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Fermat acreditava e tentou demonstrar que todos os números desta forma originavam números primos. Como F5 tem 10 digitos, em ordem de se testar a sua primalidade seria necessário possuir uma tabela de números primos até 100000, ou então usar um critério qualquer, que provasse que a existência de factorização, de um número de Fermat, o que não estava ao alcançe de Fermat.
Euler demonstrou que todos os factores de Fn , com n³2, são da forma k x 2n+2+1 e através do qual descobriu que 641 divide F5 : F5 = 641 x 6 700 417.
Como os números de Fermat crescem muito rapidamente em função de n, torna-se muito laborioso testar a sua primalidade. No entanto Pepin obteve em 1877 um algoritmo para testa a primalidade de números de Fermat.
Lucas
usou este algoritmo para demonstrar que F6 era composto,
e em 1880 Landry mostrou que:
F6
= 274 177 x 67 280 421 310 721
A factorização de F7 foi pela primeira vez conseguida por Morrisson & Brillhart em 1970 e publicada posteriormente em 1971, a de F8 por Brent & Pollard em 1981.
Para os números de Fermat Fn, com n³9, não existe uma factorização completa . Em muitos casos um factor k x 2n+2+1 foi no entanto determinado. Selfridge provou em 1953 que 3150 x 218+1 divide F16 . Selfridge & Hurwitz, concluiram em 1963 que F14 é composto através do algoritmo de Pepin, sem no entanto determinarem nenhum dos seus factores.
Recorde:
O maior
número de Fermat primo conhecido é F4=
65 537.
O
maior número de Fermat composto é F23 471
e tem como factor 5 x 223 473+1 e mais de 107
000 digitos.
Os
mais pequenos números de Fermat para os quais não se reconhece
serem números primos ou números compostos são
F22, F24, F28.
Problemas ainda por resolver:
Existirão
infinitos números de Fermat primos?
Existirão
infinitos números de Fermat compostos?
São
todos os números de Fermat livres de qualquer factor quadrático?
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Os
números da forma Mn = 2n-1 com
n um número primo são chamados de números de Mersenne,
a sua consideração deriva do estudo de números perfeitos
(um número perfeito, é um número cujo resultado da
soma dos seus divisores naturais é ele mesmo; por exemplo o número
6 tem como divisores 1, 2, 3 e 1+2+3=6, 28 tem como divisores
1, 2, 4, 7, 14 e 1+2+4+7+14=28) efectuado por Marin
Mersenne.
Desde a altura de Mersenne que são tanto conhecidos números de Mersenne primos, como compostos. Por exemplo M2 =3, M3 =7, M5 =31, M7 = 127, são números primos enquanto M11 = 23 x 89. Em 1640, Mersenne constactou que os números Mn são também primos para n =13, 17, 19, 31, 67, 127, 257; no entanto ele estava errado quanto a 67 e a 257 e não incluíu 61, 89, 107 entre os primos inferiores a 257, que também produzem números de Mersenne primos. No entanto esta afirmação é espantosa quando se pensa na quantidade de números de Mersenne que são números primos.
O problema óbvio é reconhecer de entre os números de Mersenne os que são primos e de entre os que sejam compostos os respectivos factores [algoritmo para determinar números de Mersenne primos].
Foi estabelecido por Euler em 1750, e demonstrado mais tarde em 1775,por Lagrange, um resultado tornado clássico, sobre os factores dos números de Mersenne: Se q é um número primo tal que q = 3 (mód. 4) então 2.q + 1 divide Mq se e só se 2.q + 1 é um número primo; neste caso se q>3 então Mq é um número composto.
Temos então que para q= 11, 23, 83, 131, 179, 191, 239, 251, Mq tem como factores respectivamente 23, 47, 167, 263, 359, 383, 479, 503.
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Um problema ainda por resolver:
Existirá apenas um conjunto finito de números de Sierpinski que sejam números primos?
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Se
p é um número primo de Sophie Germain, então não
existem números inteiros x,y,z diferentes de zero e não múltiplos
de p tais que xp + yp = zp
Por outras palavras para os números primos de Sophie Germain o primeiro caso do último Teorema de Fermat é verdadeiro.
Um problema ainda por resolver :
Existirão infinitos números primos de Sophie Germain?
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Um
número primo p que satisfaça a congruência 2p-1
º
1 (mód. p2) toma o nome de Número primo
de Wieferich. De facto foi Wieferich que provou em 1909 o difícil
teorema : Se o primeiro caso do último teorema de Fermat é
falso para o expoente p, então p satisfaz a congruência indicada.
Deve-se notar que contrariamente à congruência 2p-1
º
1 (mód. p) que é satisfeita por qualquer número primo
ímpar, a congruência de Wieferich é raramente satisfeita.
Antes a era do computador electrónico Meissner descobriu em 1913
e Beeger em 1922, que os números primos p = 1093 e 3511 satisfazem
a congruência de Wieferich.
Recorde: Lehmer demonstrou em 1981 que, com as excepções de 1093 e 3511, não existem números primos p < 6 x 109 satisfazendo a congruência de Wieferich
Problemas ainda por resolver:
1.
Dado a³2,
existirão infinitos números primos p tais que qp-1
º
1 (mód. p2)?
2.
Dado a³2,
existirão inifinitos números primos p tais que qp-1
¹
1 (mód. p2)?
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Por exemplo, p = 5, 13 são números primos de Wilson.
Problema ainda por resolver:
Existirão infinitos números primos de Wilson?
Recorde: Para além de 5, 13 foi descoberto por Goldberg em 1953 que 563 também é um número primo de Wilson.
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Quando números
da forma
n!+/-1 são chamados de números primos factoriais.
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Se
p e p + 2 são números primos então estes são
chamados de números primos gémeos . Os mais pequenos pares
de números primos gémeos são (3,5), (5,7), (11,13)
e (17,19).
Estes números foram caracterizados por Clement em 1949 do seguinte modo: Seja n maior ou igual a 2, os inteiros n, n + 2, formam um par de números primos gémeos se e só se: 4.[(n-1)! + 1] +n º 0 [mód. n.(n+2)].
Quando números
da forma
n#+/-1 originam números primos são chamados
de primos primordiais.
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