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«------- Se esperar um pouco, descobrirá como 12 podem ser 13
Para além dos paradoxos de Zenão, existem muitos outros paradoxos, dos quais apresentamos alguns:
Este paradoxo, parte da figura ao lado apresentada, cuja área facilmente se vê ser 64 (=8x8) pela área do quadrado. Por outro lado, é possível identificar dois triângulos de base 3 e altura 8, e 2 trapézios com altura 5 e bases maior e menor 5 e 3 respectivamente. Aplicando as fórmulas das áreas destes polígonos comprova-se aquilo que se esperava: 2x12+2x20=64.
O paradoxo está no que acontec |
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Se não for ele então é uma das pessoas que não a faz a própria barba e é ele quem lhe faz a barba (contradição!). Se ele fizer a própria barba, estará a fazer a barba de alguém que não faz a própria barba (contradição!).
Este paradoxo revela-se
análogo ao paradoxo da Biblioteca e ao de
Russel, se considerarmos as
pessoas da vila em vez de livros (Biblioteca) ou em vez de conjuntos (Russel)
e a relação “fazer a barba a”, em vez de “fazer referência a”
(Biblioteca) ou em vez da relação “pertencer”(Russel). |
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Este paradoxo foi desenvolvido por Joseph Bertrand (1822-1900). O paradoxo parte da seguinte pergunta: Qual a probabilidade de uma corda escolhida ao acaso dentro de um círculo ser maior que o lado do triângulo equilátero inscrito a esse círculo? O paradoxal está no facto de se poderem encontrar várias soluções diferentes, não estando nenhuma delas errada! Tome-se dois exemplos de resoluções do problema: - Escolher uma corda é o mesmo que escolher dois pontos distintos do círculo. Entretanto, a escolha do primeiro ponto não influencia em nada o tamanho da corda. Fixe-se o primeiro ponto A e construa-se o triângulo de modo que o ponto A seja um dos vértices. Se o segundo ponto estiver no arco oposto ao ponto A, a corda será maior que o lado do triângulo, se estiver em um dos dois outros arcos, será menor. Como os três arcos têm o mesmo tamanho, P = 1/3; - Uma corda é totalmente definida por seu ponto médio, ou seja, para cada ponto do interior da circunferência existe apenas uma corda que tem esse ponto como seu ponto médio. Seja R o raio do círculo do problema. Observa-se que os pontos médios das cordas que excedem o lado do triângulo estão contidos no interior de um círculo de raio r = R/2, concêntrico ao círculo do problema. A probabilidade da corda escolhida ser maior que o lado do triângulo é igual à probabilidade de se escolher um dos pontos interiores ao círculo menor de entre todos os pontos interiores do círculo maior. Dividindo a área do círculo menor pela área do círculo maior obtemos P = 1/4; Esta ambiguidade resulta da ausência da definição do espaço de acontecimentos. Ou seja, quando se diz “ao acaso” abre-se caminho a variadas interpretações do que será o espaço de acontecimentos. Daí que nas duas resoluções apresentadas, fruto da utilização de diferentes espaços de acontecimentos, se tenham obtido diferentes soluções que não estão erradas. |
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O
paradoxo que se coloca é: em que catálogo devem ser incluídos estes
catálogos? O primeiro catálogo
não oferece problemas: se fizer referência a si próprio então é
porque tem que estar em si e estando em si é porque faz referência a
si próprio; se não fizer referência a si próprio, é precisamente
porque não faz referência a si próprio e portanto tem de estar no
segundo catálogo. O primeiro catálogo, simplesmente não pode estar em
ambos os catálogos. É no segundo catálogo que se encontra o paradoxo: se faz referência a si próprio é então deve estar no primeiro catálogo, mas sendo o segundo catálogo, se faz referência é porque não faz referência a si próprio (contradição); se não faz referência a si próprio então, tem de estar no segundo catálogo, mas o segundo catálogo é ele próprio, logo tem de fazer referência em si próprio (contradição!). |
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Marie Jean de Caritat, marquês de Condorcet (1743-1794), foi quem desenvolveu este paradoxo. Ele mostrou que é possível numas eleições, a maioria preferir o candidato A ao B, a maioria preferir o candidato B ao C, e ainda assim, a maioria preferir o candidato C ao candidato A! Este paradoxo centra-se na questão de a “maioria preferir” não ser uma relação de transitividade. Intuitivamente, acreditar-se-ia que se a maioria prefere A a B, a maioria prefere B a C então a maioria deveria preferir C a A, mas isso não se verifica necessariamente. Por exemplo, suponhamos as seguinte preferências eleitorais:
Podemos verificar que 27 pessoas preferem A a B, 23 preferem B a C e 23 preferem C a A, num universo de 45 pessoas, logo verifica-se o paradoxo.
