado pelos poderosos Assírios. Na frente principal, durante o final da Dinastia 19 e pela Dinastia 20, os egípcios tiveram de expelir várias invasões da Nubia, Libia, expedições marítimas e outras facções internacionais.
Mas, outros assuntos
domésticos ameaçavam o Egipto: inundações insuficientes do Nilo, a inflação no
preço dos cereais, uma conspiração que pode ter estado na origem da morte de Rameses III e
várias greves dos construtores de túmulos protestando contra os atrasos na
distribuição de comida. Consequentemente, muitos túmulos no Vale dos Reis
foram saqueados durante este período. Simultaneamente, houve uma subida de poder
do Alto Sacerdote de Amen em Thebes, o que levou à queda de Rameses XI, o
derradeiro rei deste Novo Reinado.![]()
Third Intermediate Period
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Terceiro Período Intermediário
1070 B.C. -- 747 B.C.
Os faraós da Dinastia 20, com a sua capital em Pi Ramesses no Delta, não foram capazes de manter o controlo sobre os Altos Sacerdotes de Amen em Thebes. No final desta Dinastia, o Vice-rei de Kush, Panehsy, iniciou uma guerra civil com Rameses XI, o qual foi derrubado pelo General Herihor. Depois da guerra, Herihor tomou controlo de Thebes como sendo o Alto Sacerdote de Amen, descreveu-se como faraó e inscreveu o seu nome numa cartouche em Karnak. Ao mesmo tempo, Smendes, o novo faraó do Baixo Egipto, moveu a capital para Tanis no Delta. O novo templo de Amen em Tanis foi modelado seguindo o Templo de Amen em Karnak. A rivalidade dinástica foi subvertida quando o Alto Sacerdote de Amen, Pinedjem I, casou com um elemento da família real de Tanis.

Coroação de Herihor
A população local tinha roubado os túmulos reais no Vale dos Reis desde a Dinastia 20. Isto impulsionou o Alto Sacerdote de Amen a re-enterrar muitas das múmias reais num local secreto sobre Dayr al Bahri. Os faraós das Dinastias 21 a 24 foram sepultados no interior das paredes do Templo de Amen em Tanis, descansando assim em mais segurança. Da mesma forma, O Alto Sacerdote de Amen e outros clérigos locais foram sepultados nos limites das paredes de Madinat Habu.
Os inícios das Dinastias 22 e 23 testemunharam a estabilidade política, durante a qual os faraós Líbios governaram do Delta, primeiro em Tanis e depois em Bubastis. Os reis Líbios foram capazes de manter o controlo do Delta sobre os Altos Sacerdotes de Amen, ao colocar os seus descendentes em altas posições na hierarquia religiosa.
A reunificação do
Egipto sob a governação Líbanesa não foi duradoura. A autoridade centralizada
declinou muito tendo mesmo chegado ao ponto de existirem três Dinastias a
governar simultaneamente de três cidades do Delta, Tanis, Bubastis e Sais, assim
como pequenas chefias locais, situação que perdurou até ao final deste período.![]()
Late
Period
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Último Período
747 B.C. -- 332 B.C.
Piankhi, o governador de um reino de Nubia centrado em Napata na área da Quarta Catarata, tomou vantagem da desunião do Egipto no início da Dinastia 25 para conquistá-lo. Encontrou pouca resistência e depois da sua vitória, Piankhi regressou à sua capital, deixando a sua irmã, Amenirdis, como a Esposa do deus Amen em Thebes, uma posição que lhe permitia manter controlo do Egipto aquando da ausência do seu irmão.
Desta forma, os faraós Nubios manteram o controlo sobre, virtualmente, todo o Egipto durante esta Dinastia. Levaram a cabo inúmeros projectos de construção por todo o Egipto e Nubia. Adoptaram os costumes egípcios, crenças, religião e a forma de regência na sua própria cultura, e esta influência continuou bastante para além da Dinastia 25. Fez-se de Amen o deus de Nubia, procederam-se a procissões fúnebres idênticas, sepultando os mortos em pirâmides e adaptaram a escrita em hieróglifos para uso na sua própria linguagem.

Pirâmides do Cemitério a norte de Begrewiyah
Os Nubios e os Assirios travaram várias campanhas para controlar o Egipto. Eventualmente, os Assírios foram bem sucedidos em retirar os Nubios do poder, mas cedo um egípcio, Psamtik I, tomou o controlo do Egipto, começando assim a Dinastia 26. Arranjou para a sua filha, Nitocris, forma de ser adoptada pela Esposa Kushite do deus Amen, assegurando assim que ela seria a próxima Esposa. Esta posição deu a Nitocris um poder extraordinário sobre a região e significantes dotes de terra por todo o Egipto. Psamtik I também se aliou com Mentuemhat, o mais poderoso lider de Thebes, que era senhor do mais largo e complexo privado de túmulos de Thebes, ganhando efectivamente controlo por todo o Egipto.
Durante este período houve um influxo de estrangeiros para o Egipto. Fenícios chegaram como mercadores, Gregos e Carianos como mercenários. Imigrantes provenientes do Próximo Oriente, Libia, Nubia entre outros, estabeleceram-se no Egipto. Uma nova e simplificada escrita, denominada demótica, foi introduzida, principalmente para uso em documentos escritos. Por outro lado, a arquitectura monumental, linguagem e estilos de arte regressaram ao Reinado Antigo. Estas tendências de regresso ao arcaico também levaram à cópia de numerosos trabalhos do Reinado Antigo, muitos dos quais somente as cópias sobreviveram até os dias de hoje.

