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Pentágono estrelado

 

 

"  Certa  noite, quinhentos anos antes do nascimento de Cristo, um viajante chegava a uma estalagem grega, para ali pernoitar. Durante a noite foi acometido por violento mal. O viajante era pobre e miserável, mas seu hospedeiro, compadecido, tratou-o com desvêlo e fêz o possível para ajudá-lo a restabelecer-se. Em vão: o estado do doente piorava, e ao perceber que ele iria morrer sem possibilidades de indemnizar o estalajadeiro pelo seus esforços, pediu uma lousa, na qual traçou tão-somente, com mão trémula, uma figura geométrica - Pentágono estrelado. Em seguida mandou que o hospedeiro afixasse a lousa à porta do seu estabelecimento; mais dia menos dia havia de ser recompensado. Logo depois o homem morria. Escoou-se longo espaço de tempo. Certo dia um viajante que passava descobriu o sinal na estalagem, entrou, indagou do hospedeiro a origem do desenho e recompensou-o, então, prodigamente pela sua caridade. Assim Jâmblico, filósofo, matemático e historiador romano, acrescentando que tanto o viajante como o que dera a recompensa ao estalajadeiro haviam pertencido à escola do grande sábio Pitágoras. Se não é verdade ao menos é bem criado." (Karlson, 1961: 89)

 

 

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