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ENFORCAMENTO INESPERADO |
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Epimenides, um filósofo
grego do século VI antes de Cristo disse que “Todos os cretenses são
mentirosos... Um de seus poetas me disse isso”. Isto é paradoxal no
sentido em que se os cretenses são mentirosos e o poeta mentiu ao dizer
que são mentirosos então é porque eles não mentem, mas se não
mentem então o poeta não ia mentir. Contudo, há resolução para este
paradoxo: por um lado, ser mentiroso não implica mentir sempre que se
abre a boca, o poeta pode ser mentiroso e para variar ter dito a verdade
nesta situação; por outro, se “Todos os cretenses são mentirosos”
é mentira, isso não impede que “alguns” cretenses sejam mentirosos
e o poeta pode ser um deles e ter mentido a Epimenides. |
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Eubulides construiu a seguinte frase: “Esta frase é falsa”.
É um paradoxo pode ser interpretado de modo idêntico ao do Mentiroso:
se é falsa é porque é verdadeira, mas se é verdadeira então é
falsa!
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GARRAFA DO DEMÓNIO
Enquanto os preços forem altos não haverá problema, mas eles necessariamente seguirão a tendência de descer e à medida que se aproximar de zero, será mais difícil de encontrar comprador (lembrar que o dinheiro, ao contrário do espaço e do tempo, não é infinitamente divisível) pois quando o preço chegar ao mínimo possível, alguém ganhará uma vida infernal... Portanto, se alguém comprar a garrafa uma primeira vez, é certo que alguém irá ganhar uma vida infernal. |
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LÂMPADA DE THOMPSON |
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Um homem diz “Eu estou a mentir”. Isto é um paradoxo, pois:
se de facto está a mentir, então não é verdade que esteja a mentir
(contradição!); se estiver a falar a verdade, então está a mentir
(contradição!); |
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RODA DE ARISTÓTELES
O paradoxal está em o círculo
menor, supostamente colado ao círculo grande, descrever também uma
volta, pelo que a distância entre P e Q seria também igual ao perímetro
do círculo menor. Assim sendo e como o segmento RS é igual ao segmento
PQ concluir-se-ia que os perímetros dos dois círculos são iguais!
Como provar que isto é falso? |
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Este paradoxo desenvolvido por Bertrand Russel (1872-1970), passa pela criação do conjunto A={X:XÏX}, isto é, o conjunto dos conjuntos dos conjuntos que não pertencem a si próprios. O paradoxo está em saber se A pertence a A ou não, pergunta para a qual, de facto não se pode responder, senão vejamos: só há duas hipóteses, ou A pertence a A, ou não pertence; se não pertence a A, então não pertence a si próprio e tem de pertencer a A(contradição!); se pertence a A, então pertence a si próprio, mas nesse caso não pode pertencer a A (contradição!). Logo, não há dúvidas de que se trata de um paradoxo. Para resolver este paradoxo, foi necessário fazer distinção entre dois tipos de colecção, os conjuntos e as classes, sendo que se pode considerar a classe de todos os conjuntos mas não o conjunto de todos os conjuntos. |
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Intuitivamente,
talvez se indicasse uma qualquer quantia finita, mas na verdade, seja
qual for a quantia que Pedro invista por cada jogo, se ele tiver
dinheiro suficiente para jogar número suficiente de vezes ele deverá
sair a lucrar. Em cada jogo ele tem ½ de probabilidade de ganhar uma
moeda, (½)2 de ganhar duas moedas e assim sucessivamente,
tendo portanto (½)n de probabilidade de ganhar 2n-1
moedas. Como probabilisticamente é suposto por cada n jogos, ganhar (½).1+(½)2.2+...+(½)n.2n-1
moedas e este somatório, quando n tende para infinito, tende também
para infinito, conclui-se que se jogar número suficiente de jogos,
poderá ganhar uma quantia de dinheiro superior a qualquer valor
estabelecido. |
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Sócrates disse que “Tudo o
que sei é que nada sei”. Isto por si é claramente um paradoxo, pois
sabe e não sabe.
Os paradoxos são assuntos que despertam o interesse e curiosidade de muitos, para satisfazer essa curiosidade, existem sites que se dedicam exclusivamente a paradoxos, como é o caso do http://www.ronbarnette.com/Zeno/zeno.html onde são apresentados novos paradoxos. |
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