Busto de Mentuemhet descoberto no Templo de Mut
No ano de 525 B.C., o exército Persa conquistou o Egipto sobre Cambyses e os seus reis governaram o país na Dinastia 27 através de representantes locais sediados em Memphis. Aí, estabeleceram guias jurídicos para o Egipto, publicados em ambas as escritas correntes, demótica e aramaica. Como muitos dos seus predecessores, os reis Persas construiram templos no Egipto e alcançaram um novo nível tecnológico ao cavar um canal unindo o Nilo ao Mar Vermelho.
Durante as Dinastias
28 a 30, os princípes do Delta ganharam independência da lei Persa. Estas
dinastias eram fracas e os Persas eventualmente reconquistaram o Egipto no ano
de 341 B.C., mas só foram capazes de manter controlo por menos de uma década.![]()
Graeco-Roman Period
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Período Greco-Romano
332 B.C. -- 395 A.D.
Alexandre, o Grande, conquistou o Egipto em 332 B.C., acabando assim com a indesejada governação Persa. Os egípcios aceitaram-no gratamente como faraó porque adoptou um governo idêntico ao anterior e a mesma religião. Entre outros projectos, Alexandre ergueu as fundações da nova cidade de Alexandria na Costa Mediterrânica, que se tornou a nova capital do Egipto. Aquando da morte de Alexandre, o controlo do Egipto recaíu sobre um dos seus generais, Ptolomy I Soter, que iniciou uma linha de monarcas que governariam o Egipto nos 275 anos seguintes.

Templo de Dendarah
O grego tornou-se o idioma oficial do governo. O demótico, contudo, era ainda usado pela maioria dos egípcios e usado nos gabinetes administrativos inferiores. Da mesma forma, os altos oficiais eram gregos, enquanto os administradores locais continuaram a ser egípcios. Durante a maior parte do governo Ptolomaico, o povo egícpio mostrou-se perturbado com o governo grego e muitas vezes se revoltou.
Religiosamente, os Ptolomaicos combinaram a religião grega com a egípcia. Estabeleceram os cultos nacionais de Serapis, de Arsinoe II e dos próprios Ptolomaicos. Continuaram a construir muitos dos tradicionais templos por todo o Egipto, incluindo Philae, Dandarah e Idfu, assim como os seus sucessores, os Imperadores Romanos.
A sobejamente conhecida Cleopatra VII, foi a última dos que governaram sob a égide Ptolomaica e a única a saber falar egípcio. Depois do seu amante Marco António perder a batalha, Cleopatra suicidou-se e o Egipto tornou-se, simplesmente, noutra provincia do Império Romano.
Massimi de Trajan
Enquanto os romanos preenchiam os altos cargos administrativos no Egipto, o maior poder recaía nas mãos dos egípcios. Conselhos da cidade eram da responsabilidade dos administradores locais. O uso da escrita demotica diminuiu e a coptica foi tomando o seu lugar. Mas, mais importante, o grego continuava a ser usado para propósitos administrativos e o latim raramente era usado.
Os Ptolomaicos haviam
explorado o Fayyum para comida, aumentando significativamente a sua produção e
estabelecendo várias vilas naquela região. Os romanos tiraram vantagem disso,
transformando o Egipto na sua "quinta", nomeadamente ao introduzirem taxas sob a
forma de cereais. Entretanto, o Egipto tornava-se no centro de uma vasta rede de
comércio internacional que se estendia do Oceano Atlântico até à India.![]()
Byzantine Period
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Periodo Bizantino
395 A.D. -- 641 A.D.
No ano de 395 A.D., uma separação ocorreu entre as partes Este e Oeste do Império Romano, deixando Constantinople com a supremacia a Este. O Egipto manteve o seu papel de fornecedor de cereais para o Império, mas Alexandria perdeu a sua posição predominante para Constantinople. Como consequência, o Egipto foi deixado de parte relativamente a conflictos criados pelas sucessões imperiais e políticas internacionais.
Ruínas de uma Igreja Cóptica
Durante o quarto e o quinto
séculos A.D., enquanto os egípcios se convertiam ao Cristianismo, foram capazes
de aceder a importantes funções, primeiramente na vida religiosa e depois na
vida pública. O crescente poder do clero em Alexandria, eventualmente tomou
forma de ameaça ao clero de Constantinopla. No Conselho de Chalcedon, em 451
A.D., as diferenças entre as duas partes resultaram numa divisão entre as duas
igrejas. Os imperadores, relutantes em deixar o Egipto escapar da sua
influência, tentaram reinstaurar a autoridade de Constantinopla usando métodos
de persuasão e perseguição, embora sem algum sucesso real. No ano de 619 A.D.,
os Persas conseguiram invadir o Império Este e o Egipto, governando sobre toda a
região durante uma década. O imperador conseguiu por sua vez, expulsar os
Persas, mas a resultante fraqueza das fronteiras do Império cimentaram o caminho
para a conquista Àrabe e o início do Período Islamico em 641 A.D.-![]()