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Das muitas maneiras propostas para converter as leituras sismográficas numa escala de magnitudes de tremores de terra, a mais usada é a de Richter, que se baseia na medição das ondas produzidas pelos sismos.
A tabela seguinte ilustra bem o significado da variação dos valores da escala de Richter :
Magnitude |
Resultado no epicentro |
Nº(por ano) |
| 1.0 - 1.9 | Destacável apenas por sismógrafo |
muitos |
| 2.0 - 2.9 | Sentido por algumas pessoas | 800 000 |
| 3.0 - 3.9 | Sentido pela maioria das pessoas | 20 000 |
| 4.0 - 4.9 | Vidros partidos | 2 800 |
| 5.0 - 5.9 | Queda de mobiliário | 1 000 |
| 6.0 - 6.9 | Fendas no chão, queda de edifícios | 185 |
| 7.0 - 7.9 | Queda de pontes e barragens | 14 |
³ 8.0 |
Desastre em larga escala | 0.2 |
| Teoricamente, a magnitude de um tremor de terra pode ser um qualquer nº real. Na prática os sismógrafos apenas gravam aqueles cuja magnitude excede 1.0 e nunca foi gravado nenhum que tenha excedido 9.0. Analizando a tabela podemos verificar que os danos causados por um tremor de terra aumentam com a magnitude mas, felizmente a frequencia dos mesmos diminui com a magnitude. | ![]() |
A energia libertada por um sismo no seu epicentro é geralmente medida em ergs (unidade de energia do sistema cgs correspondente a 10 -7 joules. Mede uma quantidade tão pequena de energia que, por exemplo, o leite com chocolate de um pacote vulgar com 200 ml , tem um valor calórico de 6´ 1012 ergs). Assim, parece pouco prático descrever um sismo como tendo librtado 47369834360967412946ergs, por isso os sismólogos usam a escala de Richter dada por :
M = 0.67 log 10 E - 7.9
em que E representa a energia libertada e M a correspondente magnitude na escala.
| Analizando a equação acima, e através de contas relativamente fáceis podemos verificar, por exemplo, que um sismo 10 vezes mais intenso provoca uma variação de apenas 0.67 unidades na escala de Richter ou determinando a inversa da função dada verificamos que o acréscimo de uma unidade na escala de Richter provoca um sismo cerca de 31 vezes mais intenso. |
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Assim, em geral, se a energia libertada por um sismo fôr k vezes maior que a de outro, a diferença entre as respectivas magnitudes será dada por:
MkE ME = 0.67(log10kE log10E = 0.67 log10k
e, por outro lado, se generalizarmos o acréscimo de unidades na escala de Richter para um qualquer x, obtemos:
EM+x/Em = 10((M+x+7.9)/0.67) ((M+7.9)/0.67)
Deste facto resulta, por exemplo, que um acréscimo de "apenas" 3 unidades na magnitude, corresponde à libertação de uma energia cerca de 29.791 vezes maior. Pode ser a diferença entre um sismo e um terramoto.