
Ao longo dos últimos anos a forma de ensinar e aprender a fazer o estudo de uma função mudou consideravelmente. As mudanças introduzidas tem a ver com a introdução da tecnologia nomeadamente a calculadora e o computador.
No programa antigo os alunos já faziam o estudo de uma função procurando pontos notáveis sem que tivessem conhecimento de limites nem de derivadas. Esse estudo e esboço do gráfico era feito recorrendo ao domínio, tabelas e estudo de alguns pontos relevantes. O programa agora ajustado reforça essa ideia e actualiza-a dando-lhe mais força com a introdução obrigatória da utilização da tecnologia gráfica. A calculadora gráfica, em particular, pelas suas potencialidades, mas também acessibilidade, traz para primeiro plano a representação grafica no estudo de uma função.
Vamos colocar algumas sugestões de exercícios no âmbito do 10ºano
Os exercícios 2,3 e 4 levam-nos a concluir que os gráficos obtidos através de computadores e calculadoras podem ajudar á compreensão do gráfico de uma função mas devem ser cuidadosamente interpretados. Não se deve esquecer que um dos trunfos do calculo é a possibilidade de analisar o gráfico sem recorrer á calculadora gráfica.
Uma característica importante das calculadoras gráficas é possibilitarem a possibilidade de visualização simultânea de gráficos. O exercício 11 é um bom exemplo disto, nomeadamente no estudo das famílias de funções.
Um aluno deverá registar por escrito as observações que fizer ao usar a calculadora gráfica ou outro material, descrevendo com cuidado as propriedades constatadas e justificando devidamente as suas conclusões relativamente aos resultados esperados, pois assim desenvolve espirito crítico e a capacidade de comunicação matemática.
Do ponto de vista da aprendizagem dos conceitos matemáticos há uma grande vantagem em os alunos poderem confrontar o seu trabalho com o dos colegas percebendo que muitas vezes se encontram caminhos diferentes para resolver um problema ou mesmo soluções.