Apesar de ser o sistema adoptado por grande parte da população do planeta, a história deste sistema não é muito conhecida. Isto deve-se ao facto de poucos exemplos do ínicio do seu uso terem sobrevivido.

 

 

     Formas iniciais dos dígitos doram utilizadas e desenvolvidas na Índia entre o segundo século a.C. e o sexto século d.C.. Durante este período os matemáticos indianos aperceberam-se que um sistema numérico que inclui-se um símbolo para o zero, permitia efectuar cálculos, não através do ábaco, mas sim apenas escrevendo números.

     Estes cálculos não eram efectuados fora da Índia pois ninguém os conseguia perceber. Foi apenas no século nono d.C. que o matemático Al-Khwarizimi escreveu o modo como os efectuar, mas a sua obra somente no século XII d.C. é que foi traduzida para latim. Assim, estes cálculos ficaram conhecidos como algorismos, que é uma forma corrompida de al-Khwarizmi.

     O grande divulgador deste método foi Leonardo Fibonacci que, no final do século XII, começou a editar livros em Pisa que mostraram a verdadeira força do sistema numérico árabe.

 

 

     Durante muito tempo existiu uma grande controvérsia sobre que método de cálculo era mais rápido; se era utilizando o ábaco ou os algorismos. Com a invenção da impressão, inúmeros livros descrevendo os algorismos apareceram e, a partir do ano 1500, este sistema foi plenamente adoptado pela Europa Ocidental.

     Os números romanos tornaram-se inadequados para escrever números muito grandes e complicados tais como os que existem na astronomia e, mais tarde, em outros ramos da ciência. Com a invenção, no princípio do século XVII, dos logaritmos, finalmente deixaram de ser usados.

    

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