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GRANDES INTERVENIENTES NA EVOLUÇÃO DA ESTATÍSTICA

 

    Actualmente pode dizer-se, sem exagero, que a Estatística Indutiva é aplicada a todos os ramos do conhecimento e é utilizada em quase todos os aspectos da vida humana. Por terem sido os primeiros a estudarem e a utilizarem este ramo da Estatística, Galton (1822 – 1911) e Pearson (1857 – 1936) são habitualmente considerados os iniciadores da Estatística moderna.

 

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     Até à segunda metade do século XIX, a utilização da Estatística consistia na recolha de dados, os quais reflectiam uma determinada situação.

 

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    O imperador Tao pretendia, provavelmente, conhecer melhor a população da China quando, acerca de 2200 a.c., ordenou um censo cujos dados são os mais antigos que se conhecem. O império romano (séc. VI a.c.), com a sua grande extensão, necessitou também de obter dados sobre os variados povos que habitavam e, nos quinze séculos seguintes, estados e povos foram estudados através de recenseamentos, por ordem de reis e imperadores.

 

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    Quando, hoje em dia, os políticos, os governos ou os sociólogos analisam a esperança de vida num país, numa região ou no mundo, seguem um procedimento efectuado, pela primeira vez, por Graunt e por Edmund Halley (1658 – 1744). Este astrónomo inglês, conhecido pelo cometa que identificou e cuja passagem pela terra previu, publicou, em 1692, um livro com o título que explicava claramente de que assuntos tratava: Cálculo dos graus de mortalidade da humanidade, deduzidos de curiosas tabelas dos nascimentos e mortes da cidade de Breslau, com a intenção de estabelecer os preços das anualidades sobre as vidas. Este tipo de estudo estatístico é utilizado actualmente, por exemplo, pelas companhias de seguros.

 

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     O livro Medicina social, escrito por Quetelet, levou Florence Nightingale (1820 – 1910) a fazer uma grande campanha para que a universidade de Oxford instituisse uma cadeira de Estatística, na qual os políticos e legisladores aprendessem como era importante as decisões serem baseadas em dados concretos. Embora não tivesse conseguido atingir esse objectivo, ela sempre usou essa nova ciência, que considerava um estudo «apaixonante», para pressionar os governos, e até a rainha Vitória, no sentido de melhorar o sistema de saúde inglês daquela época. Durante os 50 anos que dedicou à enfermagem recolheu uma enorme quantidade de dados sobre a mortalidade nas zonas de guerra e nos hospitais; utilizando essas informações e algumas representações gráficas muito criativas, lutou contra a «profunda cegueira» dos governantes.

 

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    Graunt, Halley, Quetelet e Nightingale, todos eles utilizaram a Estatística para descrever várias situações, ou seja, utilizaram a Estatística Descritiva, mas Francis Galton utilizou métodos estatísticos completamente inovadores para efectuar previsões e tirar conclusões, em assuntos tão diversos como meteorologia (construiu o primeiro mapa do tempo de que se tem notícia), religião e hereditariedade. Iniciou-se então a Estatística Indutiva.

    Galton acreditava completamente nos dados e recolheu-os sobre assuntos tão estranhos e variados como a eficácia das orações, a antropologia ou as impressões digitais (a partir de um estudo exaustivo de milhares de exemplares demonstrou que cada pessoa tem impressões digitais diferentes). A sua enorme curiosidade e criatividade levaram-no a construir um instrumento experimental, a máquina de Galton, com o qual se pode estudar a probabilidade de uma bola percorrer um determinado caminho desde um ponto até ao outro.

 

 

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