O misticismo dos números:

«Tudo é número», disse Pitágoras. E o misticismo dos números leva mesmo a sério esta máxima. O universo é governado em todos os seus aspectos pelo número e pelas suas indiossincrasias. Três é a trindade, seis é o número perfeito e 137 era a constante de estrutura fina de Sir Arthur Eddington, um místico dos números e um físico consagrado.

O número sete na Antiguidade:

O número sete era, para os egípcios, um número sagrado. A deusa Hathos aparecia em pinturas, fazendo-se acompanhar de sete vacas místicas. No solstício do Inverno, traziam uma vaca, que efectuava sete voltas completas em redor do templo. Nos papiros mágicos encontram-se a tal respeito, alusões a cada passo. O touro sagrado tinha, por companheiras, sete vacas, etc.

Vestígios do sistema sexasegimal (babilónico):

A nossa divisão actual das horas em 60 minutos e em 3600 segundos data dos Sumérios, assim como a divisão do circulo em 360 graus, cada grau em 60 minutos e cada minuto em 60 segundos.

Formas curiosas de contar:

Pensa-se que os dados, pedras de dominó e cartas de jogo são vestígios da numeração escrita primitiva;

        

Muitos povos utilizaram e ainda utilizam hoje os dedos das mãos e até dos pés para indicar as suas contas;

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Alguns povos de África para contar até dez não falam, mostram só os dedos das mãos.

Sistema Braille:

Nos nossos dias existem diversas formas de representar símbolos. Os cegos devem a Braille (séc. XIX) um sistema de escrita que consiste em pontos salientes que representam letras ou números por onde vão passando as pontas dos dedos.

Origem da palavra cálculo:

A palavra cálculo deriva da palavra «calculi» que era uma palavra que os Romanos utilizavam para designar «pedrinha». Dela vêm as pavavras «calcular», «calculadora», «cálculo»,...

O Ábaco:

O Ábaco servia de "máquina de calcular" aos Gregos e aos Romanos para adicionar e subtrair. Continuou a ser usado na Idade Média e ainda nos nossos dias é usado na China, Japão, Singapura, etc. É curioso, como naqueles países, o ábaco é usado a par da tecnologia avançada: o turista compra, o vendedor Chinês faz a conta com o ábaco e mostra o resultado no visor da máquina de calcular!

A singular numeração dos Bantus:

Os chamados Bantus, indígenas de Angola, Moçambique e Nova Guiné adoptavam um sistema de numeração muito interessante, embora não fosse dos mais práticos. Até ao número nove só dispunham de dois cardinais que seriam :

Urupum - um                Okosa - dois

Com estes dois numerais, os Bantus, por simples adição, formavam um número qualquer até nove. O três, por exemplo, seria: Okosa Urupum (dois e um). O sete seria: Okosa Okosa Okosa Urupum. (A contagem acima do nove era muito complicada e um moçambicano não se interessava pelos cálculos numéricos.)

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