EGÍPCIOS

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Pode-se perfeitamente fazer reviver e reconstruir a cultura Egípcia pelos repetidos desenhos que se encontram nos túmulos, referentes à sementeira e à colheita, à criação de gado e à caça, à viticultura e à pesca, à navegação no Nilo e à indústria. Tinham como principais diversões os jogos de luta e as danças, o canto e a música a com a flauta, a harpa e o alaúde.

Os descobrimentos técnicos que possuiam é algo de maravilhoso, como a factura do vidro, o fabrico da loiça e os lavores em metal; sendo de celebrar a perfeição com que trabalhavam a pedra e a madeira. Mestres na arquitectura, como prova disso são as construções de pedra dos sepulcros, das pirâmides e dos templos, e nas leves e elegantes construções de tijolo e madeira empregadas nas casas do palácio.

 

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Os egípcios, mesmo os de épocas muito remotas, tinham muitos conhecimentos, principalmente conhecimentos matemáticos. Estes conheciam alguns teoremas de geometria. Conheciam também os números naturais e os números racionais positivos de numerador um, bem como um valor aproximado do p , p = 3.16. Resolviam equações de segundo grau e raízes quadradas para aplicá-las nos problemas de áreas.

Ano após ano o Nilo transbordava do seu leito natural, espalhando um rico limo sobre os campos ribeirinhos, o que constituia uma benção, a base da existência do país dos faraós. Como consequência as marcas divisórias dos lotes eram  apagadas. Vinham então os funcionários do faraó, os "harpedonatas", refazer a divisão de terras. Documentos escritos naquela época revelam que os arquitectos e construtores egípcios sabiam que um triângulo com lados 3, 4, 5 era forçosamente rectângulo. Diz a história que estes sábios usavam uma corda na qual davam nós a intervalos de igual distância formando com ela esse tipo de triângulo. Este processo ficou conhecido como a corda dos treze nós. Assim conseguiam lentamente restablecer os limites dos antigos campos.

 

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Os templos e as pirâmides dos egípcios são criações geométricas do mais alto rigor, cuja construção exigia elevados conhecimentos matemáticos e astronómicos. Recorreram também a noções de geometria, medindo sombras, ao inventarem o relógio de sol.

O papíro de Ahmés - Não se conhecem obras de ciência escritas pelos antigos egípcios, a não ser algumas cujo conteúdo é dedicado á medicina. Existem, no entanto, alguns papíros relativos à matemática, dos quais se destaca o papíro escrito pelo sacerdote Ahmés no 33º ano do reinado de Apepa II. Pensa-se que o papíro seria a cópia de outro mais antigo do tempo da 12º dinastia e que contém os princípios fundamentais da matemática desse tempo. Neste papíro são apresentadas noções sob uma forma empírica, sem teoremas gerais e demonstrações relativas às proposições de geometria e de aritméticas tratadas.
É considerado um dos mais preciosos documentos relativo aos conhecimentos matemáticos dos egípcios.

Relativamente ao modo de escrever os números, quando estes eram designados por um sinal, e não por uma palavra, os números até nove eram representados pelo símbolo da unidade repetido o número de vezes necessário, ou, ainda, pelo número equivalente de riscas verticais que primitivamente representariam os dedos da mão - origem presumida do sistema da numeração décimal.
Na representação dos números 10, 100 e 1000 os egípcios recorriam a sinais adicionais, os quais se repetiam tantas vezes quantas era preciso, e assim sucessivamente.

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