Como se definiu limite de uma função a partir do conceito de limite de uma sucessão, dos vários teoremas sobre limites de sucessões deduzem-se directamente teoremas análogos para os limites de funções reais, de variável real.
Uma função f não pode
tender simultaneamente para dois limites distintos quando x tende para a.
Com efeito, consideremos
uma qualquer sucessão de valores de x tendente para a,
por valores do domínio de f diferentes de a,
![]()
O limite de
quando
tende
para a,
se existir, é único, como já sabemos. Então, o limite da função quando x tende para a,
que pela definição de Heine é igual ao
também é único.
O limite de uma função constante á a própria constante.
![]()
Se f(x) e g(x) tendem para
limites finitos quando x tende para a,
então,
.
Com efeito, suponhamos que
se tem,
e
e consideremos uma qualquer sucessão de valores de
x tendente para a,
sendo esses valores diferentes de a e
pertencentes ao Df+g: ![]()
Como
e
, as sucessões
e
convergem,
respectivamente, para b e c
quando
tende
para a.
Então, atendendo à
propriedade do limite da soma de sucessões convergentes, a sucessão
tende
para b
+ c.
Mas isto significa que
.
Este teorema generaliza-se
ao caso dos limites infinitos:
Quando x tende para a
(finito ou infinito),

Note que no caso em que as funções tendem uma para + ¥ e outra para ¥,
o limite não é determinado: o limite da soma
apresenta-se como uma indeterminação
.
Se
e
, então
.
A demonstração é em
tudo semelhante à feita para o limite da soma, pelo que não a apresentaremos.
Como fizemos no caso da
soma, generaliza-se este teorema ao caso de limites infinitos.
Quando x tende para a
(finito ou infinito):

No caso de uma das funções tender para zero e a outra para + ¥ ou ¥,
o limite não está determinado: o limite do produto apresenta-se como uma
indeterminação
.
Se
e
, em que
e c ¹ 0,
então ![]()
A demonstração desta
propriedade á idêntica à que fizemos para o limite da soma.
Este teorema generaliza-se
ao caso dos limites infinitos, de acordo com o expresso no quadro seguinte:
Quando x tende para a
(finito ou infinito):

Aparecem
aqui mais dois símbolos de indeterminação
e
.
Se
e
então,
admitindo, no caso de p
ser par, que ![]()

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