Na Índia foram criados muitos sistemas numéricos. Exactamente por este motivo é que resolvemos seleccionar apenas o sistema de base dez e referiremos como dígitos os elementos que fazem parte do manuscrito de Devanagari.
Este sistema numérico tem todas as vantagens do sistema arábico com a excepção de não permitir tradicionalmente o uso de décimas.
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Abaixo iremos meramente colocar os dígitos árabes e a sua correspondência na língua indiana*
| Dígito árabe | Pronunciação indiana |
| 0 | shuunya |
| 1 | eek |
| 2 | do |
| 3 | tiin |
| 4 | chaar |
| 5 | paanc |
| 6 | cee |
| 7 | saan |
| 8 | aaTh |
| 9 | naun |
* não serão colocados os respectivos dígitos indianos devido ao facto de nem todos os servidores possuírem as fontes que permitem a sua correcta visualização.
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Os historiadores da actualidade especulam que as raízes do sistema numérico indiano podem ser encontradas na China. De acordo com teorias foram os peregrinos budistas que introduziram na Índia um sistema numérico muito semelhante ao sistema chinês Hua Ma.
Pelo meio do primeiro milénio AD, um sistema numérico de base dez com nove glifos estava a ser utilizado na Índia. Este espalhou-se pelo Médio Oriente e, acredita-se também, que contribuiu bastante para o desenvolvimento do sistema numérico árabe.
É de salientar que este sistema não possuía o dígito zero, apesar do mais notável matemático indiano Brahmagupta ter estudo este mesmo número. Como consequência teria sido difícil distinguir 3002 de 30002 e 3200 de 320 sem se ter em conta o contexto onde se encontravam.