Figuras Geométricas Elementares



A História das Áreas

    "Há muitos anos atrás no Egipto, existia um rei, chamado Sisótris, que repartiu o seu reino, entre a população, em pedaços rectangulares de terra.
     Acontece que todos os anos o rio Nilo inundava as terras apagando as marcas que limitavam os terrenos obrigando à realização de novas demarcações. Assim, surgiu a necessidade de medir esses terrenos. No entanto antigamente os egípcios não trabalhavam ainda com as unidades métricas que usamos hoje em dia, como o metro ou o quilómetro, por isso inventaram a sua própria medida.
    Inicialmente os agricultores egípcios mediam a quantidade de terreno pela quantidade de arroz ou cevada que nele plantavam. Mais tarde, começaram a medir o terreno pavimentando-o, à custa de pequenos quadrados que construíram. À soma total dos quadrados necessários para cobrir o terreno chamaram área."
      Por exemplo:

1 2 3 4 5
6 7 8 9 10

 

      A medida deste terreno é igual a 10.

 

 

Medida Cúbito

     Os egípcios usavam como unidade de medida o cúbito. Essa unidade foi medida originalmente, por volta de 2000 a.C., como sendo a distância do cotovelo até à ponta do dedo médio do Faraó. O cúbito egípcio equivale a meio metro aproximadamente.

 

Ângulos rectos

      Já por volta de 4000 a.C. os egípcios deviam conhecer um método de traçar ângulos rectos. Utilizando uma corda onde eram dados treze nós de forma a que o espaço entre eles fosse igual, isto é, a corda media 12 unidades, sendo cada unidade o espaço entre dois nós consecutivos. Em seguida três pessoas seguravam a corda, unindo os dois nós extremos e a fim de construírem um triângulo cujos lados medissem três, quatro e cinco unidades. tinham assim a certeza de que o ângulo B era recto (ver figura abaixo).

 

Glossário

 

A    B    C    D       F    G    H       J    L    M    N    O    P    Q    R    S    T    U    V    X    Z

 

Altura de um Triângulo:

        É a perpendicular baixada de um vértice sobre o lado oposto.

 

Ângulo:

        Porção de plano definida por duas semi-rectas com a mesma origem. A origem das semi-rectas designa-se por vértice e as semi-rectas por lados do ângulo.

 

Ampliação:

        Uma figura é uma ampliação de outra se tem a mesma forma que a outra mas é maior.

 

Ângulos consecutivos:

        Dois ângulos de um quadrilátero dizem-se ângulos consecutivos se os seus vértices são vértices consecutivos de um quadrilátero. No caso contrário dizem-se ângulos opostos.

 

Ângulo Agudo:

        Ângulo cuja medida é inferior a 90º.

 

Ângulo Recto:

        Ângulo cuja medida é igual a 90º.

 

Ângulo Obtuso:

        Ângulo cuja medida é superior a 90º.

 

Apótema:

        Segmento de perpendicular traçado do centro do polígono para cada um dos lados. Chama-se apótema, quer ao segmento, quer ao respectivo comprimento. A apótema é, pois, o raio da circunferência inscrita no polígono regular.

 

Área:

        Quantidade de superfície limitada por três ou mais rectas ou curvas.        

 

Baricentro:

        É o ponto de encontro das medianas de um triângulo. Poderá chamar-se também centro de gravidade.

 H, J e I são os pontos médios dos lados do triângulo e B é o baricentro

 

Bissectriz de um ângulo:

        Semi-recta com origem no vértice de um ângulo e que o divide em dois triângulos geometricamente iguais. A bissectriz de um ângulo é, pois, o conjunto dos pontos equidistantes dos lados desse ângulo.

 

Cateto:

        Num triângulo rectângulo, cada um dos lados adjacentes ao ângulo recto é designado por cateto. O lado oposto ao ângulo recto chama-se hipotenusa.

 

Centro da Circunferência Circunscrita:

        Ver definição de circuncentro.

 

Centro da Circunferência Inscrita:

        Ver definição de Incentro.

 

Centro de gravidade:

        Ver definição de Baricentro.

 

Ceviana:

        Num triângulo uma ceviana é qualquer segmento de recta que une um vértice com um ponto qualquer do lado oposto.

 

Circuncentro:

        É o ponto de encontro das mediatrizes de um triângulo. Poderá chamar-se também centro da circunferência circunscrita.

Concêntrico:

     Dois círculos dizem-se concêntricos se tiverem o mesmo centro.

Diagonal:

        Diagonal de um quadrilátero é um segmento de recta cujos extremos são dois vértices opostos.

 

Eixo:

        Ver definição de Mediatrizes.

 

Figuras Equivalentes:

        Diz-se de duas figuras que têm a mesma área.

 

Figuras Geometricamente Iguais:

        Diz-se de duas figuras que têm a mesma forma e o mesmo tamanho.

 

Figuras Semelhantes:

        Duas figuras são semelhantes se são geometricamente iguais ou se uma delas é uma ampliação da outra.

 

Incentro:

        É o ponto de encontro das bissectrizes de um triângulo. Poderá chamar-se também centro da circunferência inscrita.

 

Lados consecutivos:

        Dois lados de um quadrilátero dizem-se lados consecutivos se têm um vértice em comum. No caso contrário dizem-se lados opostos.

 

Medianas:

        São os segmentos que unem os vértices aos meios dos lados opostos.

 

Mediatrizes:

        São as semi-rectas perpendiculares ao ponto médio dos lados de uma ficura geométrica.

 

Ortocentro:

        É o ponto de encontro das alturas de um triângulo.

 

Perímetro:

        A soma das medidas dos lados de uma figura plana.

 

Vértices consecutivos:

        Dois vértices de um quadrilátero dizem-se vértices consecutivos se são extremos do mesmo lado de um mesmo lado. No caso contrário dizem-se vértices oposto.

 

Outros sites:

 

 

Bibliografia:

  • Teles A., Vieira A., Ali A., Antunes F.(1997)A matemática na vida das abelhas. APM

  • Neves M., Faria M. (2002) Matemática 8º ano. Porto: Porto Editora

  • Salvado A.; Mendes E.; Loureiro F.(2001)Matemática Desafios 8º ano. Carnaxide: Constância Editores

  • Catalão I.;Jorge Mª et all. (1993) Descobrindo a matemática. Texto Editora

  • Costa A.; Anjos A.; Lopes A. (1984) Matemática jovem 9º ano de escolaridade. Porto Editora

  • Dicionário de Matemática (1979). São Paulo: Hemus.

  • Lima Y.; Gomes F.(1992) Xeqmat 10º ano. Editorial O Livro

  • Lima Y.; Gomes F. (1994). Xeqmat 12º ano. Editorial O Livro

  • Albuquerque T.; Carvalho R. (1990). Dicionário Elementar de Matemática. Lisboa: Texto Editora

 

Voltar ao início da página