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O quarto milénio antes da nossa era foi um período rico em cultura e de grande desenvolvimento, trazendo consigo o uso da escrita, da roda e dos metais. Não é possível na babilónia retroceder até às origens pré-históricas, visto que, neste país, o Delta Babilónico estava sujeito a contínuas inundações. Todos os vestígios procedentes das épocas paleolítica e neolítica devem ter sido varridos e destruídos pela força dos elementos. Só quando se começou a rectificar os cursos das águas e a edificar sobre terraplenos, principiou a ser conservado o que resta de actividade da indústria humana daqueles tempos. Construiram um sistema de canais para irrigar a terra e controlar as inundações, bem como casas, templos decorados com louças de barro e mosaicos.

 

sumeria_mapa.jpg (30772 bytes) A civilização Mesopotâmica é referida como Babilónica, no entanto tal designação não é muito correcta. A cidade babilónia, situada entre dois rios, nem sempre foi o centro da cultura, mas por convenção, foi aprovado o uso do nome babilónico para a época compreendida entre 2000 a.c. e 660 d.c aproximadamente.

Os escritos deixados pelos egípcios (hieroglíficos) foram decifrados antes dos escritos babilónicos.

 

Foram feitos alguns progressos na leitura dos escritos babilónicos no início do século XIX por Grotefend, mas só na metade do século XX surgiram descobertas significativas sobre a Matemática Mesopotâmica.

Desde muito cedo que os mesopotâmios usam a escrita o que pode ser comprovado nas tábuas de argila encontradas em Uruk e que datam 5000 anos atrás. A figura escrita til1.bmp (374 bytes) significava água, olho1.bmp (1086 bytes) olho, e as combinações dos dois significava molhado. Gradualmente o número de sinais tornou-se menos numeroso, de tal forma que dos cerca de 2000 sinais sumérios que eram originalmente usados só um terço se manteve até ao tempo da conquista Akkadian. Os desenhos primitivos deram lugar às combinações escritas em forma de cunha, a água passou 

a ser

cone1.bmp (766 bytes)

e os olhos lwf6.bmp (1182 bytes) .
 

As Matemáticas Babilono-Assíricas

 

Das placas matemáticas de Senkereh, de época compreendida entre 2300 e 1600 a.c., destaca-se a que foi descoberta em 1854 em Senkereh (Larsa), na região de Babel, pátria dos reis de Sennar e residência do poderoso Arioch de Ellasar oriundo de Elam, e que contém listas de quadrados e cubos. Nesta placa podemos encontrar o seguinte:

1 = 12 ; 4 = 22; 9 = 32; 16 = 42; 25 = 52; 36 = 62; 49 = 72;

o que prova que os babilónios desse tempo conheciam e usavam a numeração decimal. Através destas placas também se pode concluir que os babilónios quando se tratava de números um pouco consideráveis combinavam a numeração decimal, com sistema de base sexagesimal. Esta tábua juntamente com a representação dos números em caracteres cuneiformes, que se encontram em documentos de época posterior a esta tábua (ver figura seguinte) evidenciam os conhecimentos que os babilónios possuiam sobre certas noções aritméticas, que constituem a base fundamental da ciência dos números.

A tábua dos números cardinais assíricos, desde 1 a 2000, é como se segue:

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Estudos efectuados por investigadores parecem indicar que os Babilónios estudaram as propriedades dos números inteiros bem como aritmética e geometria (que eram utilizados nos seus cálculos astronómicos) e que, através dos Fenícios com quem os Caldeus estabeleciam relações comerciais, foram transmitidos aos gregos.

 

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