
O quarto milénio antes da nossa era foi um período rico em cultura e de grande desenvolvimento, trazendo consigo o uso da escrita, da roda e dos metais. Não é possível na babilónia retroceder até às origens pré-históricas, visto que, neste país, o Delta Babilónico estava sujeito a contínuas inundações. Todos os vestígios procedentes das épocas paleolítica e neolítica devem ter sido varridos e destruídos pela força dos elementos. Só quando se começou a rectificar os cursos das águas e a edificar sobre terraplenos, principiou a ser conservado o que resta de actividade da indústria humana daqueles tempos. Construiram um sistema de canais para irrigar a terra e controlar as inundações, bem como casas, templos decorados com louças de barro e mosaicos.
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A civilização Mesopotâmica é referida como
Babilónica, no entanto tal designação não é muito correcta. A cidade babilónia,
situada entre dois rios, nem sempre foi o centro da cultura, mas por convenção, foi
aprovado o uso do nome babilónico para a época compreendida entre 2000 a.c. e 660
d.c aproximadamente. Os escritos deixados pelos egípcios (hieroglíficos) foram decifrados antes dos escritos babilónicos.
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| Foram feitos alguns progressos na leitura dos escritos
babilónicos no início do século XIX por Grotefend, mas só na metade do século XX
surgiram descobertas significativas sobre a Matemática Mesopotâmica. Desde muito cedo que os mesopotâmios usam a escrita o que pode ser comprovado
nas tábuas de argila encontradas em Uruk e que datam 5000 anos atrás. A figura escrita |
| a ser |
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e os olhos |
| As Matemáticas Babilono-Assíricas
Das placas matemáticas de Senkereh, de época compreendida entre 2300 e 1600 a.c., destaca-se a que foi descoberta em 1854 em Senkereh (Larsa), na região de Babel, pátria dos reis de Sennar e residência do poderoso Arioch de Ellasar oriundo de Elam, e que contém listas de quadrados e cubos. Nesta placa podemos encontrar o seguinte: 1 = 12 ; 4 = 22; 9 = 32; 16 = 42; 25 = 52; 36 = 62; 49 = 72; o que prova que os babilónios desse tempo conheciam e usavam a numeração decimal. Através destas placas também se pode concluir que os babilónios quando se tratava de números um pouco consideráveis combinavam a numeração decimal, com sistema de base sexagesimal. Esta tábua juntamente com a representação dos números em caracteres cuneiformes, que se encontram em documentos de época posterior a esta tábua (ver figura seguinte) evidenciam os conhecimentos que os babilónios possuiam sobre certas noções aritméticas, que constituem a base fundamental da ciência dos números. A tábua dos números cardinais assíricos, desde 1 a 2000, é como se segue:
Estudos efectuados por investigadores parecem indicar que os Babilónios estudaram as propriedades dos números inteiros bem como aritmética e geometria (que eram utilizados nos seus cálculos astronómicos) e que, através dos Fenícios com quem os Caldeus estabeleciam relações comerciais, foram transmitidos aos gregos.
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