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Somos alunos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa , frequentamos o 4º ano da licenciatura em ensino da matemática . Fizemos este trabalho no âmbito da cadeira de I. C. M. - Interdisplinaridade Ciências - Matemática , sob tutela do professor José Manuel Varandas . |
Claudia Catarina Mendes Silva
cadinha@mail.pt |
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João Gonçalo de Sousa Leal Lourenço
l23341@fc.ul.pt |
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José Alberto Caetano Amaral
jaalcaam@esoterica.pt |
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A Matemática é principalmente conceitos. O conceito de espaço, como base, o conceito de tempo a ele associado quando num contexto de universo físico, e vários conceitos principalmente técnicos, tais como o de função, continuidade, derivada, primitiva, etc. Mas tal como podemos especular o que seria o universo sem matéria, igualmente se poria a questão sobre o que seria a Matemática sem o Número. Como se mediria o espaço sem pontos de referência?, o que seria... existir?
Com a crescente capacidade de resolução de problemas por parte da humanidade, igualmente cresceu a sua capacidade de interiorização e abstracção do universo que a rodeia, tendo como principal aliada a Matemática, aliada a grandes doses de intuição. A sua principal sustentação foi o conceito de Número, conceito esse que foi evoluindo a par da complexidade dos problemas que se deparam com o desbravar de novos continentes matemáticos. Vamos tentar dar uma ideia de como, com a necessidade, surgiram os vários tipos de números, os problemas que permitiram resolver, e apresentaremos algumas curiosidades, se possível com demonstrações.
A evolução do conhecimento implica que se resolvam problemas até aí insolúveis, mas, de modo geral outros problemas desconhecidos surgem, e então o "corpo físico" da Matemática, o Número, tem que acompanhar essa evolução. Deixaremos algumas pistas...
A construção do sistema numérico verificou-se em diversas fases e deu origem a conjuntos de referência cada vez mais amplos , IN , Z , Q , IR , C , cada um deles contendo o anterior.

Os primeiros números sobre os quais o homem operou foram , certamente , os números naturais 1 , 2 , 3 , ...
Adicionar , multiplicar , elevar a um expoente natural ... são operações directas e de natureza repetitiva :
3 + 2 = ( 3 + 1 ) + 1 , 3 x 5 = 5 + 5 + 5 , 53 = 5 x 5 x 5
As operações inversas - subtracção , divisão , radiciação , eram possíveis apenas em condições restritas .
Foi a necessidade de as tornar possíveis em todos os casos , necessidade que se verifica , por exemplo na resolução de equações como
7.x = 9 , X2= 2 , x + 5 = 2 , X2+ 1 = 0 ... ,
que deu origem às diversas extensões do conceito de número com a criação dos fraccionários , dos irracionais positivos , do zero , dos números negativos e finalmente dos números complexos .
É também verdade que as diversas generalizações do conceito de número não se fizeram exactamente pela ordem definida atrás.
Por exemplo , muito antes dos números reais serem rigorosamente definidos já se usavam números complexos ...
Em geral , precedendo a definição matemática dos novos entes a introduzir em cada extensão do conceito de número , houve uma utilização empírica desses números , um pouco temerária , mais ou menos envolta em considerações místicas .